direito penal i fontes do direito penal

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  • DIREITO PENAL IProf. Dr. Urbano Flix PuglieseFontes do Direito Penal

  • Quais so as fontes do DP? O significado de fonte remete a origem (lugar no qual vamos buscar o DP); e O surgimento do DP, em um Estado Democrtico de Direito, tem duas espcies de fontes: 1) Materiais; e 2) Formais.

  • Fontes materiais do DP? Quando se fala em fontes materiais se busca saber quem pode fazer o DP no Brasil (produo); CF: Art. 22. Compete privativamente Unio legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrrio, martimo, aeronutico, espacial e do trabalho; [...] Pargrafo nico. Lei complementar poder autorizar os Estados a legislar sobre questes especficas das matrias relacionadas neste artigo; e O RJ pretendeu fazer normas penais especficas.

  • Fontes formais (conhecimento) do DP? Quando se fala em fontes formais imediatas busca-se aplicar o DP de maneira direta; e Quando se fala em fontes formais mediatas (que medeiam) busca-se interpretar e s depois aplicar o DP.ImediatasMediatas

  • Fontes formais imediatas do DP? As fontes formais imediatas so as normas penais (norma (comando/ordem [regra e princpio]) lei (texto));Normas penais em sentido amplo: Explicativas e permissivas; Normas penais em sentido restrito: Incriminadora; e Norma primria (visa ao cidado) e norma secundria (visa ao magistrado).

    Sentido amploSentido restrito

  • Leis penais incriminadoras: As leis penais incriminadoras so realizadas pelo Congresso Nacional; A CF indica quais so os bens jurdicos que devem ser tutelados atravs de lei penal; Os tratados internacionais podem indicar normas penais (devem ser introjetados no organograma brasileiro); e As smulas vinculantes (STF) em matria penal tambm podem indicar normas penais aplicveis diretamente.

  • Questo a respeito:Analista do DETRAN/CESPE/2009: C ou E: O Estado a nica fonte de produo do direito penal, j que compete privativamente Unio legislar sobre normas gerais em matria penal.Agente de Policia/CESPE/2012: C ou E: Em caso de urgncia, a definio do que crime pode ser realizada por meio de medida provisria. PRF/CESPE/2012: C ou E: O princpio da legalidade parmetro fixador do contedo das normas penais incriminadoras, ou seja, os tipos penais de tal natureza somente podem ser criados por meio de lei em sentido estrito.

  • Leis penais incriminadoras: No pode haver qualquer outras espcie normativa referente s normas penais incriminadoras a no ser leis em sentido formal (Emendas, medidas provisrias, decretos legislativos e resolues no podem); e Caso sejam permissivas ou explicativas podem ser realizadas por outras espcies normativas (como medidas provisrias para beneficiar os rus).

  • Fontes formais mediatas do DP? As fontes mediatas so utilizadas na interpretao da lei penal; e Podem ser DoutrinaJurisprudnciaCostumesNormas no leis formais

  • Fontes formais mediatas do DP? Doutrina: Dizer dos doutos a respeito do DP (A exposio de motivos uma fonte doutrinria, apesar de estar contida no CP; palestra de Ministro do STF doutrinria); Jurisprudncia: Coletivo de decises em mesmo sentido (exceo: Smula vinculante) deciso precedente; Normas no penais: Decretos, portarias e MPs podem funcionar explicando/interpretando ou favorecendo o ru; e Costumes: Prtica reiterada cuja obrigatoriedade inferida (secundum legem [segundo a lei], praeter legem [na omisso da lei] e contra legem [em desacordo com a lei]).

  • Classificao das normas do DP?Princpio: Alto grau de abstrao; funciona com ponderao (pesos); aplica-se, normalmente, na interpretao da norma (fundamenta a materialidade)Ronald DworkinRobert Alexy Regra: Grau de abstrao reduzido; funciona com tudo ou nada; aplica-se imediatamente.

  • Classificao das normas do DP?Humberto vilaOs princpios so normas imediatamente finalsticas, primariamente prospectivas e com pretenso de complementaridade e de parcialidade, para cuja aplicao se demanda uma avaliao da correlao entre o estado de coisas a ser promovido e os efeitos de correntes da conduta havida como necessria sua promoo postulado.

  • Princpios do DP:Legalidade

    Reserva legalAnterioridade penalTaxatividade(clareza)

  • Princpio da legalidade:CF: Art. 5, XXXIX: no h crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prvia cominao legal; CP: Art. 1: No h crime sem lei anterior que o defina. No h pena sem prvia cominao legal; e Pacto de So Jos da Costa Rica: Artigo 9 - Princpio da legalidade e da retroatividade: Ningum poder ser condenado por atos ou omisses que, no momento em que foram cometidos, no constituam delito, de acordo com o direito aplicvel. Tampouco poder-se- impor pena mais grave do que a aplicvel no momento da ocorrncia do delito. Se, depois de perpetrado o delito, a lei estipular a imposio de pena mais leve, o deliquente dever dela beneficiar-se.

  • Princpio da legalidade: Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Polticos: Art. 15: 1. ningum poder ser condenado por atos omisses que no constituam delito de acordo com o direito nacional ou internacional, no momento em que foram cometidos. Tampouco poder-se- impor pena mais grave do que a aplicvel no momento da ocorrncia do delito. Se, depois de perpetrado o delito, a lei estipular a imposio de pena mais leve, o delinqente dever dela beneficiar-se. 2. Nenhuma disposio do presente Pacto impedir o julgamento ou a condenao de qualquer individuo por atos ou omisses que, momento em que forma cometidos, eram considerados delituosos de acordo com os princpios gerais de direito reconhecidos pela comunidade das naes; e Brocardo: Nullum crimen, nulla poena sine lege.

  • Reserva legal: Tambm chamado de legalidade estrita, ou interveno legalizada; Somente a lei (nenhum outro diploma legal), originrio da Unio, pode produzir normas penais; Antigamente no era assim pois normas penais eram feitas por quem detinha alguma parcela de poder; Garantia s pessoas de no utilizao do Estado para oprimir, efetuar desmandos pois costume no cria lei penal; e Medidas Provisrias e analogias ( interpretao analgica) podem ser utilizadas em benefcio do ru.

  • Anterioridade legal:A norma precisa ser anterior conduta para que a pessoa saiba como deve se conduzir; Os artigos que ns j vimos dizem sempre: prvia; O princpio que domina que a lei a ser aplicada a do momento da atividade criminosa; Princpio da irretroatividade da norma penal (salvo em benefcio do ru); eVigncia (estar pronta para ser aplicada regularmente [e a vacatio legis?]) validez (ter sido feita de forma regular, sem infringir o ordenamento jurdico) eficaz (ter peso aplicativo).

  • Taxatividade legal: Tambm chamado de princpio da clareza; A norma penal deve ser clara, lcida, lmpida, no deve haver dvidas ou ambiguidades das palavras, termos, locues; No entanto a Lei n. 7.643/87 assim versa: Art. 1 Fica proibida a pesca, ou qualquer forma de molestamento intencional, de toda espcie de cetceo nas guas jurisdicionais brasileiras.

  • Norma penal em branco: Classificao da norma penal: 1) Incriminadora (completa e no completa); e 2) No incriminadora (permissivas ou explicativas)Leis penais incompletas

    Norma penal em brancoTipo aberto (conceito indeterminado)

  • Norma penal em branco: O preceito primrio precisa ser complementado para ser aplicado (pode ser determinvel atravs de outra norma);Sentido amplo; lato; imprpria; homognea ou homloga

    Instncia legislativa diversaMesma instncia legislativaSentido estrito; prpria; ou heterognea

  • Norma penal em branco:Sentido amplo; lato; imprpria; homognea ou homloga

    Heterovitelina (Diploma diverso)Homovitelina (Mesmo diploma)

  • Normas penais em branco: Ao revs, ao inverso, ao avesso: Quando o preceito secundrio no for completo e precisar de uma complementao (pode ser chamado tambm de tipo penal remetido); S pode ser complementado por lei em sentido formal; e Exemplo: Uso de documento falso Art. 304 Fazer uso de qualquer dos papis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302: Pena - a cominada falsificao ou alterao.

  • Promotor de Justia /MS/2011:O que vem a ser a norma penal em branco? a) Norma penal em branco aquela que no prev a sano a ser aplicada no caso de condenao do autor do delito; b) Norma penal em branco aquela que no descreve expressamente os elementos do tipo; c) Norma penal em branco aquela cujo preceito primrio (descrio da conduta indeterminado quanto a seu contedo, porm determinvel, e o preceito sancionador sempre certo; d) Norma penal em branco aquela que no faz meno dosagem da pena a ser aplicada; e) Norma penal em branco aquela que no descreve a conduta do co-autor do delito em se tratando de crime que admite co-autoria.

  • Princpios do DP:Interveno mnima

    FragmentariedadeSubsidiariedadeOfensividade

  • Interveno mnima (ltima ratio; ltima razo): O DP s pode ser utilizado como uma ltima opo de controle social por ser violento (aprisionamento); Deve atuar minimamente; e O DP no pode ser a prima ratio na opo de controle social do Estado.

  • Princpio da fragmentariedade (esssencialidade): H duas vertentes: 1) Somente o essencial deve ser defendido pelo DP (alguns bens no podem ou devem ser protegidos pelo DP); e 2) Mesmo bens protegidos pelo DP s devem ser plenamente protegidos os ataques intolerveis.

  • Princpio da subsidiariedade: O DP deve ser subsidirio (s atua se outra forma de controle social no funcionar) a outros controles sociais do Estado.

  • Princpio da ofensividade (lesividade): O comportamento criminoso no basta ser formalmente delituoso, precisa ser materialmente lesivo ao bem jurdico tutelado (de minimas non curat praetor).1) Atitudes internas no podem ser incriminadas (algum que pensa em cometer crimes mas nada faz); 2) Comportamentos

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