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ESTUDO DIRIGIDO MONITORIADIREITO CIVIL CONTRATOSApresentao: Aline Marques Marino Acadmica do 4 ano do Curso de Graduao em Direito do UNISAL-U.E. de Lorena Monitora da disciplina de Direito Civil Obrigaes e Contratos do Curso de Graduao em Direito do UNISAL-U.E. de Lorena Conciliadora do Juizado Especial Cvel da Comarca de Lorena/SP

Questo 01(12823tipo 01). Sobre a boa-f objetiva, INCORRETO afirmar: A) implica o dever de conduta probo e ntegro entre as partes contratantes. B) significa a ignorncia de vcio que macula o negcio jurdico. C) implica a observncia de deveres anexos ao contrato, tais como informao e segurana. D) aplica-se aos contratos do Cdigo Civil e do Cdigo de Defesa do Consumidor.

MONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Questo 01 resoluo

Boa-f Objetiva: CC, art. 422 Tipologia aberta: no restringe a aplicao do instituto; no limita a aplicabilidade. Ex: adultrio. A sociedade deixou de aplicar. Foi preciso alterar a lei. No caso das clusulas abertas, o conceito no precisa ser alterado ao longo dos anos, somente a sua interpretao no momento de aplicar a lei. Refere-se conduta que deve ser observada pelos contratantes: as partes devem agir com probidade dentro dos padres sociais, lealdade e cooperao . Respeito ao comportamento eticamente correto, no precisa estar expresso. Ex: CICA, pintor. Efeitos do descumprimento: inadimplemento positivo do contrato (violou dever secundrio). Funes do instituto: a) interpretao (o juiz ir definir na prtica o que ); b) controle ou limitao no agir (obriga as partes a agir de acordo); c) integrao do negcio jurdico (suprimento de lacunas, acresce informao que no est expressa).MONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Questo 02(2009.3 caderno branco 34) Assinale a opo correta a respeito dos vcios redibitrios e da evico. A) O adquirente, ante o vcio redibitrio da coisa, somente poder reclamar o abatimento do preo. B) No h responsabilidade por evico caso a aquisio do bem tenha sido efetivada por meio de hasta pblica. C) Se o alienante no conhecia, poca da alienao, o vcio ou defeito da coisa, haver excluso da sua responsabilidade por vcio redibitrio. D) As partes podem inserir no contrato clusula que exclua a responsabilidade do alienante pela evico.

MONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Questo 02 resoluo

Vcio Redibitrio: CC, arts. 441 e ss.

Defeito oculto de que portadora a coisa objeto de contrato comutativo, que a torna imprpria para o uso a que se destina ou lhe prejudica o valor. A parte prejudicada pode: a) ao redibitria: devolver o objeto e solicitar a devoluo do valor j pago; b) ao estimatria: quanti minoris; ficar com o objeto que vale menos e solicitar o abatimento no preo. Princpio da garantia Quanto ao defeito: a) deve ser oculto e desconhecido do adquirente. O alienante responde, mesmo que ignore o vcio (exceo regra de que a coisa perece para o dono; neste caso, perece para o alienante); b) deve ser existente ao tempo da alienao e no posterior: deve ser anterior relao contratual. Deve-se verificar a utilidade no caso concreto. Ex: doena respiratria em cavalo; se for para corrida, h o vcio redibitrio; se para abate (erro), no existe prejuzo utilidade. Se o alienante conhecia o vcio, dever restituir o preo e as despesas de contrato, mais a indenizao por perdas e danos. Permitida a renncia a esse direito: direito patrimonial disponvel. Prazos: CC, art. 445 decadencial 1 ano (imvel) e 30 dias (mvel). vcio de difcil constatao: aumento do prazo: 180 dias (mvel) e 1 ano (imveis) PL (1 para 2 anos impropriedade).MONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Questes 02, 03, 05, 08 resoluo

Evico: CC, arts. 447 e ss.

a perda da utilidade da coisa por uma sentena judicial ou ato administrativo que atribui a coisa a outra pessoa, por direito anterior ao contrato. Caractersticas: a) perda da coisa para terceiro por sentena judicial ou ato administrativo que atribui a coisa a outra pessoa, por direito anterior ao contrato; b) o direito de terceiro anterior tradio; c) responsabiliza o alienante , que deveria resguardar o adquirente contra os riscos da perda (princpio da garantia). No depende de culpa. Hasta Pblica (leilo): responde por eventual evico o Estado e o alienante (existe compra e venda). O adquirente que sabia do vcio ou assumiu os riscos no tem direito evico. Pode ser renunciada ou reduzida (evico parcial) direito patrimonial disponvel. Evico Parcial: o prejuzo tem que ser considervel (aquele que impediria a realizao do negcio caso a parte prejudicada soubesse do vcio); o adquirente escolher entre a restituio total ou a restituio da parte prejudicada. Evico total: no h escolha. Deve haver a devoluo do bem. Interveno de terceiros: denunciao da lideMONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Questo 03(13326Verso 01). Sobre a teoria geral dos contratos, errado afirmar que A) podem as partes, por clusula expressa, reforar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela evico. B) se parcial, mas considervel, for a evico, poder o evicto optar entre a resciso do contrato e a restituio da parte do preo correspondente ao desfalque sofrido. C) o princpio da pacta sunt servanda foi substitudo pelo princpio da boa-f objetiva e funo social do contrato. D) no pode ser objeto de contrato a herana de pessoa viva, mas o direito sucesso aberta pode ser cedido.MONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Questo 03 resoluo

Princpio da Obrigatoriedade dos contratos pacta sunt servanda: os contratos no devem ser alterados, por necessidade de segurana (intangibilidade e irreversibilidade). Situao atual: obrigatoriedade relativa. No significa a inexistncia. Ex: desequilbrio nas prestaes; interveno judicial no caso de leso e estado de perigo; prevalncia da funo social do contrato; teoria da impreviso (rebus sic stantibus) Herana de pessoa viva (pacta corvina; votum captandae mortis) CC, art. 426 Regra de ordem pblica Inobservncia: contrato nulo (impossibilidade jurdica do objeto) Sucesso aberta: exceo regra proibitiva: partilha inter vivos (podem os pais, por ato entre vivos, partilhar o seu patrimnio entre os descendentes CC, art. 2018)MONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Questo 04(2009.2 caderno liberdade 25) Joana adquiriu um aparelho de telefone em loja de eletrodomsticos e, juntamente com o manual de instrues, foi-lhe entregue o termo de garantia do produto, que assegurava ao consumidor um ano de garantia, a contar da efetiva entrega do produto. Cerca de um ano e um ms aps a data da compra, o aparelho de telefone apresentou comprovadamente um defeito de fabricao. Em face dessa situao hipottica, assinale a opo correta acerca dos direitos do consumidor. A) O prazo para Joana reclamar dos vcios do produto de apenas noventa dias, a partir da entrega efetiva do produto, independentemente de prazo de garantia. B) A lei garante a Joana a possibilidade de reclamar de eventuais defeitos de fabricao a qualquer tempo, desde que devidamente comprovados. C) Aps o prazo de um ano de garantia conferida pelo fornecedor, Joana no poder alegar a existncia de qualquer defeito de fabricao. D) Joana poder reclamar eventuais defeitos de fabricao at o prazo de noventa dias aps o final da garantia contratual conferida pelo fornecedor.MONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Questo 04 resoluo

Vcios Rebitrios nos contratos de consumo CDC Responsabilidade do vendedor e do fabricante Prazos: CDC, art. 26: para vcios aparentes e de fcil constatao: 30 dias (bens consumveis) e 90 dias (bens durveis), a partir da entrega efetiva do produto ou do trmino da execuo dos servios. Obs: vcio oculto: o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. Importante: relao contratual em que existam garantias contratuais voluntrias e garantias legais, deve primeiro correr o prazo das garantias contratuais voluntrias CC, art. 446.

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Questo 05(2009.1 caderno mega 32) De acordo com o que dispe o Cdigo Civil a respeito dos contratos, assinale a opo correta. A) O evicto pode demandar pela evico, por meio de ao contra o transmitente, mesmo sabendo que a coisa adquirida era alheia ou litigiosa. B) A resilio bilateral no se submete forma exigida para o contrato. C) A onerosidade excessiva, oriunda de acontecimento extraordinrio e imprevisvel, ainda que dificulte extremamente o adimplemento da obrigao de uma das partes em contrato de execuo continuada, no enseja a reviso contratual, visto que as partes ficam vinculadas ao que foi originariamente pactuado. D) Considere que um indivduo oferea ao seu credor, com o consenso deste, um terreno em substituio dvida no valor de R$ 30 mil, a ttulo de dao em pagamento. Nessa situao, se o credor for evicto do terreno recebido, ser restabelecida a obrigao primitiva com o devedor, ficando sem efeito a quitao dada, ressalvados os direitos de terceiros.MONITORIA DIREITO CIVIL CONTRATOS ALINE MARQUES MARINO 2010

Adendo

Formao dos contratos: Princpio do consensualismo: vontade exteriorizada dos contratantes. Etapas (expressas ou tcitas): A) Negociaes Preliminares (tratativas): troca de informaes; minuta de contrato (modelo a ser discutido); no h obrigao, em regra.

B)

Proposta: deve ser sria (no jocosa); proponente, policitante ou promitente (o que prope) e oblato (o que recebe); vincula o proponente (princpio da obrigatoriedade), p.ex., anncios. A proposta deixa de ser obrigatria (no vincula): b.1.) clusula de reserva nos termos da proposta (at o limite do estoque); b.2.) ofertas abertas (anncios de emprego nos jornais); b.3.) circunstncias do caso (numerao de sapatos). CC, art. 428: Deixa de ser obrigatria a pr