DETERMINAÇÃO DA UMIDADE DE EQUILIBRIO HIGROSCÓPICO ...

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  • SEMINRIO DE INICIAO CIENTFICA, 5., 2016, Montes Claros. EVENTOS DO IFNMG, 2016, Montes Claros. Anais

    DETERMINAO DA UMIDADE DE EQUILIBRIO HIGROSCPICO DA MADEIRA PARA A CIDADE DE SALINAS NORTE DE MINAS GERAIS

    Ana Carolina Pereira Mendes; Wagner Patrcio de Sousa Jnior ; Patrcia Borges

    Dias ; Mariana Amorim Lopes

    Resumo: O presente trabalho teve como objetivo determinar a umidade de equilbrio higroscpico para a cidade de Salinas, visando secagem de forma adequada e possibilitando uma maior qualidade dos produtos confeccionados, alm de conhecer o tempo mdio (em meses) para estabilizao da umidade media da madeira. Foram selecionadas toras de madeira do hibrido E. urophylla x E. grandis provenientes de plantios situados na regio de Taiobeiras MG e confeccionadas tbuas de trs diferentes espessuras ainda em estado verde. As amostras foram devidamente identificadas segundo sua espessura e numero de repetio e foram expostas temperatura ambiente e pesadas semanalmente at que se obteve uma estabilizao da massa das mesmas, onde se determinou o teor de umidade final por espessura e o teor de umidade de equilbrio higroscpico para a espcie. Obteve-se valor mdio de 12,3; 11,4 e 11,2% para as espessuras de 10, 25 e 40 mm respectivamente e umidade de equilbrio higroscpico final de 11,7% para a espcie em questo. No se verificou influencia da espessura na umidade de equilbrio final para as condies adotadas de acordo com o Teste Tukey (5%). Palavras-chave: Higroscopicidade. Eucalyptus urograndis. Secagem da madeira. Madeira serrada. Introduo Em meio aos diversos materiais usados pelo homem a madeira destaca-se pela variabilidade natural tanto em suas propriedades fsicas e mecnicas como tambm pelas caractersticas estticas possibilitando sua utilizao em uma variada srie de aplicaes e ambientes. Entretanto, a madeira um material higroscpico, isto , possui a capacidade de tomar ou ceder umidade em forma de vapor, podendo assim sofrer alteraes em funo das variaes no teor de umidade. Logo que submetidas a condies constantes de temperatura e umidade relativa do ar, a madeira tende a um equilbrio dinmico de umidade; sendo que o seu teor de umidade nessas condies definido como umidade de equilbrio (UE). Esse equilbrio determinado pela temperatura e a umidade relativa de onde se situam. De acordo com Cardin (2011), aps um perodo de tempo em contato com o ar, a madeira estabiliza-se, e a partir deste momento, no ganha e nem perde gua para o ambiente, entrando no processo de equilbrio. ________________________ 1Acadmica do curso de Engenharia Florestal do IFNMG, Campus Salinas. Bolsista de Iniciao Cientfica (PIBIC/IFNMG). Email: carol-

    pereira1994@gmail.com.br 2

    Professor do Curso de Engenharia Florestal do IFNMG, Campus Salinas. Mestre em Cincia Florestal. Email: wagner.junior@ifnmg.edu.br 3 Acadmica do curso de Engenharia Florestal do IFNMG, Campus Salinas. Email:

    patriciaborgesdias@yahoo.com.br/mamorim183@gmail.com.br

  • SEMINRIO DE INICIAO CIENTFICA, 5., 2016, Montes Claros. EVENTOS DO IFNMG, 2016, Montes Claros. Anais

    Segundo Oliveira (1998), o conhecimento das propriedades higroscpicas , sem dvida, a chave para a utilizao bem-sucedida da madeira. Sabe-se que a madeira seca a um teor de umidade igual ou prximo aquele de equilbrio com as condies de uso da madeira poder ter seus problemas referentes umidade minimizados ou definitivamente eliminados. O presente trabalho teve como objetivo determinar a umidade de equilbrio higroscpico para a cidade de Salinas, visando a secagem de forma adequada e possibilitando uma maior qualidade dos produtos confeccionados, alm de conhecer o tempo mdio (em meses) para estabilizao da umidade media da madeira.

    Metodologia O presente trabalho foi executado no Laboratrio de Anatomia e Propriedades da madeira do IFNMG/Campus Salinas. As amostras foram obtidas de plantios situados na regio de Taiobeiras MG e levadas a carpintaria do IFNMG/Campus Salinas onde foram confeccionados os corpos de prova. Utilizou-se o hibrido Eucalyptus urograndis, da qual foram confeccionadas tbuas com 3 diferentes espessuras, sendo elas 10, 25 e 40 mm, tendo 5 repeties cada. Todas as peas apresentavam 280 mm de comprimento X 120 mm de largura. Aps o preparo dos corpos de prova, as amostras foram devidamente identificadas, diferenciando-se espessura e repetio e, em seguida, levadas ao laboratrio onde foram pesadas em balana de preciso (0,001g) para determinao da massa em estado verde e empilhadas temperatura ambiente. Com periodicidade semanal, pesaram-se as amostras em balana de preciso para o acompanhamento da relao entre a perda de gua da madeira com a temperatura e umidade relativa da cidade de Salinas, at a estabilizao do peso das mesmas. Aps a obteno da estabilidade, as amostras foram colocadas em estufa por 24h, para obteno do peso seco para efeito de clculo da umidade. Resultados e Discusso Aps a realizao dos clculos para se obter os valores mdios do teor de umidade da madeira de E. urograndis chegou-se aos resultados mostrados na tabela 1. Os valores mdios quanto as diferentes espessuras da madeira mostraram que as mesmas no diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (5%) (Tabela 1). Tabela 1. Valores mdios do Teor de Umidade da madeira de Eucalipto em diferentes espessuras.

    ESPESSURA DE TBUAS (mm) TEOR DE UMIDADE DE EQUILBRIO (%)

    10 12,3 a

    25 11,4 a

    40 11,2 a

    U.E.H (%) (*)

    11,7 (*)

    Umidade de Equilbrio Higroscpico

    As trs espessuras apresentaram diferentes ritmos de secagem. Nas peas de 10 mm de espessura pode-se observar uma grande perda de gua nas duas primeiras

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    semanas, nas amostras de 25 mm ocorreram nas quatro primeiras , enquanto que nas de 40 mm pode-se notar at a stima. Posteriormente, todas as peas apresentaram pouca variao de massa at atingir suas respectivas U.E.H (Grfico 1). A grande diminuio de gua se deu nas primeiras semanas devido a regio apresentar altas temperaturas e baixa umidade relativa de ar. Mesmo realizando o estudo em perodo de ocorrncia de chuvas na regio, as peas no sofreram grande interferncia no valor de suas massas.

    Grfico 1. Perda de massa (g) das amostras de Eucalipto ao longo de 24 semanas. Concluso Os valores mdios obtidos da U.E.H da madeira de Eucalyptus para a cidade de Salinas situaram-se dentro dos mencionados nas curvas tericas. O tempo para atingir o valor final da umidade de equilbrio foi de 24 semanas ou 6 meses, servindo de parmetro para os usurios da madeira na regio. Sugere-se que outros trabalhos sejam realizados utilizando-se outras espcies e espessuras das tabuas. Referncias CARDIN, V. S. Ensaios no destrutivos aplicados madeira serrada e estruturais: Tcnicas potenciais para o uso no Brasil. 2011. 116p. Dissertao (Mestrado em construo civil) Centro de Cincias Exatas e Tecnologia, Universidade Federal de So Carlos , SP, 2011. OLIVEIRA, J. T. S.; Caracterizao da madeira de eucalipto para a construo civil; 1998. 429 f. Tese (Doutorado) - Universidade de So Paulo, So Paulo, 1998. Agradecimentos s Instituies de Fomento Ao IFNMG, pela concesso da bolsa de Iniciao Cientfica.

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