direito tributário i administração tributária. garantias e privilégios do crédito tributário

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  • Direito Tributrio I Administrao Tributria
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  • Garantias e Privilgios do Crdito Tributrio
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  • Privilgios Princpio Geral: a universalidade dos bens e rendas do sujeito passivo respondem pelo pagamento do tributos, nos termos do Art. 184 do CTN. A exceo so os bens impenhorveis na terminologia da lei 8.009/90 (Art. 1 O imvel residencial prprio do casal, ou da entidade familiar, impenhorvel e no responder por qualquer tipo de dvida civil, comercial, fiscal, previdenciria ou de outra natureza, contrada pelos cnjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietrios e nele residam, salvo nas hipteses previstas nesta lei).
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  • Fraude contra a Fazenda Pblica Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienao ou onerao de bens ou rendas, ou seu comeo, por sujeito passivo em dbito para com a Fazenda Pblica, por crdito tributrio regularmente inscrito como dvida ativa. Pargrafo nico. O disposto neste artigo no se aplica na hiptese de terem sido reservados, pelo devedor, bens ou rendas suficientes ao total pagamento da dvida inscrita.
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  • Indisponibilidade de bens Art. 185-A. Na hiptese de o devedor tributrio, devidamente citado, no pagar nem apresentar bens penhora no prazo legal e no forem encontrados bens penhorveis, o juiz determinar a indisponibilidade de seus bens e direitos, comunicando a deciso, preferencialmente por meio eletrnico, aos rgos e entidades que promovem registros de transferncia de bens, especialmente ao registro pblico de imveis e s autoridades supervisoras do mercado bancrio e do mercado de capitais, a fim de que, no mbito de suas atribuies, faam cumprir a ordem judicial.
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  • Posicionamento do STJ PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTRIO EXECUO FISCAL NO-LOCALIZAO DE BENS DO DEVEDOR INDISPONIBILIDADE (ART. 185-A DO CTN) MEDIDA EXCEPCIONAL NECESSIDADE DE DEMONSTRAO DE TER DILIGENCIADO PARA LOCALIZAR OS BENS DO DEVEDOR PRECEDENTES. 1. A no-localizao de bens penhorveis no se presume, devendo ser demonstrado o esgotamento das diligncias para localizao de bens pela exequente. 2. O entendimento expressado nas decises recorridas est em consonncia com a jurisprudncia dominante nesta Corte, da a incidncia da Smula 83/STJ.Precedentes. Agravo regimental improvido. (AgRg no Resp 1125983, Rel. Min. Humberto Martins. Dje 05/10/2009)
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  • Preferncias do Crdito Tributrio O crdito tributrio tem preferncia sobre os demais, ressalvados os crditos trabalhistas. A cobrana judicial do crdito tributrio no sujeita ao concurso de credores nem habilitao judicial em falncia ou recuperao.
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  • Preferncia na falncia I o crdito tributrio no prefere aos crditos extraconcursais ou s importncias passveis de restituio, nos termos da lei falimentar, nem aos crditos com garantia real, no limite do valor do bem gravado; II a lei poder estabelecer limites e condies para a preferncia dos crditos decorrentes da legislao do trabalho; e III a multa tributria prefere apenas aos crditos subordinados
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  • Concurso de preferncia Art. 187 (...) Pargrafo nico. O concurso de preferncia somente se verifica entre pessoas jurdicas de direito pblico, na seguinte ordem: I - Unio; II - Estados, Distrito Federal e Territrios, conjuntamente e pr rata; III - Municpios, conjuntamente e pr rata.
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  • Outros privilgios Os crditos tributrios relativos a fatos geradores ocorridos no curso do processo de falncias preferem a todos os demais e no esto sujeitos ao concurso de credores. A extino das obrigaes do falido requer prova de quitao de todos os tributos, assim como a concesso de recuperao judicial. Nenhuma sentena de partilha poder ser proferida sem prova da quitao tributria relativas ao esplio. proibido celebrar contrato com proponente em dbito com o fisco federal, estadual, distrital ou municipal.
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  • Fiscalizao Tributria
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  • Direitos do fisco O fisco tem o direito de acesso e exame de quaisquer documentos, arquivos, mercadores e outros. Entretanto o fisco tem que obrigatoriamente lavrar os termos comprobatrios do incio do procedimento, bem como, apreenso de documentos e outros que se faam necessrios a comprovar os fatos ocorridos.
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  • Dever de informar Art. 197. Mediante intimao escrita, so obrigados a prestar autoridade administrativa todas as informaes de que disponham com relao aos bens, negcios ou atividades de terceiros: I - os tabelies, escrives e demais serventurios de ofcio; II - os bancos, casas bancrias, Caixas Econmicas e demais instituies financeiras; III - as empresas de administrao de bens; IV - os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais; V - os inventariantes; VI - os sndicos, comissrios e liquidatrios; VII - quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razo de seu cargo, ofcio, funo, ministrio, atividade ou profisso. Pargrafo nico. A obrigao prevista neste artigo no abrange a prestao de informaes quanto a fatos sobre os quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em razo de cargo, ofcio, funo, ministrio, atividade ou profisso.
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  • Dever de sigilo por parte do fisco Art. 198. Sem prejuzo do disposto na legislao criminal, vedada a divulgao, por parte da Fazenda Pblica ou de seus servidores, de informao obtida em razo do ofcio sobre a situao econmica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negcios ou atividades.
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  • Excees ao sigilo Requisio da justia. Interesse em processo administrativo de interesse da Administrao Pblica, quando houve co-relao entre a informao fiscal e a prtica de infrao administrativa. Representao para fins penais Informaes sobre dvida ativa Parcelamento ou moratria Intercmbio de informaes entre as fazendas.
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  • Dvida Ativa
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  • Conceito Art. 201. Constitui dvida ativa tributria a proveniente de crdito dessa natureza, regularmente inscrita na repartio administrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por deciso final proferida em processo regular. Trata-se do crdito tributrio inscrito, lquido e exigvel, reunindo os pressupostos para a sua cobrana judicial nos termos da lei 6.830/80. O dbito inscrito em dvida ativa tem presuno de liquidez e certeza, ou seja, tem o efeito de prova pr- constituda, nos termos do artigo 204 do CTN.
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  • Requisitos formais da inscrio Art. 202. O termo de inscrio da dvida ativa, autenticado pela autoridade competente, indicar obrigatoriamente: I - o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-responsveis, bem como, sempre que possvel, o domiclio ou a residncia de um e de outros; II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos; III - a origem e natureza do crdito, mencionada especificamente a disposio da lei em que seja fundado; IV - a data em que foi inscrita; V - sendo caso, o nmero do processo administrativo de que se originar o crdito. Pargrafo nico. A certido conter, alm dos requisitos deste artigo, a indicao do livro e da folha da inscrio.
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  • Presuno de liquidez e certeza Certeza existncia regular Liquidez demonstrao de seu valor e elementos de consolidao Presuno juris tantum inverso do nus da prova Fato negativo prova da Fazenda.
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  • Certido Negativa Art. 205. A lei poder exigir que a prova da quitao de determinado tributo, quando exigvel, seja feita por certido negativa, expedida vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informaes necessrias identificao de sua pessoa, domiclio fiscal e ramo de negcio ou atividade e indique o perodo a que se refere o pedido. Pargrafo nico. A certido negativa ser sempre expedida nos termos em que tenha sido requerida e ser fornecida dentro de 10 (dez) dias da data da entrada do requerimento na repartio.
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  • Certido positiva com efeitos de negativa Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certido de que conste a existncia de crditos no vencidos, em curso de cobrana executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.
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  • Demais aspectos das certides Em casos da necessidade de prtica de ato indispensvel caducidade do direito ser dispensvel a apresentao da certido. A certido negativa expedida com fraude ou dolo responsabiliza pessoalmente o funcionrio que a expedir pelo crdito tributrio omitido.

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