desenho técnico

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  • 5/11/2018 desenho t cnico

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    RElACAO FORMA-FUN9AO

    u ADE 3REPRESENTAQAO TECNI

    IilINTRODUQAO

    Desde tempos recuados que 0 ho rtruiu os seus temples e patacio .De inlcio. procurou resolver 0 prohlno pr6prio local sem recorrer b r prusuru 9desenhada.Com 0 aparecirnento des elv III If 0 , I IIavc lufdas, as suas eonstruodes pU ,Uri I I Irea lizadas median te ' u rn es t~ tlo dnl I I) (IModernamente , nada se faz s m lin pineamento e laborado segundo a' ndes a satisfazer.

    0'; 0 central ou conica:c9 0 paralela ou cilrndrica.Q do escala ern que estao execu-',d . rhos, a representacao de cor-

    , \ J I na~ao das cotas sao tambemnu r II i utlill das na representacso tecnica, ,, ' tuiudo urna linguagem universal para aIr J u , I t il PUv a executar.

    ..

    , .~

    42

    R EP RE SE NT A< ;A O T EC NI CA D E F O RM A S- Un ld . 3

    I:XPlANACAOROGRAMATICA

    1. A falta deplaneamento urbenistico e os 10 -eais de construciio escolhidos srbitrsriementeda~, norma/mente. fugar a tormeciio de oovoe-90es desorganizadas:

    Se repararmos em certas construcoes, de-duzimos que elas devem ter sido fei tas semobedecer a um estudo antecipado (proiecto).Osproblemas que fcram surgindo eram resolvi-dos conforme ascircunstancias do momentae no propr io local, 0 que nem sempre e faoll.a mesmo se podera observar na formacaode certas cidades ou povoacoes queforarn cres-cendo desordenadamente, f ig. 1, sem obede-cerern a um plano previo (planode urbanizacao),Desde ha ssculos que e utilizada a represen-

    t898:0 desenhada para a construcao de certosediffcios e cidades, A ausencia de programa-cao. nos casos apontados, foi dev ida cer ta -mente ao desconhec imento dos processostecnicos de representacao par parte dos seusrealizadores. Mas tarnbern pode ter s ide cau-sada pelo deficiente funcionamento das estru-turas legais, as quais cabe discipl inar a orga-niza9ao dosespacos construtivos e procedera uma f isca lizacso ef icaz, que evi te a cons -t rucao c landes tina e desordenada, f ig. 2 .

    2. A falta de ptenesmento e 0deficiente fun-cionamento das estruturas legals podem tam-bem dar Jugar ao apareeimento de construer;:oes clendestines,

    Pode dizer-se que, modernamente, nada sefaz sem urn planeamento do que se pretenderealizar, desde os utensfl ios mais pequenosate aos barcos ou avioes , desde as casas ascidades.Nos projectos, recorre-se a representacaotaeniea das formas por .seresta a melhor rna-

    neira de interpretar 0 que se quer construir ,desde 0 conjunto aos rnais pequencs porrne-nares.Assim, as representacoes sub ject ivas dodesenho artls tico, outrora usadas, sao subs-titufdas por uma rspresentacao objectiva que

    segue normas e regras estabelecidas interna-cionalmente.Isto parmlte que em todas as act iv idadesccnstrutivas se uti lize urn tipo dedesenho es-tritarnente tecnico que, devido as suas regras,pode ser interp retado por qua lquer pessoa

    ,_ mesmo falando uma l ingua d iferente.43

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    " " " . . , . . . . ' ' ' '' ', , ', I ' ' '~ " ' mcososo2.2. OE SEN HO R IGOROSOa desenho de observacao, que acabaste de estudar epraticar, permite representar 0 que observas e imagi-nas c om c ri ati vi dade e exp ressao. N o ent an to , porvezes. 0 rigor tarnbern e nacsssario.o pro jecto de um arqui tecto. por exemplo . obedece amedidas r igorosas ; caso contra r io . 0 const ru tor naosabera asdirnensoes dosespacos.Qualquer objecto au utensi lio que uti lizes no teu die-a--dia, para que seja produzido industrialmente, precisede um pro jecto com ind icacdes e medidas r iqorosas .Alguns espacosdesportivos. par exempLo ascampos defutebol, basqueteboL, as piscinas. au 0 pavilhao da tuaescola sao div ididos de uma forma riqorosa, com traca-dos geometr icos , para que ' possam funcionar de ummodo organizado.

    Toda a inlor rnacao necessaria para a reprasentacaocom rigor e apresenlada nas paqinas seguintesdesteteu manual: geometr ia no p lano, geometr ia noespacoe rapresentacao tecnica . Deves consutt a- ta sempreque necessites ou teseja sugerido.

    o r i go r d o desenho g e om e tr ic o f az p ar te d a nossa organ izas iio social,

    G EO M ET R IA N O P LA NO

    A geometria no plano refere-se a todas asconstrucoesqeornetricas feitas no espace bidimensional- 0 plano.Ponto e a unidade mais pequena quese conhece. a par-t ir da qual tudo seconstroi. Um ponto def ine-se rigoro-s amente pel a in te rs ecc ao ou c ru zament o de duasl inhas. sejam elas rec tas ou curvas, e representa-sepor uma letra rnaiuscula.

    L inha sao va ri es pon te s l ig ados num p lano e numadirnensao. Uma l inha pode ser recta, curva, continua.quebrada, aberta oufechada. Urna l inha def ine-se rigo-rosamente por dois pontes unidos par um t race.

    ~ B

    Recta e uma l inha sem princ ip ia nem f im que sedefinepor urn t race d ire i to e que serepresenta por urna let rarninuscula,

    Segmento de rec ta e uma l lnha d irei ta com princ ip io erim. que se represents por duas tet ras rnaiuscutas,

    AI------------lB

    A posi~ao das rectas no espaco def ine a sua orientacaoou djrec~ao: horizontal, vertical e obl iqua.

    a

    b

    R E P RE S E NT A i; A O E E X P R ES S AO O E S EN H OR I G O RO SO GEO t -l ETR IA NOPLANO

    A pos icao relat ive de duas rec tas def ine a relacso queexiste entre eLas.Recta s paral el as s ao rec la s que man te rn semp re amesma distanc ia entre s ie nunca secruzam.Rec tas concorrentes. sao rec tas que se c ruzam nurnponto.Rec tas perpend iculares sao rec tas concorrentes queformam ent re s iangu los de900 ou angLllos rectos.

    ~~de

    Di vls ao de u rn segmen to de rec ta em 2 par te s i guai slnocao de mediatrizlF az cent ro nopon to A e nopon to S e com abe rt ur a docompasso superior a metade deAB descreve dois arcosque, ao 58 intersectarem. determinam 05 pontos poronde passa arecta m.Chama-se media tr iz a esta rec taporque divide 0 segmento Aa em duas par tes iguais:AM e igual a MB. I~----~~M----~B

    a D iv isao de urn segmento derecta em 4 par tes iguaisDetermine amediatriz deAB. Emsequida, fazendo cen-tro nos pontos A e C. e com aber tura do compassosuperior a metade deAC. descreve dols arcos que aoseintersectarern determinam ospontos por onde passa amediatriz do seqrnento, de recta AC. Repet indo 0 pro-cesso para 0 s egmento ca . a s egmento de rect a ASricara div idido em quatro partes iguais.

    (

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    lACAO FORMA-FUNC;A .O

    1 0D O S D E R EP R ES E NT AC ;A o

    Nas lnterpretacoes do real (fot09rafia, de-l nho de observacao, erc.) os objectos apa-rt cern representados como a observador asV , lsto e , numa visao globa' e com deforma-r ; : O Q S aparentes, segundo as pcslcoes do ob-Iicto e do observador, f ig. 3.Aeconheceu-se, oorern, que esta represen-r ,l ia nern sempre permitia compreender de-rrnlnadas partes do objecto representado, a

    qlJe impedia a sua realiza

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    A S ! f . f ,t RElA9AO FORMAFUNQAo

    Em resumo:

    A PROJEC

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    ~1 RElAC;Ao FORMA-FUN9AO

    Projecc ;:oes ortogonais num pi no

    Secolocarmos no espaco, nas pos!Qc5o','"d icadas nas figuras em baixo, urn cIrellI . .mcilindro e uma esfera e determinarmo .10 t 1 1 I Iorojeccoes num plano vertical, f iga. l? Iver if icamos que as proj~c93es obt '" niguais-neste ease. clrcuntsrenolas, r {Ia 17.

    o51 2, 1 3 e 14. Projec9ao, num 56 plano, de umctrcuio, cilindro e esters.48

    D (lui S9 conc lu l que, em alguns casos , seIlill(,prmos u rn s6 p lano de pro ieccao, na~ f i-e mo sUl!olen ternente informados acerca daclltlflUlIrlll(i:io de certos modelos.Como resolver 0 problema?ontlnuernos na pag ina segu in te e obser-v rn-uc S respectivas fiquras,

    o6 o715, 16e 17. As projeceoes do clrculo, c il in-dro e esfera sao todas iguais (circunferencias).

    14

    REPRESENTAGAO TECN ICA DE F OR MA S-U nid. 3

    Projec~oes ortogona is am dois p lanas

    Como verificarnos no examplo anter ior, ums6 plano de projeccao nem sempre traduz ca-pazmente 0 modelo que se pre tende repre-sentar.Par isso , para def in ir conven ientemente aforma de certos model os, usam-se, geral-mente , dois pianos de projeccao . .Corn e fe ito, se observarmos as f iguras 18a 20, ver if icamos, que 0emprego de mais umplano (nes te caso . um plano horizon ta l) nosperrnite dis tinguir cada um dos modelos pro-jectados.Estes planes (vert ical e hor izontal} , que sao

    perpendiculares entre s i, intersectam-se se-gundo uma l lnha que se des igna por l inha deterra.Como jf! dissemos anter iormente, para de-terminarmos as projeccoes num planar temosque considerar ~ existencia dum observador

    s ituado no centro de proieccsc. No case dasprojecc;:6es com dais planes, este observadordes locar-se-a do seu ponto de v ia ta .Assirn, para obter a projecc;ao vertical. 0 ob-servador tera que ver 0 modelo defrente, f igs.

    18 a 20.Para obter a projecc;:ao horizontal. ten~ quever 0modele de cima para baixo, f igs. 18a 20.Desta maneira, obtemos as projecc;:c'5eser-

    tica I e horizo ntal, figs. 21 a 23. A represen-tacao no plano vertical Iproieecao vertical) ,em desenho de rnaquinas. chama-sa vista defrente; em desenho de const rucao c ivi l, cha-rna-sa alcado.

    A representacao no plano hor izontal (pro-ieccao hor izontal) em desenho de maqutnaschama-se vista de cima; em desenho de cons-trucao civ il chama-se planta.

    21

    1 8, 19 e 20. Ctrcuto, cilindro e esters no 'es-oeco e suas proieccties (vertical e horizontal).E.V-2-a~-4

    ,.22

    21, 22 e 23. Projecr;oes, vertical e horizon-ta l, do c lrcuto , ci lindro e esfera .

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    R EP RE SE NT AI t; 'O E E XP R S$ .l .O D ES EN HO R IG OR OS O G