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  • Revista RecreArte 12 + 1 www.revistarecrearte.net

    Revista RecreArte 12 + 1 > II - Creatividad en Educacin: Innovacin Radical

    David de Prado Dez 2012

  • MOTRICIDADE HUMANA

    A PRXIS DO POSSVEL

  • Copyrigth by Editora Universidade Federal de Sergipe Cidade

    Universitria Prof. Jos Alosio de Campos

    Av. Mal. Cndido Rondon, s/n - cep: 490.100-000

    So Cristvo/SE

    Este livro, ou parte dele, no pode ser reproduzido por qualquer

    meio sem autorizao escrita da Editora

    FICHA CATALOGRFICA ELABORADA PELA

    BIBLIOTECA DO CAMPUS DE SO CRISTVO DA

    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

    M919mMotricidade humana : a prxis do possvel / Fbio Zoboli,

    Sidirley de Jesus Barreto (orgs.). So Cristvo :

    Editora UFS, 2011.

    236 p..

    ISBN: 978.85.7822.172-0

    1. Capacidade motora. 2. Educao fsica. 3. Motricidade

    humana. I. Zoboli, Fbio. II. Barreto, Sidirley de Jesus

    CDU 796:159.943

  • MOTRICIDADE HUMANA

    A PRXIS DO POSSVEL

    Fabio Zoboli (org.)

    Sidirley de Jesus Barreto (org.)

    Eugenia Trigo

    Harvey Montoya

    Joo Batista Tojal

    Katia Brando Cavalcanti

    Renato Izidoro da Silva

    Ricardo Melani

    Wagner Wey Moreira

    ARACAJU/ 2011

  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

    REITOR Prof. Dr. Josu Modesto dos Passos Subrinho

    VICE-REITOR Prof. Dr. ngelo Roberto Antoniolli

    COORDENADOR DO CONSELHO EDITORIALProf. Luiz Augusto Carvalho Sobral

    CONSELHO EDITORIAL DA EDITORA DA UFSAntnio Ponciano Bezerra

    Pricles Morais de Andrade JniorMrio Everaldo de SouzaRicardo Queiroz GurgelRosemeri Melo e Souza

    Terezinha Alves de Oliva

    CESAD/UFSGiselda Santos Barros

    Coordenadora Grfica

    Andreia M. do Valle Verona Fontes

    Projeto Grfico e Editorao Eletrnica

    Sandra Pinto Freire

    Capa

    EDITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPECoordenador do Programa Editorial

    Luiz Augusto Carvalho Sobral

  • PREFCIO ............................................................................................ 7Joo Batista Freire

    APRESENTAO ............................................................................. 11Manuel Srgio

    INTRODUO - MOTRICIDADE HUMANA: A PRXIS DO POSSVEL ................................................................ 17Fbio Zoboli - Sidirley de Jesus Barreto

    A MOTRICIDADE HUMANA NO BRASIL:PERSPECTIVAS FUTURAS .......................................................... 21Joo Batista Tojal

    MUNDO, CORPO E FRAGMENTAO.................................... 45Ricardo Melani

    O CORPO COMO BASE DA TICA NA MOTRICIDADE HUMANA: DILOGOS COM MANUEL SRGIO, NIETZSCHE E MERLEAU-PONTY ........................................... 67Fabio Zoboli - Renato Izidoro da Silva

    CORPOREIDADE, MOTRICIDADE E COMPLEXIDADE: CONVERGNCIAS POSSVEIS ..................................................... 95Wagner Wey Moreira

    SUMRIO

  • FUNDAMENTOS ANTROPOLGICOS, FILOSFICOS E PSICOLGICOS DA MOTRICIDADE HUMANA ............ 117Sidirley de Jesus Barreto

    TEORIAS DE LA MOTRICIDAD HUMANA Y UN DIALOGO DE VIDA....................................................................... 149Eugenia Trigo - Harvey Montoya

    LUDOMOTRICIDADE E LUDOPOIESE: PARA FAZER DO ESPORTE UMA OBRA DE ARTE DA VIDA ..... 211Katia Brando Cavalcanti

    SOBRE OS AUTORES .................................................................... 231

  • Parece-me, Manuel Srgio foi quem promoveu esta reunio li-terria. Dizendo de um outro jeito, a fogueira que nos aquece neste encontro a da Motricidade Humana, razo, j, da existncia de tanta novidade de uns tempos para c. Uma reunio de cientistas, ou de poe-tas, que, neste caso, parecem no se excluir.

    Nos poetas, esses pesquisadores de almas, mesmo quando se tor-nam filsofos ou cientistas, transparece no que falam ou escrevem, a poesia, pois que as outras coisas eles se tornam, mas poetas nascem, e garimpam a beleza, que a Ktia Brando, por exemplo, descobre no esporte.

    Chegamos ao belo fazendo bem, no no sentido moral, mas no de bem fazer; se no o fao, no chego arte. No h incompatibilidade entre jogar bem e jogar bonito; os tcnicos e comentaristas do esporte a encontram onde nunca poderia existir. Tcnica e beleza do-se as mos, uma conduz outra. A tcnica a ao de tirar, de alguma coisa (gestos esportivos, por exemplo), tudo que no deve ficar, at s restar a arte; tal como o escultor que tira da madeira tudo que oculta a beleza; quando no h mais madeira para tirar, ela se revela.

    PREFCIO

    Joo Batista Freire

  • MOTRICIDADE HUMANA

    8

    Tenho por mim, ao ler os textos que compem este livro, que seus autores perseguem, cada qual ao seu modo, a beleza. Beleza que se ofe-rece como um outro caminho neste mundo que uma tecnologia vesga encaminhou para a feira, desaguando aqui e ali na injustia, na fome, no aquecimento global e na ganncia, para ficar apenas em alguns de seus subprodutos. Elegantes e concisos, os autores deste livro propem um outro mundo, um mundo melhor, uma revoluo na atitude huma-na. Atitude amorosa.

    Na rea de conhecimento que nos toca, Manuel Srgio adverte que os povos do passos na direo contrria; e indica que devemos andar na contramo da frieza, da fealdade. Temos uma dvida com a vida que nos privilegia, ele nos diz, por outras palavras. E devemos ser a favor dela, preserv-la. Resistir s quinquilharias que o mundo atual nos oferece uma ao que devemos vida, ameaada h dcadas pelos desmandos de uma tecnocracia irresponsvel.

    No incio dos anos 1980 uma outra Educao Fsica nasce. Foi quando nasceram os textos que lemos neste livro. A Educao Fsica velha resiste escudada no nome. Ela sabe que no se muda nomes do dia para a noite. Nela, a razo, imaterial, dirige-se ao corpo, a tudo que corpo neste mundo, e dele duvida, portanto, pode vasculh-lo, pode depreci-lo, maltrat-lo. Educao Fsica, tal como o nome a define, nunca poderia ser uma cincia do homem, pois que, raramente, h uma cincia humana, dado que o pesquisador no pesquisa o homem, mas o que est fora dele, aquilo que, no sendo ele, corpo; iludem-se. Veem-se como Descartes nos via. Portanto, essa nova rea de conhecimentos que nasce nos anos 1980, e sua conseqente pedagogia, aqui comenta-das pelos autores deste livro, precisam de novos nomes. Na A histria sem fim, de Michael Ende, o heri da histria, para salvar o mundo de Fantasia, teve que dar um novo nome Princesa que o governava. Pde faz-lo porque acreditou finalmente em Fantasia. Somos por de-mais imaturos e covardes ainda para dar tamanho passo. Ser necessrio um dia abrir a janela e gritar muito alto, para o mundo todo, um outro nome, que no seja Educao Fsica.

  • Prefcio

    9

    O corpo, to depreciado por esta tica da modernidade (j l se vo quinhentos anos), manifestao de vida; a motricidade realiza-o. E a vida s quer viver; quando a impedimos de faz-lo, di. Nossa dor a vida no vivida. Quando plena ela embeleza; quando contida, enfeia. A motricidade, de que tanto nos falam os textos que se seguem, a realizao da obra de arte que todos somos. Quem sabe estou falando de uma tica primordial, algo que esteja antes e alm da razo.

    A cincia moderna, para dizer o que consegue perceber no mun-do, serve-se das palavras que possui; e dos nmeros. Ainda no alcan-ou a poesia, mais precisa que a linguagem matemtica. S que a poesia no oculta, revela, ao passo que as outras linguagens podem falsificar. Quem sabe o homem de cincia evita revelar-se, escolha a cegueira, re-ceia ainda olhar para si, apavora-se diante da possibilidade de que, entre ele e o mundo no h diferenas; estamos onde qualquer coisa est.

  • Apresentar o livro Motricidade Humana a prxis do possvel , para mim, uma alegria e uma honra: uma alegria porque reencontro pessoas a quem me ligam fortes laos de amizade; e uma honra porque estes meus amigos e eu prprio fazemos da vida um modo de estar poltico, dado que, para ns, a poltica a arte do possvel. Como Ce-sare Pavese: Nada se acrescenta ao que ficou para trs. Recomeamos sempre.

    Quando comecei a falar de Motricidade Humana (h quase trinta anos!), a minha fala surgia transgressiva, em relao s solues correntes da Educao Fsica e do Desporto, guardando eu ciosamen-te a identidade e a independncia relativa de uma definio nova: a Motricidade Humana a energia para o movimento intencional da transcendncia (ou superao) a Motricidade Humana, ou seja, o Desporto e o Jogo Desportivo, a Dana, a Ergonomia, a Reabilitao, o Circo, etc. Com impetuosidade e alvoroo, o eurocentrismo rejeitou-me, lanando-me ao rosto as absolutas certezas da tradicional Educao Fsica e de um Desporto incapaz de assumir uma porfiosa busca do renovo e da edificao do futuro.

    APRESENTAO

    Manuel Srgio

  • MOTRICIDADE HUMANA

    12

    As crticas que eu levantava Educao Fsica e preparao fsica tpica da alta competio; o que eu dizia do Desporto, sempre que reflexo do mundo capitalista - criaram minha volta uma antipatia insopitvel e aproveitei um convite do Doutor Joo Tojal, para me re-fugiar, no Brasil. E, assim, o convvio medular com os meus colegas da Faculdade de Educao Fsica da Unicamp (como o Joo Batista Tojal, o Joo Batista Freire e o Wagner Wey Moreira, que, com o seu muito saber, colaboram neste livro); os homens (e as mulheres) cordiais que encontrei, ao longo e ao largo do nosso querido Brasil, como o Sidir-ley de Jesus Barreto, o Ricardo Melani e a Katia Brando Cavalcanti que, sabendo que no sabem, manifestam a curiosidade dos sbios; a Eugnia Trigo, o Harvey Montoya e o Francisco Bohrquez que, sob a orientao da generosidade e da erudio da Eugnia, percorrem a Amrica Latina com o pendo da Motricidade Humana; e, por fim, o Fabio Zoboli (a alma mater deste livro) e o Renato Izidoro da Silva qu