direito civil iv - direito das coisas aula 6- aquisição da propriedade imóvel

Download DIREITO CIVIL IV - DIREITO DAS COISAS Aula 6- Aquisição da Propriedade Imóvel

Post on 07-Apr-2016

216 views

Category:

Documents

2 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • DIREITO CIVIL IV - DIREITO DAS COISASAula 6- Aquisio da Propriedade Imvel

    *Tema da Apresentao

  • Contedo Programtico desta aulaAnalisar o registro como forma de aquisio da propriedade;Estudar os princpios e caractersticas do registro pblico;Entender o procedimento de registro de imveis;Examinar as acesses como formas de aquisio da propriedade.

  • Modos de Aquisio da Propriedade Imobiliria Registro de ttulo

    Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante registro do ttulo translativo no Registro de Imveis.

    *Tema da Apresentao

  • 1. Enquanto no se registrar o ttulo translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imvel.

    2. Enquanto no se promover, por meio de ao prpria, a decretao de invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a ser havido como dono do imvel.

    *Tema da Apresentao

  • Art. 1.246. O registro eficaz desde o momento em que se apresentar o ttulo ao oficial do registro, e este o prenotar no protocolo.

    Art. 1.247. Se o teor do registro no exprimir a verdade, poder o interessado reclamar que se retifique ou anule.Pargrafo nico. Cancelado o registro, poder o proprietrio reivindicar o imvel, independentemente da boa-f ou do ttulo do terceiro adquirente.

    *Tema da Apresentao

  • No sistema imobilirio brasileiro, o registro tem natureza aquisitiva do domnio (forma derivada de aquisio da propriedade imvel). Sem registro, o direito do adquirente no direito real, e sim direito pessoal de eficcia relativa entre os negociantes (adquirente e alienante), no produzindo efeitos, pois, contra terceiros.

    *Tema da Apresentao

  • A Promessa de Compra e Venda

    Smula n84 STJ: admissvel a oposio de Embargos de Terceiros fundados em alegao de posse advinda de compromisso de compra e venda, ainda que desprovida de registro.

    *Tema da Apresentao

  • Atributos do Registro:- publicidade- veracidade- legalidade- obrigatoriedade- continuidade- fora probante- prioridade- especialidade

    *Tema da Apresentao

  • OBS: Efeito: aquisio de direitos reais (propriedade, servido, hipoteca etc.).

    Legislao pertinente: Lei de Registros Pblicos (LRP) Lei n 6.015/73.

    *Tema da Apresentao

  • Atos de Registro de Imveis:1) Matrcula: Disciplinada pela LRP em seus arts. 227 a 235, a matrcula o registro inaugural do imvel, consistindo na especificao do estado de um imvel, tanto em seus aspectos fsicos (localizao, dimenses etc.) quando jurdicos (proprietrio, forma de aquisio etc.).

    *Tema da Apresentao

  • Art. 228da Lei n 6.015/73. A matrcula ser efetuada por ocasio do primeiro registro a ser lanado na vigncia desta lei, mediante os elementos constantes do ttulo apresentado e do registro anterior nele mencionado.

    OBS:A matrcula s pode ser cancelada por determinao judicial, pelo desdobro ou pela fuso.Desdobro: subdiviso de lotes.Fuso: unificao de imveis contguos. No caso de fuso, o cancelamento da matrcula anterior e abertura de nova matrcula uma faculdade do proprietrio dos imveis contguos.

    *Tema da Apresentao

  • 2) RegistroEm conformidade com o art. 167, I da LRP, devem ser registrados todos os atos que influenciem no uso, gozo e disposio de um imvel. Em outros termos, o registro ser feito sempre que houver alterao na titularidade de um imvel ou quando houver limitao da propriedade pela formao de direitos reais limitados.Desta feita, devem ser registrados atos como: instituio de bem de famlia, hipotecas, servides, usufruto, uso, habitao, contratos de compromisso de compra e venda, anticrese, superfcie, incorporaes, instituies e convenes de condomnio, compra e venda de imvel, permuta, dao em pagamento, doao etc.

    *Tema da Apresentao

  • 3) AverbaoAtravs da averbao feita alterao em registro j existente. Assim, o art. 167, II da LRP determina que sero averbados atos como: mudana de denominao e de numerao dos prdios, da edificao, da reconstruo, da demolio, do desmembramento e do loteamento de imveis; restabelecimento da sociedade conjugal; sentenas de separao judicial, de divrcio e de nulidade ou anulao de casamento, quando nas respectivas partilhas existirem imveis ou direitos reais sujeitos a registro; contrato de locao, para fins de exerccio do direito de preferncia; extino do direito de superfcie; clusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade impostas a imveis.

    *Tema da Apresentao

  • Acesses Imobilirias

    Forma de aquisio da propriedade imvelArt. 1.248. A acesso pode dar-se:I- por formao de ilhas;II- por aluvio;III- por avulso;IV- por abandono de lveo;V- por plantaes ou construes.

    *Tema da Apresentao

  • Art. 1.249. As ilhas que se formarem em correntes comuns ou particulares pertencem aos proprietrios ribeirinhos fronteiros, observadas as regras seguintes:I - as que se formarem no meio do rio consideram-se acrscimos sobrevindos aos terrenos ribeirinhos fronteiros de ambas as margens, na proporo de suas testadas, at a linha que dividir o lveo em duas partes iguais;II - as que se formarem entre a referida linha e uma das margens consideram-se acrscimos aos terrenos ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado;III - as que se formarem pelo desdobramento de um novo brao do rio continuam a pertencer aos proprietrios dos terrenos custa dos quais se constituram.

    *Tema da Apresentao

  • As ilhas formadas em guas pblicas pertencero ao Poder Pblico, enquanto que as ilhas formadas em guas privadas sero do domnio privado, na forma do art. 1.249, CC/2002, supra transcrito. Alm das guas particulares, o Cdigo Civil preceitua que as ilhas formadas em correntes comuns tambm sero do domnio privado.

    Os conceitos de guas pblicas, guas comuns e guas privadas so encontrados no Cdigo de guas (Decreto n 24.643/34). O Cdigo de guas determina que as guas pblicas so de uso comum ou dominiais (art. 1).

    *Tema da Apresentao

  • guas comuns: correntes no navegveis ou flutuveis e de que essas no se faam. (art. 8, Cdigo de guas).

    guas particulares: So particulares as nascentes e todas as guas situadas em terrenos que tambm o sejam, quando as mesmas no estiverem classificadas entre as guas comuns de todos, as guas pblicas ou as guas comuns. (art. 8, Cdigo de guas).

    *Tema da Apresentao

  • b) AluvioArt. 1.250. Os acrscimos formados, sucessiva e imperceptivelmente, por depsitos e aterros naturais ao longo das margens das correntes, ou pelo desvio das guas destas, pertencem aos donos dos terrenos marginais, sem indenizao.Pargrafo nico. O terreno aluvial, que se formar em frente de prdios de proprietrios diferentes, dividir-se- entre eles, na proporo da testada de cada um sobre a antiga margem.

    *Tema da Apresentao

  • Conceito de aluvio: art. 16 do Cdigo das guas - Constituem "aluvio" os acrscimos que sucessiva e imperceptivelmente se formarem para a parte do mar e das correntes, aqum do ponto a que chega o preamar mdio, ou do ponto mdio das enchentes ordinrias, bem como a parte do lveo que se descobrir pelo afastamento das guas.

    *Tema da Apresentao

  • A aluvio pode ser:

    - prpria: formada por depsitos de materiais trazidos das guas.

    - imprpria: formada quando parte do lveo descoberto pelo afastamento das guas.

    *Tema da Apresentao

  • c) AvulsoArt. 1.251. Quando, por fora natural violenta, uma poro de terra se destacar de um prdio e se juntar a outro, o dono deste adquirir a propriedade do acrscimo, se indenizar o dono do primeiro ou, sem indenizao, se, em um ano, ningum houver reclamado.Pargrafo nico. Recusando-se ao pagamento de indenizao, o dono do prdio a que se juntou a poro de terra dever aquiescer a que se remova a parte acrescida.

    *Tema da Apresentao

  • d) lveo Abandonado

    Art. 1.252. O lveo abandonado de corrente pertence aos proprietrios ribeirinhos das duas margens, sem que tenham indenizao os donos dos terrenos por onde as guas abrirem novo curso, entendendo-se que os prdios marginais se estendem at o meio do lveo.

    *Tema da Apresentao

  • e) Construes e Plantaes

    Art. 1.253. Toda construo ou plantao existente em um terreno presume-se feita pelo proprietrio e sua custa, at que se prove o contrrio.

    *Tema da Apresentao

  • 1 situao: pessoa que planta/constri em solo prprio com matria-prima alheia- se h boa-f: aquisio da propriedade das construes/plantaes, com ressarcimento do valor da matria prima.- se h m-f: aquisio da propriedade das construes/plantaes, com ressarcimento do valor da matria prima, mais indenizao pelas perdas e danos (se for o caso).Art. 1.254. Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno prprio com sementes, plantas ou materiais alheios, adquire a propriedade destes; mas fica obrigado a pagar-lhes o valor, alm de responder por perdas e danos, se agiu de m-f.

    *Tema da Apresentao

  • 2 situao: pessoa que planta/constri com matria-prima prpria em solo alheio- se h boa-f: o proprietrio do imvel adquire as construes/plantaes, mas ter que ressarcir o proprietrio da matria-prima pelas despesas. A lei fala em indenizao, o que revela a possibilidade de ressarcimento por eventuais perdas e danos existentes.Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio perde, em proveito do proprietrio, as sementes, plantas e construes; se procedeu de boa-f, ter direito a indenizao.

    *Tema da Apresentao

  • - se h m-f: se o valor agregado ao solo superar de maneira desproporcional o preo do terreno, o plantador/construtor de m-f poder adquirir a propriedade do imvel, mediante pagamento de indenizao, que ser fixada judicialmente se no houver acordo entre as partes.

    *Tema da Apresentao

  • OBS:Art. 1.255Pargrafo nico. Se a construo ou a plantao exceder consideravelmente

Recommended

View more >