dan brown - a chave de michelangelo

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A CHAVE DE

MICHELANGELO

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S . U. A M O R I M

A CHAVE DE

MICHELANGELO

novo sculo editora

So Paulo 2008

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Copyright 2008 by S. U. Amorim PRODUO EDITORIAL EDITORAO ELETRNICA CAPA REVISO Equipe Novo Sculo Sergio Gzeschnik Franklin Paolotti Patricia Murari

Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Amorim, Srgio A chave de Michelangelo / Srgio Amorim. Osasco, SP : Novo Sculo Editora, 2008.

1. Fico brasileira I. Ttulo

08-06690

CDD-869.93 ndices para catlogo sistemtico:

1. Fico : Literatura brasileira

869.93

2008 Impresso no Brasil Printed in Brazil Proibida a reproduo total ou parcial. Os infratores sero processados na forma da lei. Direitos exclusivos para a lngua portuguesa cedidos Novo Sculo Editora Ltda. Rua Aurora Soares Barbosa, 405 2 andar Osasco SP CEP 06023-010 Fone (11) 3699-7107 www.novoseculo.com.br atendimento@novoseculo.com.br

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Agradeo em primeiro lugar a Deus, por me capacitar para escrever este romance. A todos os familiares, amigos e colegas que atravs de apoio ou sugestes, colaboraram no processo criativo. A Josias Aparecido Andrade, autor da primeira reviso, pela preciosa contribuio. A Olavo de Carvalho, o maior lsofo brasileiro vivo. Foi na leitura do seu livro O Jardim das Aies obra monumental que indico a todos que encontrei a real compreenso da natureza do mal que aige o mundo moderno.

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PRLOGO

EGITO, AGOSTO DE 1927

Ao passar a mo, afastando o suor que lhe cobria a face, o dr.Albert Raidech ergueu a cabea, seus olhos xaram-se ento na Esnge o colosso de pedra que a uns trezentos metros dali contemplava-o com o mesmo olhar enigmtico que por milnios inquietava a todos que se deparavam com seu majestoso semblante. Aqui! Eu encontrei gritou o nativo contratado pela expedio. Dr. Albert correu em direo ao homem que acenava freneticamente, apontando para o que parecia ser uma imensa lpide com inscries corrodas pelo tempo obstruindo a entrada de um tmulo subterrneo. Com instrumentos trazidos por seu assistente, o emrito professor e egiptlogo britnico limpou-a cuidadosamente. Sua face ento iluminou-se ao contemplar a guia bicfala. Ele nalmente descobrira a tumba perdida do fara Amens IV o fara sacerdote, o grande mago do Egito que aterrorizava o mundo antigo. A pedra foi removida, e com uma tocha, seguido pelo seu assistente Max Fuchon e pelos nativos, dr. Albert desceu os sessenta degraus de uma escadaria que, por milnios, ningum havia passado. A sala morturia era um imenso retngulo, a viso das paredes, em alto-relevo, representando batalhas antigas, esquecidas na histria, logo era substituda pelo brilho ofuscante de dezenas de esttuas em tamanho natural de homens e deuses do antigo Egito. 7

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Professor, isto aqui ouro! disse Max Fuchon enquanto removia a camada de poeira que recobria a face altiva do deus Hrus um homem com a cabea em forma de falco. O esplendor era extraordinrio tesouros se amontoavam para onde quer que os olhos se dirigissem. Onde est o sarcfago? perguntou o egiptlogo voltando realidade. Todos se entreolharam sarcfago? Haviam descoberto os tesouros de um fara e o velho senil preocupado com um sarcfago? Professor Albert disse o assistente talvez no haja sarcfago. No diga bobagens, Max! Se isto um tmulo, tem que haver ento um sarcfago disse, enquanto caminhava em direo ao fundo da tumba, alheio a dezenas de arcas repletas de ouro e jias, que de to abarrotadas, algumas peas haviam cado no cho, fazendo o velho professor, por mais cuidado que tivesse, caminhar sobre prolas e colares. Meu Deus, olhe essas inscries, Max! O jovem assistente relutou em desviar sua ateno dos enormes vasos de alabastro que em sua parte superior apresentavam jias recobertas de diamantes. Max, olhe isso aqui continuou o professor. Os olhos do assistente encontraram ento as paredes apontadas pelo professor. O que tem de especial esses desenhos, professor? perguntou enquanto sua ateno voltava para os vasos de alabastro. As pragas do Egito... continuou o velho olhando xamente para os desenhos. Mas quem as produz usa as mesmas vestes que um fara! Max, isso surpreendente! A ateno do assistente voltara-se para o egiptlogo. Como assim, professor? As pragas do Egito no foram, segundo a Bblia, enviadas por Moiss? Sim, isto mesmo, mas aqui as inscries mostram o fara mandando as mesmas pragas enviadas por Moiss. Isto comprova... Professor, olha aqui uma alavanca! Parte das inscries que recobriam a parede havia desmoronado pela ao do tempo, deixando parcialmente visvel uma alavanca, outrora oculta. O sarcfago deve estar aqui em algum lugar atrs destas inscries ajude-me com a alavanca, Max! Est emperrada, professor! 8

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Uma parte da parede recuou alguns centmetros. Veja, a parede se moveu! Com o esforo de Max e dos nativos, ombreando a parede, esta cedeu vagarosamente, deixando visvel uma cmara secreta. Cus! O atade de Amens IV exclamou fascinado o ancio. Todo feito de ouro, professor! A cmara secreta era um semicrculo, cujas paredes cobertas de inscries desconhecidas, possua em seu centro um sarcfago dourado ostentando em sua parte superior uma guia bicfala de lpis-lazli. Olhe isso aqui, Max disse o professor, indicando o desenho em relevo sobre o sarcfago. estranho, professor, nunca vi uma representao egpcia com um falco de duas cabeas! No, Max... o professor estava visivelmente excitado no um falco...

O que o senhor est dizendo? perguntou surpreso o assistente. Isto aqui no um falco, uma guia bicfala, ou melhor, uma fnix, um tipo muito especial de guia, segundo a mitologia... Aquela que renasce das cinzas! Isso mesmo, Max, agora tambm no um smbolo egpcio, sumrio. Sumrio?... Mas o que um smbolo sumrio estaria fazendo em um sarcfago egpcio? Max a voz do velho egiptlogo saa com diculdade, e tomado pela emoo ele continuou: talvez estejamos nos deparando com um dos mais terrveis segredos j revelados ao homem, que acreditvamos estivesse perdido na noite dos tempos. Eu tenho medo, Max, que a humanidade no esteja preparada para ter acesso ao que possa estar a dentro! Professor os olhos do jovem assistente brilhavam eu estou mais curioso do que assustado. O que pode haver de to terrvel assim, para assust-lo dentro de um sarcfago de mais de quatro mil anos? 9

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Meu jovem disse o ancio voc j deve ter ouvido falar do incndio da famosa biblioteca de Alexandria, no? Sim, foi uma estupidez praticada por um fantico califa rabe que achava que estaria livrando o mundo do mal, destruindo todo o conhecimento do mundo antigo guardado naquela biblioteca. Nem tudo foi destrudo, meu jovem, nem tudo. O incndio da famosa biblioteca foi em 646 de nossa era. Jlio Csar, quando seduzido pelos encantos de Clepatra, esteve no Egito em 48 a.C. retirando algumas peas da biblioteca de Alexandria e levando consigo para Roma. A maioria do acervo encontra-se nos arquivos secretos do Vaticano, herdeiro natural do Imprio Romano, porm, durante o ataque a Roma, ocorrido em 1527, por tropas alems, sob o comando de Carlos V algumas dessas , obras acabaram sendo vendidas a inescrupulosos comerciantes venezianos, indo por m parar no Museu de Londres obras perturbadoras, cujo acesso s permitido a um seleto grupo de pesquisadores ligados Coroa Britnica. O senhor um deles? perguntou fascinado o jovem. Sim, Max, eu sou um dos que tiveram acesso a estas obras. Mas o que que elas dizem, professor? O jovem no conseguia se conter. Dentre elas h um pergaminho muito antigo levado para Alexandria por Alexandre, o Grande, quando da conquista da Judia, provavelmente tomado de antigas seitas secretas judaicas. Pois bem, esse pergaminho nos revela a existncia de uma cidade muito, mas muito antiga. Dos primrdios da civilizao? Sim, mas no das civilizaes que ns conhecemos, originrias do crescente frtil e do delta do Nilo. Uma civilizao ainda mais antiga, at mesmo pr-diluviana, a cidade de Lagahs, segundo o pergaminho a cidade do pecado. Cidade do pecado? Como assim, professor? Esta cidade, segundo o pergaminho, seria a prpria causa do dilvio. Provavelmente voc jamais encontrar isso na enciclopdia britnica, pois no h mais do que dez pessoas no mundo que sabem alguma coisa sobre essa cidade, mas deixe-me continuar. Segundo o pergaminho, e aqui vamos encontrar algumas coisas em paralelo com a Bblia, os lhos de 10

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Deus (anjos) foram seduzidos pelas lhas dos homens (mulheres) e dessa unio nasceram homens extremamente poderosos que oprimiam e escravizavam os povos de ento. Seu poder no era decorrente da enorme fora fsica, mas dos conhecimentos secretos revelados por seus magncos pais. Tal era a depravao desses homens, que fundaram a cidade de Lagahs, e a partir dela subjugaram todo o mundo antigo. Com isso, Deus castigouos com o dilvio para aniquilar a maldade na Terra. Sobrevivendo apenas No e sua famlia para repovo-la, relata-nos porm, o pergaminho, que Ninrode, neto de Co, um dos lhos de No, ao fazer escavaes para fundar uma nova cidade entre os rios Tigre e Eufrates, local onde cava a antiga cidade de Lagahs, encontrou um livro no um livro qualquer, mas um livro de ouro o Livro de Ouro de Lagahs, como cou conhecido. De posse des