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Secretrio de Diligncias

Direito Processual Civil - Conforme Edital

Prof Letcia Loureiro

www.acasadoconcurseiro.com.br

Direito Processual Civil

Professora Letcia Loureiro

www.acasadoconcurseiro.com.br

Edital

DIREITO PROCESSUAL CIVIL: 1. Dos Sujeitos do Processo. 2. Do Juiz e dos Auxiliares da Justia. 3. Do Ministrio Pblico. 4. Da Advocacia Pblica. 5. Dos atos processuais. 6. Comunicaes dos Atos Processuais. 7. Das nulidades. 8. Da audincia de Instruo e Julgamento. 9. Ao Civil P-blica (Lei n. 7.347/85).

BANCA: MP-RS

CARGO: Secretrio de Diligncias

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Direito Processual Civil

LIVRO III

Dos Sujeitos do Processo

TTULO IV

Do Juiz e dos Auxiliares da Justia

CAPTULO IDOS PODERES, DOS DEVERES E DA

RESPONSABILIDADE DO JUIZ

Art. 139. O juiz dirigir o processo conforme as disposies deste Cdigo, incumbindo-lhe:

I assegurar s partes igualdade de trata-mento;

II velar pela durao razovel do processo;

III prevenir ou reprimir qualquer ato con-trrio dignidade da justia e indeferir pos-tulaes meramente protelatrias;

IV determinar todas as medidas indu-tivas, coercitivas, mandamentais ou sub--rogatrias necessrias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas aes que tenham por objeto prestao pecuniria;

V promover, a qualquer tempo, a auto-composio, preferencialmente com auxlio de conciliadores e mediadores judiciais;

VI dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produo dos meios de prova, adequando-os s necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade tu-tela do direito;

VII exercer o poder de polcia, requisitan-do, quando necessrio, fora policial, alm da segurana interna dos fruns e tribunais;

VIII determinar, a qualquer tempo, o com-parecimento pessoal das partes, para inqui-ri-las sobre os fatos da causa, hiptese em que no incidir a pena de confesso;

IX determinar o suprimento de pressupos-tos processuais e o saneamento de outros vcios processuais;

X quando se deparar com diversas de-mandas individuais repetitivas, oficiar o Ministrio Pblico, a Defensoria Pblica e, na medida do possvel, outros legitimados a que se referem o art. 5 da Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985, e o art. 82 da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, para, se for o caso, promover a propositura da ao coletiva respectiva.

Pargrafo nico. A dilao de prazos previs-ta no inciso VI somente pode ser determi-nada antes de encerrado o prazo regular.

Art. 140. O juiz no se exime de decidir sob a alegao de lacuna ou obscuridade do ordena-mento jurdico.

Pargrafo nico. O juiz s decidir por equi-dade nos casos previstos em lei.

Art. 141. O juiz decidir o mrito nos limites pro-postos pelas partes, sendo-lhe vedado conhecer de questes no suscitadas a cujo respeito a lei exige iniciativa da parte.

Art. 142. Convencendo-se, pelas circunstncias, de que autor e ru se serviram do processo para praticar ato simulado ou conseguir fim vedado por lei, o juiz proferir deciso que impea os objetivos das partes, aplicando, de ofcio, as pe-nalidades da litigncia de m-f.

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Art. 143. O juiz responder, civil e regressiva-mente, por perdas e danos quando:

I no exerccio de suas funes, proceder com dolo ou fraude;

II recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providncia que deva ordenar de ofcio ou a requerimento da parte.

Pargrafo nico. As hipteses previstas no inciso II somente sero verificadas depois que a parte requerer ao juiz que determi-ne a providncia e o requerimento no for apreciado no prazo de 10 (dez) dias.

CAPTULO IIDOS IMPEDIMENTOS E

DA SUSPEIO

Art. 144. H impedimento do juiz, sendo-lhe ve-dado exercer suas funes no processo:

I em que interveio como mandatrio da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do Ministrio Pblico ou prestou depoimento como testemunha;

II de que conheceu em outro grau de juris-dio, tendo proferido deciso;

III quando nele estiver postulando, como defensor pblico, advogado ou membro do Ministrio Pblico, seu cnjuge ou compa-nheiro, ou qualquer parente, consanguneo ou afim, em linha reta ou colateral, at o terceiro grau, inclusive;

IV quando for parte no processo ele pr-prio, seu cnjuge ou companheiro, ou pa-rente, consanguneo ou afim, em linha reta ou colateral, at o terceiro grau, inclusive;

V quando for scio ou membro de direo ou de administrao de pessoa jurdica par-te no processo;

VI quando for herdeiro presuntivo, dona-trio ou empregador de qualquer das par-tes;

VII em que figure como parte instituio de ensino com a qual tenha relao de em-prego ou decorrente de contrato de presta-o de servios;

VIII em que figure como parte cliente do escritrio de advocacia de seu cnjuge, companheiro ou parente, consanguneo ou afim, em linha reta ou colateral, at o ter-ceiro grau, inclusive, mesmo que patrocina-do por advogado de outro escritrio;

IX quando promover ao contra a parte ou seu advogado.

1 Na hiptese do inciso III, o impedimen-to s se verifica quando o defensor pblico, o advogado ou o membro do Ministrio P-blico j integrava o processo antes do incio da atividade judicante do juiz.

2 vedada a criao de fato superve-niente a fim de caracterizar impedimento do juiz.

3 O impedimento previsto no inciso III tambm se verifica no caso de mandato conferido a membro de escritrio de advo-cacia que tenha em seus quadros advogado que individualmente ostente a condio nele prevista, mesmo que no intervenha diretamente no processo.

Art. 145. H suspeio do juiz:

I amigo ntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;

II que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar al-guma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender s despesas do litgio;

III quando qualquer das partes for sua cre-dora ou devedora, de seu cnjuge ou com-panheiro ou de parentes destes, em linha reta at o terceiro grau, inclusive;

IV interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.

MP-RS (Secretrio de Diligncias) Direito Processual Civil Prof Letcia Loureiro

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1 Poder o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro ntimo, sem necessidade de declarar suas razes.

2 Ser ilegtima a alegao de suspeio quando:

I houver sido provocada por quem a alega;

II a parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitao do argui-do.

Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegar o im-pedimento ou a suspeio, em petio espec-fica dirigida ao juiz do processo, na qual indica-r o fundamento da recusa, podendo instru-la com documentos em que se fundar a alegao e com rol de testemunhas.

1 Se reconhecer o impedimento ou a sus-peio ao receber a petio, o juiz ordenar imediatamente a remessa dos autos a seu substituto legal, caso contrrio, determina-r a autuao em apartado da petio e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentar suas razes, acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal.

2 Distribudo o incidente, o relator deve-r declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido:

I sem efeito suspensivo, o processo volta-r a correr;

II com efeito suspensivo, o processo per-manecer suspenso at o julgamento do in-cidente.

3 Enquanto no for declarado o efeito em que recebido o incidente ou quando este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgncia ser requerida ao substi-tuto legal.

4 Verificando que a alegao de impedi-mento ou de suspeio improcedente, o tribunal rejeit-la-.

5 Acolhida a alegao, tratando-se de im-pedimento ou de manifesta suspeio, o tri-bunal condenar o juiz nas custas e remete-r os autos ao seu substituto legal, podendo o juiz recorrer da deciso.

6 Reconhecido o impedimento ou a sus-peio, o tribunal fixar o momento a partir do qual o juiz no poderia ter atuado.

7 O tribunal decretar a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando j pre-sente o motivo de impedimento ou de sus-peio.

Art. 147. Quando 2 (dois) ou mais juzes forem parentes, consanguneos ou afins, em linha reta ou colateral, at o terceiro grau, inclusive, o pri-meiro que conhecer do processo impede que o outro nele atue, caso em que o segundo se es-cusar, remetendo os autos ao seu substituto legal.

Art. 148. Aplicam-se os motivos de impedimen-to e de suspeio:

I ao membro do Ministrio Pblico;

II aos auxiliares da justia;

III aos demais sujeitos imparciais do pro-cesso.

1 A parte interessada dever arguir o impedimento ou a suspeio, em petio fundamentada e devidamente instruda, na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos.

2 O juiz mandar processar o incidente em separado e sem suspenso do proces-so, ouvindo o arguido no prazo de 15 (quin-ze) dias e facultando a produo de prova, quando necessria.

3 Nos tribunais, a arguio a que se re-fere o 1 ser disciplinada pelo regimento interno.

4 O disposto nos 1 e 2 no se aplica arguio de impedimento ou de suspeio de testemunha.

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CAPTULO IIIDOS AUXILIARES DA JUSTIA

Art. 149. So auxiliares da Justia, alm de ou-tros cujas atribuies sejam determinadas pelas normas de organizao judiciria, o escrivo, o chefe de secretaria, o oficial de justia, o peri-to, o depositrio, o administrador, o intrprete, o tradutor, o mediador, o concil