desonera§£o da folha de pagamentos

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  • 1. Desonerao da folha de pagamentos reduo da carga tributria ou mera mudana da hiptese de incidncia Tcio Lacerda Gama Mestre e Doutor em Direito do Estado pela PUC-SP Professor de Direito Tributrio da PUC-SP e do IBET Advogado

2. Do que estamos falando? Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 3. Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama Breves consideraes sobre poltica fiscal Desonerar para onerar O governo optou por desonerar a folha de pagamentos, aumentando a demanda por trabalho e pressionando os salrios, isto , onerando a inflao. Por outro lado, a adoo de um imposto sobre o faturamento para amenizar o efeito da renncia fiscal sobre as contas pblicas onerou o investimento em mquinas e equipamentos, reduzindo o estoque de capital desejado das empresas. Incentiva-se o emprego, que j no precisava de incentivos, aumenta-se a inflao, que no precisa de presses adicionais, e prejudica-se o investimento do setor privado, que o governo quer tanto destravar. Valor Econmico 25/10/2013 4. Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama Breves consideraes sobre poltica fiscal O Brasil registrou pelo segundo ms seguido um dficit primrio, ou seja, as despesas do setor pblico consolidado que rene Unio, estados, municpios e empresas estatais foram maiores que as receitas em setembro. E o tamanho desse rombo surpreendeu: R$ 9 bilhes. O chefe do Departamento Econmico do BC, Tulio Maciel, explicou que o resultado fiscal do ms de setembro foi afetado por fatores pontuais como maior transferncia de recursos da Unio para estados e municpios, menos receita com dividendos e aumento dos gastos com a antecipao do 13 salrio para os aposentados e pensionistas do INSS. O Globo 31/10/2013 5. Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama Breves consideraes sobre poltica fiscal Receitas Tributrias da Unio (2013) COFINS : R$ 145.323.138.505 PIS/PASEP: R$ 38.263.044.749 CSLL: R$ 46.746.370.429 Contribuies previdencirias: R$ 268.759.950.839 Oramento da previdncia social (2013) R$ 344.396.401.675 Fonte: Senado Federal 6. Desonerao da folha de salrios Pleito dos contribuintes: Alto custo previdencirio para as empresas; Necessidade de reduo de custo tributrio para aumentar a produtividade e a competitividade das empresas brasileiras. Interesse da Unio: Necessidade de aumentar o nmero de empregos formais no pas; Incentivo indstria e setor de servios. Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 7. Desonerao da folha de salrios Contribuies previdencirias incidentes sobre a folha de salrios - 20% Contribuio incidente sobre a receita bruta - 2% Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 8. Desonerao da folha de salrios Lei n 12.546/11: Art. 7o At 31 de dezembro de 2014, contribuiro sobre o valor da receita bruta, excludas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, em substituio s contribuies previstas nos incisos I e III do art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, alquota de 2% (dois por cento): I - as empresas que prestam os servios referidos nos 4 e 5 do art. 14 da Lei n 11.744, de 17 de setembro de 2008; (empresas de informtica) II - as empresas do setor hoteleiro enquadradas na subclasse 5510-8/01 da Classificao Nacional de Atividades Econmicas - CNAE 2.0; III - as empresas de transporte rodovirio coletivo de passageiros, com itinerrio fixo, municipal, intermunicipal em regio metropolitana, intermunicipal, interestadual e internacional enquadradas nas classes 4921-3 e 4922-1 da CNAE 2.0.; IV - as empresas do setor de construo civil, enquadradas nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0; Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 9. Desonerao da folha de salrios Lei n 12.546/11: Art. 8o At 31 de dezembro de 2014, contribuiro sobre o valor da receita bruta, excludas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, alquota de 1% (um por cento), em substituio s contribuies previstas nos incisos I e III do art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, as empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi, aprovada pelo Decreto n 7.660, de 23 de dezembro de 2011, nos cdigos referidos no Anexo I. Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 10. Desonerao da folha de salrios Lei n 12.546/11: 1o O disposto no caput: I - aplica-se apenas em relao aos produtos industrializados pela empresa; II - no se aplica: a) a empresas que se dediquem a outras atividades, alm das previstas no caput, cuja receita bruta decorrente dessas outras atividades seja igual ou superior a 95% (noventa e cinco por cento) da receita bruta total; e b) aos fabricantes de automveis, comerciais leves (camionetas, picapes, utilitrios, vans e furges), caminhes e chassis com motor para caminhes, chassis com motor para nibus, caminhes-tratores, tratores agrcolas e colheitadeiras agrcolas autopropelidas. c) s empresas areas internacionais de bandeira estrangeira de pases que estabeleam, em regime de reciprocidade de tratamento, iseno tributria s receitas geradas por empresas areas brasileiras. Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 11. Quais as consequncias reais das medidas de desonerao de folha para os contribuintes? Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 12. Desonerao da folha de salrios Alquota maior e base menor Alquota menor e base maior Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 13. Consequncias das medidas de desonerao de folha A desonerao de folha de salrios foi proposta tanto para empresas de um mesmo setor, que regra geral, suportam impactos semelhantes, quanto para empresas que possuem atividade muito distinta, como os diferentes tipos de indstrias. Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 14. Consequncias das medidas de desonerao de folha Empresas cujos gastos com folha representam parte substancial dos custos: efetiva reduo de custos; Empresas que geram alto faturamento, mas no possuem folha de salrios muito grande: aumento dos custos; e Empresas que geram alto faturamento e possuem folha de salrios cara: no experimentaram reduo significativa de custos. Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 15. Contribuies previdencirias sobre folha Art. 195. A seguridade social ser financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos oramentos da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, e das seguintes contribuies sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salrios e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer ttulo, pessoa fsica que lhe preste servio, mesmo sem vnculo empregatcio; Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 16. Bases de clculo possveis Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama Salrios Demais rendimentos do trabalho Contribuies previdencirias sobre folha 17. Contribuies previdencirias sobre folha Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama Salrio: totalidade das percepes econmicas dos trabalhadores, qualquer que seja a forma ou meio de pagamento, que retribua o trabalho com habitualidade; Arts. 457 e 458 da CLT. Demais rendimentos do trabalho: Parcelas, de qualquer natureza, diretamente relacionadas com a contraprestao do trabalho. 18. Contribuies previdencirias sobre folha Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama Lei n 8.212/91: Art. 22. A contribuio a cargo da empresa, destinada Seguridade Social, alm do disposto no art. 23, de: I - vinte por cento sobre o total das remuneraes pagas, devidas ou creditadas a qualquer ttulo, durante o ms, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem servios, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos servios efetivamente prestados, quer pelo tempo disposio do empregador ou tomador de servios, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de conveno ou acordo coletivo de trabalho ou sentena normativa; III - vinte por cento sobre o total das remuneraes pagas ou creditadas a qualquer ttulo, no decorrer do ms, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem servios; 19. Excluso de parcelas que no podem compor a base de clculo das contribuies O que no for salrio ou rendimento o trabalho, no pode compor a base de clculo das contribuies previdencirias devidas pelo empregador. Destacam-se, ento, as seguintes parcelas: horas-extras e respectivo adicional auxlio-creche adicional de trabalho noturno adicional de insalubridade adicional de periculosidade dcimo terceiro salrio verbas recebidas em acordo trabalhista quebra de caixa ganhos eventuais abonos desvinculados do salrio aviso prvio indenizado auxlio-doena e auxlio-acidente salrio-maternidade frias gozadas e respectivo tero constitucional frias indenizadas e respectivo tero constitucional seguro de vida abono de frias abono nico previsto em conveno coletiva vale-transporte em pecnia 20. Principais decises no Poder Judicirio Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 21. Aviso prvio indenizado STJ: TRIBUTRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIO PREVIDENCIRIA. NO INCIDNCIA. AGRAVO NO PROVIDO. 1. No incide contribuio previdenciria sobre os primeiros 15 dias do pagamento de auxlio-doena e sobre o aviso prvio, ainda que indenizado, por configurarem verbas indenizatrias. Precedentes do STJ. (AgRg no AREsp 231.361/CE, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, DJe 04/02/2013) Tcio Lacerda Gama www.parasaber.com.br/taciolacerdagama 22. Tero de frias TRIBUTRIO. CONTRIBUIES PREVIDENCIRIAS. INCIDNCIA SOBRE TERO CONSTITUCIONAL DE FRIAS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO.

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