direito civil resum£o 2015

Download Direito Civil Resum£o 2015

Post on 16-Dec-2015

31 views

Category:

Documents

5 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Direito Civil Resumão 2015

TRANSCRIPT

  • Todos os direitos reservados CS Tecnologia www.provasdaoab.com.br

    LEI DE INTRODUO S NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO

    A chamada Lei de Introduo ao Cdigo Civil (LICC) sofreu recente modificao em sua

    ementa, atravs da Lei n 12.376, de 30 de dezembro de 2010, passando a se chamar de Lei de

    Introduo s Normas do Direito Brasileiro (LINDB). A LINDB trata da aplicabilidade das normas

    no Brasil, contendo disposies de natureza material interna e de natureza de Direito Internacional

    Privado.

    Vigncia da Lei

    A vigncia constitui o perodo de existncia da lei, por regra, nos termos do art. 1 da

    LINDB, a lei entra em vigor em 45 dias aps a data da publicao, salvo se a prpria lei

    expressamente prever sua vigncia imediata. O lapso temporal compreendido entre a publicao da

    lei e sua vigncia chamado de vacatio legis. Ademais, a Lei que no tiver seu prazo de vigncia

    estabelecido vigncia estabelecido viger at que nova legislao a modifique ou revogue. Importa

    lembrar que a revogao causa a cessao da produo de efeitos, retirando sua obrigatoriedade, o

    que s pode ocorrer por meio de outra lei de mesmo nvel ou hierarquicamente superior.

    Obrigatoriedade das Leis

    A partir da vigncia da Lei, tornar-se- ela obrigatria a todos, no se admitindo o seu

    descumprimento sob a justificativa de desconhecimento, assim prev o art. 3 da LINDB:

    Art. 3 Ningum se escusa de cumprir a lei, alegando que no a conhece.

  • Todos os direitos reservados CS Tecnologia www.provasdaoab.com.br

    Irretroatividade das Leis

    A Legislao posterior no atingir o ato jurdico perfeito e o direito adquirido. Ademais, a

    coisa julgada tambm no ser atingida por legislao posterior, lembrando que se considera coisa

    julgada a deciso judicial que no cabe mais recursos.

    PARTE GERAL

    O SUJEITO DE DIREITO

    o titular de direitos e obrigaes na rbita civil. Importante no confundir sujeito com

    pessoa, uma vez que toda pessoa ser sujeito de direitos, embora que nem todo sujeito de direito

    ser pessoa, tendo em vista existir os sujeitos de direito personalizados, podendo ser fsicos ou

    jurdicos, e os sujeitos de direito no personalizados, os quais podem ser humanos e no humanos

    (massa falida, esplio, sociedades em comum).

    DAS PESSOAS

    Personalidade

    Trata-se do atributo da pessoa para ser titilar de direitos e de deveres na ordem civil, todo

    ser que nasce com vida adquire personalidade.

    Incio da personalidade

    O incio da personalidade marcado pelo nascimento com vida, conforme dico do art. 2

  • Todos os direitos reservados CS Tecnologia www.provasdaoab.com.br

    do CC. A doutrina majoritria defende a teoria natalista para o incio da personalidade jurdica.

    Nessa linha, o nascituro, ente concebido, mas no nascido, no passa de uma potencialidade de

    direitos.

    Nascituro: A Lei pe a salvo os direitos do nascituro desde a sua concepo.

    Art. 2, CC - A personalidade civil da pessoa comea do nascimento com vida; mas a lei pe a salvo, desde

    a concepo, os direitos do nascituro.

    a) Teoria natalista: o nascituro s vai ter direito com o nascimento com vida, "expectativa de

    direito".

    b) Teoria concepcionista: o nascituro tem todos os direitos.

    c) Teoria mista: os direitos patrimoniais do nascituro esto condicionados ao seu nascimento com

    vida, mas os direitos da personalidade esto garantidos desde a concepo. (Maria Helena Diniz).

    Capacidade

    A capacidade em comento poder ser de direito ou de gozo (capacidade de aquisio de

    direitos ou de exerccio). A primeira vincula-se ao fato de ser pessoa, de modo que todo ser humano

    ter tem capacidade de direito, pelo fato de que a personalidade jurdica atributo inerente sua

    condio.

    Capacidade de direito (de gozo): para ser titular de direitos, todos tm direito, no pode sofrer

    limitaes.

    Capacidade de fato (de exerccio): para exercer seus direitos, pode sofrer limitaes, cinde-se nas

    seguintes classes:

    a) Absolutamente incapazes: consideram-se absolutamente incapazes as pessoas que desfrutam de

  • Todos os direitos reservados CS Tecnologia www.provasdaoab.com.br

    capacidade de gozo, mas que se encontram completamente limitadas para os atos da vida civil em

    razo de certas circunstncias. Sero absolutamente incapazes os:

    b) Relativamente incapaz: considerando a relativizao da incapacidade, importante mencionar

    desde logo que os atos praticados por pessoas que se encontram nesses estgios sem a necessria

    assistncia sero anulveis. Tais pessoas possuem capacidade relativa para, em conjunto com seus

    representantes, firmar negcios, assumir obrigaes e realizar os atos da vida civil. Ademais,

    tambm se encontram no grau de incapacidade relativa os brios habituais, os viciados em txicos e

    os deficientes mentais de discernimento reduzido.

    c) Plenamente capazes: a capacidade civil plena ser adquirida: aos 18 anos; por meio da

    emancipao; ou em razo da cessao do motivo causador da incapacidade plena ou da

    incapacidade relativa.

    d) Emancipao: a emancipao nada mais do que a forma de aquisio antecipada da capacidade

    civil plena. Poder ser voluntria; judicial ou legal.

    - Capaz: possui capacidade de direito e de fato;

    - Incapaz: sofre uma limitao capacidade de fato;

    Limitao absoluta: art. 3 CC: no pode exercer seus direitos, deve estar sempre representado;

    Limitao relativa: art. 4 CC: pode exercer alguns direitos, mas para outros deve ser assistido.

    Art. 3, CC So absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil:

    I - os menores de dezesseis anos;

    II - os que, por enfermidade ou deficincia mental, no tiverem o necessrio discernimento para a prtica desses atos;

    III - os que, mesmo por causa transitria, no puderem exprimir sua vontade.

    Art. 4, CC So incapazes, relativamente a certos atos, ou maneira de exerc-los:

    I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;

    II - os brios habituais, os viciados em txicos, e os que, por deficincia mental, tenham o discernimento reduzido;

    III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV - os prdigos.

    Pargrafo nico. A capacidade dos ndios ser regulada por legislao especial.

    Cessao da incapacidade:

  • Todos os direitos reservados CS Tecnologia www.provasdaoab.com.br

    a) quando cessarem os motivos que lhe deram origem.

    b) pela emancipao:

    b1) voluntria os pais emancipam atravs de instrumento pblico;

    b2) judicial o juiz emancipa atravs de sentena, ouvido o tutor;

    b3) legal - hipteses previstas em lei: casamento, colao de grau em curso superior, exerccio de

    uno pblica em carter efetivo, exerccio de atividade civil ou empresarial ou relao de emprego

    que permita ao menor relativamente incapaz ter economia prpria.

    Fim da personalidade: Morte

    a) morte real: a morte enceflica indica morte real;

    b) morte presumida:

    b1) com decretao de ausncia morte depois de 10 anos da abertura da sucesso provisria;

    b2) sem decretao de ausncia

    Quando a morte for extremamente provvel da pessoa desaparecida, ou feita prisioneira, se

    permanecer desaparecida por at 2 anos aps o trmino da guerra.

    Direitos da personalidade

    So todos os direitos que decorrem da essncia da pessoa (vida, nome, integridade fsica,

    dignidade, etc).

    Caractersticas

    1. Ilimitados;

    2. Indisponveis;

    3. Impenhorveis;

  • Todos os direitos reservados CS Tecnologia www.provasdaoab.com.br

    4. Imprescritveis; e

    5. Vitalcios.

    Nome: identifica o individuo na sociedade.

    Art. 16, CC Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.

    - Alterao:

    1. 1 Lei dos registros pblicos (lei: 6015/73) em at 1 ano contado da maioridade;

    2. Erro grfico;

    3. Incluso de alcunha (apelido);

    4. Adoo;

    5. Casamento;

    6. Alterao de filiao.

    Domicilio: Trata-se do vnculo jurdico especial estabelecido em relao ao local em que se situa a

    residncia habitual.

    Definio legal: residncia com animo definitivo.

    Residncia uma relao duradoura ou potencialmente duradoura de um indivduo com um

    determinado lugar

    Principais caractersticas:

    a) O Cdigo Civil adotou o conceito de domiclio plural, que se configura quando a pessoa vive de

    forma alternada em vrias residncias.

    b) Domiclio aparente (art. 73, CC): usada para pessoas que no possuem residncia fixa. Pelo

    domiclio aparente, onde a pessoa estiver, ainda que permanea por um curto perodo de tempo,

    l ser configurada a relao domiciliar.

    c) Domiclio necessrio (art. 76, CC): o incapaz, o servidor pblico, o militar, o martimo e o preso

    tero seu domiclio fixado por lei. Ateno: o domiclio do martimo ser onde o navio estiver

  • Todos os direitos reservados CS Tecnologia www.provasdaoab.com.br

    matriculado. A residncia do incapaz ser a de seu representante ou assistente, mesmo que com

    esta no resida.

    PESSOA JURDICA

    O art. 44 do CC prev cinco espcies de pessoa jurdica de direito privado. So elas:

    a) Associaes: So entidades formadas pela unio de indivduos com o propsi