direito fundamental de greve sob uma nova perspectiva, o

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  • 1O DIREITO FUNDAMENTALDE GREVE SOB UMANOVA PERSPECTIVA

  • 2Para voc, fonte inesgotvel de felicidade, obrigado.

    Claudio Armando Couce de Menezes

  • 3O DIREITO FUNDAMENTALDE GREVE SOB UMANOVA PERSPECTIVA

    CLUDIO ARMANDO COUCE DE MENEZES

    Desembargador do Trabalho. Mestre e Doutorando em Direito do Trabalho.

  • 1ndice para catlogo sistemtico:

    EDITORA LTDA.

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)(Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

    R

    Rua Jaguaribe, 571CEP 01224-001So Paulo, SP BrasilFone (11) 2167-1101www.ltr.com.brProduo Grfica e Editorao Eletrnica: RLUXProjeto de capa: RAUL CABRERA BRAVOImpresso: PIMENTA GRFICA E EDITORAJunho, 2013

    Todos os direitos reservados

    1. Direito fundamental de greve : Direito dotrabalho 34:331.89

    Menezes, Cludio Armando Couce deO direito fundamental de greve sob uma novaperspectiva / Cludio Armando Couce de Menezes. So Paulo : LTr, 2013.

    Bibliografia.

    1. Direito de greve 2. Direito do trabalho3. Direitos fundamentais 4. Greves I. Ttulo.

    13-05714 CDU-34:331.89

    Verso impressa - LTr 4825.2 - ISBN 978-85-361-2590-9

    Verso digital - LTr 7609.3 - ISBN 978-85-361-2653-1

  • 5SUMRIO

    Prefcio ...................................................................................................................... 9

    Introduo ...................................................................................................................... 11

    1. Direito humanos, cultura e ideologia ......................................................................... 15

    2. Direitos humanos e fundamentais. Noes ................................................................ 21

    3. Princpios da progressividade e da irreversibilidade ................................................. 25

    4. A greve como direito humano e fundamental ............................................................ 40

    5. A titularidade do direito de greve ............................................................................... 48

    5.1. Apresentao do problema .................................................................................. 48

    5.2. Definio do sujeito do direito de greve ............................................................. 50

    5.2.1. Tratados internacionais, resolues e decises de direito internacional .... 50

    5.2.2. Direito comparado ..................................................................................... 51

    5.2.2.1. Comunidade Europeia ................................................................. 51

    5.2.2.2. Espanha ......................................................................................... 51

    5.2.2.3. Frana ........................................................................................... 53

    5.2.2.4. Outros pases ................................................................................ 53

    5.2.2.5. Argentina ....................................................................................... 53

    6. Greve. Incompatibilidade e irritaes com a sua natureza de direito humano e fun-damental ..................................................................................................................... 57

    6.1. Apresentao do problema .................................................................................. 57

    6.2. Caracterizao, espcies, objetivos e alcance da greve ....................................... 58

    6.3. Aes e medidas judiciais .................................................................................... 71

    6.3.1. Apresentao do problema ........................................................................ 71

    6.3.2. Interditos possessrios ............................................................................... 72

    6.3.3. Cautelares, antecipao de tutela, dissdios de greve e outras medidas ju-diciais ......................................................................................................... 79

    6.4. Multas e indenizaes .......................................................................................... 83

    6.4.1. Multas ........................................................................................................ 83

    6.4.2. Indenizaes .............................................................................................. 86

    6.5. Sanes aos grevistas ........................................................................................... 88

    Concluses ..................................................................................................................... 97

    Referncias Bibliogrficas ............................................................................................. 101

  • 6

  • 7Um passo faz moverem mil fios,/ As lanadeiras vo e vm/Os fios correm invisveis/ Cada movimento cria mil laos

    (GOETHE).

    Se tiveres cabea, fora, brio,/ Quando tudo parece que recua,/ Em tihouver apenas um vazio/ E a vontade que diz: CONTINUA

    (RUDYARD KIPLING).

    Sai da tua infncia, amigo, desperta!(ROUSSEAU).

    Pertence aos mecanismos da dominaoproibir o conhecimento do sofrimento

    (ADORNO).

  • 8

  • 9PREFCIO

    O direito de greve, assegurado pelo art. 9 da Constituio Federal, constituiuma das grandes conquistas da classe trabalhadora, como forma de lograr xitonum processo de negociao coletiva. A greve no uma forma de soluo doconflito coletivo do trabalho, o qual se resolve pela autocomposio ou pelaheterocomposio. A greve , isto sim, um meio eficiente de forar o empregadora negociar, ou a ceder no curso do processo de negociao, buscando concretizara autocomposio.

    O Direito do Trabalho surgiu do conflito entre trabalhadores e tomadoresde servios, a fim de buscar o equilbrio das relaes protagonizadas por atoresem flagrante posio desigual. Basta lembrar seu nascimento com a RevoluoIndustrial, no sculo XVIII, momento em que a explorao desmedida do trabalhohumano alcanou formas de violncia impressionantes. Foi o reconhecimentodos direitos aos trabalhadores e a limitao ao poder dos empregadores quepossibilitaram a busca do equilbrio referido.

    neste cenrio que se encontra o direito de greve, pois uma forma deautodefesa dos interesses dos trabalhadores, que buscam pelo seu exerccioforar o empregador negociao, ou mesmo ceder s reivindicaes dostrabalhadores.

    Dvida no h no sentido de que a greve provoca prejuzos atividadeempresarial, pela recusa dos trabalhadores ao trabalho, e exatamente poreste fato que ela um poderoso instrumento de negociao. No obstante, trata-se de direito reconhecido pelo art. 9 da Constituio Federal.

    Eis porque preciso compreender a greve como um direito constitucio-nalmente assegurado e, para tanto, precisamos de slidos fundamentos e ricapesquisa a respeito do instituto. O livro O Direito Fundamental de Greve sobuma nova Perspectiva, do magistrado e professor Claudio Armando Couce deMenezes, uma valiosa e oportuna contribuio para aprender sobre o tema.

    A obra tem incio com o estudo introdutrio dos direitos humanos efundamentais, da cultura e da ideologia, fundamentos essenciais compreensodo universo em que se inserem os direitos dos trabalhadores. Segue-se o examedos princpios da progressividade e da irreversibilidade, que encerra a parteintrodutria do livro, como pano de fundo para o leitor poder ingressar deforma segura no exame do tema central.

  • 10

    A seguir o autor detm-se no exame da greve, assim considerada comodireito humano e fundamental, alm do estudo do sujeito do direito. Neste passoo livro ocupa-se dos tratados e demais fontes do direito internacional, ingressandono exame do direito estrangeiro.

    O autor abre um captulo com o curioso ttulo de incompatibilidade eirritaes com a natureza da greve de direito humano e fundamental, que retratauma perspectiva de parte da sociedade que no conhece o tema e reage diantedo exerccio do direito constitucional. Apresenta a questo, examinando acaracterizao, espcies, alm de objetivo e alcance da greve.

    Segue-se o estudo das aes judiciais decorrentes do exerccio da greve,especificamente o interdito proibitrio, as medidas cautelares e o dissdiocoletivo de greve. Finaliza o livro o estudo das multas e indenizaes, que podemadvir da greve, alm de sanes aos grevistas.

    Como se v, trata-se de rico e criativo exame do instituto de maior relevnciano direito coletivo do trabalho e que tem com autor o renomado magistrado,jurista e professor Cludio Armando Couce de Menezes.

    Alm de sua larga experincia como Desembargador do Trabalho, que integrao Tribunal Regional do Trabalho da 17 Regio, com sede na cidade do EspritoSanto, o autor possui reconhecida bagagem cultural e slida formao acadmica.

    O magistrado e professor Cludio Armando Couce de Menezes foi membrodo Ministrio Pblico do Trabalho, onde ingressou por concurso pblico e, aseguir, igualmente mediante concurso pblico, ingressou na Magistratura doTrabalho, ocupando os cargos de juiz substituto, juiz titular de Vara do Trabalhoe desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 17 Regio. Foi Vice-Presidente e Presidente daquela Corte, alm de ter atuado como convocado noTribunal Superior do Trabalho.

    Mestre em Direito do Trabalho pela Pontifcia Universidade Catlica deSo Paulo, doutorando na mesma rea nesta Universidade, alm de possuir ottulo de especialista e investigador internacional em direito e ser doutorandopela Universidade de Castilla de La Mancha, na Espanha. Ademais, tem largaexperincia no magistrio superior, em cursos de formao profissional na reado direito, alm de ser autor de obras jurdicas.

    Eis porque a obra que traz para publicao O Direito Fundamental deGreve sob uma nova Perspectiva, r

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