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  • DIREITO TRIBUTRIO II AULA 11 DIA 21/10/13 1
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  • EXCLUSO DO CRDITO TRIBUTRIO Excluir o crdito tributrio significa impedir a sua constituio. no pode haver lanamentono surgir crdito tributrio Trata-se de situaes em que, no obstante a ocorrncia do fato gerador e o conseqente nascimento da obrigao tributria, no pode haver lanamento, de forma que no surgir crdito tributrio, no existindo, portanto, obrigao de pagamento. 2
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  • EXCLUSO DO CRDITO TRIBUTRIO As clusulas excludentes (iseno e anistia) impedem a normal sucesso de fatos, na linha do tempo do fenmeno jurdico tributrio, pois o procedimento do lanamento, com o conseqente nascimento do crdito tributrio, evitado. 3
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  • EXCLUSO DO CRDITO TRIBUTRIO Conforme previsto no art. 175 do CTN, somente existem duas hipteses de excluso do crdito tributrio a iseno e a anistia. 4
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  • Diferenas A diferena fundamental entre ambas que: exclui crdito tributrio relativo a tributo a iseno exclui crdito tributrio relativo a tributo, exclui crdito tributrio relativo penalidade pecuniria enquanto a anistia exclui crdito tributrio relativo penalidade pecuniria. no se dispensa o cumprimento das obrigaes acessrias dependentes da obrigao principal Em ambos os casos, apesar de haver dispensa legal do pagamento (do tributo ou da multa), no se dispensa o cumprimento das obrigaes acessrias dependentes da obrigao principal cujo crdito seja excludo, ou dela seja conseqente. 5
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  • exemplos A concesso de anistia da multa por atraso na entrega de declarao de imposto de renda no implica dispensa da entrega da prpria declarao. A iseno de ICMS concedida aos comerciantes de determinada mercadoria no traz consigo a dispensa da escriturao dos livros fiscais. 6
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  • Iseno Iseno a dispensa legal do pagamento do tributo devido. no causa de no incidncia tributria Segundo a tese que prevaleceu no Judicirio, a iseno no causa de no incidncia tributria, pois, mesmo com a iseno, os fatos geradores continuam a ocorrer, gerando as respectivas obrigaes tributrias, sendo apenas excluda a etapa do lanamento e, por conseguinte, a constituio do crdito. 7
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  • atribuio lei especficano sendo cabvel a previso via ato infralegal. o art. 150, 6., da CF/1988 impe que a concesso de iseno seja feita por intermdio de lei especfica, no sendo cabvel a previso via ato infralegal. sempre decorrente de lei que especifique as condies e requisitos exigidos para a sua concesso O art. 176 do CTN apenas reafirma a regra ao estipular que a iseno, ainda quando prevista em contrato, sempre decorrente de lei que especifique as condies e requisitos exigidos para a sua concesso, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua durao. 8
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  • iseno prevista em contrato Visa a disciplinar os casos em que governos que tentam atrair investimento para o seu territrio fazem um acordo com empresas, segundo o qual o Poder Pblico se compromete a conceder benefcios fiscais para as entidades que se instalem em seu territrio. O pacto, por si s, no tem o condo de efetivamente isentar a entidade que cumpra sua parte, pois a iseno necessariamente decorre de lei, como exige o princpio da indisponibilidade do patrimnio pblico. 9
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  • o pargrafo nico do art. 176 do CTN possvel que a iseno abranja somente parte do territrio da entidade tributante, em funo das peculiaridades locais. Entretanto, caso a iseno seja concedida pela Unio deve ser observado o princpio da uniformidade geogrfica, previsto no art. 151, inciso I, da CF. Assim, no lcito que o benefcio implique discriminatrio diversidade de incidncia tributria nos diferentes pontos do territrio nacional. 10
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  • art. 177 do CTN no extensiva Assevera que, salvo disposio de lei em contrario, a iseno no extensiva: s taxas s contribuies de melhoria aos tributos institudos posteriormente sua concesso desde que haja previso expressa neste sentido importante perceber, contudo, que a presena da clusula "salvo disposio de lei em contrrio" torna possvel a extenso da iseno s taxas e contribuies de melhoria, desde que haja previso expressa neste sentido. 11
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  • Exemplo Se uma lei concede iseno do IPTU para determinada classe de contribuintes, no se pode presumir que estes tambm estaro isentos da taxa de coleta domiciliar de lixo ou da contribuio de melhoria em virtude de valorizao decorrente de obra pblica porventura realizada. Se o Municpio quer isentar tais tributos, ter de faz-lo mediante regra expressa; caso contrrio, o pagamento ser devido. 12
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  • Revogao das isenes onerosas isenes onerosas O art. 178 do Cdigo disciplina as restries revogao das denominadas isenes onerosas, definidas como aquelas que no trazem somente o bnus da dispensa legal do pagamento, mas tambm algum nus como condio para o seu gozo. "Art. 178. A iseno, salvo se concedida por prazo certo e em funo de determinadas condies, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art. 104". 13
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  • condies (onerosa) e por prazo certo Para ser abrangida pela exceo plena revogabilidade, a iseno precisa ser concedida em funo de determinadas condies (onerosa) e por prazo certo. Ex: Imagine uma lei que conceda iseno de ICMS por dez anos (prazo certo) para as empresas que se instalarem no interior de Pernambuco e produzam mamona destinada utilizao no processo de produo de biodiesel (condies). A empresa que tenha cumprido os requisitos durante a vigncia da lei concessria tem direito adquirido iseno, que no pode ser revogada. 14
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  • STF - Smula 544 "Isenes tributrias concedidas, sob condio onerosa, no podem ser livremente suprimidas". No se pode confundir a revogao da iseno onerosa (impossvel, por conta da proteo ao direito adquirido) com revogao da lei concessria de iseno onerosa (possvel, pois no se pode impedir o parlamento de revogar uma lei). no tem o condo de prejudicar quem j cumprira os requisitos para o gozo do beneficio legal a revogao da lei concessiva de iseno onerosa no tem o condo de prejudicar quem j cumprira os requisitos para o gozo do beneficio legal, mas impede o gozo daqueles que no tinham cumprido tais requisitos na data da revogao da lei. 15
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  • Iseno geral e individual a iseno pode ser concedida em carter geral (objetivo) ou em carter individual (subjetivo ou pessoal). GERAL GERAL - Haver iseno concedida em carter geral quando o beneficio atingir a generalidade dos sujeitos passivos, sem necessidade da comprovao por parte destes de alguma caracterstica pessoal especial. Ex: tem-se a iseno do imposto de renda incidente sobre os rendimentos da caderneta de poupana. 16
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  • Iseno geral e individual carter individual Haver iseno em carter individual quando a lei restringir a abrangncia do beneficio s pessoas que preencham determinados requisitos, de forma que o gozo depender de requerimento formulado Administrao Tributria no qual se comprove o cumprimento dos pressupostos legais (STJ - REsp. 196.473). Ex: tem-se a iseno de IPI e IOF concedida aos deficientes fsicos para que adquiram veculos adaptados s suas necessidades especiais. Perceba-se que, nesse caso, o gozo do beneficio depende da comprovao da condio pessoal de deficiente fisico. deve analisar cada caso No caso de o beneficio ser concedido em carter individual, a autoridade administrativa deve analisar cada caso, verificando se o interessado preencheu as condies e requisitos para o gozo do benefcio (CTN, art. 179). 17
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  • so aplicveis iseno concedida em carter individual as regras constantes do art. 155 do CTN a) A concesso da iseno em carter individual no gera direito adquirido e ser "revogada" (o correto seria falar anulada) de oficio, sempre que se apure que o beneficirio no satisfazia ou deixou de satisfazer as condies ou no cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a concesso do favor. a) A concesso da iseno em carter individual no gera direito adquirido e ser "revogada" (o correto seria falar anulada) de oficio, sempre que se apure que o beneficirio no satisfazia ou deixou de satisfazer as condies ou no cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para a concesso do favor. b) No caso de "revogao", sempre ser cobrado o tributo e os juros de mora. b) No caso de "revogao", sempre ser cobrado o tributo e os juros de mora. c) Se o beneficio foi obtido com dolo ou simulao do beneficirio, ou de terceiro em favor daquele, haver cobrana da penalidade pecuniria. Alm disso, o tempo decorrido entre a concesso da iseno e sua revogao no ser computado para efeito da prescrio do direito cobrana do crdito. c) Se o beneficio foi obtido com dolo ou simulao do beneficirio, ou de terceiro em favor daquele, haver cobrana da penalidade pecuniria. Alm disso, o tempo decorrido entre a concesso da iseno e sua revogao no ser computado para efeito da prescrio do direito cobrana do crdito. d) Se no houve dolo ou simulao, no haver cobrana de penalidade pecuniria e a revogao s pode ocorrer antes de prescrito o direito cobrana do crdito. d) Se no houve dolo ou simulao, no haver cobrana de penalidade pecuniria e a revogao s pode ocorrer antes de prescrito o direito cobrana do crdito. 18
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  • Anistia Anistia o perdo legal de infraes, tendo como consequncia a proibio de que sejam lanadas as respectivas penalidades pecunirias. por servir como impeditivo do procedimento administrativo de lanament

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