direito processual civil iv

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Direito Processual Civil IVContedoTeoria Geral da Execuo responsabilidade patrimonial, titulo executivo, liquidao.Espcies de execuo cumprimento de sentena; execuo por quantia certa contra credor solvente.Suspenso e extino da execuo.Execuo contra a Fazenda.Execuo de prestao alimentcia.

Teoria Geral da ExecuoAo de execuo e ao de conhecimento.A sentena condenatria possui duas funes, quais sejam, declaratria e sancionadora (se o ru no cumprir a obrigao). a sentena que mais interessa ao processo de execuo.A execuo no necessria quando o ru cumprir espontaneamente sua obrigao.Conceito de execuo atuao da sano. A finalidade do processo de execuo a satisfao da pretenso do credor. No caso da execuo, o credor leva ao Estado um documento (ttulo) que j reconhece um direito para pedir que este estado realize tal direito no mundo dos fatos. Diferencia-se, portanto, do processo de conhecimento em que se pede o prprio reconhecimento do direito. Diferencia-se tambm do cautelar, quando o autor no quer a efetivao (execuo) nem o reconhecimento (conhecimento) de um direito, mas pretende assegurar um resultado eficaz a outro processo.Execuo forada/imprpria/indireta significa os atos de invaso patrimonial (ex: penhora, busca e apreenso etc.). So os casos em que, mesmo contra a vontade do devedor, satisfaz-se o interesse do credor. Dentro da execuo forada, temos atos de sub-rogao (ex: o Estado apreende bens do patrimnio do devedor) e atos de coero (ex: multa diria).Carter jurisdicional da execuo na execuo, no basta que o Estado diga o direito. Este conflito de interesses s ser solucionado se a obrigao for cumprida. Os atos praticados na execuo, entretanto, tambm possuem carter jurisdicional, ainda que o Estado no diga o direito.Execuo autnoma ou no (ttulo executivo extrajudicial/judicial) at 2005, a execuo era autnoma, uma vez que o CPC adotava a dicotomia entre processo de conhecimento e de execuo. Entretanto, atualmente, com o processo sincrtico, a execuo s autnoma em casos de ttulo executivo extrajudicial. Pode-se falar, entretanto, em autonomia da execuo no sentido de que ela uma fase autnoma e que no se confunde com a fase cognitiva.Meios de execuo meios de coao (agresso indireta ao patrimnio = multa, priso), meios de sub-rogao (agresso direta ao patrimnio).Pressuposto da Execuo(1) ttulo executivo (judicial ou extrajudicial)(2) inadimplemento (art. 580 a 582, CPC). Em verdade, o inadimplemento a prpria causa de pedir e fundamento da execuo. As condies da ao tambm se aplicam ao processo de execuo (interesse processual, legitimidade e possibilidade jurdica). Ttulo judicial ou extrajudicial Obrigao certa (existncia definida), lquida (valor definido) e exigvel (no sujeita a termo ou condio). Se a obrigao no for lquida, dever haver o procedimento de liquidao.

Requisitos da execuoTtulo executivo (pressuposto jurdico)Judicial artigo 475-N

Extrajudicial artigo 585

Inadimplemento (pressuposto prtico) artigos 580 a 582

Procedimento Processo autnomo ou no dependendo do ttulo. Se for ttulo judicial, fala-se em execuo imediata e no h processo autnomo. Se for ttulo extrajudicial, fala-se em execuo mediata e h processo autnomo. Execuo definitiva ou provisria dependendo do ttulo (ex: sentena ainda no definitiva por no haver coisa julgada e estar aberta a possibilidade de recurso) Ritos diversosPrincpios da ExecuoPrincpios constitucionais1.1. Isonomia satisfao do credor x sujeio do devedor. O equilbrio deve ser observado tambm no processo de execuo (art. 620, CPC). No se pode, assim, utilizar de modos imprprios para a consecuo da execuo. 1.2. Contraditrio e ampla defesa toda modalidade de processo est sujeita a estes princpios, razo pela qual o devedor (executado) deve ter a possibilidade de se manifestar relativamente execuo. Dependendo da modalidade de execuo, ser diferente a forma de defesa do executado. Em alguns casos, o executado dever propor embargos execuo que processo de conhecimento. Em outros casos, o executado se defender depois da constrio (contraditrio postergado), atravs de um instrumento chamado de impugnao. Em outros casos, ainda, como a ilegitimidade de parte (matria de ordem pblica), o executado utilizar do instrumento de exceo de pr-executividade. Entretanto, o nome correto seria objeo de pr-executividade, uma vez que se ataca matria de ordem pblica.

2. Princpios especficos da execuo2.1. Carter real ou patrimonial da execuo (art. 591, 791, III CPC) a execuo no incide sobre a pessoa do executado (torturas, por exemplo), mas sobre seu patrimnio, mesmo nos casos em que pode haver meios de coero pessoal (ex: multa ou penhora). Mas, em verdade, estes meios de coero no satisfazem a pretenso do credor. Tanto assim que, se no houver bens penhorveis do devedor, esta ficar suspensa.2.2. A execuo deve causar o menor gravame possvel ao executado (art. 620) Se houver a opo de mais de uma forma de satisfao do exeqente, dever ser utilizada a forma menos gravosa para o executado, a sua escolha.2.3. A execuo deve ser especfica ou seja, a execuo deve conferir ao exeqente aquilo e apenas aquilo que for direito do credor exeqente. Desta forma, consegue-se o mesmo resultado ou um resultado equivalente quele que seria obtido se a obrigao fosse cumprida espontaneamente. Claro que, nem sempre, ser possvel a tutela especfica, por tornar-se impossvel a obrigao, caso em que ser pago o equivalente em dinheiro.2.4. A execuo deve ser til ao exeqente e no servir para molestar o executado (art. 659, 2, 692, CPC) este princpio determina alguns limites execuo. H alguns bens, assim, que so impenhorveis (ex: salrio, via de regra). Assim, em alguns momentos, alguns bens do devedor no estaro sujeitos aos efeitos da execuo. Ao mesmo tempo, a execuo deve ser til ao credor, na medida em que, por exemplo, se o oficial de justia perceber que o valor dos bens do devedor servir apenas ao pagamento das custas da execuo, no se proceder alienao de tais bens em hasta pblica.2.5. A execuo disponvel para o credor (art. 569) Art. 569 - O credor tem a faculdade de desistir de toda a execuo ou de apenas algumas medidas executivas. Pelo pargrafo nico deste artigo, a desistncia no depender da concordncia do devedor executado quando os embargos versarem apenas sobre questes processuais. Entretanto, a desistncia depender da concordncia do executado quando os embargos discutirem matria no processual (de mrito).Competncia para a Execuo1. Execuo fundada em ttulo executivo judicial (art. 475-P, 475-N, 575, CPC)Art. 575 - A execuo, fundada em ttulo judicial, processar-se- perante:I - os tribunais superiores, nas causas de sua competncia originria;II - o juzo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdio;III - (Revogado pela Lei n. 10.358, de 27-12-2001);IV - o juzo cvel competente, quando o ttulo executivo for sentena penal condenatria ou sentena arbitral.

a. Sentena condenatria cvel (ttulo judicial) juzo da causa.i. Local dos bens/ domiclio do executadoii. Sentena declaratria (?)iii. Sentena de alimentos (art. 100, II, CPC) no domiclio do alimentando.iv. Competncia originria do tribunal execuo no tribunal.b. Sentena homologatria de transao ou conciliao, acordo extrajudicial homologado, formal de partilha juzo da causa.i. Local dos bens / domiclio do executado.c. Sentena penal condenatria, sentena arbitral, sentena estrangeira juzo cvel competente.i. Depender das regras gerais de competncia, podendo ser: Lugar do pagamento/ domiclio do executado / local do ato ou fato / foro de eleioii. Sentena estrangeira homologada pelo STJ justia federal.2. Execuo fundada em ttulo executivo extrajudicial (art. 576, 585, CPC) juzo competente cvel. Regra geral, ser o juzo do domiclio do ru, mas pode prevalecer o foro da praa de pagamento ou o foro de eleio, se houver.3. Embargos do executado (art. 747, CPC) juzo da causa. Se for causa de execuo por precatria, o artigo 747 dispe que o devedor pode opor embargos tanto no juzo deprecante quanto no juzo deprecado. Os embargos tm natureza de ao.Cumulao de Execues (Artigo 573, Cpc)Art. 573 - lcito ao credor, sendo o mesmo o devedor (1), cumular vrias execues, ainda que fundadas em ttulos diferentes, desde que para todas elas seja competente o juiz (2) e idntica a forma do processo (3).

Quando o suposto credor (exeqente) possui mais de um ttulo executivo, (neste caso, em regra, ttulos extrajudiciais) pode promover uma nica execuo, no sendo necessria a propositura de duas execues. , entretanto, uma faculdade conferida ao exeqente, que no est obrigado a cumular as execues, podendo promover duas ou mais execues separadas, cada uma fundada em um ttulo executivo. O fundamento da cumulao a economia processual.Requisitos (1) identidade de partes; (2) identidade de competncia (mesmo rgo competente); (3) identidade de procedimento (ex: obrigao de fazer e obrigao de pagar quantia certa no se cumulam, pois so procedimentos de execuo diferentes).Cumulao indevidaSe a cumulao for feita de modo indevido (ex: sem identidade de partes), no poderia o credor promover as execues em cumulao, caracterizando-se, assim, uma ilegitimidade de parte. Assim, o juiz pode determinar a emenda da inicial ou, se for o caso, extinguir o processo. Se passar desapercebido pelo juiz, o executado se defender atravs dos embargos do executado ou por objeo de pr-executividade, por ser caso de ordem pblica.

Legitimidade para a Execuo (Arts. 566 a 568)CAPTULO IDAS PARTESArt. 566 - Podem promover a execuo forada:I - o credor a quem a lei confere ttulo executivo;II - o Ministrio Pblico, nos casos prescritos em lei.Art. 567 - Podem tambm promover a execuo, ou nela prosseguir:I - o esplio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que, por morte deste, Ihes for transmitido o direito resultante do ttulo executivo;II - o cessionrio, quando o direito resultante do ttulo executivo Ihe foi transferido por ato entre vivos;III - o sub-rogado, nos casos de sub-rogao legal ou convencional.

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