desenvolvimento cognitivo: piaget

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  • 1. Desenvolvimento cognitivo segundo Piaget
  • 2. A teoria de Jean Piaget explica como o indivduo, desde o seu nascimento, constri o conhecimento. Onde o desenvolvimento cognitivo procede por estgios. Todas as pessoas, portanto, desde que tenham um desenvolvimento normal, passam por estas fases na mesma ordem, com possveis variaes das idades. Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo um processo de sucessivas mudanas qualitativas e quantitativas das estruturas mentais (esquema). A construo do conhecimento ocorre quando acontecem aes que provocam o desequilbrio no esquema, necessitando dos processos de assimilao e acomodao para a construo de novos esquemas e alcance do equilbrio. qualitativo - que se refere a qualidade, a natureza dos objetos. quantitativo - que diz respeito a quantidade. 2
  • 3. O Processo de Equilibrao: O organismo em busca do pensamento "Como os homens constroem o conhecimento? Como se d o processo de elaborao das ideias? Como a elaborao do conhecimento influencia a adaptao realidade? explicado segundo o pressuposto de que existe uma conjuntura de relaes interdependentes entre o sujeito conhecedor e o objeto a conhecer. Esses fatores que so complementares envolvem mecanismos bastante complexos e intrincados que englobam o entrelaamento de fatores que so complementares, tais como: o processo de maturao do organismo, a experincia com objetos, a vivncia social e, sobretudo, a equilibrao do organismo ao meio. 3
  • 4. Processo de Equilibrao O conceito de equilibrao torna-se especialmente marcante na teoria de Piaget, pois ele representa o fundamento que explica todo o processo do desenvolvimento humano. Trata-se de um fenmeno que tem, em sua essncia, um carter universal, j que de igual ocorrncia para todos os indivduos da espcie humana mas que pode sofrer variaes em funo de contedos culturais do meio em que o indivduo est inserido. Nessa linha de raciocnio, o trabalho de Piaget leva em conta a atuao de 2 elementos bsicos ao desenvolvimento humano: os fatores invariantes e os fatores variantes. 4
  • 5. Invariante Variante Piaget postula que, ao nascer, o indivduo recebe como herana uma srie de estruturas biolgicas sensoriais e neurolgicas - que permanecem constantes ao longo da sua vida. So essas estruturas biolgicas que iro predispor o surgimento de certas estruturas mentais. Considera-se que o indivduo carrega consigo duas marcas inatas que so a tendncia natural organizao e adaptao. So representados pelo conceito de esquema que constitui a unidade bsica de pensamento e ao estrutural, sendo um elemento que se transforma no processo de interao com o meio, visando adaptao do indivduo ao real que o circunda. Com isso, a teoria psicogentica deixa mostra que a inteligncia no herdada, mas sim que ela construda no processo interativo entre o homem e o meio ambiente (fsico e social) em que ele estiver inserido. 5
  • 6. Organizao: medida que aumenta a maturao da criana, elas organizam padres fsicos ou esquemas mentais em sistemas mais complexos. Adaptao: capacidade de adaptar as suas estruturas mentais ou comportamento para se adaptar s exigncias do meio. Essa busca do organismo por novas formas de adaptao envolvem dois mecanismos: a assimilao e a acomodao. Assimilao: consiste na tentativa do indivduo em solucionar uma determinada situao a partir da estrutura cognitiva que ele possui naquele momento especfico da sua existncia. Exemplo: a criana que tem a ideia mental de uma ave como animal voador, com penas e asas, ao observar um avestruz vai tentar assimil-lo a um esquema que no corresponde totalmente ao conhecido. Acomodao: se refere a modificaes dos sistemas de assimilao por influncia do mundo externo. Assim, depois de aprender que um avestruz no voa, a criana vai adaptar seu conceito geral de ave para incluir as que no voam. 6
  • 7. SUJEITO OBJETO DE CONHECIMENTO SUJEITO OBJETO DE CONHECIMENTO ACOMODAO ASSIMILAO O SUJEITO AGE E SE APROPRIA DO OBJETO PARA ATENDER AS SUAS NECESSIDADES BIOLGICAS, PSICOLGICAS E SOCIAIS. ADAPTAO MODIFICAO DOS ESQUEMAS DO SUJEITO EM FUNO DO OBJETO QUE EST TENTANDO ASSIMILAR. EQUILIBRAO EQUILBRIO ENTRE ASSIMILAO E ACOMODAO 7
  • 8. Os Estgios do Desenvolvimento Cognitivo Sensriomotor (0-2 anos) Properatrio (2-7 anos) Operatrio concreto Operatrio formal (7-11 anos) (12 em diante) 8
  • 9. Sensrio-motor (0-2 anos) A partir de reflexos neurolgicos bsicos, o beb comea a construir esquemas de ao para assimilar mentalmente o meio. A inteligncia prtica. As noes de espao e tempo so construdas pela ao. O contato com o meio direto e imediato, sem representao ou pensamento. Exemplos: a explorao manual e visual do ambiente; a experincia obtida com aes, a imitao; a inteligncia prtica (atravs de aes); aes como agarrar, sugar, atirar, bater e chutar; a coordenao das aes proporciona o surgimento do pensamento; a centralizao no prprio corpo; a noo de permanncia do objeto; 9
  • 10. Pr-operatrio (2-7 anos) Tambm chamado de estgio da Inteligncia Simblica . Caracteriza-se pela interiorizao de esquemas de ao construdos no estgio anterior (sensrio-motor). egocntrica, centrada em si mesma, e no consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro. No aceita a ideia do acaso e tudo deve ter uma explicao ( fase dos "por qus"). J pode agir por simulao, "como se". Possui percepo global sem discriminar detalhes. Deixa se levar pela aparncia sem relacionar fatos. Exemplos: Mostra-se para a criana, duas bolinhas de massa iguais e d-se a uma delas a forma de salsicha. A criana nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas so diferentes. No relaciona as situaes. 10
  • 11. A criana desenvolve noes de tempo, espao, velocidade, ordem, casualidade, ..., j sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. No se limita a uma representao imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar abstrao. Desenvolve a capacidade de representar uma ao no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformao observada (reversibilidade). Operatrio Concreto (7-11anos) Exemplos: despeja-se a gua de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criana diga se as quantidades continuam iguais. A resposta afirmativa uma vez que a criana j diferencia aspectos e capaz de "refazer" a ao. 11
  • 12. Operatrio Formal (12 em diante) A representao agora permite a abstrao total. A criana no se limita mais a representao imediata nem somente s relaes previamente existentes, mas capaz de pensar em todas as relaes possveis logicamente buscando solues a partir de hipteses e no apenas pela observao da realidade. Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criana alcanam seu nvel mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocnio lgico a todas as classes de problemas. Exemplos: Se lhe pedem para analisar um provrbio como "de gro em gro, a galinha enche o papo", a criana trabalha com a lgica da ideia (metfora) e no com a imagem de uma galinha comendo gros. 12
  • 13. As propostas de Piaget na Educao: O conhecimento real e concreto construdo atravs de experincias. Aprender uma interpretao pessoal do mundo, ou seja, uma atividade individualizada, um processo ativo no qual o significado desenvolvido com base em experincias. O papel do professor ento aquele de criar situaes compatveis com o nvel de desenvolvimento cognitivo do aluno, em atividades que possam desafia-los. O professor deve provocar o desequilbrio na mente do aluno para que ele, buscando ento o reequilbrio, tenha a oportunidade de agir e interagir. O professor deve propor atividades que possibilitem ao aluno a busca pessoal de informaes, a proposio de solues, o confronto com as de seus colegas, a defesa destas e a permanente discusso. O conhecimento construdo por informaes advindas da interao com o ambiente, tocando esta teoria com aquela proposta por Vygotsky, na medida em que o conhecimento no concebido apenas como sendo descoberto espontaneamente, nem transmitido de forma mecnica pelo meio exterior. 13
  • 14.