direito civil - contratos

Download Direito Civil - Contratos

Post on 10-Aug-2015

40 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

23/02/13

Direito Civil - Contratos

Direito CivilContratosExcelente material sobre contratos. Cortesia do professor Sidarta!

AULA 1 INTRODUO, CONCEITO E NATUREZA JURDICA

Os negcios jurdicos se classificam quanto manifestao de vontade em unilateral e bilateral ou plurilateral. Assim:

Negcio jurdicos - quanto a manifestao de vontade {1. Unilaterais; 2. Bilaterais ou Plurilaterais.

1.

Unilaterais Ato de vontade de uma ou mais pessoas com um nico objetivo e na mesma direo.

1.1 Receptcios S geram efeitos aps o destinatrio tomar conhecimento da declarao unilateral de vontade. Este dever ser destinado pessoa certa.

1.2 No-receptcios Sua efetivao independe de endereo a certo destinatrio.

2. Bilaterais ou Plurilaterais Declaraes de vontades de duas ou mais pessoas em sentidos opostos. Podem ser: 2.1 Simples Quando atribui direitos (benefcios) a uma das partes e obrigaes (encargos) outra. Por exemplo: doao, depsito gratuito, etc.

2.2 Sinalagmticos Concedem vantagens e nus recprocos entre ambos os sujeitos da relao jurdica.notasdeaula.org/dir5/direito_civil4_contratos.html 1/63

23/02/13

Direito Civil - Contratos

plurilateral.

A natureza jurdica do Contrato de negcio jurdico bilateral ou

CONCEITO acordo de duas ou mais vontades, na conformidade da ordem jurdica, destinado a estabelecer uma regulamentao entre as partes, com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relaes jurdicas de natureza patrimonial.

NATUREZA JURDICA Negcio jurdico Bilateral ou Plurilateral.

REQUISITOS DE VALIDADE DOS CONTRATOS

De forma geral, seguem os requisitos elencados no artigo 104 do Cdigo Civil, quais sejam: objeto lcito, partes capazes e forma prescrita ou no defesa em lei. De acordo com estes, podemos classificar em:

1.

SUBJETIVOS (Individual, particular, pessoal diz respeito s Partes) Duas ou mais partes (bilateral ou plurilateral) Capacidade genrica para praticar os atos da vida civil (No pode haver incapacidade Relativa ou Absoluta - arts. 3 e 4 do CC). Na sua falta o contrato poder ser nulo ou anulvel. Aptido especfica para contratar. Diz respeito a limitao liberdade de celebrar certos contratos. Ex.: Venda de imvel de pai para filho. Consentimento das partes, no poder haver vcios erro, dolo, coao e fraude uma vez que o mesmo vincula os contraentes criando a relao jurdica. (duas ou mais vontades).

2. OBJETIVOS ( Refere-se ao objeto do contrato):

Licitude do objeto no pode contrariar a lei, moral , etc. Possibilidade fsica ou jurdica do objeto a impossibilidade material deve existir no2/63

notasdeaula.org/dir5/direito_civil4_contratos.html

23/02/13

Direito Civil - Contratos

momento da contratao, caso contrrio, no ser nulo o contrato, mas sim inexeqvel, com ou sem as perdas e danos, conforme existir ou no a culpa do devedor. A contrariedade legal ocorre quando o objeto contraria disposio legal. Ex.: venda de bem de famlia (CC art. 1.717); estipulao de pacto sucessrio (CC art. 426) Objeto determinado ou determinvel. Se o objeto for indeterminvel o contrato ser invlido e ineficaz. Valor econmico do objeto.

3. FORMAIS

A regra a liberdade de forma (art. 107 CC). A contratao poder ser expressa, escrita, verbal e tcita, se houver atos que autorizem o seu reconhecimento.

DIFERENA ENTRE FORMA E PROVA

A Forma contratual o conjunto de solenidades que devem ser observadas para que as declaraes de vontades tenham eficcia jurdica. Clvis Bevilqua.

A Prova o conjunto de meios empregados para demonstrar, legalmente, a existncia de negcios jurdicos. Os contratos admitem por meios de provas os previstos nos artigos 212 e seguintes do Cdigo Civil.

AULA II PRINCPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO CONTRATUAL

1. PRINCPIO DA AUTONOMIA DA VONTADE:

o princpio que estabelece a liberdade contratual dos contraentes, consistindo no poder de estipular livremente a disciplina de seus interesses, mediante acordo de vontades, provocando efeitos tutelados pela ordem jurdica. A liberdade de criao do contrato envolve:notasdeaula.org/dir5/direito_civil4_contratos.html 3/63

23/02/13

Direito Civil - Contratos

a) a liberdade de contratar ou no contratar o poder de decidir quando e como ir se estabelecer o vnculo contratual. Exceo Quando a obrigao de contratar decorre de imposio legal. Ex.: auditoria externa em Entidades Fechadas de Previdncia Privada.

b) a liberdade de escolher o outro contraente Exceo os servios pblicos concedidos sob monoplio. Ex.: CEB.

c)

a liberdade de fixar o contedo do contrato, mediante contratos nominados ou inominados.

Contratos nominados qualquer das modalidades contratuais reguladas por lei, com as devidas adaptaes de clusulas especficas a regular os interesses particulares das partes. Contratos inominados novos tipos contratuais, distintos dos modelos previstos pela ordem jurdica. A liberdade contratual limitada, estando subordinada aos interesses coletivos, ou seja, submete-se ao princpio da supremacia do interesse coletivo, de forma que a liberdade de contratar submete-se:

I s normas de ordem pblica fixam as bases jurdicas que repousam a ordem econmica e moral da sociedade;

II Os bons costumes relativos moralidade social, de forma que se veda contratar, por exemplo, de usura, corretagem matrimonial, etc;

III Reviso judicial dos contratos, quando houver fato superveniente extraordinrio e imprevisvel, por ocasio da formao do pacto. Da a Teoria de Impreviso ou clusula rebus sic stantibus (o vnculo subordina-se continuao do estado de fato vigente no momento da estipulao).

Nas relaes de consumo a reviso do contrato em face de fato superveniente prescinde de impreviso ou extraordinariedade (Lei 8.078/90, art. 6, inc. V, e art. 51, 1 e 2).

2. PRNCIPIO DO CONSENSUALISMO

notasdeaula.org/dir5/direito_civil4_contratos.html

4/63

23/02/13

Direito Civil - Contratos

Considerando que a regra geral dos contratos a informalidade, basta o acordo de duas ou mais vontades, para se ter um contrato vlido. Nisto consiste o princpio do consentimento, ao qual se excepcionam os contratos solenes com formas especficas previstas na lei, portanto, para estes no basta sua validade o simples acordo de vontade.

3. PRINCPIO DA OBRIGATORIEDADE DA CONVENO

As estipulaes feitas no contrato devero ser fielmente cumpridas (pacto sunt servanda). O contrato validamente estipulado lei entre as partes, sendo intangvel e imutvel, a menos que as partes, em comum acordo, venham a distrat-lo ou haja escusa por motivo de fora maior ou caso fortuito. O princpio do pacto sunt servanda no absoluto, encontrado limitao na teoria da impreviso (clusula rebus sic stantibus) e nos fatos supervenientes nas relaes de consumo, nas quais independe de impreviso ou extraordinariedade.

4. PRINCPIO CONTRATUAL

DA

RELATIVIDADE

DOS

EFEITOS

DO

NEGCIO

JURDICO

O contrato vincula exclusivamente as partes que nele intervieram, ou seja, s produz efeitos entre os contratantes. Exceo a) herdeiros universais (art. 1.997 CC) respondem pelas dvidas do de cujus at a fora da herana. b) A estipulao em favor de terceiros (arts. 436 a 438 CC).

5. PRINCPIO DA BOA-F

Consiste na atividade leal e de confiana recproca entre as partes, de maneira que haja colaborao mtua na formao e na execuo do contrato, impedindo que uma parte dificulte a ao da outra. As partes devem ter atividade de sinceridade e lisura recprocas.

AULA III ELEMENTOS INDISPENSVEIS FORMAO DOS CONTRATOS

1. Acordo de vontade entre as partes, que se manifesta pela oferta ou proposta de um lado e de outro pela aceitao; 2. A proposta;notasdeaula.org/dir5/direito_civil4_contratos.html 5/63

23/02/13

Direito Civil - Contratos

3. A aceitao.

FASES DA FORMAO DO VNCULO CONT RAT UAL

1.

Negociaes preliminares consistem nas conversaes prvias, sondagens e estudos sobre interesses recprocos, sem criar vnculo jurdico entre os participantes, podendo excepcionalmente surgir responsabilidade civil por culpa.

2. Proposta ou Policitao declarao receptcia de vontade, dirigida de uma pessoa para outra, na qual a ofertante (policitante) declara a sua inteno de se vincular ao ofertado (oblato), se a outra parte aceitar os termos da proposta. a) Caractersticas: I Declarao unilateral de vontade do proponente; II Reveste-se de fora vinculante ao proponente, salvo expressa disposio em contrrio; impossibilidade pela natureza do negcio ou das circunstncias do caso (CC artigo 427, 2 parte e 428); III Negcio jurdico receptcio (depende, para gerar efeitos, da aceitao da outra parte) IV Deve conter todos os elementos essenciais do negcio jurdico proposta (quantidade, preo, forma de pagamento, entrega do bem, documentos necessrios, etc.); V Elemento inicial do contrato, devendo ser sria, completa, precisa inequvoca. b) Obrigatoriedade da proposta: nus ao proponente decorrente da 1 parte do artigo 427. No absoluta pois a segunda parte do mesmo artigo prev a possibilidade de no obrigar o proponente que expressamente declarar, ou pela natureza do negcio ou as circunstncias do caso. O artigo 428 prev a no obrigatoriedade da proposta se feito: I a pessoa presente, sem prazo de vigncia e no aceitar imediatamente (por telefone tambm presente); II se feito sem prazo a ausente, tiver decorrido tempo suficiente a chegar ao conhecimento do policitante; III feito a ausente e com prazo estabelecido, sem resposta no prazo dado; IV se houver retratao tempestiva (ato simultneo da outra parte);

* subsiste morte ou incapacidade supervenientes se antes da aceitao.

Recommended

View more >