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  • 7/27/2019 DIREITO INTERNACIONAL PBLICO I resumo

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    DIREITO INTERNACIONAL PBLICO I

    Prof. Osvaldo

    Comunidade Sociedade

    . Formao Natural . Formao Voluntria

    .H uma vontade orgnica oriunda deuma memria, de uma cultura

    . H uma vontade refletida

    .A participao dos membroscomponentes profunda, ampla, intensae irrestrita

    . A participao dos membroscomponentes especificada, menos

    profunda.

    Regida pelo direito natural . Regido por acordo de vontades (custo-benefcio)

    O que h no mundo uma Sociedade Internacional. Os Estados velam per si, namedida direta e especifica de seus interesses. O ideal seria que houvesse umacomunidade mundial, onde os habitantes do globo se conscientizassem da fragilidade danave me-terra. No entanto, os atores mundiais atuam de acordo com seu potencial e

    interesses hegemnicos.

    Caractersticas da Sociedade Internacional

    a) Universal: Abrange a totalidade das sociedades humanas do globo terrestre,apesar de ainda haver grupos indgenas sem contato com o mundo exterior.

    b) Igualitria: Apresenta-se igualdade jurdica, ou seja, os membros destasociedade tem reconhecido sua igualdade legal apesar, ainda, do desconfortocriado pelo poder de influncia de uns Estados em detrimento de outros.

    c) Aberta: Permanentemente pronta ao ingresso de novos Estados membros.d) O seu direito originrio: E no derivado, portanto no um direito derivado

    dos direitos dos diversos Estados.

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    e) No apresentam uma organizao jurdico-institucional: Ou seja, no hconfigurado um governo mundial.

    Obs: Soberania- o conjunto ao mximo das competncias estatais, as quais,

    aquiescidas ao Estado, o tornam independente. Ao ingressar na Sociedade Internacional,o Estado Membro no abre mo da sua Soberania, mas de parte de suas competncias;

    Obs: Um navio de bandeira de um determinado pas poder ser jurisdicionado, atravsdo Principio da Aproximao e Revista, por outro de bandeira estrangeira, quandohouver suspeita fundamentada de que se est praticando um crime de DireitoInternacional ( pirataria, narcotrfico, trfico de armas e de seres-humanos). A isto chamado de desdobramento jurisdicional ou Principio da Autodefesa (o pas se

    desdobra alm do seu territrio no exerccio da sua jurisdio).

    Sujeitos de Direito Internacional

    a) Os Estados-Membros;b) O indivduo;c) Os organismos Internacionais;

    Obs:A 1 grande Organizao Internacional foi a Liga das Naes de 1919. Anteshaviam as unies Aduaneiras, as Convenes Fluviais do Rio Reno, o ComitInternacional da Cruz Vermelha, cujas aes, ou eram especificas, para ocumprimento do tratado entre as naes signatrias, ou eram monitorados peloEstado sede da organizao.A Liga das Naes, contribuiu bastante para o incipiente Direito Constitucionaldas organizaes Internacionais.

    d) Foras Culturais, Econmicas e Religiosas: Que atuam de maneira decisiva naformao de uma opinio e na tomada de decises jurdicas e, ainda, aes

    polticas.

    Princpio da Governana-Sem Governo- reas onde o interesse coletivo diz quese deve agir dessa forma. (Ex: a questo das florestas tropicais, incluindo a aquesto amaznica). No se deve confundir com Patrimnio Comum daHumanidade (Ex: fundos Marinhos situados alm das jurisdies nacionais, aAntrtida, outros espaos no submetidos a uma exclusiva soberania estatal). De

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    acordo com prvia conveno da ONU, a natureza jurdica dos Corpos Celestes de Res Comunes, ou seja, patrimnio comum da humanidade.

    .Normas Jurdicas Internacionais x Normas Internas

    uma realidade cotidiana dos Estados de fato de que normas geradas no planoexterno venham a produzir efeitos no interior dos mesmos. Existem trscorrentes majoritrias que respondem a tal equao jurdica: A Teoria Dualista,a Teoria Monista, com Primazia do Direito Internacional e Teoria Monista com

    Primazia do direito Externo.

    Teoria Dualista. O dualismo parte do pressuposto da constatao da existnciade duas ordens jurdicas bem distintas. Uma fruto da vontade de somenteum Estado Nacional, enquanto a outra seria fruto da vontade de vrios

    Estados soberanos, independentemente disto se dar de maneira tcita, como scostumes, ou de maneira expressa, como os tratados, ou ainda mediante aopinio avalizada pelos principais instrutores do direito, que a doutrina, outambm atravs das decises dos tribunais arbitrrios internacionais.

    A distino entre ordem interna e ordem externa est bem clara na obra dofilsofo alemo Triepelde 1899 (Direito Internacional e Direito Interno). Oautor afirmava que as duas ordens jurdicas so nunca secantes, no mximotangenciais- chocam-se na superfcie -, isto , a norma de um ordenamentono penetra no campo do outro, sendo portanto, distintas e superadas. Todavia,

    nada impede que um Estado, no exerccio da sua soberania, fazendo um juzoprprio, determine os prs e contras da incorporao de uma normainternacional ao seu ordenamento interno (Teoria da Incorporao, dentro dodualismo).

    Incorpora-se a norma escrita de um tratado atravs de procedimentosconstitucionais previstos. Aps a publicao em Dirio Oficial, a norma externater eficcia de lei, passando a ter vigncia no plano interno do Estado. Contudo,dada a incorporao, nada impede que haja um conflito com uma lei interna jexistente. O autor, de maneira lgica, dizia que nada obrigaria um Estado aincorporar normas de origem aliengena, uma vez que o mesmo apresentasoberania para faz-lo ou no. Porm, se optasse pela incorporao, seriarazovel que a norma oriunda de vrias vontades soberanas tivesse primaziasobre a interna, que fruto de somente uma vontade.

    Tal procedimento oferece bastante segurana as chancelarias dos Estados.Os ministrios de Relaes Exteriores tem uma querncia enorme pela TeoriaDualista, dado o fato de que ela permite a manifestao soberana no momentodo ato incorporatrio.

    Monismo com Primazia de Direito Interno

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    Apresenta suas razes, sua filiao doutrinria-filosfica, no pensamentodo grande filsofo Hegel. Embora tenha sido filsofo mais citado pelosMaterialistas do final do sculo XIX e pelos marxistas e fascistas, era filsofoEspiritualista e no Materialista.

    Ao tratar da questo do que seria um Estado, o autor afirmou que omesmo era dotado do Poder dos Poderes -absoluto, inquestionveldefiniodo filsofo para a Soberania. Naquele perodo histrico, a filosofia germnicanecessitava de argumentos a fim de embasar a tese da unificao alem de 1870.

    Na obra de Hegel, a noo de monismo com primazia do direito internoseria a seguinte :O Estado, a Ele tudo se deve, todos os sacrficios e renncias; nada de

    personalismo; o Estado a resposta suficiente e bastante para todos os males danao. A ele, todas as prerrogativas, todos os direitos, nada de subjetivismos

    pequenoburgus ou burgus.

    A Teoria Monista leva, no o Direito Internacional, mas sim a um direitoEstatal para uso externo, dependendo das circunstncias do poder blico eeconmico do Estado. Existiram tantas ordens jurdicas internacionais quantosfossem os Estados Soberanos. A Sociedade global no estaria regida por umaordem jurdica a que todos esto submetidos, e sim a convenincia de atitudesou vontades conflitantes. Tal concepo, fora adotada pela chancelaria do IIIReich e pela chancelaria da ex-URSS.

    Monismo com Primazia do Direito Externo

    O pensador, que se destina na defesa da primazia internacional, o grandejurista do sc XX, o austraco Hans Kelsen em seu livro, Teoria Pura doDireito, Kelsen afirma que o reordenamento jurdico pode ser representadograficamente por uma pirmide, em que a fonte, fundamento da norma jurdica,est explicada pela hierarquia. A norma superior fonte(origem), da normaimediatamente inferior, alm de ser tambm seu fundamento(obrigatoriedade).Kelsen afirmava tambm que qualquer jurista estaria livre para estabelecer quala norma a ser colocada no vrtice da pirmide, tornando-se fonte e fundamentode todas as demais (Norma Fundamental do Direito- GRUNDNORM).Todavia, o autor ressalva que a escolhida teria de ser o Direito Internacional.Deste modo, se a norma superior de direito externo, no ordenamento jurdico

    piramidal kelsiano, ela teria primazia sobre as normas internas, desde as denatureza constitucional, que se encontram imediatamente inferiores aGRUNDNORM, at as de base da pirmide.

    O grande discpulo de Hans Kelsen, Albert , criticava aquilo que elenomeou de indiferentismo kelsiano, ao dizer que no seria verdadeira ainexistncia de conflito entre normas externas e internas. Alm disso, Albert

    questionava sobre qual seria a norma fundamental da cincia jurdica. Kelsen

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    no se furtou ao desafio e acaba por escolher uma norma de DireitoInternacional costumeiro, to velho quanto a civilizao jurdica:Pacta Sunt Servanda(os tratados e acordos livremente assumidos so para sercumpridos).

    O monismo com primazia do Direito externo, que a primeira vista parecedeterminar o fim da supremacia Soberana do Estado, na prtica oferece aomenos uma inesperada margem de segurana, em virtude do fato de que eleesforar para evitar o surgimento interno de qualquer norma contrria a umanorma internacional.

    Apndice:A neutralidade um instituto do Direito Internacional que obriga o

    neutro a dois deveres clssicos: dever de imparcialidade e dever deobstinao.

    Apndice:A Federao uma formatao estatal em que a unidade federada

    cede a Unio as competncias internacionais, enquanto na confederao, cadaprovncia conserva sua soberania e somente se unem naquilo que for de interessede todas as unidades confederadas.

    Fontes do Direito Internacional Pblico

    O Estatuto da Corte