DE OLHO NO ORÇAMENTO CRIANÇA 1 ?· De fato, o orçamento público no Brasil não permite a identificação…

Download DE OLHO NO ORÇAMENTO CRIANÇA 1 ?· De fato, o orçamento público no Brasil não permite a identificação…

Post on 15-Dec-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 1

Iniciativa

CONSELHO DE ADMINISTRAO

Presidente Carlos Antonio Tilkian

Vice-PresidenteSynsio Batista da Costa

CONSELHEIROSCarlos Antonio Tilkian, David Baruch Diesendruck, Desembargador Antonio Carlos Malheiros, Eduardo Jos Bernini, Fernando Vieira de Melo, Hector Nuez, Humberto Barbato, Jos Eduardo Planas Paella, Luiz Fernando Brino Guerra, Morvan Figueiredo de Paula e Silva, Otvio Lage de Siqueira Filho, Rubens Naves, Synsio Batista da Costa e Vitor Gonalo Seravalli

CONSELHO FISCAL Bento Jos Gonalves Alcoforado, Mauro Antonio R e Srgio Hamilton Angelucci

SECRETARIA EXECUTIVA Administradora Executiva Heloisa Helena Silva de Oliveira

Gerente de Desenvolvimento de Programas e Projetos Denise Maria Cesario

Gerente de Desenvolvimento Institucional Victor Alcntara da Graa

EQUIPE DO PROGRAMA PREFEITO AMIGO DA CRIANAJeniffer Caroline Luiz, Carlos de Medeiros Delcidio, Cesar Dalney de Souza Vale, Dayane Santos Silva, Julianne Nestlehner Pinto, Lidiane Oliveira Santos, Luane Natalle e Priscila Pereira Alves Scharth Gomes

FICHA TCNICA

Texto: Ronaldo Nogueira e Wieland Silberschneider

Colaborao: Jeniffer Caroline Luiz, Cesar Dalney de Souza Vale, Dayane Santos Silva, Gislaine Cristina de Carvalho Pita, Raquel Farias Meira e Victor Alcntara da Graa

Edio: Carlos de Medeiros Delcidio

Leitura Crtica: Denise Cesario

Reviso ortogrfica e gramatical: Mnica de Aguiar Rocha

Projeto Grfico, diagramao e arte-final: Daniela Jardim & Rene Bueno

Impresso: Hawaii Grfica & Editora

Tiragem: 5000

ISBN: 978-85-88060-92-0

2 Ediojulho, 2017

2 Edio

Fundao Abrinq pelos Direitos da Criana e do Adolescente

So Paulo

2017

SUMRIOCARTA DO PRESIDENTE .............................................................................................................5

1. REVISO DO ORAMENTO CRIANA ..............................................................................61.1. Programa Prefeito Amigo da Criana - PPAC ...................................................................................................... 81.2. Objetivos de Desenvolvimento Sustentvel - ODS ......................................................................................... 101.3. Plano Nacional pela Primeira Infncia - PNPI ...................................................................................................131.4. Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianas e Adolescentes .......................................................131.5 Oramento Criana e Adolescente - OCA .............................................................................................................14

1.5.1. Importncia do OCA ................................................................................................................................................................................................ 14

1.5.2. Composio do OCA ............................................................................................................................................................................................... 15

1.5.3. Natureza de Aes e Despesas do OCA ....................................................................................................................................................... 17

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA ......................................................................... 192.1. Base Oramento Anual .................................................................................................................................................. 222.2. Base Execuo Oramentria .................................................................................................................................... 232.3. Leitura do Oramento ....................................................................................................................................................242.4. Apurao do OCA .............................................................................................................................................................282.5. Identificando O OCA Exclusivo e No Exclusivo ..............................................................................................302.6. Clculo da Proporcionalidade do OCA No Exclusivo .................................................................................362.7. Consolidao do OCA ..................................................................................................................................................... 37

3. MONITORAMENTO E AVALIAO DO OCA .................................................................443.1. Avaliao Bsica .................................................................................................................................................................453.2. Avaliaes Complementares .....................................................................................................................................46

4. TRANSPARNCIA DO OCA .................................................................................................. 50

REFERNCIAS ..................................................................................................................................54

ANEXOS ..............................................................................................................................................56Anexo I - Funes e Subfunes de Governo ............................................................................................................57Anexo II - Glossrio ...................................................................................................................................................................60

DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 5

CARTA DO PRESIDENTEA Fundao Abrinq pelos Direitos da Criana e do Adolescente acredita que o lugar da criana e do adolescente no oramento pblico. S se conseguir de fato garantir e efetivar direitos quando a prioridade absoluta sair dos discursos polticos e se transformar em rubricas oramentrias. Por essa razo, o Programa Prefeito Amigo da Criana, em sua 6 edio, (Gesto 2017-2020), atualizou a metodologia de apurao do Oramento Criana contemplando o Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianas e Adolescentes, do Conselho Nacional dos Direitos da Criana e do Adolescente (Conanda), o Plano Nacional pela Primeira Infncia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentvel (ODS) das Organizaes das Naes Unidas (ONU).

A metodologia se prope a ser uma ferramenta de gesto que evidencie os gastos pblicos com crianas e adolescentes e as sobreposies existentes nas diversas Secretarias. Ela visa aferir se prioridades, assumidas em campanha pelos governantes, refletem-se nas peas oramentrias. E permite sociedade civil e, especialmente, aos Conselhos Municipais dos Direitos da Criana e do Adolescente controlar o uso dos recursos pblicos nas polticas direcionadas a esse segmento, podendo relacionar-se com a evoluo ou no dos indicadores sociais atrelados a esses investimentos pblicos.

Esperamos que este material constitua importante ferramenta de trabalho!

Carlos TilkianPresidente

6

REVISO DO ORAMENTO CRIANA

1

1. REVISO DO ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 7

Este caderno constitui mais uma iniciativa de apoio a prefeitos e Prefeituras para aprimorar a im-plementao de polticas pblicas em defesa e promoo dos direi-tos da infncia e da adolescncia. Desde 2005, a Fundao Abrinq pelos Direitos da Criana e do Ado-lescente vem atuando para desen-volver e divulgar a Metodologia do Oramento Criana e Adolescente (Metodologia do OCA).

Inicialmente em parceria com o Fundo das Naes Unidas para a Infncia (Unicef) e o Instituto de Estudos Socioeconmicos (Inesc), concebeu as orientaes bsicas para a seleo, agrupamento e apurao das aes e despesas oramentrias proteo e de-senvolvimento da criana, pu-blicando De Olho no Oramento Criana. A partir de 2006, a apu-rao do OCA tornou-se exign-cia para a conquista do Prmio Prefeito Amigo da Criana (PPAC). Nessa perspectiva, a Fundao editou a publicao 12 Passos para Apurao do OCA e realizou, nos anos seguintes, diversas ca-pacitaes de tcnicos de Prefei-turas para apurao do OCA, alm de estudos com os levantamentos efetuados pelas Prefeituras.

De fato, o oramento pblico no Brasil no permite a identificao direta dos compromissos de polti-cas pblicas assumidos pelos pre-feitos, tampouco o acompanha-mento claro do seu desempenho, em razo das inmeras exigncias tcnico-legais e da superficialidade

de sua prestao de contas. A Metodologia do OCA surgiu jus-tamente para propiciar a verifica-o, apurao e anlise, a partir do oramento pblico, do montante previsto e/ou gasto de recursos com aes gerais de proteo e desenvolvimento da criana e do adolescente pelo poder pblico em determinado perodo. Ela se apresenta como poderosa ferra-menta para a promoo e a defesa dos direitos desse pblico na me-dida em que oferece diagnstico real dos gastos pblicos com crian-as, adolescentes e suas famlias e, desse modo, proporciona argu-mentos consistentes para a avalia-o e enfrentamento dos proble-mas sociais em cada municpio.

Com este novo caderno, a Funda-o busca elevar o potencial de vigilncia e mobilizao do Ora-mento Criana, alinhando a Me-todologia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentvel. Iniciados com os Objetivos de De-senvolvimento do Milnio (ODM), os ODS do continuidade ini-ciativa internacional do estabele-cimento de objetivos comuns de polticas pblicas para o enfrenta-mento da pobreza e da desigualdade. Eles se constituem precisamen-te de 17 objetivos e 169 metas, alm de centenas de indicadores, que representam importante re-ferncia para a estruturao de aes comuns entre estados e municpios, assim como entre pa-ses, para se lograr a comunho de iniciativas e a comparabilidade de resultados. A correlao entre os

8

gastos governamentais e as metas e indicadores dos ODS que a Me-todologia do OCA passa a incenti-var, representa um grande passo no incremento da vigilncia social em prol das polticas para crianas e adolescentes.

Ao longo do caderno, veja as dicas para facilitar a aplicao da Me-todologia do OCA (Siga por Aqui), assim como indicao de docu-mentos legais (Consulte a Legisla-o) mais relevantes a serem con-sultados. H tambm trs nveis de alerta (Tempo Bom, Tempo Nu-blado e Tempo Ruim) sobre os de-safios colocados durante as fases levantamento, estudo e apurao do OCA.

DICA SUSTENTVEL

Indicao de procedimento im-portante para atingir determinado objetivo no clculo do Oramento Criana e Adolescente.

DICA LEGAL

Texto legal importante para sua ao.

Esta edio atualizada possui como foco utilizar a metodologia em busca do cumprimento dos no-vos objetivos e metas aprovados no mbito da Agenda 2030 pela Cpula de Desenvolvimento Sus-tentvel da Naes Unidas, reali-zada em setembro de 20151 e com

1 Resultado de um amplo processo de negociao entre os Estados-Membros - iniciado durante a Conferncia Rio +20. A nova plataforma da ONU apresenta 17 objetivos e 169 metas que devem ser alcanados at 2030, promovendo, assim, o ambiente global para o progresso e o desenvolvimento de forma justa e equitativa, integrando as dimenses social, econmica e ambiental. Os Objetivos e metas almejados refletiro em aes at 2030 em reas de importncia crucial para a humanidade e para o planeta.

os planos decenais vigentes (Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianas e Adolescentes e Plano Nacional pela Primeira Infncia).

1.1. Programa Prefeito Amigo da Criana - PPAC

A promoo e a garantia dos direi-tos da criana e do adolescente de-pendem diretamente das aes do poder pblico, seja da esfera fede-ral, estadual ou municipal. A Cons-tituio Brasileira confere a cada uma dessas esferas de poder com-petncias especficas, mas no mbito das cidades que as famlias efetivamente moram e, portanto, onde as crianas e os adolescentes enfrentam os desafios para seu desenvolvimento e constroem o seu futuro.

O Programa Prefeito Amigo da Criana (PPAC) foi concebido pela Fundao Abrinq pelos Direitos da Criana e do Adolescente em 1996, para que tais governantes assu-mam o compromisso de priorizar as crianas e os adolescentes em seus mandatos, colocando-os no centro das polticas pblicas mu-nicipais. Desde ento, o Programa envolveu mais de 3.900 municpios em todo o Brasil, visando melhorar

O mximo de recursos pblicos para as crianas

Os Estados-Partes adotaro todas as medidas administra-tivas, legislativas e de outra natureza, visan-do implantao dos direitos reconhecidos nesta Conveno, a Conveno das Na-es Unidas sobre os Direitos da Criana.Com relao aos di-reitos econmicos, sociais e culturais, os Estados-Partes ado-taro essas medidas utilizando ao mximo os recursos dispon-veis e, quando neces-srio, dentro de um quadro de coopera-o internacional.

1. REVISO DO ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 9

a qualidade de vida das crianas e dos adolescentes em suas cidades.

Para tanto, o Programa mobiliza e apia tecnicamente prefeitos (as) e suas equipes no planejamento e implementao de aes e po-lticas que resultem em avanos na garantia dos direitos previstos na legislao, alm de monitorar o cumprimento dos compromis-sos assumidos durante os quatro anos de mandato. Nas cinco edi-es, reconheceu 573 prefeitos de 391 municpios com o Prmio Prefeito Amigo da Criana pelo comprometimento com a agenda do Programa e pela evoluo dos indicadores sociais selecionados. Alm disso, as diretrizes voltadas para valorizao da participao social, promoo da transparncia e articulao entre poder pblico e sociedade civil, fortalecimento do Conselho Municipal de Direitos da Criana e do Adolescente, de seu respectivo Fundo e dos Conselhos Tutelares atribuem ao PPAC im-portante papel no fomento do di-logo permanente entre as diversas instncias do Sistema de Garantia de Direitos no mbito do munic-pio. Atua no incentivo a uma ges-to pblica cada vez mais demo-crtica e efetiva na viabilizao de aes eficientes para a infncia e a adolescncia.

Com a introduo da obrigato-riedade de apurao do Ora-mento Criana a partir de 2006, a Fundao Abrinq implementou

o monitoramento do financiamen-to das polticas pblicas, e passou a atuar diretamente para a inte-grao da gesto das polticas so-ciais com a alocao de recursos pblicos. Essa iniciativa deu incio ao enfrentamento do importante desafio de se correlacionar o esfor-o financeiro dos governos munici-pais com o alcance de resultados sociais, oferecendo informaes relevantes at ento no dispon-veis de modo sistematizado para gestores e para a rede de proteo da criana e do adolescente.

Atualmente, para que os dirigentes municipais traduzam efetivamente em realidade, durante seus man-datos, o compromisso de priorizar crianas e adolescentes, o Pro-grama Prefeito Amigo da Criana demanda que a gesto municipal seja capaz de: Definir metas para os quatro

anos de governo. Elaborar e colocar em prtica

um plano municipal. Gerir e tornar pblico os recur-

sos do oramento para crianas e adolescentes.

Garantir o efetivo funcionamen-to dos Conselhos de Direitos e Tutelares.

Monitorar indicadores de sa-de, educao e proteo social de crianas e adolescentes, tomando medidas estratgicas para que mudanas positivas aconteam.

10

1.2. Objetivos de Desenvolvimento Sustentvel - ODS

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentvel (ODS) so uma agen-da global de desenvolvimento en-volvendo 17 objetivos (Quadro 1) e 169 metas, fruto de um acordo en-tre os pases durante a Conferncia das Naes Unidas sobre Desen-volvimento Sustentvel, Rio +20. Foram concebidos em continuida-de aos Objetivos do Milnio (ODM), que, entre 2000 e 2015, com seus oito objetivos, 21 metas e 60 indi-cadores, cumpriram importante papel na promoo do combate pobreza.

A agenda dos ODS prev aes orientadas para a erradicao da pobreza, proteo social, prote-o ambiental, igualdade de g-nero, reduo das desigualdades, energia, gua e saneamento, pa-dres sustentveis de produo e de consumo, crescimento eco-nmico inclusivo, infraestrutura, industrializao, dentre outras

iniciativas. Para tanto, considera quatro dimenses: Social (necessi-dades humanas e justia); Ambien-tal (preservao e conservao do meio ambiente e medidas contra mudanas climticas); Econmica (uso e esgotamento dos recursos naturais, gerao de resduos e consumo de energia); e Institucio-nal (capacidades de implementar os ODS).

A implementao dos ODS apre-senta como novidade o monitora-mento de metas e aes de indica-dores desagregados e detalhados por grupos de populao e con-dio de vulnerabilidade (idade, renda, gnero, raa/cor), elabo-rados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), a fim de melhor acompanhar os resul-tados. Alm disso, a iniciativa pas-sa a reconhecer a importncia de fomentar polticas pblicas mais compreensivas, assim como o fo-mento das instncias de participa-o e controle social (conselhos, Poder Legislativo, Ministrio Pbli-co) para cobrar e propor polticas pblicas como condio de suces-so da nova agenda.

PRINCIPAIS AGENTES DO PPAC NO MUNICPIO

Articulador municipalO articulador do Programa, indicado pelo(a) prefeito(a), o agente facilitador, mobilizador da Rede de Proteo Local e corresponsvel pelo desenvolvimento e cumprimento das aes do Programa no municpio.

Conselho Municipal dos Direitos da Criana e do AdolescenteO Conselho, por meio de uma comisso ou de seu pleno, far o acompanhamento da participao do municpio no Programa e validar as informaes prestadas. um meio de garantir o controle social sobre os resultados do municpio e requisito para participao deste nas etapas de avaliao do Programa.

1. REVISO DO ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 11

QUADRO 1

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL

Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares

Reduzir a desigualdade dentro dos pases e entre eles

Acabar com a fome, alcanar a segurana alimentar e melhoria da nutrio e promover a agricultura sustentvel

Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentveis

Assegurar uma vida saudvel e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

Assegurar padres de produo e de consumo sustentveis

Assegurar a educao inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos

Tomar medidas urgentes para combater a mudana do clima e seus impactos

Alcanar a igualdade de gnero e empoderar todas as mulheres e meninas

Conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentvel

Assegurar a disponibilidade e gesto sustentvel da gua e saneamento para todos

Proteger, recuperar e promover o uso sustentvel dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentvel as florestas, combater a desertificao, deter e reverter a degradao da terra, e deter a perda de biodiversidade

Assegurar o acesso confivel, sustentvel, moderno e a preo acessvel energia, para todos

Promover sociedades pacficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentvel, proporcionar o acesso justia para todos e construir instituies eficazes, responsveis e inclusivas em todos os nveis

Promover o crescimento econmico sustentado, inclusivo e sustentvel, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos

Fortalecer os meios de implementao e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentvel

Construir infraestruturas resilientes, promover a industrializao inclusiva e sustentvel e fomentar a inovao

Embora muito relevantes, nem todos os ODS denotam correlao direta com o Oramento Criana e Adolescente e a Agenda de Trabalho proposta a partir da 6 edio do Programa, conforme o Quadro 2 que se segue:

12

QUADRO 2

EIXOS, REAS E TEMAS DO PROGRAMA PREFEITO AMIGO DA CRIANA E A RELAO COM OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL

Eixos reas Temas Objetivos de Desenvolvimento Sustentvel

Gesto Pblica

Planejamento

Elaborao e aprovao do Plano Municipal pela Infncia e Adolescncia

ODS 16 - Promover sociedades pacficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentvel, proporcionar o acesso justia para todos e construir instituies eficazes, responsveis e inclusivas em todos os nveis

Reviso do PMIA

Implementao do PMIA

Criao de Mecanismos de Monitoramento e avaliao do PMIA

Investimento

Planejamento oramentrio

Qualificao e transparncia na identificao dos gastos

Ampliao do Investimento

Controle Social

Fortalecimento dos Conselhos de Direitos e Tutelares

Infraestrutura e suporte operao do CMDCA

ODS 16Regularizao e operao do Fundo Municipal

Condies de funcionamento do Conselho Tutelar

Polticas Sociais

Promoo de Vidas Saudveis

Acompanhamento pr-natal ODS 3 - Assegurar uma vida saudvel e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

Sobrevivncia infantil, na infncia e materna

Segurana alimentar e nutricional (aleitamento materno, nutrio infantil e alimentao escolar)

ODS 2 - Acabar com a fome, alcanar a segurana alimentar e melhoria da nutrio e promover a agricultura sustentvel

Saneamento (acesso gua potvel, esgotamento sanitrio e coleta de lixo)

ODS 6 - Assegurar a disponibilidade e gesto sustentvel da gua e saneamento para todos

Educao de Qualidade

Acesso e qualidade na Educao Infantil ODS 4 - Assegurar uma educao inclusiva e equitativa de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos

Ensino Fundamental

Proteo em Situaes de Risco

Preveno e combate violncia: domstica, sexual e institucional

ODS 16

ODS 5 - Igualdade de gnero

Preveno e erradicao do trabalho infantil

ODS 16

ODS 8 - Promover o crescimento econmico sustentado, inclusivo e sustentvel, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos

Preveno e proteo de crianas e adolescentes em situao de migrao e desastres naturais

ODS 11 - Cidades e comunidades sustentveis

ODS 10 - Reduo das desigualdades entre os pases e dentro deles

1. REVISO DO ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 13

1.3. Plano Nacional pela Primeira Infncia - PNPI

A Rede Nacional Primeira Infncia entregou ao governo e ao Conse-lho Nacional dos Direitos da Crian-a e do Adolescente (Conanda) uma sugesto de Plano Nacional pela Primeira Infncia, que prope aes amplas e articuladas de pro-moo e realizao dos direitos da criana de at 6 anos de idade nos prximos doze anos. Neste Plano traaram-se as diretrizes gerais e os objetivos e metas que o pas deveria realizar em cada um dos direitos da criana afirmados pela Constituio Federal e pelo Esta-tuto da Criana e do Adolescente (ECA), pelas leis que se aplicam aos diferentes setores, como edu-cao, sade, assistncia, cultura, convivncia familiar e comunitria e outros que lhe dizem respeito. O PNPI deveria ter vigncia de 2012 a 2022. O Conanda aprovou o pla-no em 14 de dezembro de 2010.

Princpios do PNPI 9 Criana sujeito, indivduo, nico, com valor em si mesmo.

9 A diversidade tnica, cultural, de gnero, geogrfica.

9 A integralidade da criana. 9 A incluso. 9 A integrao das vises cientfi-ca e humanista.

9 A articulao das aes. 9 A sinergia das aes. 9 A prioridade absoluta dos direi-tos da criana.

9 A prioridade da ateno, dos recursos, dos programas e das aes para as crianas social-mente mais vulnerveis.

9 Dever da famlia, da sociedade e do Estado.

1.4. Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianas e Adolescentes

Paralelamente, o Conselho Na-cional dos Direitos da Criana e do Adolescente liderava e reali-zava discusses sobre um plano decenal de direitos humanos de crianas e adolescentes com eixos, diretrizes e objetivos estratgicos.

Esse trabalho iniciou-se em 2009 com ampla participao do gover-no e da sociedade. Durante a VIII e a IX Conferncia Nacional dos Di-reitos da Criana e do Adolescente, o tema obteve o consenso.

Sob a coordenao da Secretaria de Direitos Humanos da Presidn-cia da Repblica e do Conanda, um Grupo de Trabalho Interministerial foi implantado. Houve tambm o apoio de consultorias especializa-das e, ento, foram sistematiza-das as propostas deliberadas na Conferncia Nacional, elaborando um documento submetido con-sulta pblica em outubro de 2010.

14

Tal documento recebeu uma srie de crticas e contribuies, resultando no texto final do Plano Decenal.

A proposta em sua verso final foi aprovada pelo Conanda em 19 de abril de 2011 e o Plano Nacional pela Primeira Infncia incorporou-se como objetivo estratgico do Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianas e Adolescentes.

QUADRO 3

EIXOS E DIRETRIZES DO PLANO DECENAL

Eixos Diretrizes

PROMOO DOS DIREITOS DE CRIANAS E ADOLESCENTES

Promoo dos direitos por meio de uma cultura de respeito.

Universalizao do acesso s polticas pblicas de garantia aos direitos humanos.

PROTEO E DEFESA DOS DIREITOS

Proteo especial de crianas e adolescentes.

Universalizao e fortalecimento dos Conselhos Tutelares com o objetivo de melhorar a atuao do conselho.

Universalizao do Sistema de Justia e Segurana Pblica para acesso em igualdade de condies tanto de crianas quanto de adolescentes.

PROTAGONISMO E PARTICIPAO DE CRIANAS E ADOLESCENTES

Criao de estratgias e mecanismos para facilitar a participao social de crianas e adolescentes.

CONTROLE SOCIAL DA EFETIVAO DOS DIREITOS

Fortalecimento do conselho de direitos e de sua natureza.

GESTO DA POLTICA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS DE CRIANAS E ADOLESCENTES

Melhoria da gesto e cooperao entre os entes.

Ampliao da destinao oramentria com objetivo de garantir a prioridade absoluta.

Qualificao dos profissionais da rede de proteo.

Estabelecimento de mecanismo de monitoramento e avaliao do Plano Decenal.

Produo de conhecimentos sobre a infncia e a adolescncia, aplicada ao processo de formulao de polticas pblicas.

Cooperao internacional para promoo, proteo e defesa dos direitos.

1.5. Oramento Criana e Adolescente - OCA

1.5.1. Importncia do OCAO Oramento Criana e Adolescente (OCA) tem suas razes nas pactuaes para promoo da proteo e desenvolvimento das crianas e dos adoles-centes no final do sculo passado. Em 1990, na Cpula Mundial pela Criana, os dirigentes mundiais assumiram um compromisso comum e fizeram um

1. REVISO DO ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 15

apelo universal e urgente por um futuro melhor por todas as crian-as (UNICEF, 2002, p. 12). Em 2002, a Sesso Especial pela Criana da Assembleia Geral das Naes Uni-das gerou o documento Um Mun-do para as Crianas, que apontou a pobreza crnica como o maior obstculo para satisfazer as neces-sidades, a proteo e a promoo dos direitos das crianas (UNICEF, 2002, p. 20). O documento desta-cou ainda a necessidade do apoio famlia enquanto unidade bsica de proteo e educao para pro-porcionar o desenvolvimento da capacidade individual de crianas e adolescentes.

No Brasil, ainda em 1995, o Grupo Executivo do Pacto pela Infncia buscou desenvolver metodologia para monitorar os gastos do or-amento pblico direcionados a crianas e adolescentes. Esta s seria consolidada em 2015, com o com o Projeto de Olho no Ora-mento Criana, conduzido inicial-mente pela Fundao Abrinq, pelo Fundo das Naes Unidas para a Infncia (Unicef) e pelo Instituto de Estudos Socioeconmicos (Inesc).

O Oramento Criana e Adoles-cente originou-se para identificar o montante de recursos pblicos destinado proteo e desenvol-vimento da criana, a partir da aplicao da Metodologia do OCA, que se destina a orientar o levan-tamento do conjunto de aes e despesas do oramento pblico. A metodologia prope critrios para a seleo, agrupamento e

apurao dos dados orament-rios necessrios gerao do Re-latrio do Oramento Criana e Adolescente (ROCA), que oferece informaes estruturadas para avaliao do perfil e desempe-nho das polticas para a infncia e a adolescncia.

1.5.2. Composio do OCAAs aes que compem o OCA foram definidas tendo como refe-rncia as esferas prioritrias pro-postas pelo documento Um Mundo para as Crianas (UNICEF, 2002) e ajustadas de acordo com os eixos de ao indicados pelo Pacto pela Paz, documento de estratgias de ao definidas pelo Conanda (Quadro 4). Desse modo, as aes e despesas que compem o OCA encontram-se agrupadas em trs eixos gerais:(a) Sade: aes de promoo da

sade, saneamento, habitao e meio ambiente.

(b) Educao: aes de promoo da educao, da cultura, lazer e esporte.

(c) Assistncia Social e Direitos de Cidadania: aes de promoo de direitos e proteo e assis-tncia social.

As esferas prioritrias de ao fo-ram tambm detalhadas em reas de atuao e subreas; a Metodo-logia OCA identificou ainda as fun-es e subfunes em que se clas-sificam as aes oramentrias, para auxiliar sua identificao no oramento. Tal correlao pos-sibilita o levantamento de modo

16

facilitado, quando no se detm conhecimento detalhado das aes oramentrias, assim como auxilia na comparabilidade dos es-foros entre municpios.

Na atual reviso da Metodologia, eixos, reas e subreas que agre-gam as aes e despesas do Or-amento Criana foram correla-cionados aos ODS, ao PNPI e ao Plano Decenal dos Direitos Huma-nos de Crianas e Adolescentes, identificando a quais subreas se relacionam. Com essa correlao, a composio anterior do OCA foi mantida praticamente em sua nte-gra, tendo apenas sido atualizada a rea 2.2 Ensino Fundamental, em que se incluiu a subrea referente ao Fundo de Desenvolvimento da Educao Bsica e de Valorizao

dos Profissionais da Educao (Fun-deb), criado pela Emenda Constitu-cional n 53/2006 e regulamenta-do pela Lei n 11.494/2007 e pelo Decreto n 6.253/2007, em substi-tuio ao Fundo de Manuteno e Desenvolvimento do Ensino Fun-damental e de Valorizao do Ma-gistrio (Fundef), que vigorou de 1998 a 2006. Alm disto, no eixo 3. Assistncia Social e Direitos da Cidadania, a subrea 3.5. Transfe-rncia de Renda s Famlias foi re-nomeada para 3.5 Incluso Social.

No Quadro 4, a seguir, apresen- tam-se os trs conjuntos de objeti-vos que subsidiaram a Metodolo-gia do Oramento Criana no seu incio e, no Quadro 5, os subsdios atuais que fundaram o processo de reviso realizado.

QUADRO 4

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILNIO, EIXOS DE UM MUNDO PARA AS CRIANAS E ESTRATGIAS DO PACTO PELA PAZ

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILNIO

UM MUNDO PARA AS CRIANAS PACTO PELA PAZ

Erradicar a extrema pobreza e a fome Atingir o Ensino Bsico universal Promover a igualdade entre os sexos e a

autonomia das mulheres Reduzir a mortalidade infantil Melhorar a sade materna Combater o HIV/Aids, a malria e outras

doenas Garantir a sustentabilidade ambiental Estabelecer uma Parceria Mundial para

o Desenvolvimento

Promovendo Vidas Saudveis e Combatendo o HIV/Aids

Acesso Educao de Qualidade Proteo contra Maus -Tratos, Violncia

e Explorao Sexual

Sade Educao Cultura, Esporte e Lazer Assistncia Social Proteo Especial Erradicao da Violncia Sexual Preveno e Erradicao do Trabalho

Infantil Aplicao de Medidas Socioeducativas Implantao e Implementao de

Conselhos de Direitos, Tutelares e Fundo Mecanismos de Exigibilidade de Direitos Meios de Comunicao

1. REVISO DO ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 17

QUADRO 5

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEIS, TEMAS DO PLANO DECENAL DE DIREITOS HUMANOS DE CRIANAS E ADOLESCENTES E DO PLANO NACIONAL PELA PRIMEIRA INFNCIA

Objetivos do Desenvolvimento Sustentvel

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianas e Adolescentes

Plano Nacional pela Primeira Infncia

2. Erradicao da Fome3. Boa Sade e Bem-Estar4. Educao de Qualidade6. gua Limpa e Saneamento8. Emprego Digno e Crescimento Econmico10. Reduo das Desigualdades11. Cidades e Comunidades sustentveis16. Paz, Justia e Instituies Fortes

9Promoo da Cultura de Respeito e Garantia de Direitos Respeitada a Diversidade 9Universalizao do Acesso a Polticas Pblicas para Superao de Desigualdades 9Proteo Especial de Crianas e Adolescentes com Direitos Ameaados ou Violados 9Protagonismo Juvenil 9Fortalecimento de Participao e Controle Social 9Gesto da Poltica Nacional dos Direitos Humanos de Crianas e Adolescentes

Crianas com Sade Educao Infantil A Famlia e a Comunidade da Criana Assistncia Social Criana e suas

Famlias O Direito de Brincar A Criana e o Espao - A cidade e o

Meio Ambiente

1.5.3. Natureza de Aes e Despesas do OCAA Metodologia do OCA conside-ra toda natureza de despesa que se enquadre nos eixos, reas e subreas selecionados, com ex-ceo dos pagamentos de inati-vos (aposentados), previdncia e pagamento de dvidas, que no podem ser computados. Nos de-mais casos, tanto despesas com pessoal, investimento e custeio, ou seja, gastos com a manuteno de servios e da administrao p-blica, devem ser computados na apurao do Oramento Criana. Essa opo metodolgica, ao mes-mo tempo em que auxilia nos levantamentos, demanda maior ateno quando da anlise da evo-luo das despesas para se iden-tificar o comportamento de cada

uma delas, especialmente das des-pesas de pessoal, que, em geral, apresentam tendncia de maior crescimento e so mais expressi-vas no cmputo geral. Determina-dos investimentos so sazonais, concentram-se pontualmente em determinado ano.

A Metodologia diferencia a natu-reza das aes que compem a apurao, destacando aquelas im-plementadas para a ateno dire-ta s crianas e aos adolescentes (OCA Exclusivo) daquelas que me-lhoram as condies de vida das famlias (OCA No Exclusivo) (Qua-dro 6). Aes cujo objetivo central a criana, como as voltadas para a promoo da educao e da sade materno-infantil ou para a proteo contra a violncia sexual, dentre outras, atuam diretamente

18

promovendo a proteo vida e integridade e o desenvolvimento da crian-a. No entanto, a proteo e o desenvolvimento das crianas tambm de-pendem do desenvolvimento econmico, social, urbano e ambiental, sem o que as famlias no conseguem construir sua cidadania e, por consequncia, afetam o desenvolvimento da criana. Assim, o Oramento Criana e Ado-lescente Total (OCA-T) constitui-se da soma desses dois agrupamentos de aes e despesas:

ORAMENTO CRIANA TOTAL = ORAMENTO EXCLUSIVO + ORAMENTO NO EXCLUSIVO

QUADRO 6

ORAMENTO CRIANA EXCLUSIVO E NO EXCLUSIVO

Oramento Criana e Adolescente Exclusivo (OCA-Ex)

Oramento Criana e Adolescente No Exclusivo (OCA-NEx)

Grupo de aes e despesas voltadas diretamente para a promoo da qualidade de vida de crianas e adolescentes.

Grupo de aes e despesas dirigidas para a promoo e melhoria das condies de vida das famlias que beneficiam o desenvolvimento e a proteo da criana e do adolescente.

A Metodologia do OCA no informa se os recursos so suficientes

TEMPO NUBLADOA Metodologia do OCA constitui gran-de avano na an-lise do oramento pblico e das polti-cas pblicas em be-nefcio da criana e do adolescente, pois capaz de de-monstrar de forma objetiva os recursos destinados em seu favor. Entretanto, ela ainda no permite avaliar se os recursos aplicados so sufi-cientes ou no, mas oferece muitos ele-mentos para que a comunidade avance neste debate.

Como as aes do OCA No Exclusivo beneficiam uma po-pulao mais ampla do que a de crianas e adolescentes, a Metodologia do OCA determina que, aps a consolidao da apurao, seus valores sejam ajustados proporcional-mente ao tamanho dessa populao de beneficirios. Ento, para se chegar soma do Oramento Criana e Adolescente Total, os valores apurados do Oramento Exclusivo devem ser considerados na sua integralidade e os valores do Ora-mento No Exclusivo devem ser submetidos ao clculo da proporcionalidade.

Para esse clculo, o Programa oferece sistema que aplica o ndice automaticamente, considerando a populao de crian-as e adolescentes do municpio para o ano de referncia no site www.prefeito.org.br.

Clculo recomendado

DICA SUSTENTVELO Oramento Criana e Adolescente pode ser apurado de forma facilita-da e gil, por meio da Seleo Fun-cional, que considera a pesquisa das funes e subfunes previstas na classificao oramentria oficial, seguida da Seleo Direta, que verifi-ca, a partir da anlise direta, a consis-tncia do levantamento.

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 19

APURANDO O ORAMENTO CRIANA

2

20

De acordo com a Metodologia do OCA, o Oramento Criana e Ado-lescente pode ser apurado a partir da Lei do Oramento Anual (LOA) ou de relatrios da execuo ora-mentria da Prefeitura. A apura-o, ao tomar o oramento apro-vado como referncia, oferece concluses gerais sobre sua con-cepo inicial e a estratgia para enfrentar a situao da criana e do adolescente. O levantamento a partir da execuo do oramento permite analisar se a destinao de recursos que efetivamente se promoveu em defesa dos direi-tos da criana e do adolescente, oferecendo subsdios para avalia-o das realizaes do governo. Para tanto, so necessrias duas bases de dados distintas para o clculo do OCA.(a) Base do Oramento Anual: da-

dos constantes da Lei do Ora-mento Anual.

(b) Base da Execuo Orament-ria: dados disponveis em rela-trios de acompanhamento da execuo oramentria.

Enquanto a LOA publicada e, portanto, relativamente acessvel, os relatrios de execuo ora-mentria no esto condiciona-dos a formatos predefinidos ou mesmo publicao obrigatria, o que torna mais complexa a ob-teno desses dados na configu-rao adequada. Contudo, ambas as informaes encontram-se tra-dicionalmente disponveis nas Pre-feituras, mas, geralmente, apenas o setor de contabilidade (Secre-taria da Fazenda) ou o setor de

oramento (Secretaria de Plane-jamento) tm acesso. Como, nem sempre, essas informaes po-dem ser disponibilizadas imediata-mente, fundamental programar a ao identificando os respons-veis por sua disponibilizao e de-finindo previamente o formato do relatrio necessrio, assim como prazos para sua obteno.

A ao programada para o le-vantamento dos dados do OCA importante porque, em geral, os gestores de polticas pblicas no costumam lidar diretamen-te com o oramento, da mesma forma como os gestores de ora-mento no conhecem plenamente as polticas pblicas relacionadas s aes oramentrias. Assim, a participao integrada de todos os gestores determinante para que a apurao traduza, de fato, a realidade das polticas e dos gas-tos pblicos com a criana e o ado-lescente no municpio.

Para tanto, sugere-se a constitui-o de um Comit de Apurao do Oramento Criana e Adoles-cente, integrado por representan-tes, principalmente, dos rgos de Educao, Sade, Assistncia Social e do setor de Contabilida-de/Oramento. Ele vai auxiliar a (I) criar as condies para levantar a base de dados e (II) resolver as d-vidas sobre a seleo de aes que iro compor o OCA. recomend-vel que o Comit seja validado por portaria ou decreto do prefeito, para que tenha autoridade formal para solicitar dos rgos os enca-minhamentos necessrios.

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 21

Como a apurao do OCA deman-da a pesquisa e o levantamento de dados selecionados, preciso cuidar para que sejam obtidos e organizados da maneira mais pro-dutiva possvel, de preferncia, em formato de planilha eletrnica, uma vez que o volume de dados a ser manipulado costuma ser re-lativamente grande. Em munic-pios de pequeno porte (at 50 mil habitantes), o nmero de aes reduzido, o que possibilita pro-cessar os dados manualmente. Em municpios de maior porte, em virtude do grande nmero de aes oramentrias, a manipula-o de dados s ser vivel com soluo informatizada. impor-tante orientar o rgo responsvel pela organizao dos dados des-de a solicitao e ter um tcnico que domine o recurso escolhido. De qualquer modo, recomend-vel trabalhar com planilha eletr-nica ou mesmo gerar uma soluo de informtica capaz de extrair automaticamente do sistema de execuo oramentria da Pre-feitura o levantamento sempre que necessrio.

De posse dos relatrios ou do or-amento, a tarefa passa a ser iden-tificar e selecionar as aes em benefcio da criana e do adoles-cente. Devido s caractersticas do marco normativo oramentrio, elas no so imediatamente identi-ficveis. O gestor pblico tem o po-der de decidir discricionariamente, no mbito de seu municpio, qual ttulo ir conferir s aes ora-mentrias (projetos e atividades),

Onde encontrar as bases de dados

DICA SUSTENTVELPara conseguir a Base Oramento Anual, procure o livro publi-cado da Lei do Ora-mento Anual com seus quadros anexos. J para conseguir a Base Execuo Or-amentria, solicite, na Secretaria da Fa-zenda ou de Planeja-mento, a emisso do demonstrativo para o perodo determinado que denominamos de Relatrio de Exe-cuo Oramentria por rgo, Projetos e Atividades (RexO). Ele se assemelha ao Relatrio Resumido de Execuo Ora-mentria publica-do bimestralmente, com complementa-es que discrimi-nam, por projeto e atividade, dotao inicial, despesas em-penhadas, liquidadas e pagas para o pero-do solicitado.

o que no permite oferecer uma orientao padronizada para a pesquisa e identificao das infor-maes pertinentes na pea ora-mentria. As Prefeituras podem, tambm, alocar recursos para em-preendimentos distintos em um mesmo ttulo de ao orament-ria, tornando igualmente difcil a verificao do que deva ser consi-derado para o OCA.

Para se afastar o risco de impreci-ses, a Metodologia do OCA pro-pe dois mtodos para a identifi-cao e seleo das aes: (a) Seleo Funcional: a partir da clas-

sificao oramentria funcional.(b) Seleo Direta: a partir da sele-

o dos projetos e atividades or-amentrios pertinentes ao Or-amento Criana e Adolescente.

Conforme veremos adiante, as es-tratgias auxiliam na aplicao da Metodologia, ao mesmo tempo em que oferecem, para aqueles que detm menor domnio da te-mtica oramentria, orientao sistemtica e didtica para a apu-rao. Considerando a aplicao da metodologia e a capacidade tcnica instalada em municpios de grande porte, a partir da 6 edi-o do Programa, municpios com at 100 mil habitantes podero fa-zer a seleo funcional das aes e acima de 100 mil habitantes, a seleo direta. Aos municpios de menor porte que possurem a capacidade instalada, ser permiti-da a opo de realizar a apurao atravs da seleo direta.

22

2.1. Base Oramento Anual

Para apurao do OCA a partir da Base Oramento Anual, necess-rio ter em mos a Lei de Oramen-to Anual (LOA). Por determinao legal, a LOA publicada antes do incio do exerccio, normalmente na ltima quinzena de dezembro, no Dirio Oficial do municpio ou do estado ou mesmo em um jor-nal de grande circulao. Contudo, nem sempre os quadros oramen-trios so publicados na ntegra, em virtude do grande volume que representam, mas apenas o texto da lei. Em geral, aps a aprovao pelo Legislativo, o Executivo pu-blica, no formato de livro, todo o contedo dos demonstrativos da lei oramentria exigido pela Lei n

4.320/1964, que pode ser encon-trado nas Secretarias de Planeja-mento ou de Fazenda ou ainda na Presidncia ou Comisso de Ora-mento da Cmara Municipal.

Dentre os quadros da LOA, identi-ficamos os dados que nos permi-tem apurar o Oramento Criana e Adolescente no Quadro Demons-trativo de Despesas (QDD). O QDD apresenta a discriminao da des-pesa por cada rgo da adminis-trao, com as respectivas aes (projetos e atividades) acompa-nhadas da previso de gastos por grupo de despesa (Quadro 7). Cada ao vem acompanhada de uma codificao exigida por lei, que se chama classificao fun-cional-programtica. A partir da interpretao dessa codificao, voc poder selecionar as aes e despesas que sero parte do OCA.

QUADRO 7

SIMULAO DO QUADRO DEMONSTRATIVO DE DESPESAS RGO: SECRETARIA DE EDUCAO UNIDADE ORAMENTRIA: SECRETARIA DE EDUCAO

ESPECIFICAOPROJETOS E ATIVIDADES (*)

CLASSIFICAO ORAMENTRIAFuncional-programtica

VALOR (R$)

FUN SUBF PRG ID P/A F C GD M ED PARCIAL TOTAL

Administrao da ao educacional

Desenvolvimento profissional e valorizao do educador

(*) Ttulos de projetos/atividades simulados. Variam de municpio para municpio.

Normalmente, a classificao funcional-programtica apresentada como sequncia de dgitos sem a distino dos cdigos a que se refere. Pode haver alterao na ordem sequencial dos cdigos apresentada nessa simulao ou mesmo a incluso de outros. Em cada Prefeitura, deve-se solicitar as tabelas explicativas dos cdigos

FUN: Cdigo da Funo; SUBF: Cdigo da Subfuno; PRG: Cdigo do Programa; ID: Cdigo Identificador de Projeto ou Atividade; P/A: Nmero de Ordem do Projeto ou da Atividade; F: Cdigo da Fonte de Receita; C: Cdigo da Categoria Econmica de Despesa; GD: Cdigo do Grupo de Despesa; M: Cdigo da Modalidade de Aplicao; ED: Cdigo de Elemento de Despesa

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 23

DICA LEGALSo instrumentos da transparncia da ges-to fiscal, aos quais dever ser dada am-pla divulgao, in-clusive em meios eletrnicos de acesso pblico: os planos, oramentos e leis de diretrizes orament-rias; as prestaes de contas e o respectivo parecer prvio; o Re-latrio Resumido da Execuo Oramen-tria e o Relatrio de Gesto Fiscal; e as verses simplificadas desses documentos.Lei Complementar 101/00, art. 48

DICA LEGALO Poder Executivo publicar, at 30 dias aps o encerramento de cada bimestre, relatrio resumido da execuo oramentria.CONSTITUIO FEDERAL, ART. 165, 3

O relatrio resumido da execuo oramentria abranger todos os poderes e o Ministrio Pblico, ser publicado at 30 dias aps o encerramento de cada bimestre e composto de:I - Balano oramentrio, que especificar por categoria econmica as:a) Receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem como a previso atualizada.b) Despesas por grupo de natureza, discriminando a dotao para o exerccio, a despesa liquidada e o saldoII - Demonstrativos da execuo das:a) Receitas, por categoria econmica e fonte, especificando a previso inicial, a previso atualizada para o exerccio, a receita realizada no bimestre, a realizada no exerccio e a previso a realizarb) Despesas, por categoria econmica, e grupo de natureza da Despesa discriminando dotao inicial, dotao para o exerccio, despesas empenhada e liquidada, no bimestre e no exerccio.c) Despesas, por funo e subfuno.LEI COMPLEMENTAR n.101/00, ART. 52

2.2. Base Execuo Oramentria

Para se apurar a partir de dados da execuo oramentria, pre-ciso dispor de um quadro com o formato bsico do Quadro De-monstrativo de Despesas (QDD), que traga a discriminao de pro-jetos/atividades com a devida clas-sificao funcional-programtica e tambm com os dados referentes s despesas liquidadas para o pe-rodo desejado.

Para facilitar a gerao de um quadro nesse formato, caso a Prefeitura no disponha de algo assim, indique como referncia os demonstrativos previstos no Relatrio Resumido da Execuo

Oramentria (RREO), com as com-plementaes necessrias. Entre os demonstrativos previstos no RREO, o demonstrativo de despesas por funo e subfuno o que mais se aproxima das nossas necessi-dades (Quadro 8). O demonstrati-vo traz a discriminao de funo e subfuno e os detalhes das des-pesas (liquidadas). Com essas mo-dificaes, vamos cham-lo de Re-latrio de Execuo Oramentria por rgo, Projetos e Atividades (RexO) que, na prtica, constitui--se em um Quadro Demonstrativo de Despesas, com a discrimina-o de dotao inicial, despesas empenhadas, liquidadas e pagas, para um perodo solicitado, lembrando que necessria ape-nas a despesa liquidada para a apurao do OCA.

24

QUADRO 8

MODELO DE RELATRIO DE EXECUO ORAMENTRIA POR RGO, PROJETOS E ATIVIDADESPERODO: MS AA/ANO BB MS NN/ANO BBRGO: SECRETARIA DE EDUCAOUNIDADE ORAMENTRIA: SECRETARIA DE EDUCAO

ESPECIFICAO(PROJETOS E ATIVIDADES)*

DOTAO INICIAL

CRDITOS ADICIONAIS (B)

DOTAO AUTORIZADA (LEI+CRDITOS)

DESPESAS EMPENHADAS (D)

DESPESAS LIQUIDADAS (E)

DESPESAS PAGAS (E)

DESPESAS PAGAS S/ (LEI APS VETOS) (D)

Administrao da ao educacional

Desenvolvimento profissional

Faa a apurao a partir do valor liquidado

DICA SUSTENTVELQuando vamos ana-lisar o oramento pblico, precisamos decidir qual dos trs tipos de valores de-vemos utilizar para avaliar a execuo oramentria: empe-nhado, liquidado ou pago. Sugerimos que voc apure o Ora-mento Criana consi-derando o valor liqui-dado. Desse modo, trabalhar com os valores referentes a servios j medidos e bens entregues.

2.3. Leitura do Oramento

Para proceder seleo de aes e despesas, uma vez de posse da Base Oramento Anual ou da Base Execu-o Oramentria, preciso saber fazer a leitura do oramento para identificar os projetos e atividades a serem corretamente selecionados.

Projetos e atividades so os ttulos das aes governamentais cons-tantes da Lei do Oramento Anual que cada rgo est autorizado a implementar, acompanhados dos respectivos crditos orament-rios, que so os limites de valores destinados ao pagamento das des-pesas de pessoal, compra de bens e contratao de obras e servios du-rante o perodo de um ano. Esses projetos e atividades so a base do Quadro de Detalhamento de Des-pesas (QDD), como vimos acima.

Os projetos e atividades encon-tram-se alocados por rgo e

unidade oramentria (secretaria, superintendncia, fundo, empre-sa, fundao, administrao re-gional, autarquia etc.) responsvel pela sua implementao. Ao loca-lizarmos um projeto ou atividade em uma unidade oramentria, vemos que ele est ligado a outro ttulo mais abrangente de ao que se chama programa. O pro-grama um conjunto de projetos e atividades que contribuem para o alcance de um mesmo objetivo, que constitui a principal referncia do Plano Plurianual, como tam-bm j vimos.

Os projetos e as atividades encon-tram-se classificados na LOA por funes e subfunes, que descre-vem grandes reas de atuao do poder pblico. As subfunes po-dem ser combinadas com funes diferentes daquelas a partir das quais se originaram, o que chama-mos de subfuno cruzada. Desse modo, possvel, por exemplo, classificar um projeto ou ativida-de na funo Administrao e, ao mesmo tempo, em uma subfuno

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 25

integrante da funo Assistncia Social, como, por exemplo, a sub-funo Assistncia Criana e ao Adolescente. Os cdigos das fun-es e sua listagem so, em geral, um anexo do oramento pblico.

Em cada projeto ou atividade, os gastos previstos so classifi-cados conforme sua categoria econmica, grupo de despesa e elemento de despesa. Cada ele-mento de despesa determina um tipo de gasto, estabelecendo se os recursos so destinados, por exemplo, para gastos com pessoal, com obrigaes patronais, equipa-mentos e materiais permanentes e assim por diante. No elemento de despesa, o crdito oramen-trio pode ser alocado segundo a fonte de recursos que o finan-cia. As modalidades de aplicao, por sua vez, destacam o ente p-blico ou privado a que se destinam as despesas, o que, entretanto, no obrigatrio.

Toda essa classificao aparece no oramento como codificao dos projetos/atividades, recebendo o nome de classificao funcional--programtica. Ela se reveste de grande importncia para a pro-gramao das aes governamen-tais, pois oferece sinteticamente subsdios para analisar de modo qualitativo as finalidades das aes e a natureza dos gastos previs-tos no oramento. Na realidade, a funcional-programtica represen-ta a juno de quatro classificaes:(a) Classificao Institucional: codi-

ficao, cujo padro definido

por cada ente pblico, destina-da a identificar rgos e unida-des oramentrias.

(b) Classificao Funcional: codifi-cao obrigatria e padroniza-da para estados, municpios e Unio, oriunda da Portaria MOG n. 42, de 14 de abril de 1999 (ver Anexo II), que discrimina a despesa por funes conforme estabelece o inciso I do 1 do art. 2 e 2 do art. 8 da Lei n. 4.320/64.

(c) Classificao Programtica: co-dificao, cujo padro defini-do por cada ente pblico, des-tinada a identificar os objetivos executivos para os quais as despesas esto programadas (programa, projeto, atividade e operao especial).

(d) Classificao das Despesas: codificao que busca identifi-car o objeto do gasto previsto. obrigatria e padronizada para estados, municpios e Unio, no caso de categoria econmica, grupo de despesa e elemento de despesa, e no obrigatria e de padro definido pelo prprio ente, no caso de modalidade de aplicao e fonte de recursos.

Nessa perspectiva, quando, enfim, manipulamos as informaes do oramento, vamos encontrar as aes oramentrias com sua clas-sificao funcional-programtica, tal qual a sequncia de dgitos mostrada na simulao do Qua-dro 9. No exemplo, a quantidade de dgitos totaliza 22 algarismos, ordenados em sequncia, de modo que os primeiros indicam o

26

rgo e a unidade oramentria, seguidos da funo e subfuno, e os ltimos algarismos repre-sentam o elemento de despesa acompanhado do cdigo da fon-te de recursos. Esta, por sua vez, no pode ser considerada verso universal da codificao para todo e qualquer municpio, pois os gestores podem incluir classifica-es adicionais ou mesmo alterar

a ordem dos cdigos. Contudo, vale lembrar que, de acordo com a Metodologia do OCA, preciso identificar fundamentalmente a funo e subfuno para se cor-relacionar com as aes despesas do Oramento Criana e Adoles-cente (no exemplo, respectiva-mente, na primeira e segunda co-luna), o que torna bem mais fcil o levantamento.

QUADRO 9

ESTRUTURA DA CLASSIFICAO FUNCIONAL-PROGRAMTICA REFERNCIA UNIO (*)

FUNCIONAL PROGRAMTICA CLASSIFICAO DAS DESPESAS

CLASSIF

FUNOSUB-FUNO

PROGRAMA IDENTIFICADOR N P/AFONTE DE RECURSOS

CATEGORIA ECONMICA

GRUPO DE DESPESAS

MODALIDADE DE APLICAO

ELEMENTO DE DESPESAS

EX.

08 243 0070 2 556 100 3 3 40 30

DESCRIO

Assistncia Social

Assistncia Social Criana

Proteo Social Infncia, Adolescncia e Juventude

Atividade

a atividade de nmero 556-Servios de Proteo Scio- assistencial Infncia e Adolescncia

Recursos do Tesouro/ Recursos Ordinrios

Despesa Corrente

Outras Despesas

Transferncias a Municpios

Material de Consumo

(*) Exclui a classificao institucional e a classificao prpria referente Esfera Oramentria, Localizador do Gasto, Identificador de Operao de Crdito (Idoc), Identificador de Uso (Iduso), Identificador de Resultado Primrio.

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 27

QUADRO 10

CLASSIFICAO FUNCIONAL-PROGRAMTICACodificao vlida para municpios, estados e Unio, do programa de trabalho oramentrio, conforme a classificao e a Portaria n. 42, de 14 de abril de 1999, que atualiza a discriminao da despesa por funes de que tratam o inciso I do 1 do art. 2 e 2 do art. 8, ambos da Lei n. 4.320/64, estabelece os conceitos de funo, subfuno, programa, projeto, atividade, operaes especiais.

FUNO: maior nvel de agregao, que designa as atribuies permanentes da administrao, ou seja, suas reas de atuao. padronizada para municpios, estados e Unio. Ex.: 10 - Sade.

SUBFUNO: representa uma partio da funo, visando agregar determinado subconjunto de despesas e identificar a natureza bsica das aes que se distribuem em torno das funes. Podem ser combinadas com funes diferentes, sendo chamadas de subfunes cruzadas: a programao de um rgo, via de regra, ser classificada em uma nica funo, ao passo que a subfuno ser escolhida de acordo com a especificidade de cada ao ou projeto/atividade. padronizada para municpios, estados e Unio. Ex.: 306 - Alimentao e Nutrio.

PROGRAMA: conjunto de aes que concorrem para um objetivo comum preestabelecido, mensurado por indicadores institudos no Plano Plurianual (PPA), visando soluo de um problema ou ao atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade. O programa o nvel integrador entre o PPA e o oramento. Em termos de estruturao, o plano termina e o oramento comea no programa. Cada administrao tem a liberdade de definir os ttulos de seus programas. Ex.: 1061 - Brasil Escolarizado.

ATIVIDADE: o instrumento de programao utilizado para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes que se realizam de modo contnuo e permanente, das quais resulta um produto ou servio necessrio manuteno da ao dos governos. Cada administrao tem a liberdade de definir os ttulos de suas atividades. Ex.: 6351 - Produo e Distribuio de Peridicos para a Educao Infantil.

PROJETO: o instrumento de programao para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expanso ou aperfeioamento da ao dos governos. Cada administrao tem a liberdade de definir os ttulos de seus projetos. Ex.: 1001 - Construo, Ampliao e Modernizao de Creche.

OPERAO ESPECIAL: despesas em relao s quais no se pode associar, no perodo, a gerao de um bem ou servio, tais como dvidas, ressarcimentos, transferncias, indenizaes, financiamentos e outras afins. Ou seja, so aquelas despesas nas quais o administrador incorre, mesmo sem combinar fatores de produo para gerar produtos, isto , seriam neutras em relao ao ciclo produtivo sob sua responsabilidade. Ex.: 0047 - Fundo de Manuteno e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de estrutura correspondente de cdigos prevista no Anexo 5 da Lei n. 4.320/64, com alteraes realizadas pela Portaria MOG n. Valorizao do Magistrio (Fundeb).

QUADRO 11

SUBFUNO CRUZADA

As funes so classificaes das finalidades gerais das aes governamentais. Para cada funo, a norma estabelece um grupo de subfunes, que servem para caracterizar finalidades especficas dessas aes.

Uma subfuno, entretanto, no se presta apenas a caracterizar a especificidade de uma ao no mbito exclusivo de sua funo original. Devido complexidade da ao governamental e, ao mesmo tempo, da necessidade de precisar melhor sua classificao, a legislao permite correlacionar as subfunes com qualquer funo.

Como exemplo, sabemos que possvel ter aes voltadas para a informatizao tanto no mbito da sade, quanto no da educao. Desse modo, podemos ter a Subfuno 126, Tecnologia da Informao, originalmente vinculada funo Administrao, aparecendo nas seguintes classificaes, respectivamente, conforme os exemplos: Funo 10 Sade/126, Tecnologia da Informao, e Funo 12 Educao/126, Tecnologia da Informao. Essa possibilidade de uso das subfunes se chama subfuno cruzada.

28

2.4. Apurao do OCA

Tendo em mos as bases de da-dos, podemos passar etapa pro-priamente de apurao do OCA, que consiste na seleo das aes e despesas que o compem. Para auxiliar neste trabalho detalha-do, a Metodologia apresenta dois mtodos para enfrentar o desafio: Seleo Funcional e Seleo Di-reta. Na Seleo Funcional, a Me-todologia do OCA orienta para a apurao do Oramento Criana e Adolescente a partir da identifica-o das funes e subfunes or-amentrias apontadas como cor-respondentes s reas e subreas identificadas pela Metodologia. A padronizao de correlaes en-tre as reas do OCA e as funes/subfunes oramentrias pro-porcionada pela Seleo Funcional permite levantar de forma rpida e direta as informaes, indepen-dentemente de maiores exigncias analticas quanto forma em que as aes que beneficiam crianas e adolescentes encontram-se de-talhadas no oramento. Ela in-dicada, sobretudo, quando no se possui grande domnio da tem-tica oramentria e da realidade poltico-administrativa analisada; aceita para os municpios partici-pantes do Programa com popula-o de at 100 mil habitantes.

O levantamento por esse mto-do tende, contudo, a apresentar

menor grau de preciso. Por ser uma agregao temtica muito geral, a classificao oramentria funcional pode englobar aes de natureza distinta sob uma mes-ma classificao. Desse modo, nessa fase, existe o risco de incluir aes e despesas no pertinentes ao OCA, assim como deixar de in-cluir outras pertinentes, devido ao alto grau de agregao da classi-ficao funcional ou por estarem classificadas em alguma funo/subfuno no indicada pela Me-todologia. Isso, porm, no inva-lida a apurao inicial do Ora-mento Criana e Adolescente por meio dessa seleo. Essa forma de apurao constitui iniciativa vlida para se superar a falta de clareza e publicidade do oramento pblico.

J o mtodo de Seleo Direta possibilita a precisa identificao das aes e respectivas despesas que devem compor o Oramento Criana e Adolescente. Tal levan-tamento exige maior dedicao e apuro na pesquisa e anlise do oramento, para correlacionar adequadamente os ttulos de pro-jetos e atividades com as reas e subreas indicadas pela Metodolo-gia. Isso implica certamente maior tempo de anlise e conhecimento da realidade das polticas pblicas do municpio analisado.

A Seleo Direta pode ser proces-sada logo aps a Funcional para

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 29

dar consistncia ao levantamento, ou mesmo ser conduzida exclu-sivamente, uma vez que permite queles com maior conhecimento sobre o oramento do seu muni-cpio ou estado a apurao dire-ta das aes e despesas a favor da criana e do adolescente. Seu processamento complementar Seleo Funcional significa que o analista do OCA busca verificar, a partir da titulao dos projetos e atividades do oramento e de informaes adicionais obtidas com tcnicos do Executivo ou Le-gislativo, a correo e a coerncia do levantamento realizado por meio das funes e subfunes in-dicadas pela Metodologia. A Sele-o Direta direcionada, na agen-da do Programa, aos municpios participantes com populao de mais 100 mil habitantes e os com menos de 100 mil habitantes que possurem capacidade tcnica instalada e optarem por esse tipo de apurao.

O processamento exclusivo por meio da Seleo Direta, sem a apurao prvia de funes e subfunes, indicado para pessoas com pleno domnio da realidade oramentria de seu municpio. Nesse caso, a seleo do que deve compor o Oramen-to Criana e Adolescente fei-ta a partir da prpria descrio,

no oramento, das realizaes previstas, registradas nos proje-tos e atividades com suas dota-es oramentrias, popularmen-te conhecidas como verbas.

Embora a Seleo Funcional ofe-rea facilidade para a apurao do OCA, recomenda-se a combinao dos mtodos Funcional e Direto, uma vez que tal procedimento ga-rante, simultaneamente, apurar conforme as orientaes da Meto-dologia e refinar o levantamento segundo a realidade oramentria do municpio analisado.

Partindo de qualquer um dos m-todos, a apurao precisa con-siderar as aes especficas que devem ser computadas e aquelas que no devem, apesar de se en-quadrarem nos eixos e subreas de modo geral, bem como identifi-car as aes de natureza exclusiva e no exclusiva.

As aes especficas que no com-pem o OCA (Quadro 12) foram elencadas para afastar despesas com iluminao pblica, pavimen-tao, transporte pblico e trnsi-to, dentre outras. J as aes espe-cficas que devem compor o OCA (Quadro 13) procuraram lembrar a importncia de incluir, sobretudo, educao ambiental e educao para o trnsito.

A metodologia do OCA tambm pode ser utilizada para apurao dos gastos com crianas e adolescentes nos oramentos dos Estados e da Unio

30

QUADRO 12

AES ESPECFICAS QUE NO COMPEM O OCA

Iluminao Pblica: iluminao de vias pblicas, implantao ou ampliao em qualquer rea do municpio, assim como despesas administrativas (operacionais e pessoal) correlatas;

Transporte Pblico e Trnsito: qualquer atividade de manuteno, implantao ou ampliao dos servios de transporte pblico e gesto e controle do trnsito, bem como despesas administrativas (operacional e pessoal) correlatas;

Guarda Municipal: despesas com vigilncia patrimonial do municpio;

Guarda Mirim: aes de proteo bsica dirigidas para a integrao de adolescentes;

Telecentros de Informtica: implantao de centros de difuso de informtica ou aes de incluso digital similares, que no sejam nas escolas;

Funo Legislativa e/ou Judiciria: aes classificadas como funo oramentria 01 - Legislativa ou 02 - Judiciria

Pavimentao: abertura de vias, manuteno e melhoria do sistema virio, recapeamento, assim como, despesas administrativas (operacionais e pessoal) correlatas;

Assistncia Jurdica Populao Carente: aes com a promoo de condies para atendimento jurdico de pessoas carentes;

Assistncia Mdico-odontolgica a Servidores: despesas com servidores municipais;

Abastecimento: aes destinadas comercializao subsidiada de gneros alimentcios, restaurantes populares, promoo da agricultura familiar, hortas e pomares comunitrios etc.

QUADRO 13

AES ESPECFICAS QUE COMPEM O OCA

Educao Ambiental: aes educativas dirigidas para crianas e adolescentes;

Educao para o Trnsito: aes educativas dirigidas para crianas e adolescentes;

Vigilncia Patrimonial de Equipamentos de Sade, Educao e Proteo Social: despesas com a vigilncia de patrimnio das reas que envolvem o Oramento Criana e Adolescente sejam prprias ou por contratao de servios;

Encargos Especiais: transferncias que se enquadrem nas reas previstas na Metodologia (Educao, Sade, Proteo Social), consideradas as suas restries;

Auxlio-Alimentao aos Servidores: despesas com a alimentao de servidores municipais;

Tratamento de Fundo de Vale: aes de saneamento de vales, incluindo conteno de encostas.

2.5. Identificando O OCA Exclusivo e No Exclusivo

A definio de quais aes e des-pesas sero consideradas exclu-sivas ou no de grande impor-tncia para a coerncia de seu

Oramento Criana e Adolescente, porque identifica o montante de recurso alocado diretamente em benefcio das crianas e dos adoles-centes e o que est sendo dirigido para suas famlias. Essa diferencia-o baseada em critrios objeti-vos e tem implicaes na consoli-dao do relatrio final, na medida em que os valores das aes no

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 31

exclusivas so submetidos pro-porcionalidade da populao.

A classificao destes dois tipos de ao foi realizada criteriosamente para cada um dos eixos, conside-rando-se as escolhas das funes/subfunes, como mostra sinteti-camente o Quadro 14. Os detalhes de cada uma das opes classifica-trias feitas pela Metodologia do OCA esto discriminados a seguir, por eixo.

I SADE: Coberta pelas funes oramentrias Sade, Saneamento e Habitao da seguinte forma:

FUNO 10 SADE: Em virtu-de de no ser possvel identificar precisamente o que se destina criana e ao adolescente por via das subfunes e, portanto, por constiturem benefcios in-diretos para eles, considera-se o valor proporcional da fun-o, envolvendo tanto as sub-funes prprias (cdigos 301 a 306) quanto as subfunes cruzadas (isto , pertencentes a outras funes e vinculadas Sade), especialmente as corre-lacionadas a Pesquisas (cdigos 571 a 573) e a Atividades Admi-nistrativas (cdigos 121 a 124, 126, 128 e 131) que estiverem sob essa funo.

FUNO 16 HABITAO: Con- sidera-se somente o valor das subfunes prprias (cdigos 481 e 482) mais a subfuno cruzada Infraestrutura Urba-na (cdigo 451), caso aparea

sob essa funo; oramento no exclusivo sujeito propor-cionalidade pela populao de crianas e adolescentes pre-sentes no total da populao do municpio.

FUNO 17 SANEAMENTO: Considera-se somente o valor das subfunes prprias (c-digos 511 e 512), havendo a possibilidade de incluso da subfuno cruzada Infraestru-tura Urbana (cdigo 451); para as subreas Abastecimento de gua e Coleta de Lixo, indica-se a apurao da subfuno cruzada Servios Urbanos (cdigo 452), registrando-se a possibilidade de serem classificadas tambm nos cdigos 551 e 512 ou ain-da sob a funes Administrao (cdigo 04), Urbanismo (cdigo 15) ou Gesto Ambiental (cdigo 18) nas subfunes menciona-das; trata-se de oramento no exclusivo sujeito proporciona-lidade pela populao de crian-as e adolescentes presentes no total da populao do municpio.

II EDUCAO: Coberta pelas funes oramentrias Educao, Cultura e Desporto e Lazer da se-guinte forma:

FUNO 12 EDUCAO: Em virtude de beneficiar direta-mente a criana e o adolescen-te em suas diversas fases de crescimento, com exceo das despesas com Ensino Superior, considera-se o valor total da funo, envolvendo tanto as

32

subfunes prprias (cdigos 361 a 365) mais as subfunes cruzadas Formao de Recursos Humanos (cdigo 128), Assis-tncia Criana e ao Adolescen-te (cdigo 243), Alimentao e Nutrio (cdigo 306), Assistn-cia aos Povos Indgenas (cdigo 423) e Transportes Especiais (cdigo 785); as despesas corre-lacionadas a Pesquisas (cdigos 571 a 573) e a Atividades Admi-nistrativas (cdigos 121 a 124, 126, 128 e 131), caso apaream sob essa funo, so conside-radas Oramento No Exclusi-vo sujeito proporcionalidade pela populao de crianas e adolescentes presentes no total da populao do municpio.

FUNO 13 CULTURA: Consi-dera-se somente o valor da sub-funo prpria Difuso Cultural (cdigo 392); Oramento No Ex-clusivo sujeito proporcionalida-de pela populao de crianas e adolescentes presentes no total da populao do municpio; pos-sibilidade de classificao das subfunes mencionadas como subfunes cruzadas sob a fun-o Assistncia Social (cdigo 08) ou de classificao das aes em subfunes da Assistncia So-cial na funo Desporto e Lazer (cdigos 243 e 244) nesses ca-sos, no se trata de Oramento No Exclusivo devido condi-o de identificao do objetivo da ao.

FUNO 13 DESPORTO E LA-ZER: Considera-se somente o

valor das subfunes prprias Desporto Comunitrio (cdigo 812) e Lazer (cdigo 813); Ora-mento No Exclusivo sujeito proporcionalidade pela popula-o de crianas e adolescentes presentes no total da popula-o do municpio; possibilidade de classificao das subfunes mencionadas como subfun-es cruzadas sob a funo As-sistncia Social (cdigo 08) ou de classificao das aes em subfunes (cdigos 243 e 244) da Assistncia Social na funo Desporto e Lazer nesses ca-sos, no se trata de Oramento No Exclusivo devido condi-o de identificao do objetivo da ao.

III ASSISTNCIA SOCIAL E DI-REITOS DE CIDADANIA: Coberta pelas funes oramentrias Assis-tncia Social e Direitos da Cidadania da seguinte forma:

FUNO 08 Assistncia So-cial: exceo da subfuno 243, Assistncia Criana e ao Adolescente, consideram-se as demais, por constiturem bene-fcios indiretos para as crianas e os adolescentes, pelo valor proporcional ao nmero de crianas, envolvendo tanto as subfunes prprias (cdigos 242 a 244), as subfunes cru-zadas Empregabilidade (cdigo 333), Fomento ao Trabalho (c-digo 334), Ensino Profissional (cdigo 363), Transferncias (cdigo 845) e Assistncia aos Povos Indgenas (cdigo 423),

Como foi definido o que entra como Oramento No Exclusivo

TEMPO NUBLADOA seleo de reas e aes que devem in-tegrar o Oramento Criana e Adolescen-te foi feita a partir dos documentos Um Mun-do para as Crianas e Pacto pela Paz. A par-tir dessa base, defini-ram-se quais delas de-vem ser consideradas no exclusivas, visando a conferir maior realis-mo apurao. Nessa perspectiva, identifi-caram-se como aes voltadas para adultos, a serem considera-das integralmente, apenas o Combate Mortalidade Materna e a Alfabetizao de Adultos. Por sua vez, para a Seleo Fun-cional, optou-se por considerar as subfun-es 126, Tecnologia da Informao, e 128, Formao de Recur-sos Humanos como exclusivas somente na rea 2, Educao. De qualquer modo, vale a regra geral: se voc tiver informaes para considerar como parte do Oramento Exclusivo ou No Ex-clusivo, independente-mente das orientaes bsicas da Metodolo-gia, v em frente e clas-sifique corretamente.

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 33

e quelas correlacionadas a Pesquisas (cdigos 571 a 573) e a Atividades Administrativas (cdigos 121 a 124, 126, 128 e 131), caso apaream sob essa funo. H a possibilidade das aes de qualificao, capaci-tao e educao profissional, assim como as de gerao de renda, serem classificadas sob a funo Trabalho (cdigo 11) com as subfunes 363, 333 e 334. J as aes de transfern-cia de renda s famlias podem aparecer, sobretudo nos esta-dos, classificadas na funo Di-reitos da Cidadania (cdigo 14) com a subfuno 845.

FUNO 14 Direitos da Cida-dania: exceo da subfuno 243, Assistncia Criana e ao

Adolescente, consideram-se Or-amento No Exclusivo, sujeito proporcionalidade pela popu-lao de crianas e adolescentes presentes no total da popula-o do municpio, todas as sub-funes prprias (cdigos 421 a 423) e outras cruzadas que possam aparecer, sobretudo aquelas referentes a aes de transferncia de renda s fam-lias, classificadas nesta funo na subfuno cruzada Transfe-rncias (cdigo 845) ou Outros Encargos Especiais (cdigo 846). Devem ser excetuadas as despe-sas correlacionadas a Pesquisas (cdigos 571 a 573) e a Ativida-des Administrativas (cdigos 121 a 124, 126, 128 e 131), caso apa-ream sob essa funo.

O que incluir e o que excluir do clculo

TEMPO BOMVoc sabe que as fun-es e subfunes no guardam perfeita cor-respondncia com as reas de atuao do Oramento Criana e Adolescente. Por diver-sas vezes, voc certa-mente ficar na dvi-da sobre o que incluir ou excluir na apura-o. A regra simples: inclua o que tiver cer-teza de que se destina proteo e pro-moo da criana e do adolescente.

QUADRO 14

CORRELAO ENTRE REAS E SUBREAS DO ORAMENTO CRIANA E FUNES E SUBFUNES DE GOVERNO

1. SADE

FUNES E SUBFUNES REAS E SUBREAS DE ATUAO OBSERVAO

10 Sade301 Ateno Bsica302 Assistncia Hospitalar e Ambulatorial303 Suporte Profiltico e Teraputico304 Vigilncia Sanitria305 Vigilncia Epidemiolgica306 Alimentao e Nutrio

1.1. Combate Mortalidade na Infncia e Materna1.2. Promoo da Sade1.3. Desnutrio1.6. Suporte Profiltico/Teraputico1.7. Controle de Doenas e Agravos1.8. Combate ao HIV/AIDS

Oramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas.

10 Sade571 Desenvolvimento Cientfico572 Desenvolvimento Tecnolgico e Engenharia573 Difuso do Conhecimento Cientfico e Tecnolgico

1.9. PesquisasOramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.

34

1. SADE (continuao do Quadro 14)

FUNES E SUBFUNES REAS E SUBREAS DE ATUAO OBSERVAO

17 Saneamento511 Saneamento Bsico Rural 512 Saneamento Bsico Urbano451 Infraestrutura Urbana452 Servios Urbanos

1.4. Saneamento Esgotamento Sanitrio Saneamento Abastecimento de gua Coleta de Lixo

Possibilidade de classificao do Abastecimento de gua e da Coleta de Lixo como 452, Servios Urbanos, ou nas funes Administrao, Urbanismo ou Gesto Ambiental;

16 Habitao481 Habitao Rural482 Habitao Urbana451 Infraestrutura Urbana

1.5. HabitaoOramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.

10 Sade121 Planejamento e Oramento122 Administrao Geral123 Administrao Financeira124 Controle Interno126 Tecnologia da Informao128 Formao de Recursos Humanos131 Comunicao Social

1.10. Atividades AdministrativasOramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.

2. EDUCAO

FUNES E SUBFUNES REAS E SUBREAS DE ATUAO OBSERVAO

12 Educao126 Tecnologia da Informao243 Assistncia Criana e ao Adolescente361 Ensino Fundamental362 Ensino Mdio363 Ensino Profissional365 Educao Infantil366 Educao de Jovens e Adultos367 Educao Especial368 - Educao Bsica 423 Assistncia aos Povos Indgenas785 Transportes Especiais845 Transferncias

2.1. Educao Infantil2.2. Ensino Fundamental

2.2.1 Educao Bsica2.3. Ensino Mdio2.4. Alfabetizao de Jovens e Adultos2.5. Educao Especial 2.6. Aes de Impossvel Desagregao2.8. Combate Evaso Escolar2.9. Material Didtico e Transporte Escolar

Oramento Exclusivo: funo considerada na integralidade.A subfuno 845, Transferncias, poder aparecer especialmente em estados, referindo-se a repasses para municpios.

12 Educao128 Formao de Recursos Humanos

2.10. Capacitao e Qualificao de Professores

Oramento Exclusivo: funo considerada na integralidade.

12 Educao306 Alimentao e Nutrio

2.7. Alimentao EscolarOramento Exclusivo: funo considerada na integralidade.

12 Educao571 Desenvolvimento Cientfico572 Desenvolvimento Tecnolgico e Engenharia573 Difuso do Conhecimento Cientfico e Tecnolgico

2.13. PesquisasOramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 35

2. EDUCAO (continuao do Quadro 14)

FUNES E SUBFUNES REAS E SUBREAS DE ATUAO OBSERVAO

12 Educao121 Planejamento e Oramento122 Administrao Geral123 Administrao Financeira124 Controle Interno131 Comunicao Social

2.14. Atividades AdministrativasOramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.

13 Cultura392 Difuso Cultural

2.11. Difuso Cultural

Oramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes. Possibilidade de classificao da subfuno sob a funo Assistncia Social.

27 - Desporto e Lazer812 Desporto Comunitrio 813 Lazer

2.12. Desporto e Lazer

Oramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.Possibilidade de classificao das subfunes sob a funo Assistncia Social.

3. ASSISTNCIA SOCIAL E DIREITOS DA CIDADANIA

FUNES E SUBFUNES REAS E SUBREAS DE ATUAO OBSERVAO

14 - Direitos da Cidadania421 Custdia e Reintegrao Social422 Direitos Individuais, Coletivos e Difusos423 Assistncia aos Povos Indgenas243 Assistncia Criana e ao Adolescente845 Transferncias846 Outros Encargos Especiais

3.1. Sistema de Garantia de Direitos Defesa dos Direitos das Crianas e

Adolescentes Criana/Adolescente em Conflito com

a Lei Conselhos Tutelares

Oramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes, exceto no caso da Subfuno 243, Assistncia Criana e ao Adolescente.Possibilidade de classificao das aes de Qualificao e Capacitao Profissional, Educao Profissional e Gerao de Renda na funo 11, Trabalho.

08 - Assistncia Social243 Assistncia Criana e ao Adolescente363 Ensino Profissional333 Empregabilidade334 Fomento ao Trabalho423 Assistncia aos Povos Indgenas845 Transferncias

3.2. Explorao Sexual3.3. Trabalho Infantil Erradicao do Trabalho Infantil Qualificao e Capacitao Profissional Educao Profissional3.4. Assistncia Social Assistncia Criana e ao Adolescente Gerao de Renda3.5 Incluso Social

Oramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.

08 - Assistncia Social242 Assistncia ao Portador de Deficincia244 Assistncia Comunitria 423 Assistncia aos Povos Indgenas

3.4. Assistncia Social Assistncia Comunitria

Oramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.

36

3. ASSISTNCIA SOCIAL E DIREITOS DA CIDADANIA (continuao do Quadro 14)

FUNES E SUBFUNES REAS E SUBREAS DE ATUAO OBSERVAO

08 - Assistncia Social571 Desenvolvimento Cientfico572 Desenvolvimento Tecnolgico e Engenharia573 Difuso do Conhecimento Cientfico e Tecnolgico

3.6. PesquisasOramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas e adolescentes.

08 - Assistncia Social121 Planejamento e Oramento122 Administrao Geral123 Administrao Financeira124 Controle Interno126 Tecnologia da Informao128 Formao de Recursos Humanos131 Comunicao Social

3.7. Atividades Administrativas

Oramento No Exclusivo, devendo ser considerado proporcionalmente populao de crianas, exceto no caso da Subfuno 243, Assistncia Criana e ao Adolescente.Possibilidade da existncia de programa de Transferncia de Renda s Famlias.

FONTE: Fundao Abrinq

2.6. Clculo da Proporcionalidade do OCA No Exclusivo

A Metodologia do OCA determina o clculo da proporcionalidade do Oramento Criana e Adolescen-te No Exclusivo pelo nmero de crianas e adolescentes existentes no municpio, visando dar maior realismo e consistncia apura-o final. Para tanto, necessrio levantar a informao mais re-cente sobre o nmero total oficial de crianas e adolescentes (at 18 anos) existentes, assim como da populao total do municpio. Esses dados podem ser obtidos no rgo de planejamento da Pre-feitura ou no Censo Demogrfi-co do IBGE, em www.ibge.gov.br.

importante registrar a fonte de referncia e a data do indicador utilizado no relatrio final. Aos municpios que usarem o sistema MAPA PPAC OCA, o clculo de proporcionalidade ser aplicado automaticamente, de acordo com o mtodo estatstico empregado pela Fundao Abrinq no ano de re-ferncia da anlise oramentria.

Para fazer o clculo, identifique no QDDOCA (Quadro Demons-trativo de Despesas do OCA) as aes no exclusivas e proceda o clculo. Para facilitar a apurao, a Metodologia oferece o modelo de QDDOCA-Ponderado (Quadro 15), em que se sugere a incluso de uma coluna prpria para se lanar o ndice de proporcionalidade de crianas e adolescentes apurado e outra para o resultado final do cl-culo. No caso das aes exclusivas, o ndice igual a 1.

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 37

Para o clculo da proporcionalidade de crianas e adolescentes, faa o seguinte:

(a) Encontre o ndice da propor-cionalidade da populao de crianas e adolescentes em re-lao ao total da populao. Ex: (A) Populao total = 156.000 habitantes (B) Populao de crianas e adolescentes = 51.480 habitantes; (C) ndice

1. EIXO

TIPO DE OCA (F) VALOR (G)NDICE DE PROPORCIONALIDADE (H)

VALOR PONDERADO (I = GxH)

NEx

NEx

QUADRO 15

COLUNAS COMPLEMENTARES PARA GERAO DO QDDOCA-PONDERADO

2.7. Consolidao do OCA

Para a consolidao do Relatrio Final do Oramento Criana (ROCA), vamos relembrar os principais passo para a apurao. Inicialmente, a Me-todologia do OCA orienta buscar a base de dados (Base Oramento Anual ou Base Execuo Oramentria) e obter o Quadro de Detalhamento de Despesas, na Lei Oramentria ou no Relatrio de Execuo Oramentria publicado bimestralmente, com valores acumulados no ano. Este modi-ficado com informaes complementares como dotao inicial, despesas empenhadas, liquidadas e pagas para os projetos e atividades, que gerar o Relatrio de Execuo Oramentria por rgo, Projetos e Atividades (RexO). De posse desses dados, passamos fase de seleo das aes e despesas que iro compor o OCA; recomenda-se aqui que sejam utilizados os valores liquidados, devido ao seu realismo executivo. Para tanto, pode-mos proceder o levantamento por meio da Seleo Funcional, que oferece a correlao dos eixos, reas e subreas com as funes e subfunes oramentrias. Podemos tambm proceder Seleo Direta, por meio da anlise de cada um dos projetos e atividades. Nesse processo, preciso atentar para as aes especficas que devero integrar o OCA. Aquelas

de proporcionalidade de crian-as e adolescente = B/A = 51.480/156.000 = 0,33

(b) Calcule a proporcionalidade dos valores apurados, multiplicando o ndice (C) encontrado pelos valores apurados. Ex: (D) Ao 01000 Construo de Mora-dias = R$ 65.000,00 - (OCA No Exclusivo) (E) Valor Ponderado = (C) x (D) = 0,33 x R$ 65.000,00 = R$ 21.450,00

38

que estiverem relacionadas aos ei-xos no devem entrar para no ge-rar imprecises no levantamento. Alm disso, necessrio identificar se as aes so de natureza exclu-siva ou no exclusiva, tendo em vista que estas ltimas tero seus valores proporcionalizados.

Todo esse processo deve ser gra-dativamente processado no Qua-dro de Detalhamento do Ora-mento Criana (QDDOCA) Bsico (Quadro 16) para se obter com maior facilidade os resultados fi-nais. Nesse quadro, tendo as fun-es e subfunes, bem como as reas e subreas do OCA como referncia, devem ser lanadas as aes selecionadas com sua respectiva classificao funcional-programtica. Concomitantemen-te, devemos registrar na coluna pertinente a natureza da ao, ou seja, exclusiva (Ex) no exclu-siva (NEx). Na sequncia, isto fa-cilitar o clculo da proporciona-lidade das aes no exclusivas pelo peso relativo da populao de crianas at 18 anos. Seguindo as orientaes que prevem a in-cluso das colunas adicionais no

QDDOCA para o clculo, teremos o QDDOCA-Ponderado (Quadro 15), j com a aplicao dos percentuais sobre os valores no exclusivos.

Cumprida, ento, a tarefa de cal-cular a proporcionalidade dos va-lores, os resultados obtidos devem ser consolidados no ROCA, levan-do-se em conta os eixos e reas de atuao. Nesse caso, a Meto-dologia prope uma verso para consolidao das informaes re-ferentes ao Oramento Criana e Adolescente Exclusivo e No Exclu-sivo (Quadro 17) e outra para lan-amento das informaes relativas ao Oramento Inicial e Oramento Liquidado (Quadro 18), visando se avaliar o desempenho da ges-to do OCA. Neste quadro final, solicita-se ainda a complementa-o de informaes sobre a dota-o inicial e os recursos liquidados do Fundo Municipal da Criana e do Adolescente, assim como os dados do OCA Liquidado no ano anterior, de modo que se possa analisar a evoluo das despesas com crianas e adolescentes entre dois exerccios.

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 39

1. SADE

REAS E SUBREAS (A)

FUNES E SUBFUNES (B)BASE DE DADOS

FUNCIONAL- PROGRAMTICA (E)TIPO DE OCA (F)

VALOR (G)OR. (C) EX. OR. (D)

10 Sade

PRIN

CIPA

IS

REA

S E

SUB

REA

S D

E AT

UA

O

301 - Ateno Bsica QDD RExO OOuuu.10.301.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

302 - Assistncia Hospitalar e Ambulatorial

QDD RExO Oouuu.10.302.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

303 - Suporte Profiltico e Teraputico

QDD RExO Oouuu.10.303.PPPP.i.ppp.ftr. XY.ma.ed NEx

304 - Vigilncia Sanitria QDD RExO Oouuu.10.304.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

305 - Vigilncia Epidemiolgica QDD RExO Oouuu.10.305.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

306 - Alimentao e Nutrio QDD RExO OOuuu.10.306.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

PESQ

UIS

AS

571 - Desenvolvimento Cientfico

QDD RExO OOuuu.10.571.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

572 - Desenvolvimento Tecnolgico e Engenharia

QDD RExO OOuuu.10.572.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

573 - Difuso do Conhecimento Cientfico e Tecnolgico

QDD RExO OOuuu.10.573.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

121 Planejamento e Oramento

QDD RExO OOuuu.10.121.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

ATIV

IDA

DES

A

DM

INIS

TRAT

IVA

S

122 Administrao Geral QDD RExO OOuuu.10.122.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

123 - Administrao Financeira QDD RExO OOuuu.10.123.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

124 Controle Interno QDD RExO OOuuu.10.124.PPPP.i.ppp.ftr.XYed.ma NEx

126 -Tecnologia da Informao QDD RExO OOuuu.10.126.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

128 Formao de Recursos Humanos

QDD RExO OOuuu.10.128.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

131 Comunicao Social QDD RExO OOuuu.10.131.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

PRIN

CIPA

IS

RE

AS

E SU

BRE

AS

DE

ATU

A

O

17 Saneamento

511 - Saneamento Bsico Rural QDD RExO OOuuu.17.511.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

512 - Saneamento Bsico Urbano QDD RExO OOuuu.17.512.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

451 - Infraestrutura Urbana QDD RExO OOuuu.17.451.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

452 - Servios Urbanos QDD RExO OOuuu.17.452.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

PRIN

CIPA

IS

RE

AS

E SU

BRE

AS

D

E AT

UA

O 16 Habitao

481 - Habitao Rural QDD RExO OOuuu.16.481.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

482 - Habitao Urbana QDD RExO OOuuu.16.482.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

QUADRO 16

QUADRO DE DETALHAMENTO DAS DESPESAS DO ORAMENTO CRIANA QDDOCA BSICO

40

2. EDUCAO (continuao do Quadro 16)

REAS E SUBREAS (A)

FUNES E SUBFUNES (B)BASE DE DADOS

FUNCIONAL- PROGRAMTICA (E)TIPO DE OCA (F)

VALOR (G)OR. (C) EX. OR. (D)

12 Educao

PRIN

CIPA

IS

REA

S E

SUB

REA

S D

E AT

UA

O

126 -Tecnologia da Informao QDD RExO OOuuu.12.126.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

361 - Ensino Fundamental QDD RExO OOuuu.12.361.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

362 - Ensino Mdio QDD RExO OOuuu.12.362.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

363 - Ensino Profissional QDD RExO OOuuu.12.363.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

365 - Educao Infantil QDD RExO OOuuu.12.365.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

366 - Educao de Jovens e Adultos

QDD RExO OOuuu.12.366.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

367 - Educao Especial QDD RExO OOuuu.12.367.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

243 - Assistncia Criana e ao Adolescente

QDD RExO OOuuu.12.243.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

423 Assistncia aos Povos Indgenas

QDD RExOOOuuu.12. 423.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed

Ex

785 - Transportes Especiais QDD RExO OOuuu.12.785.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

128 - Formao de Recursos Humanos

QDD RExO OOuuu.12.128.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

306 - Alimentao e Nutrio QDD RExO OOuuu.12.306.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

PESQ

UIS

AS

571 - Desenvolvimento Cientfico

QDD RExO OOuuu.12.571.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

572 - Desenvolvimento Tecnolgico e Engenharia

QDD RExO OOuuu.12.572.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

573 - Difuso do Conhecimento Cientfico e Tecnolgico

QDD RExO OOuuu.12.573.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

ATIV

IDA

DES

A

DM

INIS

TRAT

IVA

S 121 Planejamento e Oramento

QDD RExO OOuuu.12.121.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

122 Administrao Geral QDD RExO OOuuu.12.122.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

123 - Administrao Financeira QDD RExO OOuuu.12.123.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

124 Controle Interno QDD RExO OOuuu.12.124.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

131 Comunicao Social QDD RExO OOuuu.12.131.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

13 Cultura

PRIN

CIPA

IS

RE

AS

E SU

BRE

AS

DE

ATU

A

O 392 - Difuso Cultural QDD RExO OOuuu.13.392.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

27 Desporto e Lazer

812 Desporto Comunitrio QDD RExO OOuuu.27.812.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

813 - Lazer QDD RExO OOuuu.27.813.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 41

3. ASSISTNCIA SOCIAL E DIREITOS DA CIDADANIA (continuao do Quadro 16)

REAS E SUBREAS (A)

FUNES E SUBFUNES (B)BASE DE DADOS

FUNCIONAL- PROGRAMTICA (E)TIPO DE OCA (F)

VALOR (G)OR. (C) EX. OR. (D)

08 Assistncia Social

PRIN

CIPA

IS

REA

S E

SUB

REA

S

DE

ATU

A

O

243 - Assistncia Criana e ao Adolescente

QDD RExO OOuuu.08.243.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

244 - Assistncia Comunitria QDD RExO OOuuu.08.244.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

363 - Ensino Profissional QDD RExO OOuuu.08.363.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

333 - Empregabilidade QDD RExO OOuuu.08.333.PPPP.i.ppp ftr.XY.ma.ed NEx

334 - Fomento ao Trabalho QDD RExO OOuuu.08.334.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

845 Transferncias QDD RExO OOuuu.08.845.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

423 Assistncia aos Povos Indgenas

QDD RExO OOuuu.08.423.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

242 - Assistncia ao Portador de Deficincia

QDD RExO OOuuu.08.242.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

PESQ

UIS

AS

571 - Desenvolvimento Cientfico QDD RExO OOuuu.08.571.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

572 - Desenvolvimento Tecnolgico e Engenharia

QDD RExO OOuuu.08.572.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

573 - Difuso do Conhecimento Cientfico e Tecnolgico

QDD RExO OOuuu.08.573.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

ATIV

IDA

DES

A

DM

INIS

TRAT

IVA

S

121 Planejamento e Oramento

QDD RExO OOuuu.08.121.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

122 Administrao Geral QDD RExO OOuuu.08.122.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

123 - Administrao Financeira QDD RExO OOuuu.08.123.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

124 Controle Interno QDD RExO OOuuu.08.124.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

126 -Tecnologia da Informao QDD RExO OOuuu.08.126.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

128 Formao de Recursos Humanos

QDD RExO OOuuu.08.128.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

131 Comunicao Social QDD RExO OOuuu.08.131.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

12 Direitos da Cidadania

PRIN

CIPA

IS

REA

S D

E AT

UA

O

421 - Custdia e Reintegrao Social

QDD RExO OOuuu.12.421.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

422 - Direitos Individuais, Coletivos e Difusos

QDD RExO OOuuu.12.422.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

243 - Assistncia Criana e ao Adolescente

QDD RExO OOuuu.12.243.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed Ex

423 Assistncia aos Povos Indgenas

QDD RExO OOuuu.08.423.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

845 - Transferncias QDD RExO OOuuu.12.845.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

846 - Outros Encargos Especiais QDD RExO OOuuu.12.846.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

813 - Lazer QDD RExO OOuuu.12.813.PPPP.i.ppp.ftr.XY.ma.ed NEx

FONTE: Fundao Abrinq

42

ABREVIATURAS DO QUADRO 16 QDD = Quadro Demonstrativo de Despesas

RExO = Relatrio de Execuo Oramentria por rgo, Projetos e Atividades, discriminando dotao inicial, dotao para o exerccio, despesas empenhada, liquidada e paga

Ex = Oramento Exclusivo

NEx = Oramento No Exclusivo sujeito proporcionalidade do nmero de crianas

OOuuu.FF.sss.PPPP.i.ppp.ftr.Xy.ma.ed. = Cdigos da funcional-programtica

OO = rgo

uuu = Unidade

AES PRIORITRIAS E FUNES GOVERNAMENTAIS (A)

ORAMENTO EXCLUSIVO ORAMENTO NO EXCLUSIVO

ORAMENTO EXCLUSIVO + NO EXCLUSIVO

(R$) (B) (%) (C) (R$) (D) (%) (E) (R$) (F) (%) (G)

PROMOVENDO VIDAS SAUDVEIS

Despesas Totais com Sade, Saneamento, Meio Ambiente e Habitao

Sade B1 C1 D1 E1 F1 G1

Saneamento B2 C2 D2 E2 F2 G2

Habitao B3 C3 D3 E3 F3 G3

ACESSO EDUCAO DE QUALIDADE

Despesas Totais com Educao, Cultura, Esporte e Lazer

Educao B6 C6 D6 E6 F6 G6

Cultura B7 C7 D7 E7 F7 G7

Desporto e Lazer B8 C8 D8 E8 F8 G8

PROTEO DE DIREITOS E PROTEO INTEGRAL

Despesas Totais com Proteo Social

Assistncia Social B11 C11 D11 E11 F11 G11

Direitos de Cidadania B12 C12 D12 E12 F12 G12

VALOR TOTAL DO ORAMENTO CRIANA - OCA (H)

QUADRO 17

RELATRIO DO ORAMENTO CRIANA EXCLUSIVO E NO EXCLUSIVO

FF = Funo

Sss = Subfuno

PPPP = Programa

i = Identificador de projeto, atividade ou operao especial

ppp = Nmero do projeto/atividade/operao especial

ftr = Fonte de Recursos

X = Categoria Econmica da Despesa

Y = Grupo de Despesa

ma = Modalidade de Aplicao

ed = Elemento de Despesa

* Indicar o tipo de valor apurado: orado ou liquidado. OBSERVAO: Para o clculo dos percentuais da coluna (C) Composio, siga a seguinte frmula:

Valor de cada Item - Valor da Coluna (B) = Clulas de B1 a B12

Valor percentual de cada Item - Percentual da Coluna (C) = Clulas de C1 a C12

Valor Total do OCA = nmero encontrado em (H)

Frmula de clculo do percentual: C1-12 = (B1-12/ ( H ) 1) X 100

2. APURANDO O ORAMENTO CRIANA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 43

ESFERAS DE AO PRIORITRIAS E FUNES GOVERNAMENTAIS (A)ORAMENTO CRIANA

VALOR* (R$) (B) COMPOSIO (%) (C)

SADE

Despesas Totais com Sade, Saneamento, Meio Ambiente e Habitao

Sade

Principais reas e subreas de atuao B1 C1

Pesquisas B2 C2

Atividades administrativas B3 C3

Saneamento B4 C4

Habitao B5 C5

EDUCAO

Despesas Totais com Educao, Cultura, Esporte e Lazer

Educao

Principais reas e subreas de atuao B6 C6

Pesquisas B7 C7

Atividades administrativas B8 C8

Cultura B9 C9

Desporto e Lazer B10 C10

ASSISTNCIA SOCIAL E DIREITOS DE CIDADANIA

Despesas Totais com Proteo Social

Assistncia Social

Principais reas e subreas de atuao B11 C11

Pesquisas B12 C12

Atividades Administrativas B13 C13

Direitos de Cidadania B14 C14

ORAMENTO CRIANA E ADOLESCENTE (D)

QUADRO 18

RELATRIO DO ORAMENTO CRIANA INICIAL E LIQUIDADO

* Indicar o tipo de valor apurado: orado ou liquidado. OBSERVAO: Para o clculo dos percentuais da coluna (C) Composio, siga a seguinte frmula:

Valor de cada Item - Valor da Coluna (B) = Clulas de B1 a B14

Valor percentual de cada Item - Percentual da Coluna (C) = Clulas de C1 A C14

Valor Total do OCA = nmero encontrado em (D)

Frmula de clculo do percentual: C1-14 = (B1-14/ ( D ) 1) X 100

44

MONITORAMENTO E AVALIAO DO OCA

3

3. MONITORAMENTO E AVALIAO DO OCA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 45

Monitorar, avaliar e divulgar so aes de gesto e controle social im-prescindveis promoo do Ora-mento Criana e Adolescente. Aqui voc ver como potencializar as in-formaes apuradas com o OCA.

O monitoramento refere-se ao acompanhamento de todo o pro-cesso de execuo das aes gover-namentais, no qual a comunidade busca informaes para a identifi-cao e a correo de problemas, atuando com o poder pblico para promover decises. J a avaliao diz respeito ao processo de levan-tamento e anlise sistemtica de informaes sobre caractersticas, processos e impactos das solues implementadas pelo poder pblico, levando em conta critrios de efici-ncia, eficcia e efetividade.

Nos captulos anteriores, voc aprendeu a obter a base de dados necessria apurao do OCA e a fazer a leitura da classificao funcional-programtica, que per-mite selecionar as aes que de-vem integr-lo. Para saber qual a base de dados necessria, voc precisa definir que tipo de avalia-o pretende realizar.

De forma geral, entendemos que voc e sua comunidade devem re-fletir sobre a possibilidade de abor-dar a questo do destino de recur-sos pblicos em ateno criana e ao adolescente de maneira sim-ples e objetiva, com critrios de eficincia e efetividade, para verifi-car o cumprimento de programas e plataformas governamentais,

ou ainda, o custo por criana do municpio para execuo de deter-minada poltica.

Antes de realizar qualquer uma dessas formas de avaliao, entre-tanto, necessrio verificar se o objetivo pretendido avaliar o de-sempenho do oramento previsto (Base Oramento Anual) ou do or-amento realizado (Base Execuo Oramentria). Isso imprescind-vel para determinar que base de dados precisar ser obtida, confor-me as orientaes do Captulo 2 Apurando o Oramento Criana.

Para sua melhor orientao, apre-sentamos a seguir algumas suges-tes de procedimentos que podem compor os processos de monito-ramento e avaliao do Comit de Apurao do OCA.

3.1. Avaliao Bsica

A avaliao bsica considera as informaes apuradas no prprio OCA para proceder a compara-es. Para avanar nas demais anlises, necessrio executar os estudos indicados aqui; eles vo oferecer as informaes para rea-lizar os outros tipos de anlises.

a. Comparao do OCA executado com o OCA previsto no ano

OBJETIVO: Verificar a proporo executada do OCA previsto

BASE DE DADOS: QDD, RExO

46

PROCEDIMENTOS:a. Calcule o OCA a partir do ora-

mento previsto. b. Calcule tambm o OCA a par-

tir da execuo oramentria, utilizando dados cumulativos referentes a trimestres (1 tri-mestre; at 2 trimestre; at 3 trimestre; at 4 trimestre).

c. Divida o resultado do item b pelo do item a e multiplique por 100 para encontrar o percentu-al executado.

CONCLUSO POSSVEL: O per-centual do OCA executado no pe-rodo, ou seja, quanto a adminis-trao local empregou de recursos arbitrados inicialmente a serem gastos com a infncia e a adoles-cncia. Quanto mais prximo de 100%, melhor ter sido a execuo oramentria e o grau de compro-metimento com o planejamento inicialmente proposto.

b. Verificao da participao relativa do OCA previsto no oramento total

OBJETIVO: Verificar a proporo de recursos previstos em ateno criana e ao adolescente em relao ao total de despesas programadas.

BASE DE DADOS: QDD

PROCEDIMENTOS:a. Pegue o valor total do oramento.b. Calcule o OCA a partir do ora-

mento previsto.c. Divida o resultado do item b

pelo do item a e multiplique por 100 para encontrar o percentual

de participao do OCA no ora-mento total.

CONCLUSO POSSVEL: O com-prometimento das despesas to-tais pblicas com as aes em favor da criana. possvel aferir quanto do oramento pblico ge-ral alocado com polticas em fa-vor de crianas e adolescentes e, a partir disso, assumir metas de incremento ou de efetividade no investimento realizado.

3.2. Avaliaes Complementares

As avaliaes iro comparar o va-lor apurado do Oramento Crian-a e Adolescente com variveis arbitradas. Essa comparao per-mitir estabelecer indicadores de eficincia das despesas com a ateno criana e ao adolescente. Em princpio, h vrias possibili-dades analticas. Os gastos pbli-cos com crianas e adolescentes podem ser comparados com ou-tros tipos de gastos pblicos, com indicadores sociais, por exemplo, gastos de educao Ensino Fun-damental e informaes obtidas no ndice de Desenvolvimento da Educao Bsica (Ideb), para se analisar a relao entre incremen-to dos gastos e melhoria do ndice.

possvel aferir que cada aluno custa, por exemplo, R$ 3.600,00 por ano para determinada cida-de, ou seja, R$ 300,00 por ms no

3. MONITORAMENTO E AVALIAO DO OCA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 47

primeiro ano de gesto de deter-minada administrao e, ao final de seu mandato, passou a inves-tir R$ 600,00 por ms, por aluno, dobrando o investimento per ca-pita em educao. O que isso sig-nificou em termos prticos de melhoria? Houve melhora nos in-dicadores educacionais?

A partir da experincia de aplica-o da Metodologia durante as edies do Programa Prefeito Ami-go da Criana, possvel afirmar que a maior parte dos municpios possui baixo investimento em po-lticas de proteo direcionadas s crianas e aos adolescentes. Um bom comeo para o Controle Social monitorar e para a Admi-nistrao Local traar como meta de Gesto o incremento desse investimento ao longo dos anos, para uma comparao temporal das apuraes. Podemos compa-rar o OCA per capita de Proteo 2016 com o OCA per capita de Pro-teo 2017 e 2018 e analisar a evo-luo do investimento.

Questes norteadoras para inspirar o monitoramento e avaliao do Comit de Apurao, bem como as reunies do Conselho de Direitos sobre o resultado da Apurao do OCA:

1. Que dificuldades foram identifi-cadas durante o levantamento do OCA que podem ter afetado a apurao?

2. Houve ou no crescimento das despesas a favor da criana?

Por qu? H explicaes oficiais sobre o crescimento ou decrs-cimo do OCA?

3. O OCA previsto originalmente est sendo executado no ritmo e volume adequados?

4. A proporo do OCA em relao ao oramento total adequa-da? Cresceu ou diminuiu no pe-rodo? Por qu?

5. O OCA previsto suficiente para atingir as metas setoriais?

6. possvel, a partir do levanta-mento feito, identificar reas em que se deva reivindicar o au-mento do OCA? Quais? Por qu?

Alm disso, importante conside-rar algumas questes gerais so-bre o desafio de usar avaliaes referentes ao desempenho de oramentos pblicos para a defe-sa da melhoria de polticas pbli-cas, especialmente dirigidas para a criana e o adolescente. Por um lado, preciso lembrar que a pr-pria estruturao do oramento pblico, determinada por exign-cias contbeis legais, no favore-ce a leitura do desenho e do de-sempenho das polticas pblicas. Muitos detalhes ficam submersos, dependendo de informaes adi-cionais. Por outro lado, vale reco-nhecer que precrio interpretar exclusivamente os resultados or-amentrios e financeiros sem as devidas contextualizaes poltico--administrativas. So indicadores valiosos sobre a conduo das po-lticas pblicas, mas precisam ser esclarecidos a partir de uma anli-se delas, e no o contrrio.

48

Em razo disso, para otimizar sua anlise final, sugerimos que sejam levadas em conta seis reflexes relevantes (Quadro 19), antes do fechamento do Relatrio do OCA. De fato, os nmeros no dizem tudo e devem, preferencialmen-te, ser considerados no contexto de uma srie histrica. possvel que algumas aes em benefcio da criana e do adolescente pos-sam ter ficado de fora ou mesmo entrado indevidamente no clculo do OCA, em virtude da linguagem ambgua do oramento. As com-paraes de realidades munici-pais devem, por sua vez, tambm considerar suas particularidades. Ao final, o importante que voc e sua comunidade cheguem concluso de que o OCA previsto esteja realmente sendo cumpri-do e de que houve incremento dos gastos a favor da criana e do adolescente.

Lembre, reflita e discuta. O ora-mento pblico um contrato so-cial em que so registrados, em

termos de programao de aes e previso de receitas e despesas, os entendimentos entre a socieda-de e o governo sobre as realizaes a serem implementadas em bene-fcio da populao. Certamente, as autorizaes e quantitativos registrados na Lei do Oramento Anual, bem como o desempenho executivo advindo da sua imple-mentao, constituem elementos significativamente representati-vos do prprio desempenho das polticas pblicas. Contudo, os re-sultados das polticas pblicas en-volvem diversas outras decises sobre sua concepo e implemen-tao que no esto diretamente vinculadas estruturao e execu-o dos oramentos. Cabe a voc, no fechamento do seu Relatrio do OCA, trazer tona toda essa re-alidade. Assim, voc saber trans-formar o seu Oramento Criana e Adolescente apurado em um real instrumento de defesa das polticas pblicas para a criana e o adolescente.

QUADRO 19

SEIS REFLEXES PARA CONCLUSES SOBRE O ORAMENTO CRIANA E ADOLESCENTE APURADO

1. A apurao do Oramento Criana e Adolescente carrega as dificuldades da prpria falta de transparncia do oramento pblico no Brasil. Os resultados obtidos podero ser questionados sob o argumento de estarem considerando ou deixando de considerar determinadas aes/despesas. Isso se deve linguagem contbil dos oramentos, que no se destina a evidenciar as polticas pblicas implementadas, e ao poder pblico que, de modo geral, no se preocupa em dar clareza oramentria s suas realizaes.

2. A comparao do Oramento Criana e Adolescente entre municpios precisa considerar as realidades poltico-administrativas, e no somente os resultados oramentrios. Os resultados numricos permitem comparaes entre realidades distintas. Isso, porm, exige considerar simultaneamente as respectivas realidades poltico-administrativas. Alm disso, recomendvel analisar sries histricas e buscar indicadores complementares, que ajudem a esclarecer as semelhanas e diferenas observadas.

3. MONITORAMENTO E AVALIAO DO OCA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 49

3. Os nmeros do oramento no dizem tudo. Os resultados numricos obtidos so um indicador importante para mostrar o desempenho das aes a favor da criana. Entretanto, so, antes de tudo, a traduo sinttica de aspectos qualitativos das polticas pblicas, que precisam ser levantados e analisados simultaneamente. importante destacar que grande parte das decises que afetam a concepo e implementao dessas polticas no est diretamente vinculada estruturao e execuo dos oramentos.

4. A plena execuo das despesas previstas na Lei do Oramento Anual fundamental. O oramento um compromisso de realizaes, negociado a partir do Legislativo. Isso envolve o investimento de esforos para a conquista de aes e metas a serem atingidas, gerando expectativas. Para garantir sua legitimidade, imprescindvel exigir a plena execuo dos compromissos registrados na Lei do Oramento Anual.

5. Uma srie histrica de despesas realizadas oferece concluses mais consistentes sobre realizaes. A apurao de um ano ou um perodo o retrato de um momento. A anlise de uma srie de Oramentos Criana e Adolescente previstos ou executados oferece melhores condies para se avaliar o perfil e a tendncia dos gastos pblicos.

6. O objetivo principal do Oramento Criana e Adolescente o incremento qualitativo e quantitativo das despesas pblicas. A ampliao das despesas voltadas para a proteo e promoo da criana e do adolescente, com a respectiva ampliao de cobertura/oferta de servios e qualidade da ateno, prioridade do Oramento Criana e Adolescente.

(continuao do Quadro 19)

SAIBA O QUE

Efetividade a medida do grau de cumprimento dos objetivos que orientaram a implementao de uma ao, promovendo alteraes nos indicadores de resultados.

Eficcia refere-se ao grau de al-cance das metas fixadas para de-terminado projeto, atividade ou programa em relao quilo que foi previsto.

Eficincia a anlise do uso dos re-cursos na realizao da meta para

um projeto, atividade ou programa segundo padres estabelecidos.

Para o acompanhamento, sero necessrios dados desagregados de qualidade, acessveis, atualiza-dos e confiveis, para cumprir a medio do progresso local e para garantir uma viso comparativa com locais mais avanada. Os da-dos de indicadores e alcance de metas so a chave para a tomada de decises. Dados e informaes disponveis em mecanismos de comunicao devem ser usados sempre que possvel.

50

TRANSPARNCIA DO OCA

4

4. TRANSPARNCIA DO OCA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 51

Em 2011, foi aprovada e sancio-nada a Lei n 12.527, de 18 de novembro de 2011, designada Lei de Acesso Informao (LAI), que regulamentou o direito ao acesso informao pblica, pre-visto no inciso XXXIII do art. 5 da Constituio Federal, como direito fundamental: todos tm direito a receber dos rgos pblicos in-formaes de seu interesse parti-cular, ou de interesse coletivo ou geral, que sero prestadas no pra-zo da lei, sob pena de responsa-bilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindvel segu-rana da sociedade e do Estado. (BRASIL, 1988). Trata-se, portanto, de um regulamento que vem revo-lucionando a transparncia da ad-ministrao pblica e renovando a relao entre Estado e cidados. Nesses cinco anos de vigncia da LAI, iniciada em 18 de maio de 2012, o instituto vem garantindo o direito ao acesso a informaes previsto, alm de no inciso XXXIII do art. 5 citado, no inciso II do 3 do art. 37 e no 2 do art. 216 da Constituio Federal.

Esse instrumento legal vlido para a Unio, estados, Distrito Federal e municpios brasileiros. Alm das trs esferas, a LAI tam-bm deve ser aplicada pelos Po-deres Judicirio, Legislativo e Exe-cutivo. , portanto, instrumento poderoso e aliado do Controle So-cial exercido pela sociedade como um todo.

Como mudana de paradigma, o tratamento das informaes pblicas evoluiu. O sigilo passou a ser exceo, enquanto a regra atual o acesso irrestrito dos cida-dos s informaes. A exceo vlida somente para aquelas con-sideradas imprescindveis segu-rana da sociedade ou do Estado, ou seja, aquelas informaes que podem causar risco vida ou pre-judicar a segurana ou a sade da populao.

Nesse sentido, as informaes de carter oramentrio so todas pblicas e, em tese, deveriam estar em transparncia ativa (disponvel ao pblico pela internet). Do mes-mo modo, o municpio que adere ao Programa PPAC deve atentar para a divulgao em meio aces-svel, sendo obrigatria a divulga-o em sites oficiais da internet de todas as informaes de interesse coletivo ou geral por eles produ-zidas ou custodiadas. Entre essas informaes esto dados gerais para o acompanhamento de pro-gramas, aes, projetos e obras de rgos e entidades e registros das despesas (BRASIL, 2011).

Veja no Quadro 20 o passo a pas-so para realizar um pedido de acesso a qualquer documento p-blico, com exceo daqueles que estiverem classificados como sigi-losos, nos graus reservado, secre-to ou ultrassecreto.

52

QUADRO 20

PASSO A PASSO DE COMO FAZER O SEU PEDIDO DE INFORMAO AOS RGOS, ENTIDADES E EMPRESAS ESTATAIS NO SEU MUNICPIO

1. Procure o servio de informao ao cidado (SIC) do rgo onde existe a informao requerida (Prefeitura, Secretaria, Cmara Municipal, Empresa Municipal, conforme o caso).

2. Preencha o formulrio de solicitao de pedido, que pode ser fsico ou por meio de um sistema eletrnico na internet (como o caso do e-Sic, no mbito federal); lembre-se de que voc deve se identificar, como cidado, mas no precisa justificar seu interesse no acesso informao requerida. Dica: especifique claramente a informao (processo ou documento) requerida.

3. Caso o rgo no lhe conceda o acesso imediato informao, guarde seu nmero de protocolo, que deve estar datado, para garantia dos prazos de resposta previstos na Lei.

4. Retorne ao mesmo canal de atendimento (presencial ou a distncia) no prazo de 20 dias, para cobrar a resposta da administrao.

5. Em caso excepcional, e mediante justificativa expressa cientificando o requerente, o prazo de resposta pode ser prorrogado por mais dez dias.

6. Quando lhe for negado o acesso informao solicitada, cabe interpor recurso autoridade competente, hierarquicamente superior quela que negou o primeiro pedido. Ateno: o prazo para interpor recurso contra a deciso de dez dias a contar da sua cincia, e o prazo para resposta de cinco dias.

O exerccio da transparncia na administrao no ocorre sem a interao constante com os cida-dos. No mbito federal, a experi-ncia tem mostrado que a oferta de informaes em transparn-cia ativa (por meio dos portais transparencia.gov.br e dados.gov.br, alm das pginas de cada rgo) gera valor para o exerccio do con-trole social. Ao mesmo tempo, a demanda por informaes p-blicas em transparncia passiva (por meio do e-Sic, Sistema Eletr-nico do Servio de Informao ao Cidado) contribui para a identi-ficao de informaes mais fre-quentemente solicitadas, para fins de publicizao. De todo modo, importante ressaltar que todas as informaes produzidas ou cus-todiadas pelo poder pblico so pblicas e, portanto, acessveis a todos os cidados, ressalvadas as hipteses de sigilo legalmente

estabelecidas (como sigilo fiscal, informaes pessoais, sigilo em-presarial etc.). Bom esclarecer, ainda, que denncias, desabafos, reclamaes, elogios e/ou solici-taes de servios destinados a rgos pblicos devem ser reali-zados por meio de canais espec-ficos, porque no se configuram pedidos de informao. Procure a Ouvidoria Municipal ou a Controla-doria da Prefeitura para conhecer os canais adequados para esses outros tipos de solicitao.

importante lembrar que as or-ganizaes sociais, pessoas jur-dicas tambm podem pedir uma informao pblica. Como o OCA suscita muita preocupao de en-tidades de atendimento socioedu-cativos ou de sade de crianas e adolescentes, o poder pblico mu-nicipal deve estar preparado para atender s demandas de acesso

4. TRANSPARNCIA DO OCA DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 53

informao sobre o tema, prefe-rencialmente, mantendo atualiza-das as informaes da execuo do OCA em sua prpria pgina na internet. A transparncia ativa evita muitos pedidos de acesso informao e, quando eles ocor-rem, a resposta pode se dar en-viando ao cidado o link do local onde est disponvel a informa-o solicitada.

Ateno: Se a informao estiver disponvel facilmente pelo agente pblico que prestou o atendimen-to, ela deve ser imediatamente en-tregue ao solicitante. Caso no seja possvel conceder o acesso imedia-to, o rgo ou entidade tem at 20 dias para atender ao pedido, prazo que pode ser prorrogado por mais 10 dias, se houver justificativa ex-pressa e notificao ao cidado.

DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 54

REFERNCIAS

REFERNCIAS DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 55

BRASIL. Constituio Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponvel em: . Acesso em: 27 de fev. 2017.

________. Manual tcnico de oramento. Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto, Secretaria de Oramento Federal, Braslia, edio 2016. Disponvel em: < http://www.orcamentofederal.gov.br/informacoes-orcamentarias/manual-tecnico/mto_2017-1a-edicao-versao-de-06-07-16.pdf>.

________. Estatuto da Criana e do Adolescente. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, Lei n. 8.242, de 12 de outubro de 1991. Braslia: Cmara dos Deputados, Coordenao de Publicaes, 3. ed., 2001.

________. Lei de Acesso Informao. Lei n. 12.527, de 18 de novembro de 2011. Braslia: Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurdicos, 2011. Disponvel em:

________. Objetivos de desenvolvimento do milnio. Relatrio Nacional de Acompanhamento. Coordenao: Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada e Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratgicos. Superviso: Grupo Tcnico para o acompanhamento dos ODM. Braslia, 2014. 212 p.

FUNDAO ABRINQ. Cenrio da infncia e da adolescncia no Brasil 2016. So Paulo: Fundao Abrinq pelos Direitos da Criana e do Adolescente, 2016. 60 p.

________. Guia programa prefeito amigo da criana 20172020. 1. ed. So Paulo: Fundao Abrinq pelos Direitos da Criana e do Adolescente, 2017. 27 p.

________. Plano municipal para infncia e adolescncia: guia para ao passo a passo. 1. ed. So Paulo: Fundao Abrinq pelos Direitos da Criana e do Adolescente, 2011. 76 p.

NAES UNIDAS. Transformando nosso mundo: a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentvel. Agenda 2030 ONU, 28 de setembro de 2015. Disponvel em: www.agenda2030.com.br/biblioteca/Agenda2030-completo-site.pdf. Acesso em: 28 jan. 2017.

UNICEF. Fundo das Naes Unidas para a Infncia. Um mundo para as crianas: Relatrio da Sesso Especial da Assembleia Geral das Naes Unidas sobre a Criana. As metas das Naes Unidas para o Milnio. Nova York: Naes Unidas, 2002.

________. Fundo das Naes Unidas para a Infncia. #ECA25anos: Estatuto da Criana e do Adolescente avanos e desafios para a infncia e a adolescncia no Brasil. Braslia, 2015. 40 p.

ANEXOS DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 56

ANEXOS

ANEXOS DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 57

Anexo I - Funes e Subfunes de Governo

Funes a que se refere o art. 2, inciso I, da Lei n 4.320, de 17 de maro de 1964, discriminadas no Anexo 5 da mesma Lei

Portaria MOG n 42, de 14 de abril de 1999 (atualizada) (*)

FUNO SUBFUNES

01 Legislativa 031 Ao Legislativa032 Controle Externo

02 Judiciria 061 Ao Judiciria062 Defesa do Interesse Pblico no Processo Judicirio

03 Essencial Justia 091 Defesa da Ordem Jurdica092 Representao Judicial e Extrajudicial

04 Administrao

121 Planejamento e Oramento122 Administrao Geral123 Administrao Financeira124 Controle Interno125 Normatizao e Fiscalizao 126 Tecnologia da Informao127 Ordenamento Territorial128 Formao de Recursos Humanos129 Administrao de Receitas130 Administrao de Concesses131 Comunicao Social

05 Defesa Nacional151 Defesa Area152 Defesa Naval153 Defesa Terrestre

06 Segurana Pblica181 Policiamento182 Defesa Civil183 Informao e Inteligncia

07 Relaes Exteriores 211 Relaes Diplomticas212 Cooperao Internacional

08 Assistncia Social

241 Assistncia ao Idoso242 Assistncia ao Portador de Deficincia243 Assistncia Criana e ao Adolescente244 Assistncia Comunitria

09 Previdncia Social

271 Previdncia Bsica272 Previdncia do Regime Estatutrio273 Previdncia Complementar274 Previdncia Especial

58

FUNO SUBFUNES

10 Sade

301 Ateno Bsica302 Assistncia Hospitalar e Ambulatorial 303 Suporte Profiltico e Teraputico304 Vigilncia Sanitria305 Vigilncia Epidemiolgica306 Alimentao e Nutrio

11 Trabalho

331 Proteo e Benefcios ao Trabalhador332 Relaes de Trabalho333 Empregabilidade334 Fomento ao Trabalho

12 Educao

361 Ensino Fundamental362 Ensino Mdio363 Ensino Profissional364 Ensino Superior365 Educao Infantil366 Educao de Jovens e Adultos367 Educao Especial368 Educao Bsica (3)(I)

13 Cultura 391 Patrimnio Histrico, Artstico e Arqueolgico392 Difuso Cultural

14 Direitos da Cidadania421 Custdia e Reintegrao Social422 Direitos Individuais, Coletivos e Difusos423 Assistncia aos Povos Indgenas

15 Urbanismo451 Infraestrutura Urbana452 Servios Urbanos453 Transportes Coletivos Urbanos

16 Habitao 481 Habitao Rural482 Habitao Urbana

17 Saneamento 511 Saneamento Bsico Rural512 Saneamento Bsico Urbano

18 Gesto Ambiental

541 Preservao e Conservao Ambiental542 Controle Ambiental543 Recuperao de reas Degradadas544 Recursos Hdricos545 Meteorologia

19 Cincia e Tecnologia571 Desenvolvimento Cientfico572 Desenvolvimento Tecnolgico e Engenharia573 Difuso do Conhecimento Cientfico e Tecnolgico

20 Agricultura

601 Promoo da Produo Vegetal (4)(E)602 Promoo da Produo Animal (4)(E)603 Defesa Sanitria Vegetal (4)(E)604 Defesa Sanitria Animal (4)(E)605 Abastecimento606 Extenso Rural607 Irrigao608 Promoo da Produo Agropecuria (4)(I)609 Defesa Agropecuria (4)(I)

ANEXOS DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 59

FUNO SUBFUNES

21 Organizao Agrria 631 Reforma Agrria632 Colonizao

22 Indstria

661 Promoo Industrial662 Produo Industrial663 Minerao664 Propriedade Industrial665 Normalizao e Qualidade

23 Comrcio e Servios

691 Promoo Comercial692 Comercializao693 Comrcio Exterior694 Servios Financeiros695 Turismo

24 Comunicaes 721 Comunicaes Postais722 Telecomunicaes

25 Energia

751 Conservao de Energia752 Energia Eltrica753 Combustveis Minerais (2)(A)754 Biocombustveis (2)(A)

26 Transporte

781 Transporte Areo782 Transporte Rodovirio783 Transporte Ferrovirio784 Transporte Hidrovirio785 Transportes Especiais

27 Desporto e Lazer811 Desporto de Rendimento812 Desporto Comunitrio813 Lazer

28 Encargos Especiais

841 Refinanciamento da Dvida Interna842 Refinanciamento da Dvida Externa843 Servio da Dvida Interna844 Servio da Dvida Externa845 Outras Transferncias (1)(A)846 Outros Encargos Especiais847 Transferncias para a Educao Bsica (1)(I)

(*) Incluses (I), Excluses (E) ou Alteraes (A)

(1) Portaria SOF n. 37, de 16 de agosto de 2007 (D.O.U. de 17.08.2007);

(2) Portaria SOF n. 41, de 18 de agosto de 2008 (D.O.U. de 19.08.2008);

(3) Portaria SOF n. 54, de 4 de julho de 2011 (D.O.U. de 05.07.2011);

(4) Portaria SOF n. 67, de 20 de julho de 2012 (D.O.U. de 23.07.2012);

60

Anexo II Glossrio

Ciclo OramentrioDesignao dada para a articulao das trs leis or-amentrias previstas na legislao brasileira (Plano Plurianual - PPA, Lei de Diretrizes Oramentrias - LDO e Lei do Oramento Anual - LOA), que se des-tinam, formalmente, a promover, respectivamente, o planejamento, priorizao e detalhamento das aes e despesas governamentais. Em linhas gerais, o PPA, constitui o plano estratgico de ao para o horizonte de quatro anos. A LDO busca priorizar o que dever ser implementado anualmente a partir do PPA e apresenta diretrizes para que a LOA deta-lhe as aes priorizadas. Classificao Funcional-Programtica Classificao instituda atravs da Portaria n. 9, de 28 de janeiro de 1974, do Ministrio do Planejamento e Coordenao Geral, e atualizada por diversas outras portarias, obrigatria na elaborao de oramentos da administrao pblica de todas as esferas gover-namentais. Agrupa os projetos/atividades oramen-trios, sucessivamente, da mais a menos abrangente classificao, por funo, programa e subprograma, visando ao agrupamento temtico das aes gover-namentais, sobretudo para fins de planejamento e consolidao das contas nacionais. A esta classifica-o corresponde uma codificao, criada tambm por portaria do governo federal, que acompanha cada projeto/atividade oramentrio. Por exemplo: 08.42.024 (Funo: Educao; Programa: Ensino Fundamental; Subprograma: Informtica). Consulte tambm Lei 4.320/64.

Controle ExternoAtividade permanente de competncia do Poder Legislativo, exercida com o auxlio dos Tribunais de Contas, que visa promover a fiscalizao da execu-o oramentria, verificando a integridade (probi-dade) da administrao, a guarda e legal emprego dos dinheiros pblicos, assim como o cumprimen-to da Lei de Oramento (art. 81, Lei 4.320/ 64). Den-tre as competncias constitucionais a serem exer-cidas pelo controle externo (art. 71 e incisos, CF), destaca-se a apreciao da prestao de contas do Poder Executivo.

Controle InternoAtividade permanente de competncia de cada esfera do Poder Executivo, Judicirio e Legislativo, que visa a promover a fiscalizao da execuo oramentria no seu prprio mbito, levando em conta os princpios gerais de controle da execuo oramentria (art. 76, Lei 4.320/64). Segundo a Constituio Federal (art. 74, CF), os trs Poderes mencionados devem manter, de forma integrada, um sistema de controle interno para comprovar a legalidade e avaliar o cumprimen-to de metas do Plano Plurianual, dos oramentos, dos programas de governo, a eficcia e eficincia da gesto oramentria, financeira e patrimonial e da aplicao de recursos pblicos por entidades priva-das, bem como controlar as operaes de crdito.

Despesa CorrenteClassificao, segundo sua categoria econmica, de despesas realizadas pela administrao pblica destinadas a promover a execuo e manuteno da ao governamental. Desdobra-se em Despesas de Custeio e Transferncias Correntes (Despesa). De acordo com a codificao constante anexa Lei 4.320/64, as despesas correntes devem ser classi-ficadas iniciando-se com o dgito 3. Por exemplo: 3.1.0.0 = Despesa de Custeio. Tais despesas no con-tribuem diretamente para aumentar a capacidade produtiva da economia.

Despesa de CapitalClassificao, segundo sua categoria econmica, de despesas realizadas pela administrao pblica destinadas a formar um bem de capital ou adicionar valor a um bem j existente, assim como transferir, por compra ou outro meio de aquisio, a proprie-dade entre entidades do setor pblico ou do setor privado para o primeiro. So classificadas em Inves-timentos, Inverses Financeiras e Transferncias de Capital. De acordo com a codificao constante ane-xa Lei 4.320/64, as despesas de capital devem ser classificadas iniciando-se com o dgito 4. Por exem-plo: 4.1.0.0 = Investimentos.

Despesa de CusteioClassificao de despesas correntes destinadas manuteno e operao de servios anteriormente criados e instalados, inclusive os que dizem respeito a obras de conservao, manuteno e adaptao

ANEXOS DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 61

de bens mveis e imveis (art. 12, 2, Lei 4.320/64). Consulte tambm Despesa Corrente.

Despesas de Exerccios Anteriores Despesas de exerccios encerrados, realizadas e de-vidamente comprovadas, para as quais existia do-tao oramentria especfica, com saldo suficiente para seu atendimento, no processadas por motivos imprevistos ou cujo compromisso se reconheceu.

Despesa PblicaTodo desembolso efetuado pela administrao p-blica, nos termos da legislao financeira, licitatria e oramentria, subordinado classificao e aos limi-tes dos crditos oramentrios, com vistas a realizar suas competncias constitucionais. Em sua acepo financeira, o gasto (aplicao de recursos pecuni-rios, ou seja, dinheiro) para a implementao das aes governamentais.

Dotao OramentriaValores monetrios autorizados na Lei do Oramen-to Anual para atender a despesas com projetos ou atividades. Consulte tambm Rubrica e Verba.

Execuo OramentriaFase do processo oramentrio que se inicia com a publicao da Lei do Oramento Anual e que se de-senrola com a definio de cota trimestral e proviso de crdito oramentrio, para que se implemente a realizao de despesas. Envolve o conjunto de deci-ses sobre a implementao de aes governamen-tais e tambm a administrao de receitas atravs do lanamento de seus registros (Ttulo VI, Lei 4.320/64).

Exerccio FinanceiroPerodo que coincide com o ano civil (art. 34, Lei 4.320/64), no qual se desenvolve a execuo oramentria.

FonteClassificao da origem da receita a qual cada cr-dito oramentrio por elemento de despesa cor-responde, definida e codificada a critrio de cada esfera governamental, no prprio projeto de Lei do Oramento Anual, normalmente segundo grandes agrupamentos. Por exemplo: 0 = Recursos do Tesou-ro; 1 = Transferncias Federais; 2 = Transferncias

Estaduais; 3 = Recursos Vinculados; 4 = Financia-mento Externo.

FunoClassificao funcional-programtica de projetos/atividades oramentrios de maior abrangncia, que designam finalidades globais da ao governamental. Por exemplo: 04 - Administrao; 05 - Defesa Nacio-nal; 06 - Segurana Pblica; 07 - Relaes Exteriores; 08 - Assistncia Social; 09 - Previdncia Social. Con-sulte tambm Classificao Funcional-Programtica.

Grupo de DespesaClassificao obrigatria e padronizada que agrega elementos de despesa que apresentam as mesmas caractersticas quanto ao objeto de gasto. Os seis Grupos de Despesa, com o seu respectivo cdigo, so os seguintes: 1 Pessoal e Encargos Sociais; 2 Juros e Encargos da Dvida; 3 Outras Despesas Cor-rentes; 4 Investimentos; 5 Inverses Financeiras; 6 Amortizao da Dvida.

Item de DespesaClassificao facultativa de gastos por elemento de despesa, realizada conforme a convenincia de cada esfera governamental, com o objetivo de alcanar controle mais detalhado dos gastos. Por exemplo: dentro de 3120 - Material de Consumo: 01 = material de Escritrio; 02 = Material Didtico; 03 = Material de Limpeza; 04 = Material de Informtica.

Liquidao da DespesaEstgio da despesa pblica, que se segue ao empe-nho e ao processo licitatrio, referente verificao do direito adquirido pelo credor ou da habilitao da entidade beneficiada (no caso de convnio), tendo por base os ttulos ou documentos comprobatrios do respectivo crdito (art. 63, Lei 4.320/64), visando, na sequncia, ao pagamento da despesa do fornece-dor, empreiteiro ou conveniado. a etapa contbil na qual so verificados todos os documentos que comprovem a correo da despesa.

Natureza de DespesaExpresso utilizada para designar toda a classifica-o das despesas de acordo com suas diversas face-tas econmicas (categoria de despesa, grupo de des-pesa, fonte de recursos, modalidade de aplicao e elemento de despesa).

62

OramentoDocumento do Poder Executivo, aprovado pelo Poder Legislativo, que estima receitas e despesas para o pe-rodo de um ano para todos os seus rgos, discrimi-nando o programa de trabalho autorizado a ser rea-lizado, elaborado segundo os princpios da unidade, universalidade e anualidade. Do ponto de vista polti-co, corresponde ao contrato formulado anualmente entre governo, administrao e sociedade sobre as aes a serem implementadas pelo poder pblico.

Oramento da Seguridade SocialOramento dos rgos, entidades e fundos institu-dos e mantidos pelo poder pblico, vinculados se-guridade social. Deve integrar a Lei do Oramento Anual (art. 165, 5, III, CF). Inclui as despesas previs-tas no art. 202 da Constituio Federal (Previdncia Social, Assistncia Social e Sade).

Oramento de Investimento Oramento de investimento das empresas em que o poder pblico, direta ou indiretamente, detm a maioria do capital social com direito a voto. Integra a Lei do Oramento Anual (art. 165, 5, II, CF). Inclui as despesas com investimento (obras e instalaes, aquisio de veculos, material permanente, imveis e participaes societrias etc.) das empresas estatais.

Oramento FiscalOramento dos fundos, fundaes, rgos e entida-des da administrao direta e indireta. Integra a Lei do Oramento Anual (art. 165, 5, I, CF). Inclui as despesas destinadas implementao dos servios pblicos e manuteno da burocracia pblica.

Outras Receitas Correntes Classificao das receitas pblicas correntes que congrega os recursos provenientes de multas, juros de mora, indenizaes e restituies, cobrana da d-vida ativa e outras que no se identifiquem com as demais especificaes de receitas correntes.

Outras Receitas de Capital Classificao das receitas pblicas de capital que congrega os recursos provenientes da integralizao do capital social de empresas pblicas e saldos de exerccios anteriores relativos a convnios, opera-es de crdito e outros.

Pagamento da DespesaEstgio da despesa pblica em que a administrao pblica paga, conforme termos contratuais previa-mente estabelecidos, ao fornecedor, prestador de servio ou empreiteiro, pelo bem entregue, servio ou investimento realizados aps a verificao do cumprimento das obrigaes, atravs da liquidao da despesa. O pagamento pode ser efetuado pela tesouraria, por estabelecimentos bancrios creden-ciados (art. 163, 3, CF) e, em casos excepcionais, por meio de adiantamento (art. 65, Lei 4.320/64).

Pessoal e Encargos SociaisDespesas oramentrias com pessoal ativo, inativo e pensionistas, relativas a mandatos eletivos, cargos, funes ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espcies remuneratrias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variveis, subsdios, proventos da aposentadoria, reformas e penses, inclusive adicionais, gratificaes, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuies recolhi-das pelo ente s entidades de previdncia, conforme estabelece o caput do art. 18 da Lei Complementar 101, de 2000 (Manual Tcnico de Oramento, 2016).

ProgramaClassificao funcional-programtica de projetos/atividades oramentrios de abrangncia interme-diria, abaixo de funo, que designam os objetivos gerais da ao governamental. Por exemplo: 07 - Administrao; 09 - Planejamento Governamental; 30 - Segurana Pblica; 42 - Ensino Fundamental; 43 - Ensino Mdio. Consulte tambm Classificao Funcional-Programtica.

Programa de Durao Continuada Aes permanentes da administrao pblica, que no se referem manuteno de suas atividades, como programas sociais ou prestao de servios pblicos, a serem includas no Plano Plurianual.

Programa de TrabalhoExpresso utilizada para caracterizar o fato de que o oramento contm o conjunto de aes a ser im-plementado pela administrao pblica. Encontra-se materializado nos ttulos dos projetos/atividades oramentrios e deve ser apresentado conforme a classificao funcional-programtica.

ANEXOS DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 63

Programao da DespesaAtividade administrativa desenvolvida trimestral-mente por cada rgo da administrao pblica para a solicitao de sua Cota Oramentria.

ProjetoConjunto de operaes limitadas no tempo, que con-corre para a expanso ou aperfeioamento governa-mental. Tem objetivos que podem ser avaliados fsi-ca e financeiramente.

RubricaO mesmo que crdito oramentrio, dotao ora-mentria ou verba.

SubfunoClassificao funcional-programtica de projetos/atividades oramentrios mais detalhada do que a funo, que designa finalidades especficas da ao governamental. As subfunes so discriminadas para cada funo existente.

Subfuno CruzadaExpresso usada para designar a classificao por meio da aplicao de uma subfuno em correlao com uma funo que no aquela a partir da qual foi definida. Por exemplo: Funo: 12 - Educao com Subfuno Cruzada: 126 - Tecnologia da Informao (pertencente originalmente Funo 03 - Adminis-trao e Planejamento).

Transferncias Constitucionais Receitas tributrias de competncia de determinada esfera governamental, seja Unio ou estados, trans-feridas em parte, por determinao da Constituio Federal, para outra esfera (estados ou municpios).

Unidade Oramentriargo da administrao pblica ou agrupamento de servios a quem o oramento consigna dotaes oramentrias especficas para a realizao de seu programa de trabalho e com autoridade para movi-ment-las (art. 14, Lei 4.320/64).

Valor EmpenhadoValores de crditos oramentrios que se encontram comprometidos no estgio de empenho, ou seja, que j foram autorizados para gasto.

Valor LiquidadoValores de crditos oramentrios que se encontram comprometidos no estgio de liquidao, ou seja, que j esto prontos para pagamento.

Valor PagoValores de crditos oramentrios que se encontram pagos. Tambm chamado de valor realizado.

VerbaTermo popular para designar os valores disponveis na administrao pblica para a implementao de aes governamentais. Consulte tambm Dotao Oramentria e Rubrica.

DE OLHO NO ORAMENTO CRIANA 64

@fundacaoabrinq/fundabrinq

www.fadc.org.br

Av. Santo Amaro, 1.386 1o andarVila Nova Conceio 04506-001 So Paulo/SP

55 11 3848-8799

ISB

N: 9

78-8

5-8

80

60

-92-

0

Recommended

View more >