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  • DIREITO TRIBUTRIO E SISTEMA TRIBUTRIO NACIONAL - CESPE/UNB

    Apresentao & Objetivos

  • O QUE SISTEMA TRIBUTRIO? A IMPORTNCIA DO STN PARA A FEDERAO; CLASSIFICAO DOS SISTEMAS TRIBUTRIOS.

  • ATRIBUIO DE COMPETNCIA TRIBUTRIA: Tem carter essencialmente legislativo e indelegvel; possvel delegar as funes de arrecadao e fiscalizao; Obedincia s normas gerais (doravante o CTN); As 'partilhas constitucionais' no afetam a competncia; Faz contraponto com as limitaes da competncia tributria.

  • LIMITAO DA COMPETNCIA TRIBUTRIA: Melhor definio: limitaes ao poder de tributar; A IMUNIDADE vem a ser uma destas limitaes; So emanadas da Constituio Federal, concentradas nos artigos 150 a 152, sem prejuzo de outras disposies.

  • LIMITAO DA COMPETNCIA TRIBUTRIA-PRINCPIOS: Legalidade (ou tipicidade estrita); Isonomia: igualdade para todos na aplicao da lei; Irretroatividade: segurana jurdica garantida pela CRFB; Anterioridade (geral, nonagintdia e nonagesimal): primado da 'no surpresa' ao contribuinte; Proibio de confisco: aplicvel ao tributo, e no penalidade tributria, posto que no se confundem (art. 3 do CTN); Liberdade de trfego.

  • AS IMUNIDADES TRIBUTRIAS: Constituem um captulo parte no STN, no que concerne s limitaes do poder de tributar; NO INCIDNCIA x ISENO x IMUNIDADE; Modalidades (ou tipos) de imunidades previstos na CRFB: * recproca (patrimnio, renda ou servios uns dos outros); * religiosa (templos de qualquer culto); * objetiva condicionada (partidos polticos; entidades sindicais; e instituies de educao ou de assistncia social,sem fins lucrativos); * liberdade de expresso (livros; jornais; peridicos; e papel destinado exclusivamente impresso destes). Outras imunidades.

  • COMPETNCIA TRIBUTRIA UM BREVE ESTUDO Embora semelhantes em terminologia, difere em seus efeitos da competncia no tributria, prevista nos artigos 22 a 32 da CRFB; A competncia tributria pode ser: *privativa (impostos que podem ser institudos por cada ente federativo. H controvrsias quanto a taxas e contribuies de melhoria, em virtude das atividades estatais); *exclusiva (da Unio, para os tributos previstos na CFRB); *comum (segundo a CRFB, para taxas e contribuies de melhoria); *concorrente (tem sim, no caso das contribuies previdencirias dos servidores pblicos); *cumulativa (nos termos do artigo 147) e; *residual (artigo 154, I). Temos, ainda, a competncia extraordinria (artigo 154, II).

  • CONSIDERAES FINAIS Competncia tributria x tributos vinculados; Relativizao do conceito de imunidade do ponto de vista absoluto e relativo (ampliao de seu campo/casos pontuais de imunidade); As limitaes do poder de tributar enquanto garantia fundamental.

  • DIREITO TRIBUTRIO E SISTEMA TRIBUTRIO NACIONAL - CESPE/UNB

    Fontes do Direito Tributrio

  • Hierarquia das normas

  • - Lei x Legislao: diferenas; - Lei formal x lei material; - Estudo do artigo 96 do CTN; - Lei ordinria x Lei complementar: peculiaridades; - Por que o CTN tem status de Lei complementar? - O princpio da legalidade, do ponto de vista do CTN; - At que ponto a Medida Provisria pode inovar? - Tratados e Convenes x Legislao Tributria Interna; - A posio dos decretos e regulamentos.

  • - As normas complementares e sua importncia para o direito tributrio; * atos normativos e suas espcies; * decises administrativas; * usos e costumes; * convnios. - Efeitos das normas complementares nas relaes jurdicas entre a Fazenda Pblica e contribuintes.

  • Vigncia e aplicao da legislao tributria no tempo e no espao.

  • - Vigncia no tempo: tem a ver com a validade tcnico-formal da prpria lei; - Pode ser expressa ou tcita (tese dos 45 dias); - A lei vigente d suporte ftico chamada hiptese de incidncia que, juntamente com o fato imponvel, constitui uma das facetas do fato gerador.

  • - Vigncia da Legislao Tributria no espao; - Vigncia da Legislao Tributria no tempo: * Regras do CTN (art. 103); * Regra da LICC, art. 1 e; * Regras da LC 95/1998 e alteraes posteriores. - A coexistncia dos princpios da anterioridade e Da anualidade, e as peculiaridades das contribuies sociais e da EC 42/2003.

  • - A aplicao da legislao tributria: *via de regra imediata (art. 105); *no retroage, em respeito estabilidade das relaes jurdico-tributrias; *o CTN define o que seja fato gerador pendente; - Os conflitos desta aplicabilidade nos tributos de fato gerador continuado (IRPF, IRPJ e outros); - Concluso: o art. 105 foi parcialmente recepcionado pela CRFB, sem prejuzo das discusses judiciais.

  • - Aplicao retroativa e lei interpretativa; - Em que circunstncias seria admissvel uma lei meramente interpretativa? - No se confunde com 'anistia' (forma de excluso do crdito tributrio).

  • Incidncia, no-incidncia, imunidade, iseno e diferimento.

  • - Incidncia x no-incidncia: *O Direito Tributrio, enquanto parte de um todo Orgnico que forma o direito, interfere nas relaes jurdico-tributrias, inovando com suas leis; *Logo, o que no estiver descrito em lei considera- se no fazer parte do campo de incidncia; *Alis, sob esta tica, define-se a iseno como Sendo uma 'no-incidncia legalmente qualificada'; * J a imunidade considerada uma 'no-incidncia constitucionalmente qualificada'.

  • - Iseno x imunidade: * A iseno uma forma de excluso do crdito Tributrio, na forma do CTN; * sob esta mesma tica, a imunidade vai mais alm, excluindo at mesmo a existncia de fato gerador,pois suprime a incidncia de lei a respeito daquilo que possui guarida constitucional; * A iseno deriva de lei; a imunidade, da Constituio; * Para caracterizar um e outro, basta que fique claro o instituto da no incidncia, sendo indiferente o vocbulo a ser utilizado no corpo de texto legal; * Uma iseno sempre pode ser revista e revogada; o mesmo no se pode dizer da imunidade.

  • - Algumas consideraes sobre diferimento:

    *Instituto previsto na CF em seu art. 150,7;

    *Representa, na prtica, adiar o recolhimento de tributo (o fato gerador ocorreu, o crdito Tributrio foi lanado mas, por disposio legal, Houve o adiamento); *Ocorre com tributos plurifsicos (IPI/ICMS); *O diferimento um facilitador do trabalho do fisco.

  • INCIDNCIA

    IMUNIDADE

    IMUNIDADE

    ISENO

    ISENO

    QUADRO SINTICO DE COMPREENSO SOBRE AS INCIDNCIAS TRIBUTRIAS NO INCIDNCIA

  • - A ISENO CONDICIONADA E SEUS EFEITOS; - ALQUOTA ZERO ISENO? - CONSIDERAES FINAIS.

  • DIREITO TRIBUTRIO E SISTEMA TRIBUTRIO NACIONAL - CESPE/UNB

    Interpretao & Integrao da Legislao Tributria

    Classificao dos tributos

  • Interpretao & Integrao da Legislao Tributria

  • Interpretao:ato de extrair o sentido de um texto.Pode ser:

    * literal (ou autntica) art. 111 do CTN;

    * lgico-sistemtica;

    * teleolgica (atende finalidade da norma) e;

    * histrica.

    Integrao: completa um todo,suprindo lacunas legais. O

    CTN elenca 4 deles(art. 108),a serem aplicados nesta

    ordem:

    * analogia (difere da interpretao extensiva);

    * princpios gerais de direito tributrio;

    * princpios gerais de direito pblico;

    * equidade (relevao de penalidade).

  • Princpios gerais de direito privado: - Somente ser utilizado para definio do contedo e alcance dos institutos, no se prestando a definir os efeitos tributrios; - O CTN veda lei tributria alterar a definio, contedo e alcance destes mesmos institutos quando usados, expressa ou implicitamente, pela Constituio Federal, Dos Estados e DF e Leis Orgnicas, para definir ou limitar competncias tributrias (Art. 110);

  • Princpio aplicvel ao direito penal tributrio (art. 112): - Consagra a retroatividade benigna; - Interpretao de maneira favorvel: in dubio pro reo. Doutrina e Jurisprudncia: apesar da grande importncia que estes mtodos de integrao legal possuem para o Direito, no so consideradas fontes de integrao do Direito Tributrio.

  • Classificao dos tributos

  • Definio, ponto a ponto (art. 3 do CTN):

    - prestao pecuniria compulsria: revela o carter unilateral (ius imperii) do Estado, ao estabelecer a exao tributria e sua cobrana; - no sano de ato ilcito: ou seja, no se confunde com a penalidade pecuniria, que pode at existir de forma autnoma, mas no se confunde com o tributo; - instituda em lei: consagra o princpio constitucional da reserva legal (ou legalidade estrita, ou tipicidade legal); - cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada (vide art. 142 do CTN): trata-se do lanamento, que constitui o crdito tributrio.

  • - Natureza jurdica do tributo definida pelo fato

    gerador, sendo irrelevantes (art. 4):

    * a denominao jurdica (taxa 'disfarada' de

    imposto);

    * a destinao legal (partilhas constitucionais) e;

    * o produto de sua arrecadao (se vinculado ou

    no).

  • Quadro sintico das espcies de tributos

    IMPOSTOS

    { - de polcia;

    TAXAS { - de servios.

    CONTRIBUIES { - de melhoria;

    Exclusivas { - sociais;

    da { - interventivas (CIDEs);

    Unio { - interesse das

    profisses;

    { -

    previdencirias dos servidores

    pblicos (RPPS);

    { -

    COSIP (Municpios e DF)

    EMPRSTIMOS COMPULSRIOS

  • Principais critrios de classificao dos tributos:

    - Quanto ao aspecto jurdico: vinculados/no-vinculados;

    - Quanto vigncia geogrfica: internos e externos;

    - Quanto sujeio passiva: reais e pessoais;

    - Quanto repercusso: diretos e indiretos;

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