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Dicionário Secreto

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DADOS DE COPYRIGHTSobre a obra:A presente obra disponibilizada pela equipe Le Livros e seus diversos parceiros, com oobjetivo de oferecer contedo para uso parcial em pesquisas e estudos acadmicos, bem comoo simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. expressamente proibida e totalmente repudivel a venda, aluguel, ou quaisquer usocomercial do presente contedoSobre ns:O Le Livros e seus parceiros disponibilizam contedo de dominio publico e propriedadeintelectual de forma totalmente gratuita, por acreditar que o conhecimento e a educao devemser acessveis e livres a toda e qualquer pessoa. Voc pode encontrar mais obras em nossosite: LeLivros.link ou em qualquer um dos sites parceiros apresentados neste link."Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutando pordinheiro e poder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novo nvel."DICIONRIO SECRETO DAMAONARIA 2009 by Universo dos LivrosTodos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.Nenhuma parte deste livro, sem autorizao prvia por escrito da editora, poder serreproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrnicos, mecnicos,fotogrficos, gravao ou quaisquer outros.Diretor EditorialLuis MatosAssistncia EditorialErika SMonalisa NevesPreparao de OriginaisFernanda Batista dos SantosRevisoFilipe de Zanatta dos SantosSirlene FariasProjeto Grfico e DiagramaoDaniele FtimaCapaSrgio BergocceDados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)(Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)C871d Couto, Srgio Pereira.Dicionrio secreto da Maonaria / Srgio PereiraCouto. So Paulo : Universo dos Livros, 2009.128 p.ISBN: 85-99187-17-1CDD 366.11. Maonaria. I. Ttulo.Universo dos Livros Editora Ltda.Rua Haddock Lobo, 347 12 andarCEP 01414-001 So Paulo/SPFone: (11) 3217-2600 Fax: (11) 3217-2616www.universodoslivros.com.bre-mail: editor@universodoslivros.com.br

AA cobertoQuando as portas do Templo (local da Loja onde acontecem os trabalhos) se fecham, o queacontece l dentro est, no jargo dos maons, protegido dos olhares de pessoas no maons.Em outras palavras, diz-se que os trabalhos esto a coberto. Um segundo significado, decunho mais esotrico, est ligado ao Rito Escocs Antigo e Aceito (REAA), mais comum nacomunidade manica, inclusive no Brasil. Nesta verso, o termo designa uma das funesque o Primeiro Vigilante deve realizar quando do incio dos trabalhos, que determinar aoGuarda do Templo para que se faa a verificao, para se ter certeza de que apenas maonsesto presentes. Quando tudo j foi checado, a porta que d acesso ao Templo ento fechadae anunciado para os demais presentes que esto a coberto. J o terceiro significado dizrespeito presena do Grande Arquiteto do Universo, isto , Deus. Quando se anuncia Suapresena nos trabalhos, complementa-se dizendo que s Ele ser a real proteo para quetudo d certo durante as tarefas a serem realizadas. E o quarto significado fala que um objetopresente no lugar (seja uma joia ou uma alfaia) pode estar a coberto, no sentido de que estem segurana.AbetaPalavra que diminutivo de aba, identificadora do avental. Refere-se parte triangular esuperior de um avental, por muitos denominada simplesmente como aba. Sua principal funo distinguir os aprendizes dos demais maons. Esta parte da vestimenta usada de duasmaneiras: erguida ou depositada sobre o quadriltero formado pelo prprio avental. No casode estar erguida, significa que deve cobrir o plexo solar (rede de nervos que liga a frente daartria do corao parte de trs do estmago), representando neutralizao daquela parte docorpo humano. Traduzindo: o aprendiz ainda est sob influncia exterior e no recebeu a luzmanica. Quando usada abaixada, ou depositada, significa que o maom j recebeu suaIniciao.AbbadaEm arquitetura, uma abbada uma construo arqueada feita de concreto, pedras outijolos, destinada a cobrir um espao. Caracteriza-se por ser um teto em curva, usado paraproduzir ecos no ambiente, sendo prpria de palcios e catedrais, onde surgiram durante aIdade Mdia e cujo modo de fabricao era um dos segredos dos pedreiros-livres. O exemplomais citado na comunidade manica a chamada Abbada Celeste, que haveria no Templode Salomo. Um detalhe: ela no existia no sentido fsico, pois era formada pelo prprio cu.Como no h muita chuva em Jerusalm, as cerimnias no local eram realizadas durante o dia.Mesmo ao entardecer, usava-se luz de candelabros para realizar algo no interior.AcciaPlanta tida como sagrada desde os tempos do Antigo Egito. Era tida como um emblemasolar, da mesma forma que outras plantas, tais como o Ltus ou o Heliotrpio, pois suas folhasacompanhavam a evoluo do astro-rei quando este descia no horizonte. Esta planta, muitoencontrada em Jerusalm, teria ido parar l por obra de Moiss, que a teria usado desde apoca do cativeiro nas terras do fara. Diz a lenda que, quando houve a execuo do Gro-Mestre dos Templrios, Jacques de Molay, em Paris, os Templrios que escaparam sexecues do rei Felipe, o Belo, e do papa Clemente V recolheram as cinzas de seu mrtir ecobriram-nas com ramos de accia, numa aluso ao conhecimento e simbologiarepresentados pela planta. o smbolo do Terceiro Grau do Rito Escocs Antigo e Aceito: noms de junho, sua flor usada para decorar o Templo de cada Loja durante as cerimniasmanicas. Curiosamente no mencionada em rituais mais antigos, tendo suas primeirasmenes surgido quase ao mesmo tempo em que a criao do Terceiro Grau simblico(Mestre). Numa obra manica antiga, Recuell Prciaux de la Maonnerie Adonhiramite, de1787, a accia tem seu uso definido nas cerimnias do Terceiro Grau, em memria da Cruzdo Salvador, porque esta foi feita nos bosques da Palestina onde abundava e que a prpriacoroa de espinhos foi formada por ramos de accia, que so espinhentos. A planta adquire,portanto, o significado de indestrutvel e imperecvel, j que possui uma madeira que noapodrece devido sua composio resinosa.Aceitao do MalheteDesigna uma pequena cerimnia simblica, em que um visitante importante que esteja naLoja recebe o Malhete oferecido pelo Venervel Mestre ou Presidente da Loja. A tradiomanica manda que o visitante receba a pea, mas a devolva depois para a mesma pessoaque a cedeu. Este ato significa que, embora o visitante aceite participar dos trabalhos,reconhece que a posio de dirigente no sua, mas sim de quem lhe deu o malhete, quecontinuar orientando os trabalhos normalmente.AclamaoDenomina um direito usado pelos maons em votaes secretas. A fim de que o nome noseja revelado, os participantes emitem vibraes positivas (por meio da declarao depalavras secretas) para que estas anulem qualquer efeito negativo que possa haver na ocasio. mais usada quando, no meio dos trabalhos, aparecem discusses que resultam em nimosexaltados, pois desta forma as energias negativas surgidas com as discusses sodissolvidas e anuladas.AditoEntrada. Termo usado originalmente para definir um santurio secreto a que s tinhamacesso os sacerdotes, nos templos antigos da Grcia. Na Maonaria, sinnimo de trio,tambm utilizado no sentido de se adentrar o Templo: Os irmos realizaram o adito quandodo comeo dos trabalhos.AdjuntoAdjetivo usado para definir o substituto de um cargo ligado hierarquia da Loja. maisempregado para as funes mais prximas ao gro-mestrado.AdministraoSubstantivo coletivo que designa o conjunto de maons que so eleitos para dirigir a Loja.H aquelas que elegem todos os cargos, enquanto outras designam apenas os cargosprincipais, deixando para o Venervel Mestre escolher aqueles que assumiro as posies deestrita confiana.AdmoestadoQuando, por qualquer motivo, um maom comporta-se de uma maneira que consideradapelo Guarda da Lei como imprpria, diz-se que ele foi admoestado, ou seja, advertido. Almdo Guarda, qualquer irmo que se incomodar com outro irmo pode solicitar ao VenervelMestre que o acusado seja admoestado. O acusado convidado a colocar-se entre Colunas(ou seja, numa posio parte dos demais), onde o Mestre ou outro oficial o adverte.AdooAntiga cerimnia realizada em 24 de julho, dia dedicado a So Joo. O nome completo detal ocasio Cerimnia de Adoo de Lowtons ou adoo dos filhos de maons. Ocorriaquando um irmo maom morria e a Loja assumia a responsabilidade de se tornar tutora dosfilhos menores deste at atingirem a maioridade. Atualmente no muito usada por causa dasbaixas condies econmicas de muitas Lojas.AdonaiNome usado entre os hebreus para designar o Deus do Velho Testamento. usado emsubstituio ao nome de Jeov, que impronuncivel por ser sagrado. Na Maonaria, Adonai usado em expresses prprias, como na execuo de Jacques de Molay, que teria usado otermo Nec Adonai. Tambm usado em outras lnguas e entre outros povos alm doshebreus com o mesmo significado, como na palavra Adoniram (O Senhor Hiran), referindo-seao construtor do Templo de Salomo, Hiro Abiff.AdormecerTermo que designa o maom que, por qualquer motivo, tenha de se ausentar ou afastar dafrequncia normal de sua Loja. Tambm pode ser aplicado quando a Loja, por motivosadministrativos, suspende suas reunies normais e seus membros so dispensados at segundaordem. Neste caso, um afastamento no definitivo.guiaSmbolo usado em muitos brases e em vrios formatos (bicada, membrada, lampassada deesmalte, coroada, voante, bicfala, entre outros). o smbolo que, para o maom, umarepresentao do poder pela fora, pela deciso, pela superioridade e pela inteligncia.Retrata o solstcio de inverno, a liberdade e a sabedoria. A guia bicfala representada najoia usada pelo maom do 33 Grau do Rito Escocs Antigo e Aceito, que a usa no colar.AlavancaNa Maonaria, a alavanca um instrumento usado nas provas iniciticas e representa afora que move os obstculos, devendo estar sempre junto Rgua, uma vez que toda foradeve ser prudentemente medida. H ainda um significado filosfico, que simboliza asuperao de um obstculo e a vitria sobre a resistncia. Esotericamente, simboliza o poderdo qual o nefito (ou seja, o iniciante) precisa para apelar sua fora de vontade (a alavanca)a fim de remove