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    DIREITO PROCESSUAL PENAL - PROF. MARCELO DAEMON

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    Direito Processual

    Penal

    PROF Marcelo Daemon

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    DIREITO PROCESSUAL PENAL - PROF. MARCELO DAEMON

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    INQURITO POLICIAL

    Art. 4 A polcia judiciria ser exercida pelas autoridades policiais no territrio de suas respectivas circunscries e ter por

    fim a apurao das infraes penais e da sua autoria.

    Conceito de inqurito policial: trata-se de um procedimento preparatrio da ao penal, de carter

    administrativo, conduzido pela polcia judiciria e voltado colheita preliminar de provas para apurar a prtica

    de uma infrao penal e sua autoria. Seu objetivo precpuo a formao da convico do representante do

    Ministrio Pblico

    a funo de acusador; a confisso do ru considerada a rainha das provas; h ausncia de contraditrio

    reconhecido o direito ao ofendido e a qualquer cidado; predomina a liberdade de defesa e a isonomia entre as partes no

    processo; vigora a publicidade do procedimento; o contraditrio est presente; existe a possibilidade de recusa do julgador;

    h livre sistema de produo de provas; predomina maior participao popular na justia penal e a liberdade do ru a

    regra

    -se pela diviso do processo em duas grandes fases: a instruo preliminar, com os

    elementos do sistema inquisitivo, e a fase de julgamento, com a predominncia do sistema acusatrio. Num primeiro

    estgio, h procedimento secreto, escrito e sem contraditrio, enquanto, no segundo, presentes se fazem a oralidade, a

    publicidade, o contraditrio, a concentrao dos atos processuais, a interveno de juzes populares e a livre apreciao das

    provas. Nosso sistema misto.

    valendo-se este da polcia para a preservao da ordem pblica e da incolumidade das pessoas e do patrimnio. Os rgos

    policiais so a polcia federal, a polcia rodoviria federal, a polcia ferroviria federal, a polcia civil, a polcia militar e o

    corpo de bombeiros militar.

    Pargrafo nico. A competncia definida neste artigo no excluir a de autoridades administrativas, a quem por lei seja

    cometida a mesma funo.

    Art. 5o Nos crimes de ao pblica o inqurito policial ser iniciado:

    I - de ofcio;

    II - mediante requisio da autoridade judiciria ou do Ministrio Pblico, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver

    qualidade para represent-lo.

    ao penal. Admite-se que outros sejam seus alicerces, desde que prevista em lei a funo investigatria da autoridade

    (inqurito militar), os chefes de reparties pblicas ou corregedores permanentes (sindicncias e processos

    administrativos), os promotores de justia (inqurito civil, voltado a apurar leses a interesses difusos e coletivos), os

    funcionrios de repartio florestal e de autarquias com funes correlatas, designados para atividade de fiscalizao

    (inqurito da polcia florestal), os parlamentares, durante os trabalhos das Comisses Parlamentares de Inqurito, entre

    outras possibilidades.

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    -se em incondicionada e condicionada.

    Enquanto a primeira no exige a participao da vtima, solicitando expressamente a atuao do Estado, a segunda no

    prescinde da representao, que a manifestao do ofendido para ver apurado o fato criminoso e punido seu autor

    penal, determina, por sua conta e atravs de portaria, a instaurao do inqurito.

    obre o acontecimento;

    -lhe a ocorrncia, bem como quando o promotor ou o juiz

    requisitar a sua atuao.

    1o O requerimento a que se refere o no II conter sempre que possvel:

    a) a narrao do fato, com todas as circunstncias;

    b) a individualizao do indiciado ou seus sinais caractersticos e as razes de convico ou de presuno de ser ele o autor

    da infrao, ou os motivos de impossibilidade de o fazer;

    c) a nomeao das testemunhas, com indicao de sua profisso e residncia.

    2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inqurito caber recurso para o chefe de Polcia.

    Recurso ao chefe de Polcia: atualmente, considera-se o Delegado-Geral de Polcia, que o superior mximo exclusivo da

    Polcia Judiciria. H quem sustente, no entanto, cuidar-se do Secretrio da Segurana Pblica.

    3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existncia de infrao penal em que caiba ao pblica poder,

    verbalmente ou por escrito, comunic-la autoridade policial, e esta, verificada a procedncia das informaes, mandar

    instaurar inqurito.

    4o O inqurito, nos crimes em que a ao pblica depender de representao, no poder sem ela ser iniciado.

    5o Nos crimes de ao privada, a autoridade policial somente poder proceder a inqurito a requerimento de quem tenha

    qualidade para intent-la.

    -la como causa suficiente nica para a instaurao de inqurito, ao menos na

    modalidade da delatio criminis. Ao encaminhar a comunicao por escrito, deve a pessoa identificar-se. Se a forma

    escolhida for oral, a autoridade policial colher, no ato, os dados identificadores do indivduo.

    -RS, DJe 03.11.2009; HC 57.018-SP, DJe 22.03.2010; HC 113.176-AL, DJe 31.08.2009, e HC

    31.042-RJ, DJe 03.08.2009 (HC 172.009-SP, 6. T., rel. Maria Thereza de Assis Moura, 23.11.2010, v.u.); TFR-4: A denncia

    annima no se presta para a instaurao imediata de inqurito policial nem para fundamentar quebra de sigilo de

    comunicao telefnica; todavia, no deve de pronto ser desconsiderada, pois a autoridade pblica competente

    poder/dever realizar diligncias preliminares visando aferir a respectiva plausibilidade, atuando com cautela e

    discrio.Recolhidos dados suficientes a constatar a verossimilhana dos fatos narrados, possvel, em decorrncia, a

    instaurao das medidas cabveis.

    -se da denncia da ocorrncia de uma infrao penal e, se possvel, do seu autor, autoridade

    policial, feita por qualquer do povo.

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    lica, condicionada representao da vtima, d ensejo ao

    pargrafo em comento. Se a convenincia de instaurao da ao penal, legitimando o Ministrio Pblico a agir, pertence

    ao ofendido, natural que tambm a investigao policial somente possa ter incio com a provocao do interessado

    representao, uma vez que o Ministrio Pblico no legitimado a agir.

    Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prtica da infrao penal, a autoridade policial dever:

    I - dirigir-se ao local, providenciando para que no se alterem o estado e conservao das coisas, at a chegada dos peritos

    criminais;

    II - apreender os objetos que tiverem relao com o fato, aps liberados pelos peritos criminais;

    III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstncias;

    IV - ouvir o ofendido;

    V - ouvir o indiciado, com observncia, no que for aplicvel, do disposto no Captulo III do Ttulo Vll, deste Livro, devendo o

    respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura;

    VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareaes;

    VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras percias;

    VIII - ordenar a identificao do indiciado pelo processo datiloscpico, se possvel, e fazer juntar aos autos sua folha de

    antecedentes;

    IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua condio econmica, sua

    atitude e estado de nimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que contriburem para a

    apreciao do seu temperamento e carter.

    X - colher informaes sobre a existncia de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficincia e o nome e o

    contato de eventual responsvel pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa. (Includo pela Lei n 13.257, de

    2016)

    is lhe chega ao conhecimento, deve o delegado proceder tal

    como disposto neste artigo.

    indiciamento do suspeito, esclarea, nos autos do inqurito, as razes que a levaram quela eleio. Afinal, como o

    indiciamento ato constrangedor, deve tratar-se de ato motivado, permitindo parte prejudicada (indiciado) question-lo,

    impetrando habeas corpus. No mesmo prisma, a Lei 11.343/2006 (art. 52, I) exige especifique a autoridade policial a

    justificao da classificao feita (se trfico ou porte para uso, por exemplo)

    ouvido a leitura do auto de interrogatrio realizado, a fim de lhe assegurar maior idoneidade

    Art. 7o Para verificar a possibilidade de haver a infrao sido praticada de determinado modo, a autoridade policial poder

    proceder reproduo simulada dos fatos, desde que esta no contrarie a moralidade ou a ordem pblica.

    -se

    importante fonte de prova.O ru no est obrigado a participar da reconstituio do crime, pois

    ningum obrigado a produzir prova contra si. Somente o far se houver interesse da defesa

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    -se a reconstituio do crime que ofenda a moralidade (regras ticas de

    conduta, espelhando o pudor social) e a ordem pblica (segurana e paz sociais).

    Art. 8 Havendo priso em flagrante, ser observado o disposto no Captulo II do Ttulo IX deste Livro.

    to

    policial e investigao criminal. Realizada a priso, aps flagrante delito, apresentado o indivduo detido para a lavratura

    do auto

    Art. 9 Todas as peas do inq

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