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Biologia de controle a plantas daninhas.

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Associao de diferentes mecanismos de ao de herbicidas para o controle de plantas daninhas: ACCase/GS, FSI/PROTOX, GS/PROTOXCatherine Lencina1 Gssica Wust1 Ndia Goergen1 Schayana Pavelski1 Tassiana Dacs1 Dr. Prof. Diecson R. Silva2- REVISO BIBLIOGRFICA-RESUMOPalavras-chave: Inibidores de herbicidas,

ABSTRACT

Key words:

INTRODUOAs plantas daninhas so assim consideradas, pois interferem negativamente nas culturas, causando prejuzos econmicos. O prejuzo mais conhecido causado por essas plantas a diminuio do rendimento de gros das culturas, devido a competies por nutrientes, gua e luminosidade, e ainda servem de hospedeiras para pragas que aumentam os custos de produo, dificultam a colheita e a secagem de gros, e depreciam o valor comercial do produto final. Sendo assim essas plantas so indesejadas e para elimin-las das lavouras os agricultores utilizam-se de produtos qumicos par control-las.Dentro os mtodos de controle para plantas daninhas os mtodo qumico o mais conhecido e utilizado, pois apresenta diversas vantagens aos agricultores, como aumento do lucro da produo, poucos danos a cultura, no danificam a estrutura do solo, rapidez na utilizao e baixo custo comparado com outros mtodos.Contudo, apesar da grande utilizao desses produtos, h conflitos sobre as vantagens e desvantagens causadas pelos herbicidas. Assim, necessria a correta recomendao tcnica para a utilizao desses produtos, pois preciso saber onde e como agem, suas caractersticas fsico- qumicas e biolgicas, seletividade, interao com o ambiente. Para compreender os herbicidas necessrio um conhecimento mais aprofundado sobre o assunto em questo, entendendo como ocorrem as relaes qumicas nas clulas. Atravs de estudos aprofundados sabe-se que as reaes qumicas nas clulas ocorrem em sequencia, onde cada etapa da sntese realizada por enzimas especficas. Os herbicidas agem interferindo de forma a inibir ou quebrar essas enzimas, interrompendo a sntese de enzimas e alguns processos necessrios para a sobrevivncia da planta, causando a sua morte. Genericamente, cada herbicida inibe uma enzima especfica, desorganizando a produo de vrias substncias necessrias para a sobrevivncia da planta. Especificamente os herbicidas afetam a sntese de lipdios, aminocidos e a produo de energia. Assim sendo, com a inibio de alguma enzima, interrompendo a sntese de algum composto, consequentemente ir afetar outras rotas metablicas, causando a morte (controle) da planta daninha.Os herbicidas podem ser divididos em sistmicos ou de contato, onde que os herbicidas Sistmicos so de aplicao sobre a folhagem da planta, e movimentam-se pelo floema junto com os fotoassimilados ou pelo xilema junto com gua e sais minerais. Os herbicidas de Contato so de aplicao sobre o solo e possuem translocao e mobilidade insignificante, limitada ou at mesmo nula.Pode se descrever os herbicidas de acordo com o local de atuao na planta. Contudo os herbicidas que possuem desempenhos diferentes sob o mesmo local de ao, possuem caractersticas fsico qumicas que os diferem entre si. Assim sendo necessrio entender, explicar e estudar cada um desses herbicidas individualmente, em decorrncia das diferenas de comportamento desses produtos nas plantas e no ambiente, de modo a obter informaes a cerca da sua eficcia.Aps a busca de informaes a cerca do modo de ao dos herbicidas, conhecendo melhor suas informaes possvel obter informaes corretas e confiveis sobre a correta forma de aplicao destes produtos, o que garante a sua eficcia sobre o controle e promove menos riscos ao meio ambiente. Assim a utilizao dos herbicidas deve ser planejada e avaliada. Atravs dos conhecimentos adquiridos com os avanos tecnolgicos propiciou-se mtodos para melhorar a seletividade, eficcia, economicidade e segurana desses produtos.Atravs de todas as informaes adquiridas sob todos os aspectos dos herbicidas possvel repassar aos produtores a melhor forma de utilizao desses produtos, para que os pontos positivos dos mesmos superem os negativos, para que sejam utilizadas as dosagens corretas, assegurando sua eficcia, controle e segurana ambiental. Fotossistema 1 (FS1)Pertencem ao grupo qumico bipiridilos, e so representados pelos produtos diquat e paraquat. O primeiro herbicida descoberto deste grupo foi o diquat, em 1995, na Inglaterra. Aps alguns anos, o paraquat foi desenvolvido. As caractersticas dos sintomas e o modo de ao dos herbicidas inibidores de F1 determinam que os mesmos sejam chamados de dessecantes. Esses herbicidas tiveram um papel importante na introduo e desenvolvimento do sistema de semeadura direta, viabilizando a dificuldade deste sistema, que era a eliminao da vegetao precedendo instalao de culturas.A marca comercial do herbicida diquat Reglone e do paraquat Gramoxone 200. Ambos formulados com soluo aquosa concentrada (SAC), em concentrao de 200 g/l e fabricados pela indstria Syngenta. O paraquat est presente em misturas de diuron (Gramocil) e com bentazon (Pramato).So utilizados para controle no seletivo da vegetao, inicialmente utilizado o diquat em reas aquticas e o paraquat para aplicaes terrestres. Os herbicidas bipiridilos possuem utilizao pela ao de contato, sendo adequados para o controle de plantas daninhas mono e dicotiledneas anuais. O paraquat possui maior ao em monocotiledneas do que o diquat. Ambos possuem limitao de eficincia de controle sobre plantas daninhas anuais em avanado estdio de desenvolvimento e em perenes. A funo da poca de aplicao deve ser determinada conforme o estdio de desenvolvimento das plantas daninhas, a dose do herbicida e as das condies ambientais deve ser levada em conta para uma melhoria de eficincia de controle nesses casos.Tabela Utilizao dos herbicidas inibidores do Fotossistema 1.UtilizaoModalidade / objetivoCulturas

Manejo pr-plantio em reas conduzidas no sistema de semeadura diretaAplicao em rea total, antecedendo o plantio, para eliminao da vegetaoAlgodo, arroz, aspargo, batata, cana-de-acar, beterraba, cebola, feijo milho, soja e sorgo

Seletivamente, em ps-emergnciaAplicao em jato dirigido nas entre-linhas da culturaMilho e sorgo

Cultura perenesAplicao nas entre-linhas (ruas) ou na projeo da copa das rvoresAbacate, banana, cacau, caf, citros, coco, maa, pra, pssego, seringueira e uva

Renovao de pastagensEliminao da vegetao para proporcionar o estabelecimento de novas espciesPastagens

Precedendo o rebrote de forrageirasControle de plantas daninhas aps o corte de forrageiras para fenaoAlfafa e trevo

Dessecao pr-colheitaEliminao de plantas daninhas para facilitar a colheitaAlgodo, arroz, batata, cana-de-acar, milho, soja e sorgo

Dessecao em batata sementeEliminao da parte area das plantas da cultura para obteno de tubrculos pequenosBatata-semente

reas industriais, ferrovias, terreiros e terraosAplicao em rea total para controle geral da vegetaoreas no cultivadas

reas aquticasControle de plantas daninhasreas no cultivadas

O herbicida paraquat se constitui da ligao de um radical metil a cada extremidade do anel bipiridilo, que forma um ction divalente, resultante na molcula de N com trs molculas de C, dois destes pertencendo ao anel benznico.Com as molculas de Cl, acontece a neutralizao destas cargas duplas catinicas para o paraquat e com duas molculas de Br para diquat. Ambos so formulados nas formas de sair Cl e Br, a ao dos herbicidas acontece em funo da parte inica destes compostos. Os herbicidas bipiridilos tem densidade semelhante dos demais herbicidas utilizados. O paraquat pode ser degradado por microorganismos do solo de duas trs semanas, resultando em amnia e cido oxlico como produtos intermedirios, e gua e dixido de carbono como produtos finais. Aspergillus, Penicillium, Fusarium, Pseudomonas, Corynebacterium e Lipomycetes so os proncipais degradadores de paraquat na soluo do solo. A degradao microbiana limitada pela adsoro desde herbicida no solo.O principal mecanismo de dissipao dos herbicidas a adsoro, inviabilizando a ao dos mesmos no solo. A adsoro dos bipiridilos resultante da dupla carga catinica que estabelece ligaes inicas com os colides do solo, principalmente argilas expansivas, sendo que a adsoro no afetada pelo pH do solo.A poeira sobre a superfcie das folhas torna a adsoro prejudicial, contribuindo para a reteno, e no disponibilizao do mesmo para absoro da planta. A presena de partculas de solo em asperso na gua de aplicao dos herbicidas pode diminuir a eficincia por adsorver molculas. Solos arenosos, os bipiridilos podem ser lixiviados ou absorvidos pelas plantas.Os bipiridilos so sensveis fotodecomposio (radiao ultra-violeta), causando degradao dos compostos em 25 a 50% em trs semanas.A volatilidade vai de baixa a moderada, pela baixa presso de vapor desses herbicidas, que menor que a presso de vapor suscetvel volatilizao que de mm Hg a mm Hg. Os problemas de fitotoxidade em plantas no alvo por herbicidas inibidores de F1 esto relacionados deriva de gotas de pequeno dimetro, originadas padres incorretos de aplicao.Paraquat e diquat possuem alta solubilidade em gua, possibilitando que sejam formulados como soluo aquosa. Porm, os herbicidas bipiridilos possuem baixa lixiviao, devido a adsoro aos colides do solo.A persistncia de bipiridilos alta, possuindo meia-vida estimada em 1000 dias, porm, so inativos no ambiente devido a grande adsoro ao solo. A toxicidade destes alta, determinando a necessidade de cuidados durante a aplicao ou restrio do uso em certas situaes.Os inibidores de F1 so absorvidos rapidamente pelas folhas, tolerando chuvas em at 30 minutos aps a aplicao. A rpida absoro do paraquat se deve a suas caractersticas catinica e polar, possibilitando forte afinidade com a cutcula. A absoro para o interior da clula acontece pelas protenas de membrana especializadas no transporte de poliaminas, como putrescina. J a absoro pelas razes no acontece pois o herbicida adsorvido ao solo.Em menor luminosidade potencia