daniel (m henry)

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  • 1. DANIELVOLTAR Introduo Captulo 1 Captulo 4 Captulo 7 Captulo 10 Captulo 2 Captulo 5 Captulo 8 Captulo 11 Captulo 3 Captulo 6 Captulo 9 Captulo 12IntroduoDaniel foi um homem de bero nobre, podendo provavelmente ter sido da famlia real de Jud. Em sua juventude foi levado ao cativeiro em Babilnia, durante o quarto ano do reinado de Joaquim, em 606 a.C.Ali ensinaram-lhe a cincia dos caldeus, e teve altos cargos no imprio babilnico e no imprio persa. Foi perseguido por causa da f que professava, mas foi milagrosamente liberto, e viveu at uma idade avanada. Deveria ter noventa e quatro anos na poca da ltima de suas vises. O livro de Daniel em parte histrico, porque narra vrias circunstncias acontecidas com ele e com os judeus na Babilnia. Porm, principalmente proftico, detalhando vises e profecias que anunciam muitos sucessos importantes com referncia aos quatro grandes imprios do mundo, vida e morte do Messias, restaurao dos judeus, e converso dos gentios. Ainda que existam considerveis dificuldades para explicar o significado proftico de algumas passagens deste livro, encontraremos sempre o alento para a f e para a esperana, dignos de selem imitados e algo para dirigir os nossos pensamentos a Cristo, na cruz e em seu turno glorioso.Daniel 1Versculos 1-7: O cativeiro de Daniel e de seus companheiros; 8- 16: A sua recusa de alimentar-se da mesma poro do rei; 17-21: A sua melhoria em termos de sabedoria.Vv. 1-7. No primeiro ano de seu reinado, Nabucodonosor, rei de Babilnia, tomou Jerusalm e levou consigo aqueles e aquilo que quis.

2. Daniel (Comentrio Bblico de Matthew Henry) 2desde este primeiro cativeiro que a maioria dos estudiosos entende que devem ser contados setenta anos. do interesse dos prncipes empregar os homens sbios; uma atitude sbia procurar e preparar tais pessoas. Nabucodonosor ordena que os jovens escolhidos sejam ensinados. Todos os homens hebreus tinham algo de Deus em si mesmos, mas para fazer com que se esquecessem do Deus de seus pais, o Guia de sua juventude, os pagos deram-lhes nomes que tinham sabor de idolatria. triste pensar nas muitas vezes e situaes em que a educao pblica tem a tendncia de corromper os princpios e a moral.Vv. 8-16. Devemos reconhecer como ddivas de Deus os bens que pensamos ter alcanado por nossos prprios mritos ou esforos.Daniel ainda era firme em sua religio, e prosseguiu fortemente apegado ao esprito de um verdadeiro israelita, sem se importar com o nome que lhe deram. Estes jovens sentiram repugnncia em relao comida que lhes era servida, pois era pecaminosa. Quando o povo de Deus est em Babilnia, deve ter o cuidado especial de no participar dos pecados que ali so cometidos. Digno de elogio que a juventude no cobice e nem busque os deleites que esto ligados aos sentidos. Aqueles que desejam destacar-se em sabedoria e piedade devem aprender a sujeitar o seu prprio corpo. Daniel evitou corromper-se com o pecado; este deve ser o nosso temor acima de qualquer outro problema exterior. mais fcil manter a tentao distncia do que resistir quando ela est prxima. No podemos aproveitar melhor aquilo que nos beneficia do que utilizando-o para afastar-nos do pecado.As pessoas no crero na vantagem de evitar os excessos e ter uma dieta austera, nem contribuiro para a sade de seus corpos, se no se dispuserem ao menos a tentar. A temperana consciente, sempre far mais do que a indulgncia pecaminosa a favor do bem-estar nesta vida.Vv. 17-21. Daniel e os seus companheiros mantiveram-se na f, e Deus os premiou com iminncia no aprendizado, os jovens piedosos devem esforar-se por fazer melhor do que os seus semelhantes, naquilo que for til; no para que recebam louvores dos homens, mas para a 3. Daniel (Comentrio Bblico de Matthew Henry) 3honra do Evangelho, e para que sejam reconhecidos por serem teis. Bom para um pas, e para a honra de um prncipe, quando pode julgar aqueles que esto melhor equipados para servi-lo, e prefere aqueles que esto nesta condio. Que os jovens prestem muita ateno a este captulo; que todos se lembrem que Deus honra aqueles que o honram, mas aqueles que o desprezam sero considerados como pessoas de pouco valor.Daniel 2Versculos 1-13: O Sonho de Nabucodonosor; 14-23: O sonho revelado a Daniel; 24-30: Daniel recebido pelo rei; 31-45: O sonho e a sua interpretao; 46-49: Daniel e os seus amigos so honrados.Vv. 1-13. Os maiores homens so os mais expostos s preocupaes e transtornos da mente, que perturbam o seu repouso noturno, enquanto o sono do trabalhador doce e profundo. No conhecemos a inquietao de muitos que vivem com grande pompa e, conforme outros pensam de modo vo, com prazer. o rei pediu aos seus sbios que lhe declarassem o prprio sonho, caso contrrio, todos eles seriam executados como enganadores, os homens esto mais ansiosos por perguntar sobre os acontecimentos futuros do que por aprender o caminho da salvao ou a senda do dever; porm, o conhecimento antecipado dos sucessos aumenta a ansiedade e o transtorno. Aqueles que enganavam, pretendendo fazer aquilo que no podiam, foram sentenciados morte por no conseguirem levar adiante seus enganos.Vv. 14-23. Daniel orou humildemente para que Deus revelasse o sonho do rei e o seu significado. os amigos que oram so amigos valiosos, e bom que os homens melhores e de maior posio desejem a orao dos demais a seu favor. Mostremos que valorizamos tanto os nossos amigos quanto as suas oraes.Eles oravam de forma especfica. Podemos esperar somente como ddiva da graa de Deus aquilo que pedirmos em orao. Por meio da orao, o Senhor permite que expressemos as nossas necessidades e as 4. Daniel (Comentrio Bblico de Matthew Henry) 4nossas cargas. A sua petio a Deus tinha como motivo o perigo que estavam correndo.A misericrdia pela qual Daniel e os seus amigos oravam lhes foi concedida. A orao eficaz do justo pode muito em seus efeitos. Daniel estava agradecido a Deus, por fazer-lhe saber aquilo que foi capaz de salvar tanto a sua vida como a de seus amigos. Devemos estar agradecidos a Deus por dar a conhecer a grandiosa salvao da alma, queles que esto entre os sbios e prudentes do mundo!Vv. 24-30. Daniel faz com que a opinio do rei mude em relao aos seus magos e adivinhos. A insuficincia das criaturas deve levar-nos absoluta suficincia do Criador. Existe um que capaz de fazer por ns, e dar-nos a conhecer quilo que ningum na terra capaz de fazer ou dar a conhecer; de modo especfico, a obra da redeno e os desgnios secretos do amor de Deus a nosso favor esto disponveis a todos na terra.Daniel confirmou ao rei a sua opinio de que o sonho era de grande conseqncia, com referncia aos assuntos e mudanas deste mundo inferior.Que aqueles a quem Deus tem favorecido e honrado grandemente, deixem de lado toda a opinio de sua prpria sabedoria e valor, para que somente o Senhor seja louvado pelo bem que eles tiverem e fizerem.Vv. 31-45. A imagem representava os reinos da terra, que dominariam sucessivamente todas as naes e que teriam influncia nos assuntos da igreja judaica.1. A cabea de ouro representava o imprio caldeu, que ento existia.2. O peito e os braos de prata representavam o imprio medo-persa.3. O ventre e os msculos de bronze representavam o imprio grego, fundado por Alexandre, o grande.4. As pernas e os ps de ferro representavam o imprio romano. Este se dividiu em dez reinos, como os dedos destes ps. Alguns eram fracos como o barro, outros fortes como o ferro. Sempre tm sido feitos esforos para uni-los, para fortalecer o imprio, porm tm sido vos. 5. Daniel (Comentrio Bblico de Matthew Henry) 5A pedra cortada sem o auxlio de mos humanas, representava o reino de nosso Senhor Jesus Cristo, que deveria estabelecer-se sobre os reinos do mundo, sobre as runas do reino de Satans neles. Esta era a Pedra que os edificadores rejeitaram, por no ter sido cortada por suas mos, mas que se tornou a principal pedra angular. A ampliao do imprio de Cristo e a paz no tero limites, o Senhor reinar no somente no final dos tempos, mas tambm quando o tempo e os dias j no forem mais contados, os fatos ocorreram, o cumprimento desta viso proftica foi exato e irrefutvel. As eras futuras presenciaro que esta Pedra destruir a imagem, e encher toda a terra.Vv. 46-49. O nosso dever dirigir a nossa ateno ao Senhor, como Autor e Doador de toda boa ddiva. Muitos tm pensamentos sobre o poder e a majestade divinos, mas no pensam em servir a Deus. Todos devem se esforar para que Deus seja glorificado, e para que os melhores interesses da humanidade sejam promovidos.Daniel 3Versculos 1-7: A imagem de ouro de Nabucodonosor. 8-18: Sadraque e os seus companheiros recusam-se a ador-la; 19-27. So lanados na fornalha, porm so milagrosamente guardados; 28-30: Nabucodonosor d a glria ao Senhor.Vv. 1-7. Provavelmente a altura da imagem, cerca de vinte e sete metros, inclua um pedestal e, provavelmente estava adornada com placas de ouro, no sendo uma massa slida deste metal precioso.O orgulho e o fanatismo fazem os homens exigirem que os seus sditos sigam a sua religio, seja boa, seja m, e poucos se negam quando o interesse mundano e o castigo os oprimem. Isto fcil para o indolente, o sensual e o infiel, que constituem a grande maioria, e muitos seguiro por estes caminhos. Nada to mau que impea o mundo negligente de se deixar atrair por um concerto musical, ao invs de ser lanado em uma fornalha ardente. A falsa adorao tem se estabelecido e se mantido por meio de mtodos como este. 6. Daniel (Comentrio Bblico de Matthew Henry) 6Vv. 8-18. A verdadeira devoo acalma, aquieta e abranda o esprito, mas a superstio e a devoo para com falsos deuses inflamam as paixes dos homens. H poucas alternativas: ou se converte ou arder, os soberbos ainda esto dispostos a pensar como Nabucodonosor: Quem Jeov para que eu deva tem-lo? Sadraque, Mesaque e Abede-Nego no vacilaram, considerando se deveriam ou no obedecer. A considerao no era a vida ou a morte. Aqueles que evitam o pecado no devem negociar com a tentao quando aquilo que procura os se