direito processual civil iv - cautelar

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1 DIREITO PROCESSUAL CIVIL IV PROCESSO CAUTELAR MARCUS FELIPE BOTELHO PEREIRA 30/07/2009 - quinta-feira Plano de disciplina est no blog. TUTELA JURISDICIONAL Carter Instrumental do Processo O processo apenas um instrumento para se chegar a um fim, ou seja, est a servio do direito material. O direito material e o processual possuem uma relao de instrumentalidade (de modo que o direito material sem o direito processual implica na aplicao da autotutela justia com as prprias mos e da mesma maneira o direito processual sem o material vazio). Direito material/substancial o conjunto de regras abstratas de conduta, destinadas soluo de conflitos de interesse. E essas normas conferem uma situao de vantagem ao seu titular. So regras de conduta. Direito processual o conjunto de regras abstratas de conduta destinadas a estabelecer meios de aplicao coercitiva das solues previstas no plano substancial. Jurisdio compete ao Estado prestar a jurisdio e garantir o direito, pois o Estado que veda a autotutela. A regra que as partes voluntariamente atuem de acordo com as regras, a exceo a interveno do Estado (a regra de no provocao da jurisdio). Funes So 2 funes da jurisdio: o Efetiva verificao da situao jurdica da parte dizer qual a situao jurdica das partes. o Realizar concretamente a situao jurdica apurada. Processo a finalidade de tornar possvel a obteno de resultado idntico, formal e substancial, quele resultante da atuao espontnea das regras substanciais. O processo um mtodo de trabalho desenvolvido pelo Estado para permitir a soluo dos litgios (mtodo de fazer exercer a jurisdio, que inerte). Direito Processual um conjunto de princpios e regras destinados ao estudo e a regulamentao do processo. Tipos de Ao: 1) Ao de conhecimento provoca a instaurao de um processo cognitivo (de conhecimento), em que se verifica a efetiva situao jurdica material das partes, definindo qual das partes o direito protege. Tem como funo primordial a de gerar um pronunciamento judicial em que o Juiz aplique situao de fato, descrita e comprovada pelo autor o direito correspondente. O provimento definitivo (o Juiz no pode alterar a sentena transitada em julgado se quiser), e satisfatrio. Dependendo do provimento judicial, podem ser alcanadas 3 pretenses (pedidos): o Declaratria vai dirimir uma dvida, se existe ou no uma relao jurdica. No precisa de execuo. Ex.: Declarao/Investigao de Paternidade; Ao de Usucapio; o Condenatria visa impor uma sano parte contrria; o Constitutiva para criar, modificar ou extinguir relaes jurdicas: Positiva Negativa Ex.: Divrcio; Alguns entendem que existem essas 2 tambm: o Executiva latu sensu a prpria sentena j tem fora executiva, no precisa propor uma execuo. Aceita a possibilidade de o Estado-Juiz substituir a vontade, que deveria ser voluntria, do devedor. o Mandamentais no h possibilidade de o Estado substituir a vontade do devedor. Ex. Mandado de Segurana. Se o destinatrio da ordem no cumprir a ordem o Estado coage o destinatrio para cumpri-la. 2) Ao de Execuo somente para ttulo executivo extrajudicial (para ttulo judicial o processo sincrtico). Vai alm de pacificar o litgio. Serve para a adoo de providncias que proporcionem a efetiva realizao dos fatos que correspondem ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES suelencmm@hotmail.com

2 concretizao do direito declarado. Os atos executivos so definitivos e obtida a satisfao do direito. 3) Ao Cautelar serve como remdio preventivo e provisrio que garante o eficaz desenvolvimento e o profcuo/saudvel resultado das outras 2 funes j mencionadas (conhecimento e execuo). Sua finalidade assegurar o resultado til de um processo (chamado de principal), afastando uma situao de perigo, sem, contudo, definir a respeito do alegado direito ameaado pela situao de risco (urgncia acarretada por conta de um perigo de dano, que pode decorrer do prprio tempo natural de durao do processo, como por ato da prpria parte). Tem atividades tpicas da ao de conhecimento (investigao de algum fato) e de execuo (quando determina alguma medida prtica para assegurar o direito da parte). Tertium Genus que significa um terceiro gnero de prestao de tutela jurisdicional inconfundvel com as outras formas de processo (o primeiro o de conhecimento, e o segundo de execuo). procedimentalmente autnoma, porm materialmente vinculada, pois depende de um processo de conhecimento. uma forma de tutela de urgncia, que foi criada para atuar/tutelar em uma situao de urgncia, e essa urgncia surge por conta do risco de dano a efetividade de um processo ou do direito da parte ( gnero, e tem espcies). Todas as tutelas de urgncia (antecipada, cautelar...) tm a mesma funo constitucional. 04/08/2009 - tera-feira O professor precisar se ausentar algumas aulas, que sero dadas pelo professor Fabio Bonomo e Daniel Hertel, e outras sero trocadas com o professor Wander (as datas esto no blog). FUNO CONSTITUCIONAL DAS TUTELAS DE URGNCIA Interpretao e aplicao (compreenso) das leis processuais deve ser interpretada sempre de acordo com os princpios constitucionais. Art. 5, CF assegura aos indivduos um significativo conjunto de direitos e garantias fundamentais Dificuldade de assegurar a convivncia plena e simultnea dessas garantias o ideal que todos os princpios sejam harmnicos entre si, um no se sobreponha sobre o outro, mas isso difcil acontecer sempre. Ex.: privacidade x informao (esto sempre em conflito). Regras de conformao para a concordncia prtica entre direitos fundamentais em conflito: 1 - pela via Legislativa quando h uma previsibilidade pelo legislador de que haver um conflito entre princpios constitucionais, ento o prprio legislador regula sobre o caso concreto, e qual princpio deve prevalecer neste caso. 2 - pela via Judicial se houver um conflito pode recorrer ao poder judicirio, quando h: o Ausncia de regra legislada; o Quando a regra legislada insuficiente ou insatisfatria para a soluo do conflito Isso feito atravs da ponderao, para saber qual deve prevalecer (nunca poder ocorrer de um princpio ou garantia desaparecer para que outro exista, tem que haver harmonia, pode ser que um sobreponha o outro, mas no pode ocorrer de um acabar para que o outro exista). Direitos fundamentais daqueles que litigam em Juzo todos os processos tm que ser obedientes ao devido processo legal (art. 5, LIV, CF). Deste princpio decorrem outros 2: Segurana jurdica o processo que assegura aos litigantes o contraditrio e a ampla defesa, com os meios de recursos a ele (processo) inerentes. Efetividade da jurisdio o direito de provocar o Estado, detentor do monoplio da jurisdio, no sentido de obter, em prazo adequado, no apenas uma deciso justa, mas uma deciso com potencial de atuar eficazmente no plano dos fatos. (tem que ter ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES suelencmm@hotmail.com

3 uma deciso segura/justa e eficaz, pois no adianta de nada ter uma sentena condenatria, se no h o cumprimento do devedor, ou seja, se a execuo no eficaz). Estes dois princpios esto ligados ao tempo (pois precisa ter o contraditrio, a ampla defesa e etc.). O tempo que necessrio para a segurana jurdica nocivo efetividade, havendo assim, um conflito entre eles. E por isso existem as Tutelas de urgncia. Ex.: algum precisa de uma operao urgente (efetividade), e o plano de sade no quer pagar (precisa de provas e etc., para garantir a segurana jurdica), um trata da vida de algum, e outro da iniciativa privada, o que prevalece? Neste caso a vida, ento o Juiz concede a tutela para garantir a efetividade e depois continua o processo para dar a deciso justa e garantir a segurana jurdica. 11/08/2009 - tera-feira (Fbio Bonomo) Tcnicas da cognio (conhecimento) Horizontal (extenso) o Parcial A matria que vai ser debatida limitada pela Lei, pelo legislador. Ex. desapropriao s se pode discutir o valor da indenizao. Ex.: Inventrio. o Plena quando no houver restrio imposta pela Lei. Vertical (profundidade) o que interessa para a tutela de urgncia. o Sumria situaes em que no pode esperar at a sentena sob pena de causar um dano irreparvel. O juiz no esgotou o conhecimento para proferir a deciso (quando d tempo o Juiz intima o Ru para se manifestar, para que ele oua o Ru, mas se no der tempo ele ouve apenas o Autor). So decises in limine litis (liminarmente). O juiz pode revogar/caar uma liminar se ele ver que no foi a melhor deciso (art. 273, 4, CPC). A sentena revoga automaticamente a liminar, pois ela exauriente, ou seja, est com todo o conhecimento do juiz. o Exauriente quando o juiz esgota o conhecimento, forma a sua deciso e profere a sentena. O juiz teve tempo para forma a sua convico. Irreversibilidade do provimento antecipado o termo utilizado est errado, pois irreversibilidade dos efeitos do provimento, pois o provimento sempre ser irreversvel. Tem que ser analisado o princpio da proporcionalidade (depende dos princpios de cada um, pois o que um Juiz entende que indispensvel o outro entende que no ). Art. 273, 2 - No se conceder a antecipao da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. Tutela de Urgncia Tempo x Processo a garantia de um processo efetivo e da razovel durao do processo est na CF, art. 5, inc. LXXVIII. Razovel durao do processo um conceito vago, mas fazendo um parmetro de que sendo cumpridos todos os prazos do processo seriam necessrios 131 dias, e a cada um entende o que razovel para si. Pode impetrar com Mandado de Segurana como forma de efetivar um direito fundamental. Tutela Cautelar x Tutela Antecipada o Tutela Cautelar aquela que visa garantir a eficcia do processo principal. No pra obter a satisfao do objeto do processo. uma tutela assecuratria. um processo protegendo outro processo. uma instrumentalidade. Visa garantir a eficcia do processo principal; o Tutela Antecipada (o nome correto antecipao dos efeitos da tutela) o recebimento dos efeitos da tutela pretendida ao final, no incio da lide

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