direito de família pós-graduação em direito civil e processo civil murillo sapia gutier

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Direito de Família Pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil Murillo Sapia Gutier Especialista em Direito Civil – PUC-MG Mestrando em Direito Público – PUC-MG. PLANO DE AULA Constituição e relações privadas Direito de Família ou Direito das Famílias? - PowerPoint PPT Presentation

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  • Direito de FamliaPs-graduao em Direito Civil e Processo Civil

    Murillo Sapia GutierEspecialista em Direito Civil PUC-MGMestrando em Direito Pblico PUC-MG

  • PLANO DE AULAConstituio e relaes privadasDireito de Famlia ou Direito das Famlias?Princpios do Direito das FamliasAspectos jurdico-constitucionais dos institutos de Direito das Famlias

  • Constituio e Direito Privado

  • Estado de Direito e o Direito CivilA necessidade do Estado: Resguardo dos Direitos Fundamentais;Funo do Direito Civil Codificado: uniformizar a normatizao de institutos fundamentais da vida:Propriedade e LiberdadeEstado Liberal de Direito

  • Estado Liberal: 1 dimensoVisou a separao entre Direito e moralEstado e SociedadePoltica e Economiaconsagrou direitos fundamentais de cunho negativo (status negativus)dimenso subjetiva dos direitos fundamentais

  • Estado LiberalDireito sistematizado pelo legislador antes era relegado aos costumes, aos ensinamentos doutrinrios ou ao direito cannico, no que concerne ao casamento, famlia, filiao e sucesses

  • Estado LiberalSegurana jurdica fez com que o direito privado se sobrepusesse ao pblico;Tcnica legislativa era representada normativamente por regra jurdica;preceito e consequncia jurdica

  • Estado Social: 2 dimenso No basta garantir formalmente a liberdade e a igualdade aos indivduos se estes no dispem de um mnimo existencial.Consagrou direitos a prestaes por parte do Estado, de modo que os indivduos possam exigir determinada atuao do Estado no intuito de melhorar as condies de vida.

  • Estado SocialNo se cuida mais, portanto, de liberdade do e perante o Estado, e sim, de liberdade por intermdio do Estado.preponderncia do direito pblico sobre o privado houve inverso da relaoo intervencionismo estatal regulou as condutas dos indivduos e dos grupos, de modo a propiciar a igualdade substancial

  • Estado SocialConcretizao de princpios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e da solidariedade social caracterizou a limitao do mbito de atuao dos particulares. A autonomia da vontade relativizada pela consagrao da tica da solidariedade e da tutela da dignidade da pessoa humana.

  • Estado SocialCdigo Civil deixou de ser o eixo central Surgimento da legislao extravagante, com a funo de reger os programas constitucionais das incipientes constituies sociais;

  • Estado Constitucional3 Dimenso: fraternal ou solidriaConsagra Direitos Fundamentais inerentes a todos, independentemente da condio social ou mesmo da nacionalidade do indivduo;Destinatrio o gnero humano, num momento expressivo de sua afirmao como valor supremo em termos de existencialidade concreta

  • Estado Constitucionalnova realidade Constitucional, adversa ao modelo totalitrio, aproximou Direito e moral.

  • A partir do que se convencionou chamar de virada kantiana, d-se uma reaproximao entre tica e direito, com o ressurgimento da razo prtica, da fundamentao moral dos direitos fundamentais e do debate sobre a teoria da justia fundado no imperativo categrico, que deixa de ser simplesmente tico para se apresentar tambm como um imperativo categrico jurdico. A idia de dignidade da pessoa humana, traduzida no postulado kantiano de que cada homem um fim em si mesmo, eleva-se condio de princpio jurdico, origem e fundamento de todos os direitos fundamentais. centralidade moral da dignidade do homem, no plano dos valores, corresponde a centralidade jurdica dos direitos fundamentais, no plano do sistema normativo. (Gustavo Binembojm)

  • Estado Constitucionaldireitos fundamentais e democracia: Estado democrtico de direito, estruturado como conjunto de instituies jurdico polticas erigidas sob o fundamento e para a finalidade de proteger e promover a dignidade da pessoa humana

  • Estado ConstitucionalEstado Constitucional: DemocrticoDimenso formal: princpio da maioria;Dimenso material: Participativo, pluralista e aberto

  • Dignidade da pessoa humana e Direitos Fundamentais;Relao entre Democracia e Direitos Fundamentais: interdependncia e reciprocidade;Estado Democrtico: visa proteger e promover a dignidade humana;

  • Princpio da constitucionalidade: CF como norma maior; Dotado de fora normativa;Vincula a todos: Executivo, Legislativo, Judicirio e os particulares;Neoconstitucionalismo

    O Estado Constitucional

  • Caractersticas: Constituio rgida: protegida quanto ao poder de reforma;Garantia jurisdicional: deve prever um sistema de garantias;Fora vinculante: CF norma e plenamente aplicvel;O Estado Constitucional

  • Caractersticas: (d) Sobreinterpretao: no h interpretao literal e a CF finita e no abarca todos os aspectos;(e) Interpretao conforme: mtodo de interpretao da lei;(f) Questes polticas judicializadas: exame da argumentao poltica;

    O Estado Constitucional

  • Repercusso ampla, direta e imediata;Constituio influi:Na validadeInterpretao das normasProduo legislativa na matriaNeoconstitucionalismo e Direito Civil

  • 1 plano: garantias - Art. 5 da CF/882 plano: dever de Proteger determinados institutos:Propriedade FamliaLiberdadeNeoconstitucionalismo e Direito Civil

  • Interpretao ConstitucionalPrincpio da mxima efetividade ou da eficincia do texto constitucionalno caso de dvidas deve preferir-se a interpretao que reconhea maior eficcia aos direitos fundamentais (Canotilho)Exemplo: art. 226, 6, da CF/88: O casamento pode ser dissolvido pelo divrcio. (EC 66/10)

  • Interpretao ConstitucionalPrincpio da mxima efetividade ou da eficincia do texto constitucionalse mantido o instituto da separao de direito, o trabalho do reformador constituinte ter sido totalmente intil e desnecessrio. separao + divrcio: burocratiza a incidncia da norma constitucional;

  • Interpretao ConstitucionalPrincpio fora normativa da constituiodeve dar-se primazia s solues hermenuticas que, compreendendo a historicidade das estruturas constitucionais, possibilitam a atualizao normativa, garantindo, do mesmo p, a sua eficcia e permanncia;

  • Interpretao ConstitucionalPrincpio fora normativa da constituiodeve dar-se prevalncia aos pontos de vista que, tendo em conta os pressupostos da constituio (normativa), contribuem para uma eficcia ptima da lei fundamentalDeve haver a otimizao da emenda e tendo em vista a atualizao da CF

  • Interpretao ConstitucionalPrincpio fora normativa da constituiodeve dar-se prevalncia aos pontos de vista que, tendo em conta os pressupostos da constituio (normativa), contribuem para uma eficcia ptima da lei fundamentalDeve haver a otimizao da emenda e tendo em vista a atualizao da CF

  • Interpretao ConstitucionalPrincpio da interpretao das leis em conformidade com a constituiono caso de normas polissmicas ou plurissignificativas deve dar-se preferncia interpretao que lhe d um sentido em conformidade com a constituioH sentido prtico na manuteno da separao de direito?

  • Princpios Fundamentais do Direito das Famlias

  • Princpio de proteo da dignidade da pessoa humana (art. 1., III, da CF/1988)Princpio da solidariedade familiar (art. 3., I, da CF/1988)Princpio da igualdade entre filhos (art. 227, 6., da CF/1988 e art. 1.596 do CC)Princpio da igualdade entre cnjuges e companheiros (art. 226, 5., da CF/1988, e art. 1.511 do CC)

  • Princpio da no interveno ou da liberdade (art. 1.513 do CC)Princpio do maior interesse da criana e do adolescente (art. 227, caput, da CF/1988, e arts. 1.583 e 1.584 do CC)Princpio da afetividadePrincpio da funo social da famlia (art. 226, caput, da CF/1988)

  • Princpio de proteo da dignidade da pessoa humana (art. 1., III, da CF/1988)Estado Democrtico de Direito tem como fundamento a dignidade da pessoa humana o ncleo axiolgico dos direitos fundamentais;

  • Princpio de proteo da dignidade da pessoa humana (art. 1., III, da CF/1988)H a personalizao, repersonalizao e despatrimonializao do Direito Privado;H nfase em valores existenciais e do esprito, bem como no reconhecimento dos direitos da personalidade, tanto em sua dimenso fsica quanto psquica

  • Princpio de proteo da dignidade da pessoa humana (art. 1., III, da CF/1988)H a personalizao, repersonalizao e despatrimonializao do Direito Privado;Os institutos de Direito de Famlia tornan-se funcionalizados realizao dos valores constitucionais, em especial da dignidade da pessoa humana, no mais havendo setores imunes a tal incidncia axiolgica

  • Gustavo Tepedino enfatiza que A dignidade da pessoa humana impe transformao radical da dogmtica o direito civil, estabelecendo uma dicotomia essencial entre as relaes jurdicas existenciais e as relaes jurdicas patrimoniais. Consagrada como valor basilar do ordenamento jurdico, a dignidade da pessoa humana, esculpida no art. 1, III, CF, remodela as estruturas e a dogmtica do direito civil brasileiro, operando a funcionalizao das situaes jurdicas patrimoniais existenciais, de modo a propiciar o pleno desenvolvimento da pessoa humana

  • Sarlet explica que o princpio da dignidade humana o reduto intangvel de cada indivduo e, neste sentido, a ltima fronteira contra quaisquer ingerncias externas. Tal no significa, contudo, a impossibilidade de que se estabeleam restries aos direitos e garantias fundamentais, mas que as restries efetivadas no ultrapassem o limite intangvel imposto pela dignidade da pessoa humana

  • Exemplos do Direito de Famlia1) Imvel em que reside pessoa solteira bem de famlia, estando protegido pela impenhorabilidade constante da Lei n. 8.009/90 (STJ ERESP 182.223/SP) Visa proteger a pessoa e sua dignidade e direito moradia;

  • Exemplos do Direito de Famlia2) relativizao ou mitigao da culpa nas aes de separao judicialComo a clusula geral de proteo da pers

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