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  • Direito Civil III - Contratos

    Contedo digitado foi baseado nas aulas do Prof. Lus Eduardo Leana

    Soares

    Obs.: Apesar das anotaes serem feitas das aulas dada pelo Professor, todo

    o contedo de total responsabilidade minha, ou seja, se houver algum

    equvoco, algo desatualizado, alguma falha, foi engano e erro da minha parte.

    Peo que entrem em contato comigo para ser consertado/atualizado o erro.

    Obrigado e bom estudo!!

    Iremos estudar do Art. 421 at pelo menos o art. 627, porem o objetivo ser at

    o art. 757

    O mais importante do art. 421 ao art. 480 (parte geral dos contratos)

    Esquema de aula ser tirado do site do Rafael de Menezes

    CONTRATOS PARTE GERAL

    Fontes das Obrigaes ou Contratos

    Contratos

    Atos Unilaterais

    Atos Ilcitos

    A Lei Propriamente Dita

    Contrato o acordo de duas ou mais vontades na conformidade da ordem

    jurdica, destinado a estabelecer uma regulamentao de interesses entre as

    partes, com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relaes jurdicas de

    natureza patrimonial. Maria H. Diniz

    Contrato um Negcio Jurdico resultante de um acordo de vontades que

    produz efeitos obrigacionais. O Principio em que tudo isso se baseia a

    Autonomia da Vontade, ou seja, a evoluo do Direito se deu exatamente

  • CONTRATOS D. CIVIL

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    porque os homens precisavam se relacionar, com bases comuns, faa o que

    voc quiser desde que no seja vedado em lei aquilo que voc esteja fazendo

    ou que esteja expressamente em Lei. Ex. Contratar um matador de aluguel,

    no ser possvel executa-lo se ele no cumprir o contrato; ou fizer um contrato

    em que a Lei determine como o faa.

    CARACTERSTICAS DO CONTRATO

    a) Negcio Jurdico uma declarao de vontade para produzir efeito

    jurdico

    b) Acordo de Vontades exigir um consenso nos contratos

    c) Efeitos Obrigacionais so divididos em:

    1. Transitoriedade: Os contratos em geral so transitrios (de curto

    prazo, ex. compra e venda de balco); ou so duradouros (ex:

    locao por tantos meses); porm os contratos nunca podero

    ser permanentes (Permanncia so caractersticas dos Direitos

    Reais).

    2. Valor econmico: Todo contrato, como toda obrigao, precisa

    ter um valor econmico para viabilizar a responsabilidade

    patrimonial do inadimplente se o contrato no for cumprido.

    PRINCPIOS DOS CONTRATOS

    Autonomia da Vontade Caracterizado pela tripla funo: liberdade

    de contratar, com quem contratar e a forma de contratar. A

    autonomia da vontade o grande motor que deu origem a todo o direito

    privado, entretanto para efetuar algum contrato, usado o principio da

    liberdade contratual, que est dentro do principio da autonomia da

    vontade. H vrias limitaes da autonomia da vontade:

    A principal limitao a funo social, a ideia que tudo tem uma

    funo social (art. 1, III; art. 5, XXIII; art. 170 CF), de certa forma

    envolve todos os conceitos de justia social e propriedade da funo

    social. Outras limitaes so as Normas de Ordem Pblica e os

    Bons Costumes.

  • CONTRATOS D. CIVIL

    3

    Consensualismo Todo contrato exige o acordo de vontades. A

    vontade to importante que ela pode predominar sobre a palavra

    escrita.

    Pacta sunt Servanda Obrigatoriedade Os contratos devem ser

    cumpridos, o contrato faz lei entre as partes, deve ser cumprido por

    uma questo de segurana jurdica e paz social. A obrigatoriedade pode

    ser relativizada/anulada, atravs de caso fortuito ou fora maior.

    Teoria da Impreviso a ocorrncia que torna impossvel o

    cumprimento do contrato, desta forma a consequncia da funo

    social do contrato, que exige trocas teis e justas.

    Relatividade dos Efeitos No pode depender, beneficiar ou dar

    prejuzo a terceiros. O contrato relativo s partes celebrantes. A

    nica exceo de terceiro cmplice, ex: Caso do Ketchup Heinz, se o

    problema de pelo de rato no produto aconteceu no Mxico, a empresa

    do Mxico considerada terceiro cmplice, se o problema aconteceu

    aqui no Brasil no h terceiro e a responsabilidade da empresa do

    Brasil.

    Boa-f Objetiva (Principio da Probidade) O contrato deve obedecer

    muito mais a vontade das partes do que est expresso nele, permeia a

    execuo em si do contrato. Obriga as partes a agirem num clima de

    honestidade e colaborao recproca. Fere a boa-f objetiva aquele

    que quebra o contrato. H vrias vertentes, conceitos que correm

    paralelos boa-f objetiva (Princpios da Probidade):

    Supressio Perde o exerccio do direito por no ter executado

    no tempo certo, ex. art. 330.

    Surrectio Surge um direito em virtude da pratica de usos e

    costumes, ex. art. 330.

    Tu quoque No faa contra o outro o que voc no faria para

    voc mesmo, regra de ouro.

    Exceptio doli Exceo de Inadimplemento Contratual, o

    contrato no foi cumprido, desta forma no ter o pagamento,

    entretanto deve estar constada uma clausula de exceo de

    inadimplemento, ex. art. 476.

  • CONTRATOS D. CIVIL

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    Venire contra factum proprium Principio antigussimo, as

    suas aes no podem contradizer as suas palavras, a forma de

    como est agindo dentro do contrato no pode ser contrario ao

    comportamento especificado em contrato. Ex: Teoria dos atos

    prprios, STJ.

    Duty to mitigate the loss Mitigao das perdas, o segurado

    deve comunicar o segurador, ex: art. 769 e o art. 771 CC.

    CLASSIFICAO DOS CONTRATOS

    A) Quanto s partes envolvidas:

    Unilaterais: Criam obrigaes apenas para uma das partes; no

    momento em que se forma, origina obrigao to somente para

    uma das partes ex uno latere Orlando Gomes. Ex: Doao

    Pura, Fiana

    Bilaterais: Obrigaes recprocas para ambas as partes

    (sinalagmticos); ambas as partes contraem obrigaes (...)

    no necessariamente equivalentes Karl Larenz. Ex: Compra e

    Venda

    Plurilaterais: Mais de duas partes, que perseguem o mesmo fim.

    Ex: consrcio e sociedade

    Vantagens prticas dessa distino:

    I. Exceptio non adimpleti contractus exceo como defesa

    art. 476: exigir obrigao antes do cumprimento da sua.

    II. Clusula resolutiva tcita o descumprimento culposo

    constitui justa causa para a resoluo do contrato aplica nos

    contratos bilaterais em regra.

    III. Teoria do risco um dos contraentes pode sofrer excesso de

    onerosidade (empobrecimento)

    IV. Vcios redibitrios art. 441 defeitos ocultos que tornam

    imprprio o uso da coisa, ou lhe diminuam o valor.

  • CONTRATOS D. CIVIL

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    Contrato Bilateral Imperfeito ou Contrato Unilateral Imperfeito

    A doutrina trata como uma categoria intermediria, que reconhece a

    UNILATERALIDADE na formao do contrato, e, eventualmente,

    surge a BILATERALIDADE na execuo desse mesmo contrato.

    Para Orlando Gomes: no deixa de ser unilateral, pois gera

    obrigaes na formao apenas para um dos contratantes. Ex:

    Contrato de depsito indenizao por prejuzos (art. 643)

    B) Quanto ao sacrifcio patrimonial

    Onerosos: Ambos os contratantes obtm proveito, ao qual

    corresponde um nus. Ex: Compra e venda, Locao e

    empreitada.

    Gratuitos: Apenas uma das partes tem benefcio ou vantagem.

    Ex: Doao pura ou comodato.

    Obs.: H uma grande similitude entre a classificao dos contratos

    unilaterais/bilaterais e gratuitos/onerosos, mas no se deve

    confundir.

    Em regra todo contrato oneroso bilateral, e todo contrato

    gratuito unilateral, mas no necessariamente. Carlos R.

    Gonalves

    C) Quanto ao momento de aperfeioamento

    Consensual Se formam unicamente pelo acordo de vontades,

    independentemente da entrega da coisa e da observncia de

    determinada forma. Embora todo contrato pressupe o

    consentimento, alguns contratos a lei exige expressamente

    esse consentimento para que ocorra o aperfeioamento.

    Real Exige alm do consentimento a entrega da coisa. O

    contrato no se forma sem a tradio do objeto.

    D) Quanto aos riscos

    Comutativo Prestao certa e determinada. As partes podem

    antever as vantagens e os sacrifcios, porque no envolvem

    nenhum risco

  • CONTRATOS D. CIVIL

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    Aleatrio Um dos contraentes no pode antever a vantagem

    que receber, em troca da prestao fornecida. H uma incerteza

    para as duas partes sobre as vantagens e sacrifcios que dele

    podem advir. A perda ou lucro dependem de um fato futuro e

    imprevisvel.

    E) Quanto previso legal

    Tpico So regulados pela lei, o tipo de contrato que as suas

    caractersticas e requisitos esto escritas na lei.

    Atpico No est regulado pela lei, suas caractersticas e

    requisitos no esto definidos na Lei. Basta o consenso mtuo.

    F) Quanto negociao do contedo

    Adeso Prepondera a vontade de um dos contratantes, sendo

    elaboradas todas as clusulas por apenas um contratante. O

    outro adere ao modelo de contrato no podendo modifica-las.

    Paritrio So os contratos tradicionais, em que as partes

    discutem livremente as condies, porque se encontram em

    situao de igualdade

    Contrato-Tipo Aproxima-se do contrato de adeso, porque

    apresentado em frmula impressa, mas possvel a discusso

    sobre o seu contedo.

    G) Quanto independncia

    Principal Tem existncia prpria e no dependem de qualquer

    outro contrato

    Ac