dinheiro - chico xavier

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Para quantos procurem compreender o assunto em foco, trocando a moeda pelo pão destinado a socorrer as vítimas da penúria ou permutando-a pelo frasco de remédio para aliviar o enfermo estirado nos catres de ninguém, reconhecerão todos eles que o dinheiro também é de Deus. EMMANUEL Uberaba, 15 de janeiro de 1986

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  • FRANCISCO CNDIDO XAVIER EMMANUEL Caro amigo: Se voc gostou d livro e tem condies de compr-lo, faa-o pois assim ajudars diversas instituies de caridade. Muita Paz Que Jesus o Ilumine.

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    PREFCIO ..........................................................................................................................3 1 - Dinheiro ..........................................................................................................................4 2 - ESTUDANDO O DINHEIRO...........................................................................................5 3 - ESTUDANDO A RIQUEZA.............................................................................................6 4 - OBSERVEMOS ..............................................................................................................7 5 - NO TEMPLO DO BEM ...................................................................................................9 6 - O TALENTO DE TODOS..............................................................................................11 7 - BENEFICNCIA E CARIDADE ....................................................................................13 8 - DIANTE DE DEUS E DE CSAR.................................................................................14 9 - ESTUDANDO A FELICIDADE......................................................................................16 10 - PENRIA E RIQUEZA ...............................................................................................18 11 - SEJAMOS RICOS EM JESUS ...................................................................................20 12 - ENTENDIMENTO .......................................................................................................22 13 - TALENTOS.................................................................................................................23 14 - A POBREZA FELIZ ...................................................................................................25 15 - AVAREZA...................................................................................................................26 16 - O VINTM .................................................................................................................27 17 - ELEVAO ................................................................................................................28 18 - ENTRE O CU E A TERRA ......................................................................................29 19 - OURO E PODER........................................................................................................30 20 - TRABALHO E RIQUEZA ............................................................................................31

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    PREFCIO Prezado Leitor, possvel consideres chocante o ttulo deste livro, escrito com a finalidade de satisfazer s solicitaes de numerosos amigos.

    * * * No temos, porm, aqui quaisquer indicaes para a conquista do dinheiro fcil, nem mapa capaz de localizar determinada maneira de fortuna.

    * * * Existem livros e livros, orientando os servios diversos, indispensveis administrao da moeda que surge, em todas as regies do mundo, por smbolo do poder aquisitivo, entretanto, o nosso volume despretensioso se refere unicamente aplicao dos recursos financeiros, no cmbio do amor ao prximo.

    * * * Pedimos vnia para reportar-nos ao dinheiro que se faz dnamo do trabalho e da beneficncia.

    * * * No desconhecemos que na base do dinheiro que se fazem os avies e os arranha-cus, no entanto, igualmente com ele que se consegue o lenol para o doente desamparado ou a xcara de leite para a criana desvalida.

    * * * Para quantos procurem compreender o assunto em foco, trocando a moeda pelo po destinado a socorrer as vtimas da penria ou permutando-a pelo frasco de remdio para aliviar o enfermo estirado nos catres de ningum, reconhecero todos eles que o dinheiro tambm de Deus.

    EMMANUEL

    Uberaba, 15 de janeiro de 1986.

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    1 - Dinheiro O dinheiro no compra o Cu, mas pode gerar a simpatia na Terra, quando utilizado nas tarefas do Bem.

    * * * No paga a boa vontade, entretanto, semeia o benefcio e o contentamento de viver, se nossa alma permanece voltada para a Divina Inspirao.

    * * * No tem valor para o cmbio, depois da morte, contudo, sustentculo do progresso geral, se nosso esprito est centralizado nos objetivos de elevao.

    * * * No fator absoluto de alegria ou de felicidade, mas pode ser o remdio ao doente, a gota de leite criancinha desamparada, o teto ao velhinho relegado ao frio da noite, o socorro silencioso ao peregrino sem lar.

    * * * No gerador de luz, entretanto, pode estender a fonte de idias de consolao e de amor, em que muitas almas sequiosas de paz se dessedentam.

    * * * No a base da harmonia, mas, em muitas ocasies, consegue devolver a tranqilidade a coraes paternos desalentados e a ninhos domsticos infelizes, toda vez que os nossos sentimentos se inclinam parara a verdadeira solidariedade.

    * * * No permitas que o dinheiro te tome o corao, usando-te a vida, qual desptico senhor e sim conduzamo-lo, atravs da utilidade, do entendimento e da cooperao, sob os imperativos da lei de fraternidade que nos rene.

    * * * No nos esqueamos de que Jesus abenoou o vintm da viva, no tesouro pblico do Templo e, empregando o dinheiro para o bem, convertamo-lo em colaborador do Cu em todas as situaes e dificuldades da Terra.

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    2 - ESTUDANDO O DINHEIRO No a autoridade que solapa a elevao da alma . o abuso do poder

    * * * No a inteligncia que destila o veneno intelectual. a maldade com que a mobilizamos.

    * * * No o tesouro verbalstico que abre feridas naqueles que nos ouvem. o modo com que arremessamos o estilete da palavra.

    * * * No a beleza da forma que gera o fel do desencanto. a vaidade com que malbaratamos no desequilbrio.

    * * * Assim tambm no o dinheiro que nos condena aos processos da angstia. a nossa maneira de empreg-lo, quando nos esquecemos de facilitar a corrente do progresso, atravs da ao diligente na fraternidade e do devotamento ao bem, com que nos cabe colaborar no engrandecimento do trabalho e da vida.

    * * * O ouro com Jesus blsamo na lcera do enfermo, gota de leite criana desvalida, remdio ao doente, agasalho aos que tremem de frio, socorro no lar sitiado pelo infortnio, assistncia aos braos que suplicam atividade digna, amparo aos animais e proteo natureza.

    * * * O cofre forte nas garras da sovinice metal enferrujado, suscitando a penria, mas um vintm no servio de Jesus pode converter-se em promissora sementeira de paz e felicidade.

    * * *

    No amaldioes o dinheiro, instrumento passivo em tuas mos. Faze-o servir contigo, sob a inspirao do Cristo, e todas as tuas possibilidades financeiras sero valiosos talentos em teu caminho, cooperando com teu esforo, na edificao do Reino de Deus.

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    3 - ESTUDANDO A RIQUEZA No somente o Rico da Parbola o grande devedor diante da vida. A fortuna amoedada , por vezes, simples crcere. H outros avarentos que devemos recordar em nossa viagem para a Luz Maior.

    * * * Temos conosco, os sovinas da inteligncia, que se ocultam nas floridas trincheiras da inrcia; os abastados da sade que desamparam os aflitos e os doentes; os privilegiados da alegria que cerram as portas aos tristes, isolando-se no osis de prazer; os felizes da f que procuram a solido, a pretexto de se preservarem contra o pecado; os expoentes da mocidade que menosprezam a velhice; os favorecidos da famlia terrestre, que olvidam os andarilhos da penria que vagueiam sem lar. Todos esses ricos da experincia comum contraem pesados dbitos para com a Humanidade.

    * * * Lembremo-nos de que o Tesouro Real da Vida est em nosso corao.

    * * * Quem no pode doar algo de si mesmo, na boa vontade, no sorriso fraterno ou na palavra sincera de bondade e encorajamento, debalde estender as mos recheadas de ouro, porque s o amor abre as portas da plenitude espiritual e semeia na Terra a luz da verdadeira caridade, que extingue o mal e dissipa as trevas.

    * * * A pobreza mera fico. Todos temos algo. Todos podemos auxiliar. Todos podemos servir. E, consoante a palavra do Mestre, o maior na vida ser sempre aquele que se fizer o devotado servidor de todos.

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    4 - OBSERVEMOS No te detenhas no poder aquisitivo do ouro terrestre para fazer o bem.

    * * * Anota a riqueza dos teus conhecimentos e no menosprezes o companheiro ainda enleado no espinheiro da ignorncia. Considera o tesouro da f que te enriquece o entendimento e aprende a desculpar o irmo em dificuldade que talvez se encontre no precipcio da negao.

    * * * Medite sobre a luz que te brilha na compreenso e no reproves o infeliz que ainda tateia nas trevas.

    * * * Analisa o patrimnio de amor que te vivifica a existncia e auxilia as vtimas do dio que no souberam edificar para si mesmas seno o reduto do sofrimento.

    * * * Examina tuas conquistas de segurana pessoal e no passes de largo, frente dos cados em desnimo ou desesperao.

    * * * Relaciona os valores da sade que te consolidam o relativo equilbrio na Terra e no perca a serenidade e a pacincia com os enfermos que te reclamam devotamento e carinho.

    * * * Mentaliza a riqueza de tuas horas, de tuas palavras, de teus movimentos livres.

    * * * Reflete no acervo de bnos amontoadas em teus olhos que vm, em teus ouvidos que ouvem, em teus ps que andam e em tuas mos que trabalham.

    * * * Quem ser mais rico de verdadeira felicidade, o homem que agoniza sobre um monte de ouro ou aquele que pode respirar os perfumes do vale, en