Demonstrao de Fluxo de Caixa

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Demonstrao de Fluxo de Caixa. Um bom trabalho para quem procura conhecer um pouco mais sobre esta demonstrao que agora obrigatoria no Brasil atravs do CPC - 03.Este artigo foi publicado no Boletim do CRC-SP n169 fev/abr

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Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaUMA ABORDAGEM SIGNIFICATIVA DA DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXAAutores: Leandro Amaral de Lavor Leonardo Sales de SouzaOrientador: Roselaine ReizCurrculo dos Autores: Leandro Amaral de Lavor, 25 anos, estudante de Cincias Contbeis do UNASP Centro Universitrio Adventista de So Paulo (Campus So Paulo) cursando o 6 semestre. Leonardo Sales de Souza, 21 anos, estudante de Cincias Contbeis do UNASP Centro Universitrio Adventista de So Paulo (Campus So Paulo) cursando o 6 semestre.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza1Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaRESUMOO cenrio contemporneo tem inserido diversas mudanas na economia mundial, forando as naes e as empresas a reverem e a se adaptarem a uma nova economia. Segundo Porter (1989), esta nova realidade traz novos desafios aos negcios. A necessidade de obter informaes atualizadas, com projees do futuro com facilidade de compreenso, tem levado as empresas a buscarem novas formas de comunicao e de controle gerencial. De acordo com Zdanowicz (2000), novas tcnicas de controle e anlise foram surgindo com o aprimoramento do conhecimento e da tecnologia. Podemos notar uma padronizao nos procedimentos contbeis em virtude da globalizao. Isso possibilitar menos esforos e custos para as empresas que de certa forma mantm negcios em outros pases, pois no seria necessrio refazer seu movimento contbil por causa das diferentes normas existentes em cada pas. A obrigatoriedade da publicao da DFC est seguindo uma tendncia mundial.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza2Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaINTRODUOO cenrio contemporneo tem inserido diversas mudanas na economia mundial, forando as naes e as empresas a reverem e a se adaptarem a uma nova economia. Segundo Porter (1989), esta nova realidade traz novos desafios aos negcios. De acordo com Assaf Neto (1997), as decises financeiras das empresas inseridas em economias em desenvolvimento requerem reflexo mais crtica de seus aspectos conflitantes, exigindo assim uma adaptao realidade dos negcios. A necessidade de obter informaes atualizadas, com projees do futuro com facilidade de compreenso, tem levado as empresas a buscarem novas formas de comunicao e de controle gerencial. A projeo do fluxo de caixa precisa ser realizado com alto grau de acerto, pois dessa forma, dar viso necessria para o capital de giro, tendo como decorrncia a diminuio de custos financeiros e ter a liquidez desejada. Veremos que sua aplicao possvel em qualquer empresa, de diversos ramos de atividades e porte.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza3Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaMETODOLOGIAO estudo se caracteriza pela pesquisa descritiva exploratria, com enfoque em anlise documental, onde utilizou-se diversos recursos para sustentar o trabalho realizado, obedecendo aos seguintes processos: a) Pesquisa descritiva e bibliogrfica b) Definio conceitual do modelo e comparao entre os mesmos. Para Furast (2006) a pesquisa bibliogrfica baseia-se fundamentalmente no manuseio de obras literrias, quer impressas, quer capturadas via Internet. Mattar (1997) afirma que por meio dos estudos exploratrios o pesquisador provido de maior conhecimento sobre o tema em estudo, conseguindo assim maior experincia. O mecanismo para os processos de elaborao foi pesquisa em livros, artigos, textos de lei, jornais e outros informativos ainda que de forma direta ou indiretamente.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza4Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaHISTRIA DA DFCSegundo Marion (2001), se reportarmos em torno de 4000 AC teremos provavelmente o incio da contabilidade, onde encontramos os primeiros inventrios voltados para a atividade econmica da poca: o pastoreio. Analisando a variao detectada entre a comparao de dois inventrios em momentos diferentes, na forma primitiva, somos induzidos a acreditar que a anlise das demonstraes financeiras to antiga quanto a contabilidade. De acordo com Zdanowicz (2000), novas tcnicas de controle e anlise foram surgindo com o aprimoramento do conhecimento e da tecnologia. No final do sculo XIX, os banqueiros americanos comearam a solicitar balano patrimonial das empresas que desejassem contrair emprstimos. Da surgiu a expresso Anlise de Balano. Um dos pioneiros na apresentao da DFC como instrumento de anlise de demonstrao foi o Canad em 1985. Nos EUA desde 1987 e no Reino Unido desde 1991. Esse procedimento bem visto, j que seu objetivo proteger o investidor pois d maior transparncia as demonstraes financeiras. Isso significa que a empresa pode apresentar lucros na sua demonstrao de resultado e ter problemas financeiros. Entretanto, o contrrio tambm possvel. O fundamental enfatizar que uma empresa pode operar por algum perodo sem lucro, mas sem dinheiro em caixa dificilmente se manter em atividade por muito tempo. A obrigatoriedade da publicao da DFC est seguindo uma tendncia mundial. Podemos notar uma padronizao nos procedimentos contbeis em virtude da globalizao. Isso possibilitar menos esforos e custos para as empresas que de certa forma mantm negcios em outros pases, pois no seria necessrio refazer seu movimento contbil por causa das diferentes normas existentes em cada pas. No Brasil a DFC foi regulamentada em substituio a DOAR pela lei n 11.638 / 07, que altera dispositivos da lei n 6.404 / 76 sobre matria contbil. Ao possibilitar essa convergncia internacional, ir permitir, no futuro, o benefcio do acesso das empresas brasileiras a capitais externos a um custo e taxa de riscos menores.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza5Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaOBJETIVOS DA DFCPara uma boa gesto financeira, necessria a utilizao de ferramentas gerenciais, como fluxo de caixa, entre outros, que ousam converter e planejar os recursos disponveis a partir da criao de cenrios. Zdanowicz (1998), afirma que o fluxo de caixa o instrumento que permite demonstrar operaes financeiras que so utilizadas pela empresa, o que possibilita melhores anlises e decises quanto aplicao dos recursos financeiros que a empresa dispem. Iudcibus e Marion (1999), por sua vez dizem que a DFC demonstra a origem e a aplicao de todo dinheiro que transita pelo caixa em um determinado perodo e o resultado desse fluxo, considerando que o caixa engloba as contas caixa e banco, mostrando ento as entradas e sadas de valores monetrios. Percebe-se ento que a DFC demonstra tanto a origem quanto a aplicao dos recursos das empresas. No entendimento de Assaf Neto (1997), a DFC de fcil de compreenso para todos os interessados. Em linhas gerais podemos resumir a DFC como sendo o demonstrativo contbil que tenta evidenciar o fluxo de pagamentos e recebimentos, para um determinado perodo, efetuados por uma entidade.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza6Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaCOMPONENTES DA DFCO fluxo de caixa compreende a movimentao das contas que representam as disponibilidades imediatas da empresa, ou seja, Caixa, Depsitos Bancrios Vista, Numerrios em Trnsito e Aplicaes de Liquidez Imediata. Os componentes da DFC, segundo Frezatti (1997) so: Fluxos Operacionais correspondem s entradas e sadas relacionadas empresa; Fluxos Permanentes est ligado aos investimentos do Ativo Permanente da empresa; o fluxo do acionista, que indica as transaes que afetam os mesmos e que so derivadas de decises de capitalizao ou distribuio de lucro ou reduo de capital; Fluxos Financeiros equivalem aos somatrios dos demais fluxos.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza7Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaFORMAS DE APRESENTAO DA DFCSegundo o entendimento de Frezatti (1997), difcil que exista apenas um nico formato que possa atender a qualquer tipo de empresa. So duas as formas de apresentao da DFC. So os mtodos Direto e Indireto. Ambos so previstos pelo FASB1 atravs da FAS 95. Por outro lado o IASC2 na sua NIC 7 no faz nenhuma meno a forma de apresentao da DFC. Vale destacar que quando se fala do mtodo de apresentao, estamos nos referindo a parte relativa as atividades operacionais, j que as atividades de investimento e financiamento no h distino em nenhum dos mtodos. Mtodo Direto Campos Filho (1999) entende que recomendado as empresas relatar os fluxos de Caixa das atividades operacionais diretamente, mostrando as principais classes de recebimentos e pagamentos operacionais (mtodo direto). Neste mtodo as entradas e sadas operacionais so apresentadas diretamente, ou seja, primeiro as entradas, em seguida as sadas. O Mtodo Direto tambm conhecido como a abordagem das contas em T. Por esse mtodo, a DFC composta por quatro grandes grupos: Disponibilidades, Atividades Operacionais, Atividades de Investimentos e Atividades de Financiamentos.Mtodo Indireto A DFC, quando elaborada pelo Mtodo Indireto, indicada por Silva, Santos e Ogawa (1993), como mais semelhante a DOAR, por tanto de difcil compreenso para aqueles que no entendem a DOAR. Entretanto, quando a DFC elaborada pelo Mtodo1 2(Financial Accounting Standards Board) rgo americano de regulamentao contbil. (International Accounting Standards Committe) rgo ingls de regulamentao contbilLeandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza8Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de Caixa Direto de mais fcil compreenso para aqueles que no compreendem a DOAR, visto que feita diretamente, com entradas e sadas no caixa. O Mtodo Indireto, conforme Iudicbus, Martins e Gelbcke (2003), faz uma conciliao entre o lucro lquido e o caixa gerado pelas operaes, e por isso tambm chamado de Mtodo da Reconciliao.MTODO DIRETO Perodo X7 Atividades Operacionais Recebimento de Vendas (-) Pagamentos de Compras (=) Caixa Bruto nas Operaes (-) Despesas administrativas, vendas, operacionais (=) Caixa Gerado no Negcio (-) Despesas financeiras (=) Caixa Gerado aps as Operaes Financeiras Em Milhares 9500 -5000 4500 -880 3620 -500 3120 MTODO INDIRETO Perodo X7 Atividades Operacionais Lucro Lquido no Exerccio (+) Depreciao (=) Lucro que afeta o caixa Variaes no Circulante Aumento de Duplicatas a Receber Aumento de Estoques Aumento de Fornecedores Aumento de Impostos a Pagar (=) Caixa Gerado no Negcio Atividades de Investimentos Aquisio de Mveis e Utenslios Aquisio de Terrenos Aquisio de Aes de Outras Cias Atividades de Financiamentos Integralizao de Capital Emprstimos Bancrios Obtidos (-) Dividendos Distribudos e Pagos Em Milhares 1950 120 2070500 500 1070 1050 3120Atividades de Investimentos Aquisio de Mveis e Utenslios Aquisio de Terrenos Aquisio de Aes de Outras Cias Atividades de Financiamentos Integralizao de Capital em moeda Emprstimos Bancrios obtidos (-) Dividendos Distribudos e Pagos (=) Resultado Final de Caixa (+) Saldo existente em X6 (=) Saldo existente em X7 1500 470 -850 1120 800 1500 2300 -300 -1000 -2140 -3440-300 -1000 -2140 -34401500 470 -850 1120(=) Resultado Final de Caixa 800 (+) Saldo existente em X6 1500 (=) Saldo existente em X7 2300Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza9Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaDOARA DOAR (Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos) tem por objetivo apresentar informaes referentes aos recursos (origens) que foram empreendidos (aplicaes ou investimentos) durante um determinado perodo. Dentro de sua estrutura, notamos que traz em primeiro lugar a apresentao de todos os recursos financeiros da empresa provenientes de lucro, sendo ajustados os valores de depreciao e de amortizao, juntamente com o capital social, reservas e recursos de terceiros provenientes de emprstimos a longo prazo. Logo em seguida, temos a aplicao de todos esses recursos, seguido da anlise dos resultados obtidos. A DOAR apresenta como caracterstica positiva melhorar e facilitar o conhecimento da poltica de investimento e financiamento das empresas, apresentar dados que no podem ser encontrados em outros relatrios e maior abrangncia na apresentao de informaes com relao ao conhecimento das finanas da empresa; e como caractersticas negativas uma linguagem tcnica de difcil compreenso aos leitores, relevar em suas avaliaes ativos no monetrios, no apresente informaes a respeito da situao financeira da empresa a logo prazo. A DOAR possui algumas caractersticas em comum com a Demonstrao de Fluxos de Caixa. A DFC propicia informaes concretas, se houve ou haver dinheiro, quanto se deve tomar de emprstimos. J a DOAR mais analtica e mostra a posio financeira e suas tendncias futuras. Enquanto a DFC reflete o movimento ocorrido nos recursos e aplicaes permanentes ou de longo prazo. A seguir veremos algumas vantagens e desvantagens da DFC e da DOAR: VANTAGENS DA DOAR Fornece informaes que no constam em outras demonstraes. Possibilita melhor conhecimento da poltica de investimentos e de financiamento da empresa. uma demonstrao mais abrangente, por representar as mutaes em toda a posio financeira. Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza 10Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaDESVANTAGENS DA DOAR Trabalha com capital circulante abstrato, ou de folga financeira de curto prazo. O resultado afetado pelo mtodo de avaliao de ativos no monetrios. No fundamentalmente financeiro, pois aceita ativos no monetrios, como os estoques e as despesas financeiras. VANTAGENS DA DFC Oferece maior possibilidade de entendimento por visualizar melhor o fluxo dos recursos financeiros. Utiliza um conceito mais concreto, critico em qualquer empresa, necessrio para o curto prazo. necessrio para prever problemas de insolvncia e, portanto, avaliar os riscos, o caixa e os dividendos futuros. DESVANTAGENS DA DFC No existe consenso sobre qual mtodo utilizar. Pode ser manipulvel como qualquer outra demonstrao. Apresenta volume de informao menor do que a DOAR.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza 11Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de CaixaCONCLUSOFoi verificado ao longo deste trabalho que a principal funo da DFC informar a situao financeira da empresa (liquidez e solvncia). O fluxo de caixa uma ferramenta de tomada de deciso resultante do planejamento e do oramento, baseado em cenrios econmicos-financeiros definido no ambiente no qual a empresa est inserida. neste cenrio que se destaca o poder informacional da DFC, pois permite maior controle preditivo quanto a sua capacidade de cumprir com suas obrigaes financeiras, vez que propicia um planejamento adequado pela empresa em relao ao seu caixa evitando assim excessos ou escassez de recursos. Logo pode-se concluir que a Demonstrao de Fluxo de Caixa, alm de auxiliar os usurios internos, tambm de grande importncia aos usurios externos, como bancos, fornecedores, credores etc. Vale ainda ressaltar que a utilizao da DFC uma tendncia mundial e o Brasil ao passar utilizar essa demonstrao demonstra que est se adaptando conforma a tendncia das Normas Internacionais de Contabilidade, e que tal uniformidade facilitar o entendimento e a elaborao das demonstraes.Leandro Amaral de Lavor & Leonardo Sales de Souza 12Uma Abordagem Significativa da Demonstrao do Fluxo de Caixa REFERNCIAS: Assaf Neto, Alexandre - Administrao do capital de giro. 2 ed. So Paulo: Atlas, 1997. Assaf Neto, Alexadre A dinmica dos recursos financeiros. Caderno de estudos. Fipecafi So Paulo: USP, pg. 9 25, jul / dez 1997. Campos Filho, Ademar Demostrao dos fluxos de caixa: uma ferramenta indispensvel para administrar sua empresa. So Paulo Atlas, 1999. 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