Democracia, participação social e saúde

Download Democracia, participação social e saúde

Post on 24-May-2015

5.761 views

Category:

Health & Medicine

4 download

DESCRIPTION

Construir reflexes sobre determinadas relaes entre democracia, participao e representao no mbito dos conselhos de sade, mobilizando-os a transform-las em prtica quotidiana de seu conselho e de sua atuao como conselheiro.

TRANSCRIPT

  • 1. Democracia, Participao Social e Representao no mbito dos Conselhos de Sade Aula baseada no curso (DCS/ENSP/FIOCRUZ) Regina Maria Faria Gomes Junho/2013

2. Construindo um novo caminho do novo que se faz o presente: no h por que esperar, os nossos sonhos precisam ser vividos agora. Amanh eles sero outros. Queremos viver hoje a nossa utopia... Roberto Freire 3. Ol, vamos junto com voc realizar uma jornada para Construir reflexes sobre determinadas relaes entre democracia, participao e representao no mbito dos conselhos de sade, mobilizando-os a transform-las em prtica quotidiana de seu conselho e de sua atuao como conselheiro. Bom estudo! objeyiobjetivosvo 4. Voc Promova Debates com os conselheiros relaes primordiais entre democracia, participao e representao; Voc Mobilize os conselheiros a produzirem um reunio com as entidades que eles representam no conselhos de sade a fim de com elas discutir os assuntos que devem ser debatidos na prxima reunio do conselho; 5. 1- Conceituando Democracia, Participao e Representao 6. Para que se compreenda melhor necessita-se incorporar ao termo democracia alguns adjetivos: representativa, participativa, deliberativa, direta, substantiva, formalista, elitista, pluralista e etc. Democracia Na sociedade contempornea, poucas ideias polticas so to amplamente aceitas quanto a de democracia. Embora positiva esta situao reflete e alimenta os vrios sentidos e prticas que estruturam as diferentes concepes democrticas Prossiga 7. Cada uma dessas concepes procura definir : 1- quem toma as decises que interferem nos rumos da sociedade; 2- que decises podem tomar; e 3- como funciona o processo decisrio. Por conseguinte, a abrangncia e os limites das respostas a tais questes constituem-se nas principais divergncias das diferentes propostas democrticas. 8. Isso no inviabiliza o conceito, pelo contrrio: aponta para as pessoas que h cada vez mais necessidade de sua participao nos processos decisrios da poltica pblica, pois s assim ser possvel produzir o Estado responsivo que enseja uma efetiva democracia. 9. por conta disto que Boaventura de Souza Santos e Leonardo Avritzer consideram que a democratizao passa necessariamente por uma articulao mais profunda entre democracia representativa (que envolve as tradicionais instituies das eleies livres, do voto universal e secreto, da representao partidria, dos trs poderes republicanos e etc.) e a democracia participativa (que demanda o reconhecimento pelos governos de que a participao social, as formas pblicas de monitoramento dos governos e os processos de deliberao pblica podem substituir parte do processo de representao, numa nova institucionalidade poltica que recoloca na pauta democrtica as questes da pluralidade cultural e da necessidade da incluso social). 10. Esses autores articulam, portanto, os conceitos/prticas democracia-participao representao, reconhecendo a multiplicidade de conceitos que envolve cada um. http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/rubenspint o/rubens_democracia_representativa_participativa.pdf 11. Em nosso atuao, que trabalha com tal articulao, o ponto de partida adotado o de que as relaes que ocorrem no mbito da participao e da representao fazem parte do conjunto de relaes democrticas e embora possam ser mais do que isto, no so o seu inverso. Prossiga 12. Para isto, precisamos definir que participao social aqui trabalhada como a participao da sociedade organizada no processo decisrio das polticas pblicas, sobretudo no que concerne incluso de pautas nas agendas polticas e na formulao e implementao de aes, programas e polticas pblicas. Esta participao deve ocorrer por meio de canais institucionais especialmente desenhados para tanto e legitimados pela sociedade e pelo Estado. Participao social http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/parsoc.html 13. O resultado do usufruto do direito participao deve, portanto, estar relacionado ao poder conquistado, conscincia adquirida, ao lugar onde se exerce e ao poder atribudo a esta participao. Participao pode ser compreendida como um processo no qual homens e mulheres descobrem-se como sujeitos polticos. Ento, est diretamente relacionada conscincia dos cidados e cidads, ao exerccio de cidadania, s possibilidades de contribuir com processos de mudanas e conquistas. 14. A participao est comprometida com primeiro pressupostos da existncia humana - os homens e mulheres devem estar em condies de viver para poder fazer histria. E para viver preciso ter as necessidades bsicas atendidas.( comer, beber, ter habitao, vestir-se e algumas coisas mais) 15. Vamos fazer uma rpida viagem pela realidade scio-poltica brasileira no ltimo sculo e verificar trs formas bsicas de participao: participao comunitria participao popular participao social FORMAS BSICAS DE PARTICIPAO 16. participao comunitria surge no incio do sculo XX, compondo a ideologia e a prtica dos centros comunitrios norte-americanos . Comunidade, neste contexto, entendida como um agrupamento de pessoas que coabitam num mesmo meio ambiente, independente dos fatores estruturais ou conjunturais que lhes do origem participao comunitria 17. Neste cenrio, a participao comunitria era entendida como a sociedade completando o Estado. O Estado passou, ento, a incentivar a colaborao da sociedade na execuo das polticas sociais por meio do voluntariado e do apelo solidariedade dos cidados participao comunitria 18. Surge ao final da dcada de 1960 e se firma na dcada de 1970, com a entrada dos novos movimentos sociais. significa o aprofundamento da crtica e a radicalizao das prticas polticas opositoras ao sistema dominante. Comunidade passa a ser chamada depovo que significa, uma populao excluda social, econmica e politicamente das decises do Estado . http://www.espacoacademico.com.br/022/22cmsantos.htm 19. Voc sabia que a ditadura durou 1964 1984 ? Este perodo era chamado de anos de chumbo??? Foi um perodo que: * Colocou-se as lutas polticas na clandestinidade * Aprofundou-se a poltica da arbitrariedade * Usurpou-se as liberdades Sabe por que? 20. A participao popular neste perodo caracterizou-se como estratgia de oposio e expressou a reao da populao contra o regime ditatorial existente naquele momento. http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/cc/2/participacao.htm 21. Vrios movimentos e organizaes surgiram na dcada de 1970, em defesa da redemocratizao do Pas e de melhores condies de vida O movimento contra a alta do custo de vida, liderado especialmente pelas mulheres nas periferias, com o apoio das organizaes eclesiais de base; O movimento pela anistia dos presos e exilados polticos, a Comisso de Justia e Paz da arquidiocese de So Paulo; o movimento dos trabalhadores por melhores salrios e contra o desemprego 22. Resumindo : Ano de 1974 Inicia-se a abertura poltica do regime militar Reativao do movimento estudantil. Surgimento do movimento pela anistia Surgimento do novo sindicalismo. Surgimento do movimento sanitrio Criao do Ministrio da Previdncia e Assistncia Social - MPAS. 22 Uma informao importante 23. Na mesma poca, acontecia a Conferncia de Alma Ata (antiga Rssia) a I Conferncia Internacional sobre os cuidados Primrios de Sade pela OMS, que inspirou os discursos progressistas do movimento sanitrio brasileiro Sade para todos no ano 2000. http://www.unicef.org/brazil/sowc9pt/cap2-dest2.htm 23 24. Qual a importncia de ter mais conhecimento e lutar por seus direitos? Reflita:... 25. A saturao da poltica repressiva do Estado e da ditadura militar, por um lado, e a mobilizao contra a ditadura e por liberdade poltica, de outro, provocou o chamado processo de abertura, que teve nas mobilizaes pelas eleies diretas para presidente da repblica o seu marco poltico http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/Cap_8-10.pdf 26. Surge na dcada de 1980 nova modalidade de participao A participao da sociedade organizada deu-se em todos os nveis na luta por liberdade e democracia. A categoria central no mais comunidade, nem povo, mas a sociedade http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/parsoc.html 27. 27 Participao Social na organizao dos trabalhadores urbanos e rurais nas eleies na organizao e luta das mulheres contra a discriminao e pela conquista de direitos dos polticos na organizao de agrupamentos sociais A Participao Social esteve presente nas mais variadas formas de manifestaes Na organizao dos estudantes dos negros Na rua do empresariado 28. No incio dos anos de 1980, se intensificava a luta pela redemocratizao do Pas, no Estado de So Paulo ocorria simultaneamente um movimento pela abertura da Administrao Estadual presso de novas foras sociais ttp://www.bibliotecafeminista.org.br/index.php?option=com_remository&Itemid=56&func=fileinfo&id=251 29. O processo de abertura abriu espao para uma diversidade de interesses e de projetos colocados na arena social e poltica. Dentre eles, destaca-se a grande mobilizao pelas Diretas J e na mobilizao social dos diversos segmentos da sociedade civil organizada por incluso, ampliao e universalizao dos direitos no processo Constituinte. Isto gerou conquistas e uma delas foi a criao, em 1983, do primeiro conselho da condio feminina, no mbito estadual, em So Paulo que estimulou a criao de rgos similares em todo o Pas, inclusive no mbito nacional. 30. Como eram os conselhos? Os conselhos foram espaos de conquista de cidadania, de participao e de controle social. No entanto, tinham carter apenas consultivo e, em alguns casos, de assessoria s polticas pblicas para enfrentamento da discriminao praticada contra as mulheres. 31. Para entender o jeito da pessoa criar o mundo, temos tambm que entender o jeito que o mundo criou a pessoa. Autor/a desconhecido 31 32. Destaque os principais pontos do que voc acabou de ler, anote os documentos apontados e se possvel, conhea esses documentos na ntegra. Faa anotaes e guarde com voc. 32 33. O Movimento pela Reforma Sanitria Brasileira Foi Organizado solidamente desde meados dos anos 70 Contou com a Participao de intelectuais, profissionais dos sistemas de sade, parcela da burocracia e organizaes populares e sindicais 34. O Movimento pela Reforma Sanitria Brasileira A Luta pela garantia do direito universal sade e construo de um sistema nico e estatal de servios Teve como Objetivo: 35. Estava chegando a hora de uma grande reviravolta. O Ministrio da Sade instituiu, em agosto de 85, uma Comisso Organizadora para a realizao da VIII Conferncia Nacional de Sade. http://www.cocsite.coc.fiocruz.br/areas/dad/guia_acervo/arq_pes soal/conferencia_nacional.htm 35 36. A 8a Conferncia Nacional de Sade Foi o Marco do Movimento Sanitrio Brasileiro Reuniu mais de 5.000 pessoas na maior participao popular da histria dos movimentos sociais Definiu as estratgias a serem defendidas na Constituinte de 1988 e consolidou a opo pela via institucional 37. A 8a Conferncia Nacional de Sade Conceito ampliado da sade Reconhecimento da sade como direito de cidadania e dever do Estado Defesa de um sistema nico, de acesso universal, igualitrio e descentralizado de sade Seus Princpios 37 38. Essa Conferncia histrica significou um marco na formulao das propostas de mudana do setor sade, em consonncia com: os princpios de universalizao, participao e descentralizao; a integrao orgnico-institucional; a redefinio dos papis institucionais das unidades polticas na prestao de servios de sade; e o financiamento do setor sade. 38 39. E qual a principal conquista da Conferncia? A elaborao de um projeto de reforma Sanitria defendendo a criao de um sistema nico de sade que centralizasse as politicas governamentais para o setor, desvinculadas da previdncia social e, ao mesmo tempo, regionalizasse o gerenciamento da prestao de servios, privilegiando o setor pblico e universalizando o atendimento. 40. Alm disso, afirmava-se um conceito ampliado de sade como: resultante das condies de alimentao, habitao, educao, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a servios de sade. 41. Dois anos depois... 1988... A Assembleia Nacional Constituinte aprovou a Constituio Brasileira. Pela primeira vez, foi includa uma seo sobre sade com os conceitos da VIII Conferncia de Sade. Ento, podemos dizer que, na essncia, a Constituio adotou a proposta da reforma sanitria e do SUS. 42. De todas as Constituies brasileiras, a de 1988 apresenta o maior grau de legitimidade popular. E sabe por qu Eu sei exatamente o porqu. Devido ao elevado nmero de emendas populares. Fique atento a este fato http://www.amperj.org.br/store/legislacao/constituicao/crfb.pdf 42 43. Se voc pensou assim tambm, acertou! De fato, de todas as Constituies brasileiras, a Carta de 1988 foi a que mais assegurou a participao popular em seu processo de elaborao. A Constituio de 88 delega responsabilidade sociedade no que se refere s decises sobre as polticas pblicas; Condies primordiais para a construo de uma nova esfera pblica o princpio da descentralizao poltico administrativa e da participao popular; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm 43 44. Essa nova esfera pblica exige que a gesto pblica permita sociedade organizada intervir nas polticas pblicas, interagindo com o Estado para a definio de prioridades e na elaborao dos planos de ao municipais, estaduais ou federal. http://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/1/ modulo_politico_gestor/Unidade_7.pdf 45. justamente por isto que a democratizao exige a criao de novas instituies polticas, que viabilizem a participao dos segmentos tradicionalmente excludos no processo decisrio! 46. Contudo, o desenvolvimento e a ampliao da participao social nas sociedades contemporneas mostram a impossibilidade de todos os que desejam participar estejam diretamente presentes no processo decisrio. Defender isto seria pressupor que cada deciso teria que ser discutida por uma quantidade to grande de cidados que, no limite, pode chegar casa dos milhes, o que, obviamente, inviabilizaria qualquer processo decisrio. 47. por isto que as propostas de democracia participativa, mesmo trabalhando com a ideia da participao de cada cidado no processo decisrio, carecem de uma organizao destes cidados que viabilize a concentrao de suas demandas em representantes por eles considerados legitimados para participar ativamente do processo decisrio. Introduz-se, assim, a articulao participao-representao no prprio seio das propostas participativas. participao-representao 48. A representao traz em sua essncia humana um carter de controvrsia, posto que se baseia no paradoxo de que representar fazer presente algum ou algo que no est presente. Por isto, a representao poltica marcada por uma contradio original, a controvrsia mandato-autonomia: ao participar da competio poltica e do processo decisrio, o representante deve ser responsivo aos interesses dos representados que lhe conferiram um mandato ou ao que julga ser o interesse geral? Representao Poltica 49. Sendo responsivo aos interesses dos representados, o representante vincula suas aes agenda poltica e s demandas destes grupos (mandato). Como os efeitos desta postura no repercutem somente em tais grupos, mas em toda a sociedade ou, no mnimo, nos interesses dos demais grupos sociais, estes, caso temam ser usurpados, podem a ela reagir. Representao: Mandato x Autonomia Por outro lado, ao buscarem atender interesses que consideram gerais (autonomia), os representantes podem ir contra os interesses de seus representados que, para no correrem o risco de serem usurpados, tendem a deslegitimar suas decises. Ao procederem desta maneira, grupos sociais e representados deslegitimam, tambm, as instituies nas quais os representantes participam. 50. Esta controvrsia , em si, insolvel. Contudo, possvel propor que se busquem acordos que equilibrem as aludidas posturas de maneira a que a independncia do representante no desfaa seus laos com os representados nem que sua responsividade a estes anule sua autonomia. Tal concepo justificada pela compreenso de que os cidados cujas vidas so modeladas pelas polticas pblicas tm o direito de expressar seus interesses (imediatos e de mdio/longo prazo) e de competir, em condies justas, para que tais interesses influenciem as decises polticas. 51. O ponto-chave desta reflexo, que confere carter substantivo concepo de democratizao aqui trabalhada, refere-se modelagem da vida pelas polticas pblicas. Dentre outros objetivos, estas polticas regulam a produo, a oferta, o acesso e o usufruto a bens pblicos como sade, educao, alimentao e habitao que, no Brasil, so direitos constitucionalmente assegurados. Politicas Pblicas para quem? 52. Ao contrrio, h segmentos populacionais que, no podendo adquirir bens de mercado, s podem ter acesso a eles e a seus benefcios por meio dos bens pblicos que, por sua vez, so produtos de polticas pblicas (ou mesmo estas prprias). A despeito disto, tais bens tm seus equivalentes em mercadorias que, podendo ser compradas e usufrudas de maneira privada, permitem que determinados setores da sociedade, independentemente dos motivos, no se preocupem em usufruir dos bens pblicos Interesses Privado x Publico 53. Como as instituies que constroem as polticas pblicas tm sido no Brasil e em vrias partes do mundo formada por uma substancial maioria de atores que representam os interesses dos setores com maior poder de compra, diminuta a participao dos segmentos que precisam se utilizar dos bens pblicos para fazer valer seus direitos (ou de seus representantes). Politicas Pblicas para quem? 54. Em termos mais diretos: aqueles que tradicionalmente participam das etapas do ciclo de polticas apenas em pequeno nmero so (ou representam) os que tero sua vida modelada por estas polticas. Assim, a garantia de que tais pessoas tenham o direito de participar e/ou de indicar representantes diretos no processo decisrio tem como maior virtude equilibrar, ao menos no que se refere diversidade de interesses representados, a competio poltica. Politicas Pblicas para quem? 55. Para tanto, a relao entre representantes e representados tem que ser extremamente viva, valorizada, promovida e celebrada a cada momento, pois o pior que pode acontecer que os representados no mais reconheam as posies de seu representante, o que deslegitima sua atuao no processo decisrio. Delineadas as relaes entre democracia- participao-representao, faz-se necessrio discutir como ecoam e configuram-se no setor sade e nos Conselhos de Sade. 56. Promoo Define acesso universal e igualitrio a servios e aes Proteo Recuperao / Reabilitao NOBs 91/92/93/96 Decreto 9.438/90 Lei Org. 8.080/90 Lei Org. 8.142/90 Condies para aes integrais de sade; Organizao / operao dos servios de sade; Estratgias/ movimentos tticos orientadores da execuo do SUS Participao da comunidade; Transferncias inter- governamentais de recursos financeiros Organizao/ atribuies do CNS Constituio Federal (1988) Assegura o direito sade Cria o SUS Surgem instrumentos jurdicos e institucionais que regulamentam o SUS 57. 2- Conceituando participao e controle Social Prossiga 58. PARTICIPAO E CONTROLE SOCIAL, que exatamente significa ? So conceitos interdependentes. So contedos polticos relacionados e, caminham juntos e produzem um sentido. Mas, na luta pela concretizao dos direitos humanos no Brasil, a participao e o controle social tm adquirido significados distintos. Vamos ver quais: Prossiga 59. Participao Popular A participao popular pode ser traduzida como a atuao do povo, enquanto indivduo ou sociedade organizada (ONG, sindicato, grupo de moradores, entre outros), em alguma atividade. Quando estas atividades so desenvolvidas para fiscalizar e acompanhar as aes e polticas de sade no SUS, podemos dizer que essa participao popular est exercendo o controle social no SUS. Controle social O controle social uma ferramenta que a populao tem para controlar as decises dos gestores, de acordo com as necessidades e vontade da sociedade. Note que a participao popular que garante a execuo do controle social. Diariamente, possvel perceber isso. Veja exemplos Prossiga 60. Fique atento a este fato Temos dois exemplos de significado de controle social mais disseminados Nos dias atuais, o termo controle social refere-se forma de participao da populao na formulao, deliberao e fiscalizao das polticas pblicas. O primeiro exercido pelo Estado sobre indivduos e grupos, predominou at boa parte do sculo XX. http://www.dhnet.org.br/dados/cursos/dh/cc/2/participacao.htm 61. Vamos pontuar alguns dados importantes deste perodo da histria... Desde a Constituio Federal de 1988, o Brasil vem adotando uma viso de democracia representativa e participativa em que possvel incorporar a participao da populao na administrao das polticas pblicas. Isso leva a evolues nos direitos sociais. Indivduos e grupos organizados passam a ter maior importncia em defesa de um bem comum. 62. Controle Social J temos algumas pistas sobre o que significa o controle social... No mbito da sade pblica, isso fortalece o exerccio da cidadania em direo aos objetivos do SUS: garantir uma ateno integral sade com qualidade para toda populao. Lembrando que exercer a cidadania nosso dever e nossa responsabilidade. . Neste contexto, possvel definir o controle social como um resultado da ao do cidado participante sobre os servios pblicos, ou seja, a sociedade interferindo nas decises pblicas, exigindo seus direitos, conhecendo e efetuando seus deveres, acompanhando a implementao das polticas e fiscalizando suas execues 63. Existem alguns mecanismos institucionalizados e regulamentados que garantem a participao popular e o controle social no SUS, como: Ouvidorias Conselhos de Sade (nacional, estaduais e municipais) Conferencias de Sade (Nacional, Estaduais, municipais) mecanismos 64. Exemplos Conferncias e Conselhos, so formas de participao social e mecanismos conquistados para exercer o controle social. 65. 65 Transparncia! Cidadania! Por que fazer?! Como fazer? Oramento Pblico! CONTROLE SOCIAL Quem far? http://conselho.saude.gov.br/biblioteca/livros/diretrizes_mio lo.pdf 66. A discusso do Controle Social na Sociedade Brasileira, a partir da ltima dcada, ganha uma dimenso relevante porque com ela estamos discutindo a relao Estado e Sociedade. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes /participacao_social_olhar_gestao_municipa l.pdf 67. REFLEXES Que controle social tem movido as decises da poltica? Como vem sendo exercido esse controle? Quais tm sido os instrumentos de efetivo controle? Os conselhos como mediadores institucionais tm cumprido seu papel nesse processo? 68. 3- O PAPEL DO CONTROLE SOCIAL Prossiga 69. Os Conselhos so instncias deliberativas do Sistema Descentralizado e Participativo, constitudos em cada esfera de governo com carter permanente e composio paritria, isto , igual nmero de representantes do governo e da Sociedade Civil. 70. Os Conselhos so rgos colegiados de carter permanente e deliberativo com funes de formular estratgias, controlar e fiscalizar a execuo das polticas pblicas, inclusive nos aspectos econmicos e financeiros. 71. O OBJETIVO DOS CONSELHOS O CONTROLE SOCIAL DA GESTO PBLICA PARA UM MELHOR ATENDIMENTO POPULAO. Prossiga 72. OS CONSELHOS EXISTEM NAS TRS ESFERAS DE GOVERNO Esfera Estadual Os Conselhos Estaduais de Polticas Pblicas (sade, educao e Assistncia Social entre outras) esto funcionando em todas as 27 (vinte e sete) unidades federadas com Fundos implementados. Esfera Federal Temos Conselhos Setoriais das Polticas Pblicas (Sade, Educao, Assistncia Social, entre outras) e Conselhos de Direitos com seus respectivos Fundos implementados. Esfera Municipal Na maioria dos municpios estes Conselhos tambm esto criados 73. Funcionamento dos conselhos Para que o Conselho funcione adequadamente, algumas condies so necessrias: Que o Conselho seja Representativo Que o conselho tenha Legitimidade Que sua atuao tenha Efetividade e Eficcia 74. PARA QUE O CONSELHO TENHA LEGIMITIVIDADE A relao do Conselho com o rgo gestor depende:- da forma como foi constitudo; - do grau de representatividade dos seus membros; - de como est organizado; - da atitude do poder pblico (os conselhos so canais de participao onde o poder compartilhado) Ou Seja, h uma forte relao entre o funcionamento dos Conselhos e como foi o seu processo de formao. Em geral h maior legitimidade nos conselhos cuja criao foi efetivada a partir de um processo de discusso ou de mobilizao social. 75. PARA QUE O CONSELHO TENHA REPRESENTATIVIDADE NECESSRIO QUE O CONSELHO: No se distancie da entidade ou movimento que o indicou. Represente e defenda os interesses da sociedade, ou seja, o conselheiro no deve se limitar defesa dos interesses especficos da entidade ou movimento que representa. Atue como interlocutor de suas bases, levando ao conselho as suas demandas e retornando com as decises de interesses das bases. Que os representantes governamentais tenham poder de deciso. 76. PARA O CONSELHO TER EFETIVIDADE E EFICCIA PRECISO: paridade - quali-quantitativa; funcionamento regular representatividade e capacidade de mobilizao social para que a deliberao se concretize capacidade de articulao respeitabilidade: - seja reconhecido pela sociedade como rgo de defesa do interesse pblico - no seja visto pelo poder pblico como rgo para referendar iniciativas governamentais e cumprir exigncia legal no repasse dos recursos 77. pelo conhecimento da mquina administrativa. regularidade das reunies. participao do oramento. formulao de propostas e deliberaes. capacidade de articulao e de mobilizao social. A EFICCIA DE UM CONSELHO MEDIDA: 78. O EXERCCIO DO CONTROLE SOCIAL EXIGE: Socializao de Informaes. Acompanhamento e Fiscalizao das Aes Governamentais. Controle do Oramento Pblico Fiscalizao dos Fundos Pblicos. Avaliao do desempenho das Polticas Pblicas. Realizao de Reunies Abertas Realizao de audincias, assembleias e fruns para ampliar a participao da sociedade no controle das Polticas Pblicas. 79. 4- Democracia, Participao e Representao no Setor Sade Prossiga 80. O ano de 2013 constitui-se em importante marco para a recente democratizao brasileira: em outubro, a Constituio Federal promulgada em 1988, que estabeleceu a sade como direito de todos e dever do Estado, completa 25 anos sem nenhuma interveno autoritria, fato indito na histria do Pas. Por seu turno, as Leis 8080 e 8142, que organizam o funcionamento do Sistema nico de Sade (SUS) previsto na Carta Magna, completaram, em setembro e dezembro, 23 anos. 81. Tal situao resultante direta das lutas contra a ditadura militar (1964-1985) e dos embates pela hegemonia na conduo do processo de redemocratizao protagonizados pelo Movimento pela Reforma Sanitria (MRS), que compreendia como indissociveis as lutas contra a ditadura, pela redemocratizao, pela participao social e pela garantia da sade como direito do cidado e dever do Estado. http://www.armazemmemoria.com.br/cdroms/producao cdrom/03/00ArmazemMemoria/Tema/00item.html 82. O auge deste processo foi a realizao, em 1986, da 8 Conferncia Nacional de Sade (CNS), cujo Relatrio Final propunha a criao de um sistema de sade universal, pblico e gratuito, que teria na participao, um de seus princpios. Para coloc-lo em prtica, o Relatrio propunha, dentre outras medidas, a criao de Conselhos municipais compostos por usurios e trabalhadores de sade eleitos pela sociedade local para desempenharem o papel de controlar o poder executivo e o setor privado. 83. O Relatrio Final da 8 CNS serviu de base para o captulo da Constituio Federal de 1988 que se refere Sade. Porm, a regulamentao do SUS foi consolidada pela lei 8080, de setembro de 1990. Quando esta foi sano do Presidente Collor, os artigos relativos ao financiamento do sistema e participao nos Conselhos de Sade foram vetados. Diante disto, a Plenria das Entidades de Sade e os deputados federais que apoiaram e aprovaram o texto constitucional, articularam-se e conseguiram, em dezembro, aprovar a lei 8.142, resgatando os pontos anteriormente vetados e ampliando a autonomia dos Conselhos ao conferir- lhes o poder de elaborar seu regimento interno. 84. Esta Lei criou Conselhos de Sade um tanto diferentes dos propostos pela Oitava Conferncia. Por ela, os CMS tm a atribuio de participar do processo de formulao de estratgias e no controle da execuo da poltica de sade, inclusive nos aspectos econmicos e financeiros. Para tanto, deve promover, em reunies ordinrias e peridicas, o debate sobre a poltica de sade, num processo de carter deliberativo do qual participam paritariamente setores cujos interesses so diretamente afetados pela poltica de sade: usurios do SUS, representados por entidades da sociedade civil, que detm 50% das vagas; trabalhadores da sade, com 25% das vagas; e o conjunto de prestadores de servios e gestores que, juntos, contam com os 25% restantes. 85. importante notar que muitos Conselhos de Sade no tem respeitado o princpio da Paridade. fundamental superar esta situao, sobretudo porque os descumprimentos so, em muitos casos, desfavorveis participao da sociedade organizada. E no seu Conselho, a paridade cumprida? Em caso negativo, por que no? O que voc pode fazer para que seu Conselho a cumpra? 86. Por institucionalizarem a participao da sociedade organizada no processo decisrio das polticas de sade, os Conselhos de Sade consagram-se como a principal inovao democrtica brasileira, sobretudo porque foram criados nos 5.564 municpios brasileiros e nas 27 Unidades da Federao, num movimento poltico que representa a mais ampla iniciativa de descentralizao poltico administrativa registrada em uma sociedade moderna. 87. No setor sade, portanto, a democratizao foi incorporada norma que oficializa o processo decisrio. Instituies pblicas no-hierarquicamente vinculadas ao poder executivo municipal, permanentes, mandatrias, paritrias, de carter deliberativo e cujas atribuies voltam-se para a formulao, monitoramento, avaliao e controle das polticas municipais de sade, os Conselhos de Sade desempenham importantes papis na democratizao do processo decisrio de tais polticas. Em especial porque: (1) institucionalizam a participao de novos atores no processo decisrio: usurios; profissionais de sade; e prestadores de servio; e (2) constituem-se na arena em que tais atores interagem com o governo municipal, deliberando sobre as polticas de sade Prossiga 88. Ao mesmo tempo que os conselhos ampliam a participao de novos atores no processo decisrio, so uma das instituies em que os interesses destes vo competir com os dos demais atores polticos. Os resultados destas competies, ao menos em tese, tornam-se os interesses dos Conselhos, que vo disputar sua satisfao com os interesses das demais instituies que participam do processo decisrio. 89. Esta caracterstica configura-se em uma dupla participao: a participao de novos atores polticos nos Conselhos e a participao dos Conselhos (e, por conseguinte, dos novos atores) no processo decisrio das polticas municipais de sade. Esta dupla participao multiplica os fruns em que os atores e os interesses por eles representados disputam poder. Em termos gerais, pode-se pensar em 2 macro- fruns: um interno, que se concretiza no plenrio dos Conselhos durante suas reunies; e outro externo, que o prprio processo decisrio das polticas municipais, no qual os CMS tm que disputar espao e poder com outras instituies para fazer valer seus interesses. 90. CONTROLE SOCIAL Sistema nico de Sade Institucionalizao no interior do aparelho estatal de um sistema nacional de rgos colegiados, dotados de poder legal e onde os usurios tm participao paritria CONSELHOS DE SADE CONFERNCIAS DE SADE 91. CONTROLE SOCIAL Controle Social no SUS Direito e dever da sociedade em participar do debate e da deciso sobre a formulao, execuo e avaliao da poltica nacional de sade Prossiga 92. Impacto da Atuao dos Conselhos Capacidade dos componentes em reconhecer esse espao de poder, conflitos, negociaes, formulaes e fiscalizao, estabelecendo interaes qualificadas e produtivas. CONTROLE SOCIAL Prossiga 93. Consolidao do SUS Fortalecimento das instncias do controle social. Ampliao e consolidao da capacidade poltica legal e tcnica dos conselheiros e sociedade em geral para a articulao e negociao demandada por esse espao. CONTROLE SOCIAL Prossiga 94. Nos marcos da Lei n 8142/90, o controle da sociedade pelos Conselhos de Sade, enquanto macrorregulao no mbito de uma desejvel relao Estado-Sociedade, deve se estender a todas as aes e instituies vinculadas ao sistema. CONTROLE SOCIAL Prossiga 95. neste contexto poltico que se pode compreender que os(as) Conselheiros(as) de Sade so representantes da sociedade. Esta representao, dependendo da regra de elegibilidade de cada conselho, pode ser de entidades ou de grupos populacionais. Quaisquer que sejam, trazem para o conselheiro o dever de valorizar e promover sua relao com os seus representados, tornando-a a base concreta de seu mandato 96. Isto significa que o conselheiro(a), enquanto representante tem que saber o desejo de seus representados e perguntar a eles o que pensam sobre as situaes que surgem nos Conselhos. Neste processo, no precisam perder sua autonomia, postando-se como mero repetidores. Podem, e devem, ter iniciativa e postura proativa. 97. E voc, conselheiro, tem valorizado e promovido sua relao com seus representados? Tem atuado no conselho a partir das demandas de seus representados e levado para eles os novos pontos de pauta que surgem nas reunies dos Conselhos? Tem negociado com eles suas possibilidades de autonomia? 98. Participao e controle Social so conceitos interdependentes. Na luta pela efetivao dos direitos humanos no Brasil, participao e controle social adquiriram significados diferentes controle social atualmente, refere-se forma de participao da populao na formulao, deliberao e fiscalizao das polticas pblicas Participao diz respeito ao processo no qual homens e mulheres se descobrem e se realizam como sujeitos polticos. 99. 5- Problematizando DESVIOS NA TRAJETRIA DOS CONSELHOS 100. Apesar da lei determinar o carter deliberativo dos conselhos, em geral, denotam um carter eminentemente consultivo. Tambm h dificuldade e resistncia do poder pblico em permitir a publicizao do Estado: - transparncia e socializao de informaes fundamentais para que os conselhos exeram o controle social. DESVIOS NA TRAJETRIA DOS CONSELHOS 101. Ausncia de esquemas prprios de divulgao e comunicao com a Sociedade - A Visibilidade e Transparncia dos Conselhos. Autonomia - Na prtica dos Conselhos, fica evidente a dependncia quanto as condies administrativas, financeiras e tcnicas. DESVIOS NA TRAJETRIA DOS CONSELHOS 102. CONDIES PARA O FORTALECIMENTO DOS CONSELHOS Autonomia - infra-estrutura (espao fsico e secretaria executiva, dotao oramentria) e condies de funcionamento autnomo. Transparncia e socializao de informaes - para controlar o oramento e os gastos pblicos Visibilidade - divulgao e publicizao das aes do Conselhos. Integrao - criar estratgias de articulao e integrao do Conselho -atravs de agendas comuns e fruns mais amplos- que contribuam para superar a setorizao e a fragmentao das polticas pblicas. 103. Articulao - dos conselhos com outras instncias de Controle Social como os Fruns e Comisses Temticas ampliando a participao da sociedade no Controle Social das Polticas Pblicas. Capacitao Continuada dos Conselhos - desenvolver um processo contnuo de formao dos Conselheiros - instrumentalizando-os para o efetivo exerccio do controle social CONDIES PARA O FORTALECIMENTO DOS CONSELHOS 104. Avaliao Inovadora A aprendizagem um processo de construo e desconstruo de conceitos, sendo assim, cabe a voc este compromisso de estar em constante pesquisa e de comprometimento com a cidadania ativa, atravs da reflexo e da crtica. No se limite a este contedo, busque mais informaes sites, vdeos sugeridos e bibliografias. A internet uma excelente aliada para buscar estudos referentes ao tema. tima jornada 105. Compartilhe com seus colegas suas ideias sobre os assuntos estudados aqui e de sua prtica. Troque experincias, proponha discusses. 106. Voc acaba de vencer esta etapa de seus estudos. Revise o contedo abordado e entre contato conosco Caso queira trocar alguma duvida ou informao. E fique atento as prximas temticas que estarei trazendo. regomes1@gmail.com Um abrao. At l Prossiga e Muito Sucesso ! 107. Destaque os principais pontos do texto que voc acabou de ler. Identifique os aspectos comuns encontrados no texto lido com o material j estudado. Identifique pontos divergentes , caso voc encontre. Relacione os pontos que estaro presentes no seu texto. Estabelea relaes entre o texto lido com o material de estudo. Pronto, hora de criar sua produo sobre A Democracia, Participao e o controle Social na garantia dos direitos. MOS A OBRA! Guarde com voc este texto. Mais tarde poder precisar dele para melhor-lo, revis-lo. assim que se constri verdadeiramente conhecimentos. 108. Exera sua cidadania, divulgue estas informaes e continue construindo seus conhecimentos cada dia mais e conte com a nossa parceria 109. Sugesto leitura http://www.bibliotecafeminista.org.br/index.php?option=com_remository&Itemid=56&fun c=startdown&id=265. Articulando a luta feminista nas polticas pblicas. Desafios para a ao do movimento na implementao das polticas http://www.bibliotecafeminista.org.br/index.php?option=com_remository&Itemid=53&func=fileinfo&id =98 Controle Social - Programa Olho Vivo no Dinheiro Pblico http://www.portalzinho.cgu.gov.br/canal-do-professor/controlrSocialFinal.pdf http://www.aracati.org.br/portal/pdfs/04_Fala%20Ai/novo/fala_ai_caderno_03_controle_social.p df Moreira MR e Escorel S.- Conselhos Municipais de Sade no Brasil: um debate sobre a democratizao da sade nos vinte anos do SUS. In. Cincia e Sade Coletiva. 14(3). 2009. p. 373-381. Rubens Pinto Lyra. Democracia representativa x democracia participativa: a Representao do estado e da sociedade civil nos conselhos de polticas pblicas http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/rubenspinto/rubens_democracia_representativa_parti cipativa.pdf 110. Sugestes de sites http://portal.saude.gov.br/portal/saude/cidadao/area.cfm?id_area=1036 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/controle/index.php http://www.portaltransparencia.gov.br/controleSocial/ http://www.infojovem.org.br/infopedia/tematicas/participacao/participacao-social/ http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/consoc.html http://www.armazemmemoria.com.br/cdroms/producaocdrom/03/00ArmazemMemori a/Tema/00item.html - apresenta um conjunto de informaes sobre o processo da Reforma Sanitria e a participao social no SUS. 111. Sugesto leitura SOUZA, Rodriane de Oliveira. Participao e controle social. In SALES, Mione Apolinrio; MATOS, Maurlio Castro e LEAL, Maria Cristina (org.). Poltica Social, Famlia e Juventude: uma questo de direitos. So Paulo: Cortez, 2004, p. 167-187. SOUZA, Maria Luiza. Desenvolvimento de comunidade e participao. 3 ed. So Paulo: Cortez, 1991. MARX, Karl e ENGELS, Friedrich, A ideologia alem (Feuerbach). So Paulo: Hucitec, 1996. Participao Social no SUS: o Olhar da Gesto Municipal http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/participacao_soc ial_olhar_gestao_municipal.pdf 112. Sugesto de leitura: Apostila Curso de Formao de Conselheiros em Direitos Humanos - Abril Julho/2006- Realizao: gere Cooperao em Advocacy - Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR link : http://docs.google.com/fileview?id=1FfLgZKG77bHvIA4FdNHtwa9hTD3zKlMlW AHo-E1bMVDQ6HPhfXUiYsyEQ9l4&hl=pt_BR SOUZA, Rodriane de Oliveira. Participao e controle social. In SALES, Mione Apolinrio; MATOS, Maurlio Castro e LEAL, Maria Cristina (org.). Poltica Social, Famlia e Juventude: uma questo de direitos. So Paulo: Cortez, 2004, p. 167-187. 113. Sugesto de Vdeos: Sade em Cena -A Arte do Encontro http://vimeo.com/62242405 Eu me comprometo! http://vimeo.com/62308222 Laos de Unio http://vimeo.com/62338625 114. Parafraseando Jacicarla : O que dizer neste momento silencioso e abrasivo de contemplao? Em que j estou exaurida, pois uma parte se encerra e outra se encontra desorientada? Sou formada em Psicologia pela Universidade de Guarulhos, turma de 1983. Especializei-me em Psicologia Clinica, Psicopatologia do Trabalho, Dependncia Qumica, Gesto Sade Publica, sendo Gnero e Politicas Pblicas a minha mais recente jornada. Estou casada, dois filhos e recentemente com Deficincia fsica pela Sndrome ps-poliomielite. Servidora Publica da Sade no Municpio de So Paulo. Contatos: regomes1@gmail.com Blog - http://saudemulheronline.blogspot.com/ Facebbok http://www.facebook.com/Regomes1 Twiter - @regomes1 (Silva, Jacicarla Souza da. Vozes femininas da poesia latino- americana : Ceclia e as poetisas uruguaia) 115. nesse simples gesto de reconhecimento, bastante desconcertado, que tento escrever essas breves palavras. Concisas na sua extenso, porm verdadeiras. Ocasio esperada por uns; negligenciada por outros. No importa. O que importa o ato, as lembranas, o gesto; a sensao de refgio, de abrigo.... A Buzzero e tod@s professores, mestres e autores/as e militantes que tem participado da jornada, exemplos de ao na busca de igualdade de direitos entre homens e mulheres, brancos/negro/indgenas e de contribuio na construo de politicas que visem a interferir nestas situaes. So muitos/as que esto contribuindo, sendo assim, estou correndo o risco de no pronuncia-los/s, pois a maioria dos conceitos aqui citados so copiados, vieram destas fontes e destas inspirao.. 116. Regina Maria Faria Gomes

Recommended

View more >