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  • 1. FITOTERAPIA paraArtrite e Reumatismo naMEDICINA AYURVDICA

2. FITOTERAPIA PARA ARTRITE EREUMATISMONAMEDICINA AYURVDICADr. Bhagwan Dash D.A.M.S., H.P.A., M.A., Ph.D. Traduzido por: Williams Ribeiro de FariasDra. Yeda Ribeiro de FariasEDITORA CHAKPORI2 3. Ttulo Original: Herbal Treatment for Arthritis and Rheumat- ismPrimeira Edio em 1986Direitos autorais adquiridos por EDITORA CHAKPORI3 4. Nota para a Primeira Edio Meu interesse em produzir esta srie de livros sobre o tratamento fitoterpico para doenas comuns desenvolveu-se a partir de minha ligao com o Dr. Bhagwan Dash, cujos livros anteriores eu j havia publicado. Ambos sentimos que estes remdios mereciam um pblico mais amplo e mais receptivo. A idia era ensinar a populao a viver mais prxima natureza e a pensar em termos de conduzir suas vidas de uma forma normal e saudvel ao invs de perder muito de seu tempo tratando doenas. Os remdios, em seu sentido verdadeiro, devem promover a boa sade; no devem ficar restritos cura de doenas. Esta no apenas uma mera iniciativa comercial; um esforo genuno para levar estes notveis remdios ao alcance de todos, onde quer que estejam. Expus minhas idias ao Dr. Dash que prontamente concordou em escrever vinte livros simples sobre doenas comuns, descrevendo simultaneamente as ervas, dietas e condutas comumente disponveise potencialmente efetivas. Esta a essncia purificada de seus4 5. trinta anos de prtica, pesquisa e profundos estudos sobre o Ayurveda e outros sistemas de medicina tradicional. Nossos leitores so os melhores juzes de nossas realizaes. Conclumos com uma citao do grande poeta Kalidasa:Aparitosad vidusam na sadhu manye prayoga- vijanam Ns no levamos em considerao o nosso esforo em sermos teis antes que nossos leitores, para quem ele direcionado, estejam satisfeitos. Prem Nath Jain5 6. NDICENOTA PARA A PRIMEIRA EDIO ........................................... 4 NDICE ................................................................................... 6 INTRODUO ........................................................................ 8 A DOENA ........................................................................... 11 COMO A ARTRITE SE DESENVOLVE? .................................... 11 VARIEDADES DE ARTRITES .................................................. 14 SINAIS E SINTOMAS ............................................................. 19 NATUREZA SISTMICA DA DOENA ...................................... 20 COMO O AYURVEDA EXPLICA ESTA DOENA? ...................... 20 POR QUE O FRIO AGRAVA A ARTRITE?................................... 22 A CONSTIPAO COMO FATOR CAUSAL OU AGRAVANTE DA ARTRITE .............................................................................. 23LINHA DE TRATAMENTO ............................................... 24 JEJUM ................................................................................. 24 POR QUE O IOGURTE DEVE SER EVITADO? ............................. 26 POR QUE O PACIENTE DEVE EVITAR COISAS AZEDAS? ............ 27 ESTIMULANTES DIGESTIVOS E ESPECIARIAS .......................... 27 FEIJES ............................................................................... 28 POR QUE O PACIENTE DEVE EVITAR FRITURAS? ..................... 28 QUAIS VEGETAIS DEVEM SER INGERIDOS? ............................ 29 QUE CEREAIS PODEM SER INGERIDOS?.................................. 30 CARNE E PEIXE .................................................................... 30 MOVIMENTOS ..................................................................... 30 MEDICAMENTOS ................................................................. 31 6 7. FITOTERPICOS ............................................................... 34ALLIUM SATIVUM (LASUNA) ............................................... 34 Rasona kalpa............................................................. 42COMMIPHORA MUKUL (GUGGULU) ...................................... 59PAEDERIA FOETIDA (PRASARANI) ........................................ 67PLUCHEA LANCEOLATA (RASNA) ......................................... 73RICINUS COMMUNIS (ERANDA) ............................................ 77STRYCHNOS NUXVOMICA (KUPILU) ..................................... 84VITEX NEGUNDO (NIRGUNDI) .............................................. 89ZINGIBER OFFICINALE (ARDRAKA OU SUNTHI) ..................... 96 7 8. Introduo A cincia mdica tem feito considerveis progressos em vrias reas da medicina. A era da especializao e a tendncia de ver o homem como um aglomerado fsico-qumico de muitas partes separadas est dando lugar a um novo gnero de pensamento biolgico. Esta nova escola de pensamento est direcionada ao conceito do homem como um ser por inteiro, com seus inseparveis aspectos fsico, emocional e espiritual, unidos em um indivduo vivo. O lugar do homem, como uma parte orgnica do universo csmico e biolgico, sujeito a todas as imutveis e irrevogveis leis da natureza, est se tornando cada vez mais evidente. Apesar destas profundas mudanas estarem ocupando seu lugar no pensamento mdico, a abordagem teraputica convencional de hoje incapaz de resolver o problema de um aumento catastrfico de doenas como cncer,distrbios cardiovasculares, diabetes, asma, artrites, insnia, etc. Muitas destas doenas so consideradas incurveis. Praticantes de antigos sistemas de medicina8 9. indgenas os quais, verdadeiramente, possuem curas para doenas como a artrite, so ridicularizados como curandeiros, devido ao grande nmero de charlates que exploram os tratamentos mais naturalistas. A denncia sistemtica de tais tratamentos est sendo feita atravs da moderna influncia da mdia audiovisual.As pessoas tm sido induzidas a acreditar que o uso constante de aspirina e corticosterides, que produzem alvio temporrio para a dor e cujo uso continuado os tornam ineficazes, so a nica sada. Na verdade, existem srios efeitos colaterais txicos provocados pelo uso prolongado de tais drogas convencionais. O resultado desta negligncia criminosa para com os pacientes portadores de artrites tem deixado milhares de homens, mulheres e crianas improdutivos e invlidos em todo o mundo.O outro lado da histria que em muitas partes do mundo, particularmente no bero da civilizao antiga, h remdios base de ervas que tm sido empregados h milhares de anos para o tratamento da artrite. Estas ervas no so empregadas apenas empiricamente; praticantes iluminados em medicina tradicional na ndia, Nepal, Sri Lanka, Buto, Burma, China, Bangladesh e Paquisto podem transmitir o 9 10. raciocnio existente por detrs do uso destas ervas no tratamento da artrite. O Ayurveda, a medicina tradicional da ndia, que tem prestado assistncia ao sofrimento da humanidade h mais de trs mil anos, um repositrio de experincia mdica e de fitoterpicos j muito bem examinados e testados. A artrite considerada doenas psicossomtica e no apenas fsica. O conceito de mente, sua atividade e morbidade so bem desenvolvidos. Portanto, em associao s terapias para corrigir os desequilbrios corporais, o mdico ayurvdico sempre prescreve terapias para corrigir os desequilbrios da mente de tais pacientes. Algumas destas drogas foram cientificamente testadas em animais e seres humanos sob condies controladas e provaram ser efetivas. Alguns destes fitoterpicos esto includos neste trabalho. Talvez, algum dia, no futuro prximo, o Ocidente seja capaz de aprender o conhecimento do Oriente. 10 11. A DOENA Como a Artrite se Desenvolve?A construo mecnica do nosso corpo possibilita que muitos ossos se movimentem uns com os outros e estes locais de encontro so denominados articulaes. Estas juntas auxiliam em diferentes tipos de movimentos. Para evitar a frico e a deformao durante estes movimentos, as extremidades do ossos so recobertas com um tecido elstico chamado cartilagem. Uma membrana sinovial recobre as superfcies internas das cavidades articulares. Esta membrana secreta um fluido que lubrifica a articulao.A membrana sinovial e a extremidade dos ossos so irrigadas com muitos capilares que transportam material nutriente juntamente com o sangue para as articulaes. Se qualquer processo infeccioso se instala ou se subprodutos gerados por erros no metabolismo passam11 12. atravs destes capilares, ento a circulao dos nutrientes e do sangue obstruda resultando em estagnao e exsudao de fluido para o espao criado pela membrana sinovial da articulao. Isto faz com que as articulaes tornem-se inflamadas, edemaciadas e aumentadas de tamanho. As cartilagens, por causa da falha na nutrio, perdem a elasticidade e tornam-se secas e sensveis. A secreo da membrana sinovial tambm torna-se diminuda e com a progresso dadoena,pode cessar completamente. A articulao, dessa forma, tornar-se- completamente seca, ficando congestionada, spera e rgida. Isto pode fazer tambm com que os ligamentos que circundam a articulao e os tendes tornem-se inflamados, perdendo progressivamente seu tnus e flexibilidade.Por causa do movimento e do metabolismo insuficientes, excessivas quantidades de clcio e outros minerais so depositados nas articulaes. Algumas vezes, a osteoporose, ou a depleo de clcio e outros minerais dos ossos podem causar severa destruio dos ossos e articulaes.Todas estas alteraes so geralmente acompanhadas de edema e dor aos movimentos. Subseqentemente, a dor torna o movimento da parte afetada do corpo absolutamente impossvel de ser realizado. Se esta evoluo no for observada e efetivamente tratada a tempo, a12 13. completa destruio da articulao e a falha de funo ser freqentemente o resultado final. Juntamente com estes sinais e sintomas articulares, o paciente tambm sofre de outras deficincias em diferentes partes do corpo. Os distrbios digestivos, com freqncia crnicos, esto presentes em pacientes com artrite. A constipao freqentemente prevalente por muitos anos antes dos reais sintomas da artrite comearem a se revelar. A fadiga geral, o stress fsico e emocional, falta de repouso suficiente, defici