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  • DEFENSOR PBLICO.Transformando a causa de um no benefcio de todos.

  • ExpedienteREPBLICA FEDERATIVA DO BRASILDilma Vana Rousseff Presidenta da RepblicaJos Eduardo Cardozo Ministro de Estado da JustiaFlvio Crocce Caetano Secretrio de Reforma do Judicirio

    ASSOCIAO NACIONAL DOS FEDENSORES PBLICOSPatrcia Kettermann PresidenteStfano Borges Pedroso Vice-presidenteGlucia Amlia Silveira Andrade Diretora SecretriaMarialva Sena Santos Diretora 1 SecretriaAdriano Leitinho Campos Diretor 2 SecretrioAna Luiza Pontier de Almeida Bianchi Diretora TesoureiraSoraia Ramos Lima Diretora 1 TesoureiraAdriano Jorge Campos Diretor 2 TesoureiroAntonio Jos Maffezoli Leite Diretor LegislativoArilson Pereira Malaquias Diretor JurdicoFelipe Augusto Cardoso Soledade Diretor Acadmico-InstitucionalAlberto Carvalho Amaral Diretor de EventosAndr Luis Machado de Castro Diretor de Relaes InternacionaisMurilo da Costa Machado Diretoria Legislativa AdjuntaRafael Morais Portugus de Souza Diretoria Jurdica AdjuntaAdriana Fagundes Burger Diretoria Acadmica Adjunta

    COORDENAES REGIONAISNORTE Carlos Alberto Souza de AlmeidaNORDESTE Sandra Moura de SCENTRO-OESTE Murilo da Costa MachadoSUL Rafael Morais Portugus de SouzaSUDESTE Paulo Antnio Coelho dos Santos

    CONSELHO CONSULTIVOI - Eduardo Antnio Campos LopesII - Edmundo Antonio de Siqueira Campos BarrosIII - Leonardo Werneck de CarvalhoIV - Terezinha Muniz de Souza da CruzV - Francisco de Paula Leite SobrinhoVI - Cludio Piansky Mascarenhas da Costa

    CONSELHO FISCALTITULARES:I - Lisiane Zanette AlvesII - Celson Arajo RodriguesIII - Carolina AnastcioSUPLENTES:IV - Maria Madalena Abrantes SilvaV - Marta Beatriz Tedesco ZanchiVI - Edgar Moreira Alamar

    COLABORAOAntonio Mafezzoli Abertura Direitos humanos Carlos Almeida Filho Tutelas coletivas/AMCarlos Weis Pessoas em situao de rua/SPCludio Covatti Direito ambiental/RSDulcielly Nbrega Violncia domstica/DF Enir Madruga de vila Sade/RSEvenin Eustquio de vila Educao em direitos/DFFlvia Marcelle Torres Ferreira de Moraes Direito homoafetivo/MG Freddy Alejandro Solorzano Antunes Direito dos idosos/TOLisiane Zanette Alves Famlia/RS Marta Beatriz Tedesco Zanchi Infncia e juventude/RSRafael Portugus Atuao extrajudicial/SPThasa Oliveira Atuao criminal/PRLuciana Lima Moradia popular/PA

    JORNALISTAS RESPONSVEISAnne Coutinho Reg. Prof. 7725/RSKaryne Graziane Reg. Prof. 9466/DF

    JORNALISTAS COLABORADORES COLETA DE DEPOIMENTOS Ana Paula Prado/SPAndra Lopes/TOLuclio Lessa/CELuis Cludio Barbosa/DFRita Barchet/RS

    CONCEPO GRFICA Bah! Comunicao: Ren Klemm Projeto Grfico: Maurcio Pamplona Editorao: Fbio Arusiewicz Reviso: Renato Deitos

    Copyright 2014, ANADEP Reproduo autorizada mediante citao da fonteDISTRIBUIO GRATUITA Impresso no Brasil Braslia, DF

  • Sumrio

    Acesso sade ..................................................................................................6Violncia domstica .....................................................................................8Infncia e juventude ................................................................................10Famlia ..............................................................................................................12Moradia popular ........................................................................................14Pessoas em situao de rua ................................................................16Tutelas coletivas .........................................................................................18Atuao extrajudicial .............................................................................20Educao em direitos ..............................................................................22Direito LGBTT ................................................................................................24O idoso e seus direitos ............................................................................26Atuao criminal .......................................................................................28Meio ambiente .............................................................................................30Depoimentos ................................................................................................32Entidades filiadas ANADEP em todo o Brasil .......................37

  • Ol!

    Voc est recebendo mais uma cartilha sobre direitos feita pela Associao Nacional dos Defensores Pblicos ANADEP.

    H seis anos, a ANADEP tem publicado cartilhas informando sobre direitos e divulgando a atuao dos defensores e defensoras pblicas por todo o Brasil.

    Nas pginas a seguir, voc ver exemplos exitosos da atuao de defensores e defensoras pblicas em temas to diversos como direito ambiental, direito sade, direito educao, direitos de mulheres, crianas e adolescentes, pessoas com deficincia, pessoas presas.

    Apesar de diversos, esses temas tm uma coisa em comum: todos se referem a DIREITOS HUMANOS.

    E o que so direitos humanos?

    Resumidamente, direitos humanos so os direitos fundamentais de cada pessoa, de toda pessoa. Noutras palavras, os direitos humanos so os direitos bsicos que toda pessoa tem, independentemente da sua cor, da sua raa, gnero, orientao sexual, classe social, religio, opinio poltica.

    E por que esses direitos so considerados bsicos, fundamentais? Porque eles so imprescindveis para que todas as pessoas vivam plenamente, com dignidade, possam tocar seus projetos de vida e serem felizes.

    Direitos humanos, portanto, no so, como s vezes dito, direitos de bandido. As pessoas que so condenadas por terem cometido um crime tm, por lei, alguns de seus direitos fundamentais limitados, como o direito liberdade e o direito a votar nas eleies. Mas os demais direitos sade, integridade fsica, alimentao no podem ser violados porque a pessoa foi presa.

  • Como voc ver nesta cartilha, por todo o Brasil a atuao de defensoras e defensores pblicos foi e continua sendo essencial para que pessoas sem recursos financeiros possam exigir o cumprimento de seus direitos humanos como o direito de ter uma vaga numa creche ou numa escola, o direito de obter determinado medicamento ou tratamento mdico ou possam evitar que eles sejam violados como o despejo indevido da sua moradia, a cassao injustificada ou ilegal da licena para trabalho como vendedor ambulante, entre outras.

    Apesar da importncia e da diversidade dessas atuaes, necessrio destacar que apenas 28% das cidades brasileiras tm defensores pblicos (ainda assim, em nmero insuficiente e sem apoio tcnico). Em 72% das cidades no h um nico defensor ou defensora pblica.

    Para mudar esse cenrio, importantssimo que cada um cobre dos seus representantes eleitos em nvel estadual e em nvel federal a aprovao de projetos que garantam a criao de mais cargos de defensores pblicos e de servidores de apoio e a destinao de recursos para o seu funcionamento.

    Confira, nas prximas pginas, treze das principais reas de atuao da Defensoria Pblica.

    anadep.org.br

  • A Constituio Federal e as leis enumeram uma extensa lista de direitos do cidado. Entre eles, encontra-se o direito sade. Alis, o direito sade uma das garantias mais importantes que os brasileiros tm asseguradas na Constituio.

    A lei diz que a sade responsabilidade da famlia, das empresas, da sociedade e do Estado, aqui entendido como formado pela Unio Federal, Distrito Federal, estados e municpios.

    A responsabilidade do Estado no significa apenas o dever de construir hospitais, postos de sade e equip-los para melhor atender a populao. Tambm no basta disponibilizar ambulncias ou contratar mdicos e dentistas para incrementar a sade preventiva. Porque, de certa forma, o Estado tambm responsvel pela sade curativa das pessoas.

    Veja abaixo algumas das situaes possveis, entre outras: acesso a medicamentos; acesso a fraldas; acesso a cirurgias; internaes e/ou transferncias hospitalares; cadeira de rodas; exames mdicos; rteses e prteses; tratamentos psiquitricos e dependncia qumica; tratamento de sade multidisciplinar (Home Care).

    6

    Acesso sade

  • Uma vez diagnosticado pelo mdico o seu problema de sade, voc pode procurar o defensor pblico para saber se tem direito ao auxlio do Estado. Ele o profissional que o orientar sobre como proceder para garantir seu direito.

    Na prtica, se voc foi ao posto de sade consultar, e o mdico prescreveu, por exemplo, um medicamento muito caro, atravs do defensor pblico voc obter informaes de como adquirir esse medicamento junto ao Estado, por meio de um pedido administrativo, ou, se for o caso, de um processo judicial.

    Entenda o seguinte: a Defensoria Pblica no vai fornecer o medicamento, mas ir ajud-lo a adquirir, encaminhando seu pedido aos rgos competentes. A mesma regra vale para a fralda, para a cirurgia, para a internao, para o exame mdico

    Ainda so vrias as cidades do pas que no possuem um defensor pblico para ajudar o cidado a lutar pelos seus direitos. Porm, naquelas cidades em que j h Defensoria Pblica instalada, voc encontrar atendimento de defensor pblico, seja no endereo dos escritrios-sede ou nos fruns.

    A princpio, toda pessoa que se encontre numa situao de vulnerabilidade decorrente do problema de sade, cujo direito foi afetado, poder procurar atendimento do defensor pblico. Porm, as Defensorias Pblicas de cada estado possuem regras prprias, cabendo ao defensor pblico analisar as situaes especficas. Verifique na sua cidade o endereo de nosso escritrio e os horrios de atendimento ao pblico.

    Documentos: relativamente documentao, de regra, so necessrias cpias de documentos pessoais (carteira de identidade, CPF ou documento equivalente), comprovante de renda e comprovante de residncia. Tambm laudo, atestado e receita mdica, alm de outros que possam ser solicitados pelo