desonera§£o da folha de pagamento - receita .artur monteiro prado fernandes filipe...

Download Desonera§£o da Folha de Pagamento - Receita .Artur Monteiro Prado Fernandes Filipe Nogueira da

Post on 26-Jul-2018

215 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Desonerao da Folha de PagamentoEstimativa de Renncia e Metodologia de Clculo

  • SECRETRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Carlos Alberto Freitas Barreto

    CHEFE DO CENTRO DE ESTUDOS TRIBUTRIOS E ADUANEIROS Claudemir Rodrigues Malaquias

    COORDENADOR DE PREVISO E ANLISE Raimundo Eloi de Carvalho

    Desonerao da Folha de Pagamento Estimativa de Renncia e Metodologia de Clculo.

    Equipe Tcnica Alessandro Costa da Silva

    Antnio Cavalcante da Silva

    Artur Monteiro Prado Fernandes

    Filipe Nogueira da Gama

    Leonardo dos Santos Dantas

    Patrcia dos Reis Peixoto

    Wlademyr Morelatto

    autorizada a reproduo total ou parcial do contedo desta publicao desde que citada a fonte.

    Esplanada dos Ministrios, BL. P Edifcio Sede do Ministrio da Fazenda, 6 andar, sala 602 Braslia DF CEP - 70.048-900 Brasil Tel.: (061) 3412.2633 / 3412-2634

  • 1

    Introduo

    A alterao da legislao tributria incidente sobre a Folha de

    Pagamento (Desonerao da Folha) foi efetuada em agosto de 2011, por

    intermdio da Medida Provisria 540, de 02 de agosto de 2011, convertida na

    Lei n 12.546, de 14 de dezembro de 2011, e ampliada por alteraes

    posteriores (Lei n 12.715/2012, Lei n 12.794/2013 e Lei n 12.844/2013).

    Esta medida consiste na substituio da base de incidncia da

    contribuio previdenciria patronal sobre a folha de pagamentos, prevista nos

    incisos I e III do art. 22 da Lei n 8.212/1991, por uma incidncia sobre a receita

    bruta.

    A implementao da incidncia sobre a receita bruta se deu, em termos

    prticos, por meio da criao de um novo tributo, a Contribuio

    Previdenciria sobre a Receita Bruta (CPRB), que consiste na aplicao de

    uma alquota ad valorem, 1% ou 2%, a depender da atividade, do setor

    econmico (CNAE) e do produto fabricado (NCM), sobre a receita bruta

    mensal.

    A medida tem carter obrigatrio, e abrange os seguintes contribuintes:

    (i) que auferiram receita bruta decorrente do exerccio de determinadas

    atividades elencadas na Lei n 12.546/2011;

    (ii) que auferiram receita bruta decorrente da fabricao de

    determinados produtos listados por NCM na Lei n 12.546/2011;

    (iii) que esto enquadrados em determinados cdigos CNAE previstos

    na Lei n 12.546/2011.

    Os contribuintes que se encontram nas situaes (i) e (ii) descritas

    acima, que auferirem receitas decorrente de outras atividades e/ou de outros

    produtos no elencados na Lei n 12.546/2011, devero continuar a apurar a

    contribuio previdenciria patronal com base na folha de salrios, e realizar o

  • 2

    recolhimento proporcionalmente ao montante de sua receita total ( 1 do art.

    9).

    A obrigatoriedade de realizar a mensurao do impacto da Desonerao

    da Folha na receita previdenciria est prevista no inciso IV e 2 do art. 9 da

    Lei n 12.546/2011. Tal obrigao foi regulamentada pela Portaria Conjunta

    RFB/STN/INSS/MPS n 2, de 28 de Maro de 2013.

    Em cumprimento a essa obrigao, a Secretaria da Receita Federal do

    Brasil (RFB) estima e divulga, mensalmente, o impacto fiscal da Desonerao

    da Folha, bem como informaes adicionais sobre o nmero de contribuintes

    abrangidos e o nmero de vnculos, e a discriminao por setor econmico.

    Clculo

    A metodologia de clculo consiste em uma microssimulao, realizada

    para cada contribuinte, utilizando-se como fontes de informao os valores

    declarados na Guia de Recolhimento do FGTS e Informaes Previdncia

    Social (GFIP), Documento de Arrecadao de Receitas Federais (DARF) e

    Guia da Previdncia Social (GPS).

    O valor do impacto fiscal da desonerao da folha igual a diferena

    entre o valor da contribuio que a empresa recolheria se no estivesse sujeita

    Desonerao da Folha, e o valor da contribuio previdenciria efetivamente

    arrecadado, conforme o previsto na Lei n 12.546 de 2011.

    Os clculos so realizados para cada ms, e abrangem os contribuintes

    que, naquele ms, realizaram algum pagamento de contribuio patronal sobre

    receita bruta (CPRB).

    A metodologia de clculo leva em considerao o efeito do disposto no

    1 do art. 9 da Lei n 12.546/2011, qual seja, a parcela da contribuio

    previdenciria patronal que permaneceu sobre a folha de salrios.

  • 3

    O grfico abaixo ilustra a composio da contribuio previdenciria

    sobre perspectiva da tributao normal e sobre a desonerao da folha.

    Para fins de apresentao da metodologia, os clculos foram divididos

    em 4 etapas, discriminadas a seguir:

    1 Etapa Identificao dos Contribuintes Sujeitos Desonerao da

    Folha;

    2 Etapa Extrao das Informaes;

    3 Etapa Clculo da Contribuio Previdenciria Terica;

    4 Etapa Clculo da Renncia.

  • 4

    1 Etapa - Identificao dos Contribuintes Sujeitos Desonerao da

    Folha

    A primeira etapa consiste na identificao do conjunto de contribuintes

    que, no ms de referncia do clculo, esteve sujeito Desonerao da Folha.

    Para isso, utilizou-se a premissa de que esse conjunto seria igual ao conjunto

    de contribuintes que realizou algum pagamento de contribuio previdenciria

    sobre a receita bruta (CPRB).

    Existem dois cdigos de arrecadao especficos para o pagamento por

    meio de DARF da CPRB, que so: 2985 - Contribuio Previdenciria Sobre

    Receita Bruta - Art. 7 da Lei 12.546/2011; e 2991 - Contribuio Previdenciria

    Sobre Receita Bruta - Art. 8 da Lei 12.546/2011.

    Assim, os contribuintes sujeitos Desonerao da Folha, no ms de

    referncia do clculo, foram os que, nesse mesmo perodo, realizaram o

    pagamento de algum DARF nos cdigos 2985 ou 2991.

    2 Etapa Extrao das Informaes

    Nesta etapa, com a utilizao do nmero do Cadastro Nacional da

    Pessoa Jurdica CNPJ dos contribuintes identificados na etapa anterior, so

    extrados os seguintes valores das bases de dados:

    - Valor recolhido em DARF (em reais) no ms do clculo, resultado da

    aplicao da alquota de 1% ou 2%, a depender da atividade econmica e do

    NCM do produto vendido, sobre a base de clculo da CPRB;

    - Valor recolhido em GPS (em reais) no ms do clculo, referente a

    Contribuio Previdenciria Cota do Segurado (8, 9 ou 11%), RAT (1 a 3%) e

    parcela da Cota Patronal que permaneceu sobre folha (20%);

    - Valor da massa salarial declarada em GFIP (em reais), soma dos

    valores pagos pela empresa aos trabalhadores referente ao ms anterior ao

    clculo do impacto da renncia;

  • 5

    - Nmero de vnculos com trabalhadores da empresa no ms anterior,

    correspondente massa salarial;

    - Cdigo CNAE do estabelecimento principal do contribuinte;

    - Unidade da Federao do estabelecimento principal do contribuinte.

    Os pagamentos de DARF e GPS, a ttulo de contribuio previdenciria,

    so realizados at o dia 20 de cada ms, e referem-se aos fatos geradores do

    ms anterior. Por essa razo, utilizamos a massa salarial e o nmero de

    vnculos do ms anterior ao de referncia do clculo.

    3 Etapa Clculo da Contribuio Previdenciria Terica

    A Contribuio Previdenciria Terica uma estimativa do quanto o

    contribuinte recolheria em GPS, a ttulo de Contribuio Previdenciria Cota do

    Segurado (8, 9 ou 11%), RAT (1 a 3%) e a Cota Patronal sobre o total da folha

    (20%), caso no estivesse sujeito Desonerao da Folha. Essa contribuio

    terica calculada com base no percentual histrico (1) mdio, do ano de 2011,

    da razo entre o valor pago em GPS dividido pelo valor total da massa salarial

    do grupo de empresas identificado na primeira etapa. A partir dessa razo

    criado um ndice (i):

    Sendo que:

    i = ndice terico da carga fiscal previdenciria caso o contribuinte no

    estivesse sujeito Desonerao da Folha.

  • 6

    GPS = valor total pago em GPS no ano de 2011.

    M = valor total da massa salarial declarado em GFIP em 2011.

    gs = valor pago em GPS referente a parte dos segurados.

    gp = valor pago em GPS referente a parte patronal.

    r = valor pago em GPS referente ao RAT.

    O ndice i aplicado massa salarial do ms anterior ao ms da apurao

    resultar na Contribuio Previdenciria Terica que deveria ser recolhida caso

    o contribuinte no estivesse sujeito Desonerao da Folha.

    Cpt = Contribuio Previdenciria terica.

    m = valor total da massa salarial declarado em GFIP no ms anterior ao do

    clculo.

    i = ndice terico da carga fiscal previdenciria caso o contribuinte no

    estivesse sujeito Desonerao da Folha.

    4 Etapa Clculo da Renncia.

    As disposies normativas sobre o clculo da renuncia fiscal da

    Desonerao da Folha, resultante da substituio da Contribuio

    Previdenciria sobre a folha de pagamento pela CPRB, esto dispostas na

    Portaria Conjunta STN/RGB/INSS/MPS n 2, de 28 de maro de 2013. Em

    obedincia a citada Portaria, a renncia previdenciria calculada como a

    diferena entre o valor da contribuio previdenciria sobre a folha de

    pagamento que deveria ser recolhido caso no houvesse desonerao

    (deduzidos os pagamentos em GPS que continuam obrigatrios) e o valor da

    contribuio previdenciria sobre o faturamento efetivamente recolhido por

    meio de DARF.

    Dessa maneira temos:

  • 7

    D = valor da desonerao de cada contribuinte (em reais)

    Cpt = Contribuio Previdenciria terica (em reais)

    g = valor pago em GPS (em reais)

    d = valor da CPRB, recolhido em DARF (em reais)

    Logo, a Renncia total calcul