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Download Direito Penal e Direito Processual Penal - oabrj.org.br .UnB/CESPE – OAB Direito Penal e Direito Processual Penal Exame de Ordem 2008.1 Prova Prático-Profissional – 1 – DIREITO

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  • UnB/CESPE OAB Direito Penal e Direito Processual Penal

    Exame de Ordem 2008.1 Prova Prtico-Profissional 1

    DIREITO PENAL E

    DIREITO PROCESSUAL PENAL

    PEA PROFISSIONAL

    Mariano Pereira, brasileiro, solteiro, nascido em 20/1/1987, foi denunciado pela prtica de

    infrao prevista no art. 157, 2., incisos I e II, do Cdigo Penal, porque, no dia 19/2/2007, por volta

    das 17 h 40 min, em conjunto com outras duas pessoas, ainda no identificadas, teria subtrado,

    mediante o emprego de arma de fogo, a quantia de aproximadamente R$ 20.000,00 de agncia do banco

    Zeta, localizada em Braslia DF.

    Consta na denncia que, no dia dos fatos, os autores se dirigiram at o local e convenceram o

    vigia a permitir sua entrada na agncia aps o horrio de encerramento do atendimento ao pblico,

    oportunidade em que anunciaram o assalto.

    Alm do vigia, apenas uma bancria, Maria Santos, encontrava-se no local e entregou o dinheiro

    que estava disponvel, enquanto Mariano, o nico que estava armado, apontava sua arma para o vigia.

    Fugiram em seguida pela entrada da agncia.

    Durante o inqurito, o vigia, Manoel Alves, foi ouvido e declarou: que abriu a porta porque um

    dos ladres disse que era irmo da funcionria; que, aps destravar a porta e o primeiro ladro entrar,

    os outros apareceram e no conseguiu mais travar a porta; que apenas um estava armado e ficou

    apontando a arma o tempo todo para ele; que nenhum disparo foi efetuado nem sofreram qualquer

    violncia; que levaram muito dinheiro; que a agncia estava sendo desativada e no havia muito

    movimento no local.

    O vigia fez retrato falado dos ladres, que foi divulgado pela imprensa, e, por intermdio de uma

    denncia annima, a polcia conseguiu chegar at Mariano. O vigia Manoel reconheceu o indiciado na

    delegacia e faleceu antes de ser ouvido em juzo.

    Regularmente denunciado e citado, em seu interrogatrio judicial, acompanhado pelo advogado,

    Mariano negou a autoria do delito. A defesa no apresentou alegaes preliminares.

    Durante a instruo criminal, a bancria Maria Santos afirmou: que no consegue reconhecer o

    ru; que ficou muito nervosa durante o assalto porque tem depresso; que o assalto no demorou nem

    5 minutos; que no houve violncia nem viu a arma; que o Sr. Manoel faleceu poucos meses aps o fato;

    que ele fez o retrato falado e reconheceu o acusado; que o sistema de vigilncia da agncia estava com

    defeito e por isso no houve filmagem; que o sistema no foi consertado porque a agncia estava sendo

    desativada; que o Sr. Manoel era meio distrado e ela acredita que ele deixou o primeiro ladro entrar

    por boa f; que sempre ficava at mais tarde no banco e um de seus 5 irmos ia busc-la aps as 18 h;

    que, por ficar at mais tarde, muitas vezes fechava o caixa dos colegas, conferia malotes etc.; que a

    quantia levada foi de quase vinte mil reais.

    O policial Pedro Domingos tambm prestou o seguinte depoimento em juzo: que o retrato falado

    foi feito pelo vigia e muito divulgado na imprensa; que, por uma denncia annima, chegaram at

    Mariano e ele foi reconhecido; que o ru negou participao no roubo, mas no explicou como comprou

    uma moto nova vista j que est desempregado; que os assaltantes provavelmente vigiaram a agncia

    e notaram a pouca segurana, os horrios e hbitos dos empregados do banco Zeta; que no

    recuperaram o dinheiro; que nenhuma arma foi apreendida em poder de Mariano; que os outros autores

    no foram identificados; que, pela sua experincia, tem plena convico da participao do acusado no

    roubo.

    Na fase de requerimento de diligncias, a folha de antecedentes penais do ru foi juntada e

    consta um inqurito em curso pela prtica de crime contra o patrimnio.

    Na fase seguinte, a acusao pediu a condenao nos termos da denncia.

    Em face da situao hipottica apresentada, redija, na qualidade de advogado(a) de Mariano, a pea processual, privativa de advogado,

    pertinente defesa do acusado. Inclua, em seu texto, a fundamentao legal e jurdica, explore as teses defensivas possveis e date no

    ltimo dia do prazo para protocolo, considerando que a intimao tenha ocorrido no dia 23/6/2008, segunda-feira.

  • UnB/CESPE OAB Direito Penal e Direito Processual Penal

    Exame de Ordem 2008.1 Prova Prtico-Profissional 2

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    Exame de Ordem 2008.1 Prova Prtico-Profissional 3

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    Exame de Ordem 2008.1 Prova Prtico-Profissional 7

    PARA USO EXCLUSIVO DO CHEFE DE SALA

    NO H TEXTO

    QUESTO 1

    Asplnio, funcionrio pblico federal, no horrio de expediente, solicitoua Tarso a quantia de R$ 2.000,00, em espcie, como condio para extraviarautos de processo criminal. Nesse momento, Asplnio foi preso em flagrante,antes de extraviar o processo que se encontrava na seo onde est lotado.Sabe-se, ainda, que Asplnio primrio e tem bons antecedentes.

    Com base na situao hipottica apresentada, responda, de forma fundamentada, s perguntas a seguir.

    < Asplnio cometeu crime afianvel?

    < Que pedido, privativo de advogado, deve ser formulado para Asplnio ser solto?

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    PARA USO EXCLUSIVO DO CHEFE DE SALA

    NO H TEXTO

    QUESTO 2

    Lauro foi denunciado e, posteriormente, pronunciado pela prtica dos crimesprevistos no art. 121, 2., incisos II e IV, em concurso material com o art. 211,todos do Cdigo Penal Brasileiro (CPB). Em 24/6/2008, Lauro foi regularmentesubmetido a julgamento perante o tribunal do jri. A tese de negativa de autoria nofoi acolhida pelo conselho de sentena e Lauro foi condenado pelos dois crimes, tendoo juiz fixado a pena em 16 anos pelo homicdio qualificado e, em 3 anos, pelaocultao de cadver. O Ministrio Pblico no recorreu da deciso. A defesa ficouinconformada com o resultado do julgamento, por entender que havia prova dainocncia do ru em relao aos dois crimes e que a pena imposta foi injusta.

    Considerando a situao hipottica apresentada, indique, com os devidos fundamentos jurdicos:

    < o recurso cabvel defesa de Lauro;< a providncia jurdica cabvel na hiptese de o juiz denegar o recurso.

    TEXTO DEFINITIVO QUESTO 2

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    Exame de Ordem 2008.1 Prova Prtico-Profissional 9

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    NO H TEXTO

    QUESTO 3

    Em 11/1/2008, Celso foi preso em flagrante pela prtica do crimeprevisto no art. 213 do Cdigo Penal. Regularmente processado, foi condenadoa 6 anos de recluso, em regime inicialmente fechado. Somente a defesarecorreu da deciso e, logo aps a interposio do recurso, Celso fugiu dapriso.

    Considerando essa situao hipottica, redija um texto dissertativo acerca da situao processual

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