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DIREITO CONSTITUCIONAL 626 QUESTES GABARITADAS CESPE NVEL SUPERIOR 2009/2010/2011.Professora Denise Vargas

WWW.PROFESSORADENISEVARGAS.COM.BR DENISEVARGASDF@GMAIL.COM TWITTER: @DENISEVARGASDF Livro: Manual de Direito Constitucional. Ed. Revista dos Tribunais. Autora: Denise Vargas.

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ndice: 1. Conceito e Classificao das Constituies.................................................03; 2. Poder Constituinte........................................................................................07; 3. Aplicabilidade das Normas Constitucionais..................................................10; 4. Interpretao e Hermenutica Constitucionais.............................................14; 5. Direitos e Garantias Fundamentais..............................................................16; 6. Dos Direitos Sociais......................................................................................23; 7. Da Nacionalidade..........................................................................................24; 8. Dos Direitos Polticos e Partidos Polticos....................................................25; 9. Da Organizao do Estado...........................................................................27; 10. Repartio de Competncias......................................................................32; 11. Dos Territrios............................................................................................38; 12. Da Interveno............................................................................................39; 13. Remdios Constitucionais..........................................................................42; 14. Controle de Constitucionalidade.................................................................45; 15. Poder Legislativo........................................................................................56; 16. Do Processo Legislativo.............................................................................60; 17. Poder Executivo..........................................................................................66; 18. Poder Judicirio..........................................................................................70; 19. Das Funes Essenciais Justia.............................................................75; 20. Da Defesa do Estado e das Instituies Democrticas..............................78;2

21. Da Tributao e Oramento........................................................................81; 22. Da Ordem Econmica e Financeira............................................................84; 23. Da Ordem Social........................................................................................ 86; 24. Bibliografia..................................................................................................89;

CONCEITO E CLASSIFICAO DAS CONSTITUIES

1.(AGU/PROCURADOR/2010)Segundo a doutrina, quanto ao critrio ontolgico, que busca identificar a correspondncia entre a realidade poltica do Estado e o texto constitucional, possvel classificar as constituies em normativas, nominalistas e semnticas.

2.(BACEN/PROCURADOR/2009)De acordo com a doutrina, constituio semntica aquela cuja interpretao depende do exame de seu contedo significativo, sob o ponto de vista sociolgico, ideolgico e metodolgico, de forma a viabilizar maior aplicabilidade poltico-normativo-social de seu texto.

3.(EMBASA/ADVOGADO/2009)A Constituio da Repblica Federativa do Brasil de 1988 (CF) no pode ser classificada como uma constituio popular, uma vez que se originou de um rgo constituinte composto de representantes do povo, e no da aprovao dos cidados mediante referendo.

4.(INCA/ADVOGADO/2010)Para Carl Schmitt, a constituio de um Estado deveria ser a soma dos fatores reais de poder que regem a sociedade. Caso isso no ocorra, ele a considera como ilegtima, uma simples folha de papel.

5.(MPE-RN/PROMOTOR/2009)A Carta outorgada em 10 de novembro de 1937 exemplo de texto constitucional colocado a servio do detentor do poder, para seu uso pessoal. a mscara do poder. uma Constituio que perde normatividade, salvo nas passagens em que confere atribuies ao titular do poder. Numerosos preceitos da Carta de 1937 permaneceram no domnio do puro nominalismo, sem qualquer aplicao e efetividade no mundo das normas jurdicas.Raul Machado Horta. Direito constitucional. 2.a ed. Belo Horizonte: Del Rey, 1999, p. 54-5 (com adaptaes). Considerando a classificao ontolgica das constituies, assinale a opo que apresenta a categoria que se aplica Constituio de 1937, conforme a descrio acima.3

A) constituio semntica B) constituio dogmtica C) constituio formal D) constituio outorgada E) constituio ortodoxa

6.(MPE-RO/PROMOTOR/2010)Para a teoria da fora normativa da constituio desenvolvida, principalmente, pelo jurista alemo Konrad Hesse , a constituio tem fora ativa para alterar a realidade, sendo relevante a reflexo dos valores essenciais da comunidade poltica submetida.

7.(MPE-RO/PROMOTOR/2010)De acordo com a classificao quanto extenso, no Brasil, a Constituio de 1988 sinttica, pois constitucionaliza aspectos alm do ncleo duro das constituies, estabelecendo matrias que poderiam ser tratadas mediante legislao infraconstitucional.

8.(MPE-RO/PROMOTOR/2010)As constituies denominadas rgidas so aquelas que no admitem alterao e que, por isso mesmo, so consideradas permanentes.

9.(MPE-RO/PROMOTOR/2010)Para o jurista alemo Peter Hrbele, a constituio de um pas consiste na soma dos fatores reais de poder que regulamentam a vida nessa sociedade.

10.(MPE-RO/PROMOTOR/2010)O legado de Carl Schmitt, considerado expoente da acepo jurdica da constituio, consistiu na afirmao de que h, nesse conceito, um plano lgico-jurdico, em que estaria situada a norma hipottica fundamental, e um plano jurdicopositivo, ou seja, a norma positivada.

11.(TRE-MT/ANALISTA JUDICIRIO/2009)Quanto sua mutabilidade, a CF pode ser classificada como semirrgida, uma vez que no pode ser alterada com a mesma simplicidade com que se modifica uma lei.

12.(TRE-MT/ANALISTA JUDICIRIO/2009)A CF um exemplo de constituio outorgada, visto que foi elaborada por representantes legtimos do povo.

13.(TRE-MT/ANALISTA JUDICIRIO/2009)Segundo a classificao ontolgica de Karl Loewenstein, as constituies podem ser divididas em normativas, nominais ou semnticas, conforme o grau de correspondncia entre a pretenso normativa dos seus preceitos e a realidade do processo de poder.4

14.(TRE-MT/ANALISTA JUDICIRIO/2009)Quanto ideologia, a CF classificada pela doutrina como ortodoxa.

15.(TRE-MT/ANALISTA JUDICIRIO/2009)A CF foi elaborada sob influxo dos costumes e transformaes sociais. Sua confeco fruto da evoluo histrica das tradies do provo brasileiro, sendo, por isso, classificada como uma constituio histrica. 16.(TRF 1a REGIAO/JUIZ/2009)Segundo a doutrina, os elementos orgnicos da constituio so aqueles que limitam a ao dos poderes estatais, estabelecem as balizas do estado de direito e consubstanciam o rol dos direitos fundamentais. 17.(TRF 1a REGIAO/JUIZ/2009)No sentido sociolgico, a constituio seria distinta da lei constitucional, pois refletiria a deciso poltica fundamental do titular do poder constituinte, quanto estrutura e aos rgos do Estado, aos direitos individuais e atuao democrtica, enquanto leis constitucionais seriam todos os demais preceitos inseridos no documento, destitudos de deciso poltica fundamental. 18.(TRF 1a REGIAO/JUIZ/2009)Na acepo formal, ter natureza constitucional a norma que tenha sido introduzida na lei maior por meio de procedimento mais dificultoso do que o estabelecido para as normas infraconstitucionais, desde que seu contedo se refira a regras estruturais do Estado e seus fundamentos. 19.(TRF 1a REGIAO/JUIZ/2009)Considerando o contedo ideolgico das constituies, a vigente Constituio brasileira classificada como liberal ou negativa. 20.(TRF 1a REGIAO/JUIZ/2009)Quanto correspondncia com a realidade, ou critrio ontolgico, o processo de poder, nas constituies normativas, encontra-se de tal modo disciplinado que as relaes polticas e os agentes do poder se subordinam s determinaes de seu contedo e do seu controle procedimental. 21.(TRF 5a REGIAO/JUIZ/2009)De acordo com o princpio da fora normativa da constituio, defendida por Konrad Hesse, as normas jurdicas e a realidade devem ser consideradas em seu condicionamento recproco. A norma constitucional no tem existncia autnoma em face da realidade. Para ser aplicvel, a CF deve ser conexa realidade jurdica, social e poltica, no5

sendo apenas determinada pela realidade social, mas determinante em relao a ela. 22.(TRF 5a REGIAO/JUIZ/2009)Segundo Kelsen, a CF no passa de uma folha de papel, pois a CF real seria o somatrio dos fatores reais do poder. Dessa forma, alterando-se essas foras, a CF no teria mais legitimidade. 23.(TRF 5a REGIAO/JUIZ/2009)Segundo Pedro Lenza, os elementos limitativos da CF esto consubstanciados nas normas constitucionais destinadas a assegurar a soluo de conflitos constitucionais, a defesa da Constituio, do Estado e das instituies democrticas. 24.(TRF 5a REGIAO/JUIZ/2009)Constituio rgida aquela que no pode ser alterada. 25.(TRT 21a REGIAO-RN/ANALISTA JUDICIRIO/2010)A Repblica Federativa do Brasil rege se, nas suas relaes internacionais, entre outros, pelos princpios dos direitos humanos, da autodeterminao dos povos, da igualdade entre os Estados, da defesa da paz, da soluo pacfica dos conflitos, do repdio ao terrorismo e ao racismo, da cooperao entre os povos para o progresso da humanidade, do duplo grau de jurisdio, da concesso de asilo poltico e da independncia funcional.

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PODER CONSTITUINTE

26.(ABIN/ADVOGADO/2010)A reviso constitucional realizada em 1993, prevista no ADCT, considerada norma constitucional de eficcia exaurida e de aplicabilidade esgotada, no estando sujeita i