direito administrativo estrat‰gia xx aula 03

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  1. 1. Aula 03 Direito Administrativo p/ XX Exame de Ordem - OAB Professores: rica Porfrio, Erick Alves
  2. 2. Direito Administrativo para XX Exame OAB 2016 Teoria e exerccios comentados Prof. Erick Alves Aula 03 Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 82 OBSERVAO IMPORTANTE Este curso protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislao sobre direitos autorais e d outras providncias. Grupos de rateio e pirataria so clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente atravs do site Estratgia Concursos ;-) 89144404190
  3. 3. Direito Administrativo para XX Exame OAB 2016 Teoria e exerccios comentados Prof. Erick Alves Aula 03 Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 82 AULA 03 Ol pessoal! Na aula de hoje estudaremos os consrcios pblicos, as agncias reguladoras e as entidades paraestatais. Dos assuntos da aula, os consrcios pblicos que possuem maior histrico de cobrana nas provas da OAB, seguidos pelas OSCIP, no mbito das entidades paraestatais. Portanto, redobre a ateno nesses temas. Nosso sumrio o seguinte: SUMRIO Consrcios pblicos.......................................................................................................................................................3 Entidades paraestatais..............................................................................................................................................20 Servios sociais autnomos...................................................................................................................................22 Organizaes sociais (OS).......................................................................................................................................27 Organizaes da sociedade civil de interesse pblico (OSCIP)...............................................................35 Principais distines entre OS e OSCIP.............................................................................................................43 Agncias reguladoras.................................................................................................................................................47 RESUMO DA AULA.....................................................................................................................................................63 Jurisprudncia da aula..............................................................................................................................................66 Questes comentadas na aula...............................................................................................................................72 Gabarito.............................................................................................................................................................................82 Preparados? Aos estudos! 89144404190
  4. 4. Direito Administrativo para XX Exame OAB 2016 Teoria e exerccios comentados Prof. Erick Alves Aula 03 Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 82 CONSRCIOS PBLICOS Como j adiantado na aula passada, os consrcios pblicos, quando constitudos com personalidade jurdica de direito pblico, integram a Administrao Indireta dos entes consorciados, sob a forma de associaes pblicas. Contudo, a doutrina diverge sobre se essas associaes integrariam a Administrao Indireta como uma quinta espcie de entidade, ao lado de autarquias, fundaes, empresas pblicas e sociedades de economia mista, ou, to somente, como uma subdiviso do gnero autarquia. Vejamos. Os consrcios pblicos so figuras administrativas previstas originalmente no art. 241 da Constituio Federal, o qual estabelece: Art. 241 - A Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios disciplinaro por meio de lei os consrcios pblicos e os convnios de cooperao entre os entes federados, autorizando a gesto associada de servios pblicos, bem como a transferncia total ou parcial de encargos, servios, pessoal e bens essenciais continuidade dos servios transferidos. Com suporte no art. 241 da CF, a Lei 11.107/2005 foi editada para estabelecer normas gerais para que a Unio, os Estados, o DF e os Municpios contratassem consrcios pblicos para a realizao de objetivos de interesse comum, promovendo a gesto associada a que alude o citado mandamento constitucional. Regulamentando a matria, o Decreto 6.017/2007 define consrcio pblico da seguinte forma: Consrcio pblico: pessoa jurdica formada exclusivamente por entes da Federao, para estabelecer relaes de cooperao federativa, inclusive a realizao de objetivos de interesse comum, constituda como associao pblica, com personalidade jurdica de direito pblico e natureza autrquica, ou como pessoa jurdica de direito privado sem fins econmicos. Consrcio pblico, portanto, pessoa jurdica formada exclusivamente por entes federados (Unio, Estados, DF e Municpios) com a finalidade de cooperao federativa (realizao de objetivos de interesse comum). Diferem-se dos convnios pelo fato de que estes, ao contrrio dos consrcios, so despersonificados, ou seja, no possuem personalidade jurdica; ademais, os convnios podem ser celebrados entre 89144404190
  5. 5. Direito Administrativo para XX Exame OAB 2016 Teoria e exerccios comentados Prof. Erick Alves Aula 03 Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 82 entidades pblicas e privadas (pessoa fsica ou jurdica). J o consrcio pblico formalizado necessariamente entre entes polticos/federados. O objeto dos consrcios pblicos, ressalte-se, consiste na realizao de atividades e metas de interesse comum das pessoas federativas consorciadas. A ideia que determinados servios pblicos, por sua natureza ou extenso territorial, demandam a presena de mais de uma pessoa pblica para que sejam efetivamente executados. Pode haver, por exemplo, um consrcio entre dois Estados, entre um Estado e o Distrito Federal, entre a Unio e vrios Estados. No poder, contudo, haver consrcio pblico constitudo unicamente pela Unio e Municpios. Deve haver sempre a participao do Estado em cujo territrio estejam situados os Municpios consorciados1 . Tambm no pode haver consrcio pblico celebrado entre um Estado e Municpio de outro Estado. Entretanto, podem ser celebrados consrcios pblicos entre o Distrito Federal e Municpios. O consrcio pblico ser constitudo por contrato. Carvalho Filho esclarece que h dois requisitos formais prvios formao do consrcio: 1) Subscrio prvia de protocolo de intenes. 2) Ratificao do protocolo por lei. Primeiramente, deve haver a prvia subscrio de protocolo de intenes (Lei 11.107/2005, art. 3). Esse protocolo uma espcie de do ente estatal para participar do negcio pblico. Na verdade, o protocolo de intenes corresponde ao prprio contedo do ajuste, devendo j conter as clusulas que definam a atuao dos entes estatais e as formas de consecuo de seus objetivos. Firmado o protocolo, dever este ser ratificado por lei (art. 5). Assim, o Poder Legislativo de cada ente da Federao consorciado dever editar uma lei a ttulo de ratificao do protocolo de intenes; esta, porm, ser dispensada se a entidade pblica, ao momento do protocolo, j tiver editado lei disciplinadora de sua participao no consrcio (art. 6, 2). 1 A Unio somente participar de consrcios pblicos em que tambm faam parte todos os Estados em cujos territrios estejam situados os Municpios consorciados . 89144404190
  6. 6. Direito Administrativo para XX Exame OAB 2016 Teoria e exerccios comentados Prof. Erick Alves Aula 03 Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 82 Aps ser ratificado pelos entes da Federao interessados, mediante lei, o protocolo de intenes converte-se no contrato do consrcio pblico. O consrcio pblico adquirir personalidade jurdica (art. 6): de direito pblico, no caso de constituir associao pblica, mediante a vigncia das leis de ratificao do protocolo de intenes; de direito privado, mediante o atendimento dos requisitos da legislao civil. Assim, quanto formalizao do consrcio, exige-se que as partes constituam uma pessoa jurdica, sob a forma de associao pblica ou de pessoa jurdica de direito privado. Quando assumir a forma de associao pblica, ter personalidade jurdica de direito pblico e integrar a Administrao Indireta das pessoas federativas consorciadas. o que dispe o art. 6, 1 da Lei 11.107/2005: 1o O consrcio pblico com personalidade jurdica de direito pblico integra a administrao indireta de todos os entes da Federao consorciados. Nesse caso, ter todas as prerrogativas e privilgios prprios das pessoas jurdicas de direito pblico. No que concerne ao enquadramento das associaes pblicas na Administrao Indireta, existem posicionamentos diversos na doutrina: parte entende que so uma espcie de autarquia, no caso, uma autarquia interfederativa, e parte entende que so uma nova entidade da Administrao Indireta que, semelhana das autarquias, tm personalidade jurdica de direito pblico e autonomia administrativa e financeira. Carvalho Filho comunga do primeiro entendimento e Maria Sylvia Di Pietro, do segundo. Exemplo de associao pblica a Autoridade Pblica Olmpica APO, consrcio formado pela Unio, Estado e Municpio do Rio de Janeiro com vistas preparao e realizao dos Jogos Olmpicos e Paraolmpicos de 20162 . Por outro lado, caso se institua como pessoa jurdica de direito privado, assumir a forma de associao civil e, em princpio, estar 2 Lei 12.396/2011 89144404190
  7. 7. Direito Administrativo para XX Exame OAB 2016 Teoria e exerccios comentados Prof. Erick Alves Aula 03 Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 82 fora da Administrao Indireta. Parte da doutrina, contudo, entende que a entidade representativa do consrcio pblico se incluir na Administrao Indireta dos entes federativos consorciados mesmo se for constituda com personalidade jurdica de direito privado, uma vez que seu objeto