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Dicionario Financas e negocios internacioanis

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  • DICIONRIOFinanas e NegciosInternacionaisEduardo S Silva

  • Introduo

    A presente obra uma compilao de temas relacionados com as temticas de Finanas e Negcios Internacionais.

    Trata-se da criao de um dicionrio/glossrio que possa servir de apoio aos alunos que frequentam disciplinas de licenciatura e mestrado que versem estas temticas.

    Alguns termos aparecem no original, ou seja, em ingls, dado ter-se optado por no se traduzir, por serem mais comuns. No caso da traduo, poder-se-ia correr o risco de gerar confuso.

    No final, apresenta-se a lista das abreviaturas e siglas constantes, assim como as fontes e bibliografia que serviram de base realizao desta obra.

    No temos quaisquer dvidas quanto a algumas imprecises, omisses e lacunas que esta obra possa apresentar. Por este facto, agradecemos, antecipadamente, a disponibilidade de todos aqueles que tiverem a bondade de nos fazer chegar as crticas e sugestes, de forma a podermos corrigir e ampliar esta obra.

  • DICIONRIO DE FINANAS E NEGCIOS INTERNACIONAIS 9

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    AAAes preferenciais

    As aes preferenciais so um instrumento hbrido, entre capital prprio e dvida financeira. Apresen-tam caractersticas especiais. A sua forma de re-munerao o dividendo. As aes preferenciais diferem das ordinrias nos seguintes aspetos:as aes preferenciais no atribuem ao investidor

    o direito de voto;no conferem, normalmente, aos seus detentores

    o direito de subscrio quando ocorre uma nova emisso de aes preferenciais.

    tm prioridade sobre as aes ordinrias na dis-tribuio de dividendos. No podem ser pagos dividendos s aes ordinrias antes do paga-mento dos dividendos das aes preferenciais.

    Acordo de Basileia I

    Em 1988, foi criado o acordo de Basileia I de-signado por Basileia I para o clculo do capital regulamentar.Basileia I estabeleceu mnimos de solvabilidade para o sistema bancrio internacional, contribuin-do assim para reforar a solidez e a estabilidade do mesmo e para diminuir as suas fontes de dese-quilbrio competitivo. Os rcios de solvabilidade daqui decorrentes, obtidos a partir da diviso entre fundos prprios e ativos de risco, passaram a con-templar no numerador do rcio o valor do capital regulamentar, enquanto no denominador foram fi-xados os ponderadores de risco para as diferentes categorias de exposio. Em 1996, foi includo tambm o risco de merca-do nas exposies ponderadas (denominador do rcio).

    Acordo de Basileia II

    Em 2004, foi institudo o novo Acordo Basileia, de-signado por Basileia II.Neste novo acordo estiveram subjacentes alguns princpios, nomeadamente tornar os requisitos de capital mais sensveis ao risco, fazendo, por exem-plo, variar o nvel de capital de cada entidade com o perfil de risco por ela assumido ao longo do tem-po. Para alm deste princpio, Basileia II procurou criar espao para a atuao das autoridades de su-perviso, bem como premiar a capacidade de cada instituio mensurar e gerir o risco.Introduziu-se o risco operacional e foi estabelecido o objetivo de garantir a gesto dos riscos bancrios, numa base individual, mais compreensvel e sens-vel ao risco.

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    AAcordo de Basileia II

    Procurou-se encorajar os bancos a aprofundarem o uso de sistemas prprios para a medio e gesto do risco, apesar de o nvel agregado do requisito de capital mnimo se ter mantido nos 8%.

    Acordo de Basileia III

    Em outubro de 2010, os pases do G20 (grupo das 20 maiores economias) chegaram a acordo sobre a reforma do sistema bancrio e das suas maiores instituies de crdito, acusadas de terem provoca-do a crise financeira de 2008.Basicamente, as linhas mestras de Basileia III pas-sam por:reforo dos requisitos de fundos prprios das ins-

    tituies de crdito;aumento significativo da qualidade desses mes-

    mos fundos prprios;reduo do risco sistmico;perodo de transio suficiente para acomodar as

    novas exigncias.

    Acordo de BrettonWoods

    Em 22 de junho de 1944, 44 pases reuniram-se em Bretton Woods, a fim de participarem numa con-ferncia monetria e financeira cujo objetivo era reordenar o sistema monetrio internacional e or-ganizar os pagamentos internacionais. Este acordo propunha-se:Criar um sistema de taxas quase fixas;Lutar contra o protecionismo, de forma a permitir

    um salutar desenvolvimento do comrcio mundial:Instaurar uma ordem monetria internacional.Foram criadas vrias instituies, entre as quais se destaca o Fundo Monetrio Internacional (FMI).

    Acordo de recompra (repo)

    O acordo de recompra repo ou ainda buy back consiste na venda de um ttulo (normalmente de dvida pblica) e sua recompra a um preo com-binado em data futura previamente acordada, em que os preos da venda e recompra so definidos partida.Os fatores importantes a assinalar num contrato repo so:aumento do preo corresponde ao juro do em-

    prstimo taxa repo;os ttulos servem de garantia ao investidor que

    comprou o contrato repo.

    Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comrcio (GATT)

    O Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comr-cio ou Acordo Geral sobre Tarifas e Comrcio (em ingls: General Agreement on Tariffs and Trade, GATT) foi estabelecido em 1947, tendo em vis-ta harmonizar as polticas aduaneiras dos Estados signatrios.

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    AAcordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comrcio (GATT)

    Est na base da criao da Organizao Mundial de Comrcio. um conjunto de normas e conces-ses tarifrias, criado com a funo de impulsionar a liberalizao comercial e combater prticas pro-tecionistas.

    Ativo de base (ou ativo subjacente ou ativo de suporte) (underlying asset)

    Ativo, financeiro ou no, ou ndice de ativos finan-ceiros ou outros, objeto de um dos contratos de futuros negociados na bolsa.

    Aforro (poupana)

    Aforro reflete uma deciso de antecipao do con-sumo, traduzindo-se numa diferena positiva entre o rendimento disponvel corrente e o que des-pendido em consumo.

    Agncias de cmbios

    As agncias de cmbios tm por objeto principal a realizao de operaes de compra e venda de notas e moedas estrangeiras ou de cheques de via-gem. Acessoriamente, podem comprar ouro e pra-ta, bem como moedas para fins de numismtica. As agncias de cmbios que apresentem organizao adequada e meios tcnicos e humanos suficientes podem ser autorizadas pelo Banco de Portugal a prestar servios de transferncias de dinheiro de e para o exterior.As agncias de cmbios so sociedades financeiras.

    Agregado monetrio

    Um agregado monetrio rene um conjunto de responsabilidades que figuram no passivo do ba-lano consolidado do setor monetrio. Os agrega-dos diferenciam-se pela amplitude dos itens que incluem, pela liquidez e pela sua estabilidade.O agregado mais lquido, designado por M1, inclui a circulao monetria (notas de banco e moeda bancria) e os depsitos ordem, no sistema ban-crio.O agregado monetrio intermdio, designado por M2, inclui o M1, os depsitos a prazo at dois anos e os depsitos mobilizveis com pr-aviso at trs mesesO agregado mais amplo, designado por M3, inclui o M2, os acordos de reporte, aes e unidades de participaes em fundos do mercado monetrio e ttulos de dvida at dois anos. O aumento da oferta de dinheiro, nomeadamente o comportamento do M3, um indicador chave usa-do para se prever o comportamento da procura da economia na zona euro e o Banco Central Europeu

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    AAgregado monetrio

    (BCE) considera-o como um elemento fundamental para medir as presses inflacionistas, utilizando-o tambm para definir as taxas de juro.

    Ajustamento dirio de perdas e ganhos (mark-to-market)

    Procedimento pelo qual so diariamente apurados e liquidados os ganhos e as perdas nos contratos de futuros.

    Alavancagem Elevao da taxa de rendibilidade, potenciada pelo facto de as operaes a futuro requererem um vo-lume de investimento inicial muito inferior ao das operaes de carter idntico no mercado vista.

    Aliana estratgica

    A aliana estratgica a unio de duas ou mais empresas que possuem um objetivo comum entre si. Podem-se unir de diversos modos e tambm po-dem ter um tempo certo para se atingir o objetivo ou ser permanente.As vantagens decorrentes de uma aliana estratgi-ca so as seguintes:partilha de custos e riscos do projeto;facilita a entrada em novos mercados;acesso aos conhecimentos e recursos do parceiro;promoo de sinergias.No entanto, h que ter em ateno como desvan-tagens: as incompatibilidades e conflitos com o parceiro; perda de autonomia e risco de difundir conhecimento vital. Neste tipo de parceria no h lugar criao de uma nova empresa, o que pode acontecer na joint--venture.

    Anlise fundamental (aes)

    A anlise fundamental um importante instru-mento utilizado para a anlise de investimento em aes. O princpio desta anlise est baseado na avaliao quantitativa da empresa. Estudam-se a situao financeira, econmica e de mercado de uma empresa e as expectativas e pro-jees para o futuro. Assim, a anlise fundamental a avaliao de toda a informao disponvel no mercado sobre determinada empresa, com a finali-dade de se obter o preo justo (fair value).Aps essa avaliao, c