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  • Oficial de Justia

    Direito Processual Civil

    Prof. Giuliano Tamagno

  • www.acasadoconcurseiro.com.br

    Edital

    DIREITO PROCESSUAL CIVIL: Cdigo de Processo Civil. Da ao: arts. 3 e 6; Das partes e dos procuradores: arts. 7 a 15; Do serventurio e do oficial de justia: arts. 140 a 144; Dos atos processuais: arts. 154 a 176; Do processo de execuo: arts. 566 a 579, 646 a 735; Procedimentos especiais: arts. 890 a 900 (consignao em pagamento); arts. 901 a 906 (depsito); arts. 914 a 919 (prestao de contas); arts. 920 a 933 (possessrias); arts. 934 a 940 (nunciao de obra nova); arts. 941 a 945 (usucapio). Lei n. 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais Cveis e Criminais), Captulo I (Disposies Gerais), Captulo II (Dos Juizados Especiais Cveis) e Captulo IV (Disposies Finais Comuns). - Lei n 12.153/2009 (Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pblica). Lei n 8.245/91 (Lei do Inquilinato): arts. 2, 4 a 6, 9 a 13, 35 e 36, 58 a 66.

    BANCA: FAURGS

    CARGO: Oficial de Justia

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    Direito Processual Civil

    Professor Giuliano Tamagno

  • www.acasadoconcurseiro.com.br 7

    Direito Processual Civil

    CDIGO DE PROCESSO CIVIL

    DAS NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL

    Art. 1 O processo civil ser ordenado, discipli-nado e interpretado conforme os valores e as normas fundamentais estabelecidos na Consti-tuio da Repblica Federativa do Brasil, obser-vando-se as disposies deste Cdigo.

    Art. 2 O processo comea por iniciativa da par-te e se desenvolve por impulso oficial, salvo as excees previstas em lei.

    Art. 3 No se excluir da apreciao jurisdicio-nal ameaa ou leso a direito.

    1 permitida a arbitragem, na forma da lei.

    2 O Estado promover, sempre que pos-svel, a soluo consensual dos conflitos.

    3 A conciliao, a mediao e outros m-todos de soluo consensual de conflitos devero ser estimulados por juzes, advoga-dos, defensores pblicos e membros do Mi-nistrio Pblico, inclusive no curso do pro-cesso judicial.

    Art. 4 As partes tm o direito de obter em pra-zo razovel a soluo integral do mrito, inclu-da a atividade satisfativa.

    Art. 5 Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-f.

    Art. 6 Todos os sujeitos do processo devem co-operar entre si para que se obtenha, em tempo razovel, deciso de mrito justa e efetiva.

    Art. 7 assegurada s partes paridade de tra-tamento em relao ao exerccio de direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos nus, aos deveres e aplicao de sanes processuais, competindo ao juiz zelar pelo efeti-vo contraditrio.

    Art. 8 Ao aplicar o ordenamento jurdico, o juiz atender aos fins sociais e s exigncias do bem comum, resguardando e promovendo a digni-dade da pessoa humana e observando a pro-porcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficincia.

    Art. 9 No se proferir deciso contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.

    Pargrafo nico. O disposto no caput no se aplica:

    I tutela provisria de urgncia;

    II s hipteses de tutela da evidncia pre-vistas no art. 311, incisos II e III;

    III deciso prevista no art. 701.

    Art. 10. O juiz no pode decidir, em grau algum de jurisdio, com base em fundamento a res-peito do qual no se tenha dado s partes opor-tunidade de se manifestar, ainda que se trate de matria sobre a qual deva decidir de ofcio.

    Art. 11. Todos os julgamentos dos rgos do Po-der Judicirio sero pblicos, e fundamentadas todas as decises, sob pena de nulidade.

    Pargrafo nico. Nos casos de segredo de justia, pode ser autorizada a presena so-mente das partes, de seus advogados, de de-fensores pblicos ou do Ministrio Pblico.

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    Art. 12. Os juzes e os tribunais atendero, pre-ferencialmente, ordem cronolgica de conclu-so para proferir sentena ou acrdo. (Reda-o dada pela Lei n 13.256, de 2016) (Vigncia)

    1 A lista de processos aptos a julgamento dever estar permanentemente disposi-o para consulta pblica em cartrio e na rede mundial de computadores.

    2 Esto excludos da regra do caput:

    I as sentenas proferidas em audincia, homologatrias de acordo ou de improce-dncia liminar do pedido;

    II o julgamento de processos em bloco para aplicao de tese jurdica firmada em julgamento de casos repetitivos;

    III o julgamento de recursos repetitivos ou de incidente de resoluo de demandas re-petitivas;

    IV as decises proferidas com base nos arts. 485 e 932;

    V o julgamento de embargos de declarao;

    VI o julgamento de agravo interno;

    VII as preferncias legais e as metas esta-belecidas pelo Conselho Nacional de Justi-a;

    VIII os processos criminais, nos rgos jurisdicionais que tenham competncia pe-nal;

    IX a causa que exija urgncia no julgamen-to, assim reconhecida por deciso funda-mentada.

    3 Aps elaborao de lista prpria, res-peitar-se- a ordem cronolgica das conclu-ses entre as preferncias legais.

    4 Aps a incluso do processo na lista de que trata o 1, o requerimento formulado pela parte no altera a ordem cronolgica para a deciso, exceto quando implicar a reabertura da instruo ou a converso do julgamento em diligncia.

    5 Decidido o requerimento previsto no 4, o processo retornar mesma posi-o em que anteriormente se encontrava na lista.

    6 Ocupar o primeiro lugar na lista pre-vista no 1 ou, conforme o caso, no 3, o processo que:

    I tiver sua sentena ou acrdo anulado, salvo quando houver necessidade de reali-zao de diligncia ou de complementao da instruo;

    II se enquadrar na hiptese do art. 1.040, inciso II.

    DAS PARTES E DOS PROCURADORES

    CAPTULO IDA CAPACIDADE PROCESSUAL

    Art. 70. Toda pessoa que se encontre no exerc-cio de seus direitos tem capacidade para estar em juzo.

    Art. 71. O incapaz ser representado ou assis-tido por seus pais, por tutor ou por curador, na forma da lei.

    Art. 72. O juiz nomear curador especial ao:

    I incapaz, se no tiver representante legal ou se os interesses deste colidirem com os daquele, enquanto durar a incapacidade;

    II ru preso revel, bem como ao ru revel citado por edital ou com hora certa, en-quanto no for constitudo advogado.

    Pargrafo nico. A curatela especial ser exercida pela Defensoria Pblica, nos ter-mos da lei.

    Art. 73. O cnjuge necessitar do consentimen-to do outro para propor ao que verse sobre direito real imobilirio, salvo quando casados sob o regime de separao absoluta de bens.

  • TJ-RS (Oficial de Justia) Direito Processual Civil Prof. Giuliano Tamagno

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    1 Ambos os cnjuges sero necessaria-mente citados para a ao:

    I que verse sobre direito real imobilirio, salvo quando casados sob o regime de se-parao absoluta de bens;

    II resultante de fato que diga respeito a ambos os cnjuges ou de ato praticado por eles;

    III fundada em dvida contrada por um dos cnjuges a bem da famlia;

    IV que tenha por objeto o reconhecimen-to, a constituio ou a extino de nus so-bre imvel de um ou de ambos os cnjuges.

    2 Nas aes possessrias, a participao do cnjuge do autor ou do ru somente indispensvel nas hipteses de composse ou de ato por ambos praticado.

    3 Aplica-se o disposto neste artigo unio estvel comprovada nos autos.

    Art. 74. O consentimento previsto no art. 73 pode ser suprido judicialmente quando for ne-gado por um dos cnjuges sem justo motivo, ou quando lhe seja impossvel conced-lo.

    Pargrafo nico. A falta de consentimento, quando necessrio e no suprido pelo juiz, invalida o processo.

    Art. 75. Sero representados em juzo, ativa e passivamente:

    I a Unio, pela Advocacia-Geral da Unio, diretamente ou mediante rgo vinculado;

    II o Estado e o Distrito Federal, por seus procuradores;

    III o Municpio, por seu prefeito ou procu-rador;

    IV a autarquia e a fundao de direito p-blico, por quem a lei do ente federado de-signar;

    V a massa falida, pelo administrador judi-cial;

    VI a herana jacente ou vacante, por seu curador;

    VII o esplio, pelo inventariante;

    VIII a pessoa jurdica, por quem os respec-tivos atos constitutivos designarem ou, no havendo essa designao, por seus direto-res;

    IX a sociedade e a associao irregulares e outros entes organizados sem personali-dade jurdica, pela pessoa a quem couber a administrao de seus bens;

    X a pessoa jurdica estrangeira, pelo ge-rente, representante ou administrador de sua filial, agncia ou sucursal aberta ou ins-talada no Brasil;

    XI o condomnio, pelo administrador ou sndico.

    1 Quando o inventariante for dativo, os sucessores do falecido sero intimados no processo no qual o esplio seja parte.

    2 A sociedade ou associao sem per-sonalidade jurdica no poder opor a irre-gularidade de sua constituio quando de-mandada.

    3 O gerente de filial ou agncia presume--se autorizado pela pessoa jurdica estran-geira a receber citao para qualquer pro-cesso.

    4 Os Estados e o Distrito Federal podero ajustar compromisso recproco para prti-ca de ato processual por seus procuradores em favor de outro ente federado, mediante convnio firmado pelas respectivas procu-radorias.

    Art. 76. Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representao da parte, o juiz suspender o processo e designar prazo razovel para que seja sanado o vcio.

    1 Descumprida a determinao, caso o processo esteja na instncia originria:

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    I o processo ser extinto, se a providncia couber ao autor;

    II o ru ser considerado revel, se a provi-dncia lhe couber;

    III o terceiro ser considerado revel ou excludo do processo, dependendo do polo em que se encontre.

    2 Descumprida a determinao em fase recursal perante tribunal de justia,

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