despacho 242_96 (residuos)

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MINISTRIO SADE DAGABINETE MINISTRA DA

Desp. 242/96. -A existnciade resduos provenientes da prestao de cuidados de sadea seres humanos, incluindo as actividades mdicas de preveno, diagnstico, tratamento e investigao, constitui um importante problema de sade pblica e ambiental e determina crescente ateno na salvaguarda dos efeitos negativos que podem afectar as populaes. Pelo Desp. 16/90, de 21-8, foram definidas normas de organizao e gesto dos resduoshospitalares, ento consideradas inovadoras, que revelaram ser um contributo vlido para a disciplina desta problemtica. A necessidade imperiosa de criar condiesque propiciem, por um lado, a continuao da proteco da sude das populaes e, por outro, o reconhecimento do relevante papel que para tanto representa a preservao do ambiente, objectivos primaciais da garantia de um aumento da qualidade de vida, impe a reformulao das normas que regulamentam, no mbito do Ministrio da Sade, ~ situaes a tutelar. Por outro lado, atendendo evoluo que tem vindo a verificar-se nesta rea, importa integrar nas aces que visam a eliminao deste, residuosos progressos que a tcnicavem dl.Sponibilizando,permitindo o recurso a distintas tecnologias de tratamento, pelo que se torna necessrioproceder a uma nova classificao que exija a sua separao selectiva na origem. Essaclassificao contempla tambm os princpios que devem presidir organizao e gestoglobal dos resduos,como sejam os riscos efectivos, a proteco dos trabalhadores do sector, a operacionalidade das diversas seces, preceitos ticos e a percepo de os risco pela opinio pblica. Nestes termos, determina-se: I -Os resduoshospitalares objecto de tratamento apropriado. so diferenciado consoante os grupos que a seguir se referem. 2 -So considerados resduosno perigososos do grupo I e do grupo li e resduos perigososos dos grupo 111 do grupo IV, cone forme a seguinte definio; 2.1 -Grupo I -resduos equiparadosa urbanos -so aqueles Que no apresentam exignciasespeciaisno seu tratamento. Contm-se neste grupo; ti' Resduos provenientes de servios gerais (como de gabinetes, salas de reunio. salas de convvio, instalaes sanitrias. vestirios, etc.); b) Resduos provenientes de servios de apoio (como oficinas. jardins, armazns e outros); c) Embalagense invlucros comuns (como papel, carto. mangas mistas e outros de idntica natureza); d) Resduosprovenientesda hotelaria resultantes da confeco e restos de alimentos servidos a doentes no includos no grupo 111. 2.2 -Grupo II -resduos hospitalares no perigosos -so aqueles que no esto sujeitos a tratamentos especficos, podendo ser equiparados a urbanos. Incluem-se neste grupo: a) Material ortopdico: talas, gessose ligaduras gessadasno contaminados e sem vestgios de sangue; b) Fraldas e resguardosdescanveis no contaminados e sem vestgios de sangue; c) Material de proteco individual utilizado nos servios gerais e de apoio, com excepodo utilizado na recolha de resduos; di Embalagensvazias de medicamentosou de outros produtos de uso clnico e ou comum, com excepo dos includos no grupo 1I1e no grupo IV; e) Frascos de soros no contaminados, com excepo dos do grupo IV. 2.3 -Grupo 111 -resduos hosptalaresde risco biolgico -so resduoscontaminados ou suspeitosde contaminao, susceptveis de incinerao ou de outro pr-tratamento eficaz, permitindo posterior eliminao como resduo urbano. Inserem-se neste grupo: a) Todos os resduos provenientes de quartos ou enfermarias de doentes infecciosos ou suspeitos, de unidades de hemodilise, de blocos operatrios, de salasde tratamento, de salas de autpsia e de anatomia patolgica, de patologia clnica e de laboratrios de investigao, com excepo dos dogrupo IV;

b) Todo o material utilizado em dilise; c) Peas anatmicas no identificveis; d) Resduos que resultam da administrao de sangue e derivados; e) Sistemasutilizados na administrao de soros e medicamentos. com excepo. dos do grupo IV; 1) Sacos colectores de fluidos orgnicos e respectivossistemas; g) Material ortopdico: talas, gessose ligaduras gessadascontaminados ou com vestgios de sangue; material de prtese retirado a dQentes; h) Fraldas e resguardos descanves contaminados ou com vestgios de sangue; I) Material de proteco individual utilizado em cuidados de sade e servios de apoio geral em que haja contacto com produtos contaminados(como luvas, mscaras.aventaise ou-

tros).2.4 -GruPo duos de vrios IV -resduos hospitalares especficos -so tipos de incinerao obrigatria. res-

Integram-se neste grupo: a) Peasanatmicas identificveis, fetos e placentas,at publicao de legislao especfica; b) Cadveres de animais de experincia laboratorial; c) Materiais cortantes e perfurantes: agulhas, catteresc lodo o material invasivo; d) Produtos qumicos e frmacos rejeitados, quando no sujeitos a legislao especifica; e) Citostticos e todo o material utilizado na sua manipulao e administrao. 3 -Os resduos radioactivos devem ser separados na fonte, estando sujetos a legislao especfica, prevista no art. 8.0 do Dec.-Lei 348/89, de 12-10, e nos arts. 44.0 e 45.0 do Dec. Regul. 9/90, de 19-4. 4 -Os citostticos devem ser submetidos, na sua incinerao, a uma temperatura mnima de 11000 c. 5 -Para os resduos dos grupos I e 11deve ser prevista a separao que permita a reciclagemou reutilizao, nomeadamentepara carto e papel, vidros, metais ferrosos e no ferrosos, pelculas de raios X, pilhas e bateria e mercrio. 6 -O acondicionamentodever obedeceraos seguintes requisitos: 6.1 -A triagem e o acondicionamento devem ter lugar junto do local de produo. 6.2 -Os resduos hospitalares devem ser devidamente acondicionados de modo a permitir uma identificao clara da sua origem e do seu grupo: a) Os resduos dos grupos t e [I em recipientes de cor preta; b) Os resduos do grupo lII em recipientes de cor branca, com indicativo de risco biolgico; c) Os resduos do grupo IV em recipientes de cor vermelha. com excepodos materiais cortantes e perfurantes que devem ser acondicionados em recipientes, contentores, imperfurveis. 6.3 -Os contentores utilizados para armazenageme transporte dos resduos dos grupos III e IV devem ser facilmente manuseveis, resistentes,estanques. mantendo-se hermeticamente fechados. lavveis e desinfectveis. se forem de uso mltiplo. 7 -Cada unidade de sade deve ter um plano adequado sua dimenso, estrutura e Quantidade de resduos produzidos para a circulao destes. devendo o circuito ser definido segundo critrios de operacionaJidade e de menor risco para doentes. trabalhadores e pblico em geral. 8 -As condies de armazenamento devero ser as seguintes: 8.1 -Cada unidade de sadedeve ter um local 'de armazenamento especfico para os resduos dos grupos I e lI, separado dos resduos dos grupos I11e IV. que devero estar devidamente sinalizados. 8.2 -O local de armazenamento deve ser dimensionado em funo da periodicidade de recolha e ou da eliminao, devendo a sua capacidade mnima corresponder a trs dias de produo. 8.3 -Caso seja ultrapassado o prazo referido no nmero anterior e at um mximo de sete dias, dever ter condies de refrigerao. 8.4 -O local de armazenamento ter as condies estruturais e funcionais adequadas a acesso e limpeza fceis. 8.S -Sempre que se justifique, dever existir um plano especfico de emergncia. 9 -Os rgos de gesto de cada unidade de sade so responsveis: 9.1 -Por dar cumprimento ao determinado neste diploma;

9.2 -Pela sensibilizao e formao do pessoal em geral e daQueleafecto ao sector em particular. nomeadamentenos aspectos relacionados com a proteco individual e os correctos procedimentos; 9.3 -Por celebrar protocolos com outras unidades de sade ou recorrer a entidades devidamente licenciadas, Quandono dispuserem de capacidade de tratamento dos seus resduos; 9.4 -Por manter um registo actualizado dos resduos produzidos. devendo enviar Direco-Geral da Sade. at 31-1 de cada ano. relatrio referente produo dos mesmos no ano anterior. assim como a indicao do respectivo destino. 10 -Este despacho ser revisto sempre Que tal se imponha para salvaguardada sade pblica e ambienta! e os progressostecnolgicos e a avaliao econmica o justificarem. 1I -O presente despacho revoga o Desp. 16/~. de 11-7. publicado no OR. 2.', 192. de 21-8-90. e entra imediatamente em vigor. 5-7-96. -A Ministra da Sade. Maria de Belm Roseira Marfins Coelho Henriques de Pino.

3 -Condies de candidatura -podem concorrer os candidatos que satisfaam. cumulativamente, as seguintescondies: a) Sejam titulares do grau de bacharel; b) Possuam dois anos de experincia profissional em enferma, gem, comprovada por entidade idnea. 4 -Documentos a apresentar no acto da inscrio:

a) Requerimentodirigido direco da Escola Superior de Enfermagem da Guarda; b) Fotocpia do bilhete de identidade; c) Certido de habilitaes acadmica e profissional; d) Certido comprovativa da titularidade do grau de bacharel em Enfermagem; e) Certido comprovativa do tempo de exerccioefectivo na profisso e na categoria profissional; 1> Currculo acadmco. profissional e cientfico. S -A no apreStntao dos documentos exigidos no n.o 4, bem como as entregas fra de prazo, conduz rejeio liminar da candidatura. 6 -Critrios de seleco -encontram-se afixados no quadro de aviso da Escola. 7 -Prazos: Candidatura -durante o ms de Setembro; Seleco de candidatos e afIXao de resultados -14-10; Reclamaes -at 16-10; Matrcula e inscrio -at 30-10; Incio do curso -4-11. 30-7-96. -A Directora, Maria Adelaide Morgado Ferreiro.

Servio de Preveno e Tratamento da ToxicodependnciaAviso. -Devidamente homologada por despacho de 1-8-96 do presidente do conselho de administrao e nos termos do art. 38.0 do Dec.-Lei 437/91, de 8-11, publica-sea lista de classificao final do concurso externo geral de ingressopara enfenneiros do nvel I do quadro da Delegao Regional do Norte, abeno por aviso publicado no 8.0 supl. ao DR, 2.', 300, de 30-12-95: Valores 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 Antnio Manuel Quintas Vasconcelos Ana Paula Vieira Pereira Palmeira.. Maria Manuela Maia Teixeira Pinto.. Paula Gabriela Pereira Morei