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Direito Civil IV - ContratosCentro Universitário de Brasília5º Semestre2012Mattheus Henrique Ferreira

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Aula 01segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 21:09

Professor Lus Antnio Winckler Annes

AULAS: SEGUNDA E QUARTAS

Plano de Ensino

Pgina 1 de Direito Civil IV - Contratos

Aula 02quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 19:18

Textos recomendados: Constitucionalizao do Direito Civil Paulo Luiz Netto Lobo A Constitucionalizao do Direito Civil Inocncio Mrtires Coelho

Introduo ao Estudo dos Contratos

1- Conceito: ato jurdico, da espcie negcio jurdico, onde h uma vontade que gera uma consequncia. um acordo de vontades que gera direitos e obrigaes. um acordo de vontades, na conformidade da lei, e com a finalidade de adquirir, resguardar, transferir, conservar, modificar e extinguir direitos.*Fontes das Obrigaes: - Primria: Lei - Secundrias: Contratos; atos unilaterais; atos ilcitos Origem dos Contratos: apesar de j existir antes, comeou a ser estudado de forma mais acadmica em Roma. Havia duas formas de Conveno: Contratos e Pactos.

ORDINRIO

FATO JUR. SS.EXTRAORDINRIO FATOS JURDICOS Ato-fato (sem vontade) ATOS JURDICOS

Os contratos tinham proteo, garantia do Estado. Eram privativos dos cidados. Em caso de descumprimento, poderiam acionar o Estado. Davam origem s obrigaes civis perfeitas.Os pactos eram de menor importncia. No havia o direito de ao: no havia possibilidade de se acionar o Estado. Davam origem s obrigaes naturais. Atualmente, conveno, contrato e pacto so sinnimos. Entretanto, pelo costume que foi criado, h distino de importncia entre contrato (Ex.: compra/venda) e pacto (algo acessrio ao contrato de compra/venda). 2- Requisitos de Validade 2.1) Requisitos Especiais:

Atos meramente lcitos UNILATERAL Negcio Jurdico BILATERAL

A) Vontade; B) Acordo de vontades2.2) Requisitos Gerais: Art. 104 CC: A) Agente capaz; B) Objeto lcito, possvel, determinado ou determinvel e de valor econmico; C) Forma prescrita ou no defesa em lei 2.3) Requisitos Subjetivos: A) Capacidade geral; B) Capacidade especfica (legitimidade) - para alguns contratos Ex.: Outorga uxria C) Acordo de vontades ou consentimento recproco 2.4) Requisitos Objetivos A) Objeto lcito, possvel, determinado ou determinvel e de valor econmico *Licitude est ligada moral, e no necessariamente vedado em lei. 2.5) Requisitos Formais A) No direito brasileiro o contrato independe de forma: ela livre. A regra a informalidade. A exceo o formalismo - Ex.: compra/venda de imvel: escritura pblica. 3- Princpios 3.1) Princpios Clssicos ou Individuais: princpios vindos de longa data. A) Autonomia da Vontade: liberdade de manifestar a vontade. Possui trs vertentes: contratar ou no contratar; o que contratar e com quem contratar. Mesmo sendo o princpio maisPgina 2 de Direito Civil IV - Contratos

contratar e com quem contratar. Mesmo sendo o princpio mais importante, havia limitaes: o princpio da supremacia da ordem pblica, baseado na moral, nos bons costumes, na ordem pblica... B) Obrigatoriedade dos Contratos: Pacta sunt servanda - os contratos devem ser cumpridos. Possua limitaes: os contratos poderiam ser extintos por motivo de caso fortuito ou de fora maior. C) Consensualismo: o contrato nasce das vontades das duas pessoas; independe de contrato escrito. Limitaes: imveis escritura pblica. D) Relatividade Subjetiva dos Contratos: os contratos s tm efeito com relao aos contratantes. Limitaes: contrato em favor de terceiros - Ex.: seguro de vida

E) Boa F (Subjetiva): exige-se dos contratantes a concepo interior de boa f para realizao de contrato.*Constitucionalizao do Cdigo Civil: agregao das normas do Cdigo s normas constitucionais. Com essa constitucionalizao, surgiram os Princpios Sociais. 3.2) Princpios Sociais

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Aula 03segunda-feira, 5 de maro de 2012 21:20

Continuao... 3- Princpios 3.2) Princpios Sociais (novos princpios contratuais) No anularam os princpios anteriores, mas mesclaram-se a eles. A) Princpio da funo social do contrato: diz respeito sociedade. Art. 421 CC Clusula aberta - possibilidade de o magistrado interpretar a norma, o que, para alguns juristas, gera insegurana segurana. Desconsiderao da Pessoa Jurdica - Art. 50 CDC B) Princpio da probidade e da boa f objetiva Deveres do homem probo Boa f objetiva o dever de lealdade. aparente (Ex.: contrato em letras grandes, fcil de ler) Clusula aberta A boa f tem funo: - Limitadora: Art. 187 CC - Integradora: Art. 113 CC - Criadora: Art. 422 CC - deveres laterais de conduta C) Princpio da equivalncia material Num contrato bilateral deve existir equivalncia (subjetiva) na prestao das partes.

4- Classificao dos Contratos

4.1) Quanto aos efeitos

4.1.1) Obrigaes A) Bilaterais: quando criam obrigaes para as duas partes - Ex.: contrato de compra/venda.B) Unilaterais: quando criam obrigaes para apenas uma parte - Ex.: contrato de comodato (emprstimo gratuito de coisa infungvel. S nasce com a entrega da coisa. Ex.: pegar carro emprestado.)

4.1.2) nus A) Oneroso: contrato que gera nus para as duas partes - Ex.: contrato de locao Sero responsveis se agirem com culpa A1) Comutativo: quando o nus for previamente estabelecido - Ex.: contrato de locao/aluguel preestabelecido. Contrato de troca/permuta. A2) Aleatrio: relacionado com a sorte. O nus de uma das partes est sujeito a um risco - Ex.: contrato de jogo/aposta. B) Gratuito (ou benfico): contrato que gera nus para apenas uma parte - Ex.: doao

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4.2) Quanto forma

4.2.1) Consensuais: em regra, os contratos so consensuais, solo consensu (de forma livre) - Ex.: transporte pblico

4.2.2) Reais: alm do consenso, exige-se a tradio da coisa - Ex.: contrato de comodato, mtuo, depsito. 4.2.3) Solenes (ou formais): alm do consenso, exige-se forma determinada (instrumento pblico)

4.3) Quanto sistematizao

4.3.1) Contratos tpicos (nominados - nomenclatura antiga): nomes e normas descritas na lei - Ex.: contrato de compra/venda. *O Cdigo Civil lista 23 contratos tpicos. 4.3.2) Contratos atpicos (inominados - nomenclatura antiga): no h descrio na lei. Contrato para atender necessidade que no se encontra em lugar nenhum. *Art. 425, CC - pode-se inventar outros tipos de contratos, observados os requisitos de validade dos contratos.

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Aula 04quarta-feira, 7 de maro de 2012 19:21

Continuao - Classificao dos Contratos

Ler: "Esboando uma teoria geral dos contratos", Rodolfo Pamplona Filho

4- Classificao dos Contratos

4.4) Reciprocamente considerados

4.4.1) Principais Os que existem por si prprios. Ex.: locao Normalmente chamados de contratos. 4.4.2) Acessrios Dependem de um contrato principal para existirem. Ex.: fiana Normalmente chamados de pactos. contratos.

4.5) Quanto ao momento de execuo

4.5.1) Execuo imediata, instantnea ou nica No exato momento. Ex.: pagar e receber a coisa. 4.5.2) Execuo diferida ou retardada Concludo no momento mas a execuo ocorre em momento diverso que se alonga no tempo. Ex.: receber a coisa e pagar em momento posterior (o valor POR INTEIRO). 4.5.3) De trato sucessivo ou de execuo continuada Igual ao 4.5.2: cumprimento posterior, com a diferena de o pagamento, ao final, no ser de uma nica vez, mas sim em prestaes (o valor PARCELADO). 4.5.4) De execuo continuada Cumprido em momento posterior, mas o tempo todo. Ex.: energia eltrica: fornecida o tempo todo e o pagamento prolongado no tempo (parcelas). *Obrigao de no fazer

4.6) Quanto ao objeto (do contrato)

4.6.1) Definitivo Resolve a questo de forma definitivo. Ex.: compra/venda 4.6.2) Preliminar O objeto do contrato preliminar o contrato definitivo. assegurar que o definitivo ser feito.

4.7) Quanto formao

4.7.1) Paritrios Contratos em que as partes discutem e acertam igualmente as regras do contrato atravs de clusulas. 4.7.2) Adeso Contrato j feito anteriormente por uma parte. A outra apenas adere a ele.

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4.8) Quanto ao agente

4.8.1) Personalssimo (intuito personae) Contratar uma pessoa certa, especfica para fazer negcio. 4.8.2) Impessoal Contrato de qualquer pessoa.

5- Interpretao dos Contratos

5.1) Teoria da vontade O que parte quis dizer (inteno) X Teoria da declarao O que foi realmente declarado, escrito, assinado. Atualmente, o mais usual, correto a utilizao das duas teorias juntas. A inteno da parte declarada. Art. 112, CC Na declarao (parte escrita), deve-se procurar interpretar o que a parte realmente quis dizer.

5.2) Regras legais (Art. 110 ao 114, CC e algumas esparsas)

5.2.1)Vale a inteno declarada Art. 110, CC Reserva mental: ex.: emprstimo, mas com verdadeira inteno de no emprestar. Fazer algo que no era a inteno. 5.2.2) Silncio circunstanciado Art. 111, CC A regra que o silncio interpretado como nada. Deve-se examinar cada caso, descrito em lei. Quanto estiver previsto pela lei ou pelos usos e costumes. S vale como manifestao de vontade se for circunstanciado. 5.2.3) Interpretao atrelada boa f e aos costumes Art. 113, CC 5.2.4) Contratos benficos e renncia de direitos: interpretados restritivamente Art. 114, CC Ex.: fiana (art. 819, CC): fiador apenas do que foi escrito. 5.2.5) Contratos de adeso A) Interpretao favorvel ao aderente - Art. 423, CC B) No admite renncia antecipada (Ex.: clusula obrigando a parte aderente renunciar algum direito) - Art. 424, CC

5.3) Regras doutrinrias

5.3.1) Modo habitual de execuo Costumes 5.3.2) Interpretao da maneira menos onerosa ao devedor

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5.3.3) Interpretao conjunta Clusulas interpretadas conjuntamente, e no isoladas. 5.3.4) Interpretao contra quem redigiu o contrato. 5.3.5) Adotar o princpio da conservao dos contratos

6- Proibio dos Pa