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  • Direito Penal I Prof. Ms. Warley Belo
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  • BECCARIA, Cesare Bonnesana. Dos delitos e das penas. Vrias editoras. NUCCI, Guilherme de Souza. Direito Penal. SP:RT, 2010. BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal. SP: Saraiva, 2010. Bibliografia
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  • Introduo O direito O direito Definio de direito penal Definio de direito penal Poltica criminal e Criminologia Poltica criminal e Criminologia Denominaes (direito penal e criminal) Denominaes (direito penal e criminal) Funes do direito penal Funes do direito penal Caracteres do direito penal (pblico, cultural, normativo, fragmentrio) Caracteres do direito penal (pblico, cultural, normativo, fragmentrio) Mtodos tcnico-jurdicos (exegese, dogmtica, sistema) Mtodos tcnico-jurdicos (exegese, dogmtica, sistema) Divises do direito penal (geral, especial, extravagante) Divises do direito penal (geral, especial, extravagante) Direito penal e direito processual penal Direito penal e direito processual penal Crime, delito e contraveno Crime, delito e contraveno Direito e moral (Non omne quod licet honestum est.) Direito e moral (Non omne quod licet honestum est.) Direito penal e Estado Democrtico de Direito (Garantismo penal) Direito penal e Estado Democrtico de Direito (Garantismo penal) Sociedade do risco (Ulrich Beck) Sociedade do risco (Ulrich Beck)
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  • Paradigmas Paradigma pode ser definido como uma constelao total de convices, valores, tcnicas etc. [...] que so partilhados pelos membros de uma dada comunidade [...]. O paradigma valoriza as diferenas originais e inauditas que nutrem o novo na histria da intersubjetividade do homem, religando, a partir da vida no mundo, a histria, a sociologia e a teoria da cincia [...]. O perigo que nos espreita agiganta-se com a possibilidade do holocausto nuclear, da destruio da natureza e da desumanizao total do homem e, por isso, a hermenutica do perigo implacavelmente crtica perante todos os paradigmas que possam realizar em prtica total o teorizado pelo niilismo europeu[1]. [1] Thomas Kuhn, por sua vez, conceitua: Thomas Kuhn, por sua vez, conceitua: paradigma aquilo que os membros de um comunidade partilham e, inversamente, uma comunidade cientfica consiste em homens que partilham um paradigma.[2] [2] [1][1] PEREIRA, Miguel Baptista apud DINIZ, Arthur Almeida. Novos paradigmas em direito internacional pblico, p. 32. [1] [2][2] KUHN, Thomas. A estrutura das revolues cientficas. 7. ed. So Paulo: Perspectiva, 2003, p. 176. [2]
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  • 1a. Gerao dos Direitos Fundamentais A primeira gerao (1776 1917) A chamada primeira gerao dos direitos fundamentais nasce, predominantemente, da Revoluo Francesa (1789)[1] e a conseqente Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado (1789), da Assemblia Nacional Francesa. Tambm foi de fundamental importncia a Declarao de Direitos de Virgnia (1776), Declarao de Independncia dos Estados Unidos da Amrica (1776) e Constituio dos Estados Unidos da Amrica (1787). [1] Nesse perodo da Idade Moderna, ganhava forte expresso o Iluminismo, que teve como precursores Montesquieu, Kant, Voltaire, Diderot, D'Holbach, La Mettrie, Rousseau e Beccaria, dentre outros. Nesse perodo da Idade Moderna, ganhava forte expresso o Iluminismo, que teve como precursores Montesquieu, Kant, Voltaire, Diderot, D'Holbach, La Mettrie, Rousseau e Beccaria, dentre outros. O contexto histrico nos remonta, aqui no Brasil, Inconfidncia Mineira. Nessa gerao, buscava-se resguardar o indivduo (direitos individuais) do poder ilimitado do Estado. Tratava-se de assegurar direitos negativos. [1] A evoluo metodolgica do Direito Penal surge a partir do Iluminismo (sculo XVIII). Antes desta poca o Direito Penal no estava sistematizado, dizer, representava o arbtrio, o terror, a desumanidade no controle da delinqncia. [1]
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  • 2a. Gerao A Segunda Gerao (1917 1948) A filosofia prestou importantes contribuies ao Direito, quando do estudo do idealismo (Schopenhauer e Schelling, dentre outros), do positivismo (Comte, Taine e Stuart Mill) e do socialismo (Marx, Engels e Feuerbach). Mas foi somente no sculo XX que surge a denominada segunda gerao dos direitos fundamentais. Com o advento da Revoluo Russa (1917), da Constituio Mexicana (1917) e da Constituio da Repblica de Weimar, na Alemanha (1919), mais a criao da Organizao Internacional do Trabalho e assinatura Tratado de Versalhes (1919) e a Carta do Trabalho do Estado Fascista italiano (1927), exigiu-se o reconhecimento de direitos atravs do ordenamento jurdico positivo. Ou seja, os direitos no so entendidos como inerentes aos seres humanos (concepo individualista), pois dependem do reconhecimento do Poder Pblico (concepo social). Pleiteavam-se direitos sociais e econmicos. De nada adiantava a "liberdade" alcanada pela Revoluo Francesa, se, por decorrncia at mesmo da Revoluo Industrial, no havia condies de trabalho, como, por exemplo jornada regular, idade mnima e salrio mnimo. Buscou-se, assim, inserir nas leis os direitos positivos, ao contrrio do que ocorrera anteriormente. Se a Revoluo Francesa propugnava um Estado Liberal, a Revoluo Russa propugnava um Estado Social.
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  • 3a. Gerao A Terceira Gerao (1948 1992) A terceira gerao dos direitos fundamentais decorreu da Segunda Grande Guerra Mundial, especificamente com a Declarao dos Direitos do Homem (1948). Se na primeira gerao pleiteavam-se direitos individuais e na segunda sobressaram as questes econmicas e sociais, na terceira gerao temos a tnica da solidariedade. A terceira gerao dos direitos fundamentais decorreu da Segunda Grande Guerra Mundial, especificamente com a Declarao dos Direitos do Homem (1948). Se na primeira gerao pleiteavam-se direitos individuais e na segunda sobressaram as questes econmicas e sociais, na terceira gerao temos a tnica da solidariedade. Conforme salientado pelo Ministro Celso de Mello[1]: [1] Enquanto os direitos de primeira gerao (direitos civis e polticos) que compreendem as liberdades clssicas, negativas ou formais realam o princpio da liberdade e os direitos de segunda gerao (direitos econmicos, sociais e culturais) que se identificam com as liberdades positivas reais ou concretas acentuam o princpio da igualdade, os direitos de terceira gerao, que materializam poderes de titularidade coletiva atribudos genericamente a todas as formaes sociais, consagram o princpio da solidariedade e constituem um momento importante no processo de desenvolvimento, expanso e reconhecimento dos direitos humanos, caracterizados, enquanto valores fundamentais indisponveis, pela nota de uma essencial inexauribilidade. Busca-se, resguardar direitos coletivos e difusos. Por exemplo, viver em um ambiente sadio, restrio da proliferao de armas nucleares etc. [1] STF, Pleno, MS no. 22.164/SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJ, Seo I, 17-4-1995, p. 39.206. [1]
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  • 4a. Gerao A Quarta Gerao (1992) Hoje, j se fala em quarta gerao dos direitos fundamentais. Decorreria do neoliberalismo e da globalizao econmica. Esses marcos iniciam a luta para a globalizao poltica, que corresponderia institucionalizao do Estado Social. Buscar-se-ia o direito democracia real, substancial e no formal, o direito informao real, o pluralismo poltico, o patrimnio gentico etc. o que expe Bobbio, no que tange ao patrimnio gentico: Mas j se apresentam novas exigncias que s poderiam chamar-se de direitos de quarta gerao, referentes aos efeitos cada vez mais traumticos da pesquisa biolgica, que permitir manipulaes do patrimnio gentico de cada indivduo." [1] [1] Paulo Bonavides[2] expe que "os direitos da quarta gerao compendiam o futuro da cidadania e o porvir da liberdade de todos os povos. To-somente com eles ser legtima e possvel a globalizao poltica". Paulo Bonavides[2] expe que "os direitos da quarta gerao compendiam o futuro da cidadania e o porvir da liberdade de todos os povos. To-somente com eles ser legtima e possvel a globalizao poltica".[2] O principal documento dessa gerao a Declarao do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio Eco 92). [1][1] BOBBIO, Norberto. A era dos direitos, p. 6. [1] [2][2]BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. So Paulo: Malheiros, 1999, P. 526. [2]
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  • Concluso O princpio bsico do Estado de Direito o da eliminao do arbtrio no exerccio dos poderes pblicos, com a conseqente garantia de direitos dos indivduos perante esses poderes. Surge o princpio da legalidade, cunhado dentro dessa viso restritiva do poder estatal, at bem pouco tempo absoluto (final do sculo XVIII), cujo limite era a vontade do soberano. Hoje, incontestvel a garantia amplitude de defesa e ao contraditrio como formas de atuao estatal rigidamente delimitada. As leis devem ser humanas, legais e legitimadas[1]. Devem-se pautar pela justia e igualdade no tratamento perante o Direito. [1] [1] A propsito da questo da legitimidade e legalidade, consultar: CADEMARTORI, Sergio. Estado de direito e legitimidade. Porto Alegre, Livraria dos Advogados, 1999; HABERMAS, Jrgen. Como es posible la legitimidad por via de legalidad? Doxa, Alicante, n. 5, 1998. [1]
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  • Evoluo Histrica do Direito Penal Introduo Introduo Grcia Antiga Grcia Antiga Roma Antiga Roma Antiga Idade Mdia Idade Mdia Beccaria Beccaria Positivismo Positivismo Escolas Eclticas Escolas Eclticas Crtica do direito penal Crtica do direito penal
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  • Lei, Norma e Tipo Penal Lei penal, exs. Arts. 1o., 24, 121, CP Lei penal, exs. Arts. 1o., 24, 121, CP Norma penal: impe o comportamento. A lei penal o veculo da norma penal. Norma penal: impe o comportamento. A lei penal o veculo da norma penal. Tipo penal: lei + desaprovao da conduta + desaprovao do resultado + imput

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