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  • Direito Internacional Penal Tributrio

    CURSO DE PS-GRADUAO LATO SENSU ON-LINE EM

    Aspectos bsicos do Direito Penal Econmico.Globalizao. Macrocriminalidade.

    Poltica Criminal e crimes scio-econmicos

    Professora Dra. Fabiola Emilin Rodrigues

  • Direito Penal Econmico

    Preveno da criminalidade econmica

  • Direito Penal Econmico

    Direito Penal Econmico - DisciplinaAutnoma?

    Metodologia prpria

    Objeto diferenciado e autnomo

    Regras e principios com particularidades

  • Direito Penal Econmico

    Dirige sua interveno sobre as condutasque atentam contra o conjunto total daeconomia.

    Mudana de preocupao legislador deixade tratar de bens individuais pararegulamentar bens jurdicos supra-individuais.

  • Direito Penal Econmico

    Surge a necessidade de responsabilizarpenalmente as pessoas jurdicas, novostipos penais

  • Globalizao e Direito Penal

    Sociedade do risco, Sociedade doConsumo, Sociedade da Informao

    Novas demandas sociais

  • Globalizao e Direito Penal

    O complexo funcionamento do mercado mundialcriou um ambiente frtil para a proliferao doscrimes econmicos.

    Novos bens jurdicos tutelados pelo Direito PenalEconmico est relacionada ao conceito desociedade de risco so bens jurdicossupraindividuais, cuja leso acarreta em danosque, embora invisveis maior parte dapopulao, afetam uma pluralidade de indivduos,e muitas vezes so irreversveis.

  • Globalizao e Direito Penal

    Expanso do Direito Penal, observado:

    (i) surgimento de novos bens jurdicos;

    (ii) aparecimento de novos riscos;

    (iii) o sentimento social de insegurana;

    (iv) a configurao de uma sociedade desujeitos passivos;

  • Globalizao e Direito Penal

    (v) a difuso social dos efeitos dos delitos;(vi) a presso de novos grupos sociais(feministas, pacifistas, consumidores,ecologistas, defensores dos direitos humanos,entre outros) pela tutela penal de seusinteresses; e

    (vii) o descrdito de outras instncias deproteo.

  • Direito Penal Econmico

    Indeterminao dos agentes e das vtimasda infrao

    Ofensividade penalmente relevanteproduzida em srie

  • Direito Penal Econmico

    Tratatos e Convenes Internacionais

    Limites de atuao so alterados,mecanismos de investigao tornam-secomplexos

  • Globalizao e Direito Penal

    Ratificada pelo Brasil em 2004, a Convenode Palermo uma estratgia internacional deenfrentamento ao crime. Tem por objetivo oredirecionamento das aes dos Estados e dacomunidade internacional para o corte dofluxo financeiro das organizaes criminosas,demonstrando assim que o crime nocompensa.

  • Globalizao e Direito Penal

    Conveno de Mrida

    Conveno sobre o Combate Corrupode Funcionrios Pblicos Estrangeiros emTransaes Comerciais Internacionais daOrganizao para a Cooperao eDesenvolvimento Econmico (OCDE)

    Conveno das Naes Unidas contra oCrime Organizado Transnacional (UNTOC)

    Conveno das Naes Unidas contra aCorrupo (UNCAC)

  • Globalizao e Direito Penal

    Cidado que cobra fim da impunidade omesmo que compra DVD pirata...

  • Globalizao e Direito Penal

    Seletividade do bem jurdico tutelado,valorao proteo

  • Criminalidade Econmico Financeira

    Segundo Schunemann, a criminalidadeeconmica aquela relativa s infraeslesivas da ordem econmioca cometidas porpessoas de alto nvel socioeconmico nodesenvolvimento de sua atividade profissional

    Macrocriminalidade Crime do colarinhobranco, status do autor

  • Criminalidade Econmico Financeira

    Edwin Sutherland cinco elementos:

    Ser um crime

    Ser cometido por uma pessoa respeitvel

    Pessoa pertencer a uma camada alta social

    Estar no exerccio de seu trabalho

    Constituir uma violao da confiana

  • Criminalidade Econmico Financeira

    Superior Tribunal de Justia

    manifesta expresses testa de ferro,fantasmas, dissimulando a partipao dosverdadeiros mentores ou beneficirios datrama.

  • Direito Penal Econmico

    E. Sutherland explicava que a aplicaodiferenciada da lei pode ser atribuda aosseguintes fatores:

    (1) status: o poder imuniza os homens denegcio em relao aos crimes, j queincrimin-lo poder trazer problemas para oincriminador no futuro; criminoso financiacampanhas polticas = legislativo

  • Direito Penal Econmico

    (2) homogeneidade cultural: juzes,administradores, legisladores e homens denegcios possuem a mesma formaocultural, muitas vezes partilham as mesmasorigens sociais e essa homogeneidade fazcom que no seja uma tarefa fcil caracterizaros criminosos econmicos dentro doestereotipo do criminoso comum.

  • Direito Penal Econmico

    (3) a relativa desorganizao na reaoaos crimes de colarinho branco: asviolaes das leis pelos homens de negciosso complexas e produzem efeitos difusos.No se tratam de agresses simples e diretasde um indivduo contra outro. Alm disso,podem permanecer por muitos anos semserem descobertas..

  • Direito Penal Econmico

    Os meios de comunicao de massa noexprimiriam uma expressiva valorao moralda coletividade a respeito dos crimes docolarinho branco, em parte porque so fatoscomplexos, de difcil colocao jornalstica,mas, sobretudo porque tambm os jornaispertencem a homens de negcios, que svezes so responsveis por numerosos ilcitosanlogos.

  • Direito Penal Econmico

    No caso do Poder Judicirio, pressionadospela sociedade a oferecer uma resposta impunidade dos criminosos de colarinhobranco, alteram os mecanismos jurdico-penais de forma a provocar uma aparenteseveridade punitiva, ainda que, emcontrapartida, sejam violados os preceitosmais basilares do Direito Penal, que seconsubstanciam na forma de garantiasindividuais.

  • Direito Penal Econmico

    Exemplo: crimes societrios, onde adificuldade de identificar com preciso cadapartcipe do organograma criminoso levou concepo, pelo Ministrio Pblico, dadenncia genrica (amplamente aceitapelos juzes), que afronta o princpio geral doDireito Penal clssico a individualizao dascondutas no concurso de agentes.

  • Direito Penal Econmico

    Art. 41. A denncia ou queixa conter aexposio do fato criminoso, com todas assuas circunstncias, a qualificao do acusadoou esclarecimentos pelos quais se possaidentific-lo, a classificao do crime e,quando necessrio, o rol das testemunhas

  • Direito Penal Econmico

    Art. 29 do Cdigo Penal: "Quem, de qualquermodo, concorre para o crime incide nas penasa este cominadas, na medida de suaculpabilidade".

  • Direito Penal Econmico

    rgo de acusao imputa a todos,indistintamente, o mesmo fato delituoso,independentemente das funes exercidas poreles na empresa ou sociedade (e, assim, dopoder de gerenciamento ou de deciso sobrea matria), a hiptese no ser nunca deinpcia da inicial, desde que seja certo einduvidoso o fato a eles atribudos.

  • Direito Penal Econmico

    A questo relativa efetiva comprovao deeles terem agido da mesma maneira , comologo se percebe, matria de prova, e nopressuposto de desenvolvimento vlido eregular do processo". (OLIVEIRA, EugnioPacelli de. Curso de Processo Penal. 17 ed.So Paulo: Atlas, 2013. p. 168).

    .

  • Direito Penal Econmico

    Alegava-se que a denncia genrica seriainadmissvel no Direito Brasileiro por conta daviolao do princpio da responsabilizaosubjetiva... no afronta as garantiasindividuais, uma vez que a denncia em sino mais que a pea processual que acionaa jurisdio criminal, mas que a averiguaoda culpa dos rus sempre se faz sempre nobojo do prprio processo penal e que,independentemente de a denncia sergenrica ou no...

  • Direito Penal Econmico

    Responsabilidade objetiva e subjetiva noscrimes financeiros.

    Denncias genricas em crimes societrios.

  • Direito Penal Econmico

    Problemtica da responsabilidade objetiva noscrimes societrios envolve a distino entre ocargo ocupado pelo agente e a funo por eleefetivamente exercida. Na situao, porexemplo, em que no haja coincidncia entreambos em que o indivduo acusado possuium cargo que em tese permitiria que eletivesse conhecimento e efetivamente atuassena execuo dos crimes, mas no exerciaefetivamente funo nenhuma noorganograma criminoso.

  • Direito Penal Econmico

    Admite-se a denncia geral, mas repudia-se adenncia genrica. Na primeira atribui-se umdeterminado ato criminoso a todos osdenunciados, por t-lo praticado em conjunto; nasegunda, mostra-se que ocorreram aes quelevaram ao resultado delituoso, atribuindo-o atodos os diretores, sem estabelecer acorrespondncia concreta entre aquele e as aesde cada um dos que as produziram, impedindo-lhes a defesa, culminando a denncia da inpciaformal,.

  • Direito Penal Econmico

    Necessidade de individualizao dasrespectivas condutas dos indiciados.Observncia dos princpios do devido processolegal (CF, art. 5o, LIV), da ampla defesa,contraditrio (CF, art. 5o, LV) e da dignidadeda pessoa humana (CF, art. 1o, III).Precedentes: HC no 73.590-SP, 1a Turma,unnime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de13.12.1996; e HC no 70.763-DF, 1 Turma,unnime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de23.09.1994.

  • Direito Penal Econmico

    No caso concreto, a denncia inepta porqueno pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta do paciente. Habeas corpusdeferido. STF. HC 86879/SP. Relator originrioMinistro Joaquim Barbosa. Relator / AcrdoMinistro Gilmar Mendes. 2 Turma.Julgamento: 21/02/2006. publicao:16/06/2006

  • Direito Penal Econmico

    Mudana de orientao jurisprudencial, que,no caso de crimes societrios, entendia serapta a denncia que no individualizasse ascondutas de cada indiciado, bastando aindicao de que os acusados fossem dealgum modo r

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