CUSTO DA PRODUÇÃO DE TAMBAQUI EM TANQUES 2014.1 VERSÃO... · Pimenta Bueno, Rondônia – Brasil,…

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  • FUNDAO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDNIA UNIR

    CAMPUS PROFESSOR FRANCISCO GONALVES QUILES

    DEPARTAMENTO ACADMICO DE CIENCIAS CONTABEIS

    ANDERSON SOARES MARTINS

    CUSTO DA PRODUO DE TAMBAQUI EM TANQUES ESCAVADOS

    NO MUNICPIO DE PIMENTA BUENO RONDNIA-BRASIL

    Trabalho de concluso de curso

    Artigo cientfico

    Cacoal - RO

    2014

  • ANDERSON SOARES MARTINS

    CUSTO DA PRODUO DE TAMBAQUI EM TANQUES ESCAVADOS

    NO MUNICPIO DE PIMENTA BUENO RONDNIA-BRASIL

    Artigo - Trabalho de Concluso de Cursoapresentado Fundao Universidade Federal de Rondnia UNIR Campus professor Francisco Gonalves Quiles, como requisito parcial para a obteno de grau de Bacharel em Cincias Contbeis sob a orientao do prof. Ms. Cleberson Eller Loose.

    Cacoal RO

    2014

  • FUNDAO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDNIA UNIR

    CAMPUS PROFESSOR FRANCISCO GONALVES QUILES

    DEPARTAMENTO ACADMICO DE CINCIAS CONTBEIS

    O Artigo intitulado CUSTO DA PRODUO DE TAMBAQUI EM TANQUES

    ESCAVADOS NO MUNICIPO DE PIMENTA BUENO RONDNIA-BRASIL, elaborado

    pelo acadmico Anderson Soares Martins, foi avaliado e julgado e aprovado pela banca

    examinadora formada por:

    _________________________________

    Prof.Ms. Cleberson Eller Loose

    Presidente

    __________________________________

    Prof.Dr. Eleonice Dal Magro

    Membro

    ______________________________________

    Prof.Ms. Liliane Maria Neri Andrade

    Membro

    ______________

    Mdia

    Cacoal - RO

    2014

  • 4

    CUSTO DA PRODUO DE TAMBAQUI EM TANQUES ESCAVADOS NO

    MUNICIPO DE PIMENTA BUENO RONDNIA-BRASIL

    Anderson Soares Martins1

    RESUMO: O presente trabalho teve como objetivo evidenciar os custos envoltos naproduo de tambaqui em tanques escavados no municpio de Pimenta Bueno - RO. Municpio esse pertencente ao estado de Rondnia, o qual possui vocao natural para piscicultura, pois esse estado conta com sete bacias hidrogrficas e 42 sub-bacias distribudas em todo estado, o que representa uma disponibilidade hdrica de 16.000m, potencial esse bem aproveitado, o que possibilitou o estado se tornar o maior produtor de peixe de gua doce do pas, contando com uma produo 65 mil toneladas de pescado no ano de 2013. Em virtude destas caractersticas a pesquisa foi realizada em trs propriedades produtoras de tambaquiem tanques escavados no municpio, no perodo compreendido entre abril e maio de 2014, pois o objetivo foi verificar os custos de produo dessa espcie em cativeiro; o estudo refere-se ao ciclo de crescimento e engorda que oscila entre 10 (dez) e 12 (doze) meses. Para obteno dos dados foi utilizada entrevista aplicada aos produtores; na entrevista os produtores informaram sobre os aspectos de produo, o que possibilitou levantar os gastos referentes produo de tambaqui, sendo mo de obra, rao, alevinos e depreciao dos equipamentos utilizados na atividade. Essas informaes possibilitaram chegar ao custo de produo do tambaqui em cativeiro no municpio de Pimenta Bueno - RO, onde se constatou que na propriedade A o quilo de tambaqui custou R$ 3,58 (trs reias e cinquenta e oito centavos); na propriedade B custou R$ 3,60 (trs reais e sessenta centavos) e na propriedade C o custo por quilo foi de R$ 3,97 (trs reais e noventa e sete centavos). Palavras chave: custos, piscicultura, Rondnia.

    1 INTRODUO

    A piscicultura no Brasil uma atividade em franca expanso. Este crescimento ocorre

    devido ao potencial brasileiro para piscicultura que conta com 5.5000.000 hectares de lmina

    dgua doce, o que propicia condies para o desenvolvimento da atividade (SANTANA et

    al., 2011), e tambm devido os incentivos governamentais, a atividade vem se desenvolvendo

    de forma notvel no estado de Rondnia, porm este crescimento no resultado de esforos

    atuais. Em pesquisa divulgada pelo ministrio do desenvolvimento, indstria e comercio

    exterior (MDIC), erealizada pelo Instituto Superior de Administrao e Economia (ISAE) em

    parceria com a Fundao Getlio Vargas (FGV) e a Superintendncia da Zona Franca de

    Manaus (SUFRAMA), no ano de 2003, Rondnia j se destacava como produtor de pescado

    na regio norte. Segundo MDIC (2003), em 2003, a produo em Rondnia girava em torno

    de, 2.400t/ano de tambaqui, a produo mdia era em torno de 4t/ha/ano, e a estimativa do

    numero de produtores era de 800 piscicultores.

    Neste contexto, conhecer os custos incorridos no processo produtivo, bem como o

    retorno obtido pela atividade de fundamental importncia. Obter informaes sobre custos,

    1Acadmico concluinte do 8 perodo do curso de cincias contbeis da fundao universidade federal de Rondnia UNIR campus professor Francisco Gonalves Quiles. Orientador prof. Ms. Cleberson Eller Loose

  • 5

    receita, despesas, lucro, facilita na tomada de deciso e na gesto dos recursos para

    aperfeioar a produo. Essas informaes servem tambm de apoio na implantao e ao

    planejamento de novas estratgias para aumentar a produo com qualidade visando

    reduo nos custos e, consequentemente, aumento do lucro.

    Apesar de todos os esforos para o desenvolvimento da atividade, a cadeia produtiva

    de pescado em Rondnia enfrenta problemas, como: desorganizao, assistncia tcnica

    deficiente, alto custo de produo, o que pode torna l pouco competitiva (MDIC, 2003).

    Com intuito de atenuar esses problemas, o governo do estado de Rondnia por meio

    da Secretaria de estado da agricultura, produo e do desenvolvimento econmico e social -

    SEAPES/RO, juntamente com a Associao de assistncia tcnica e extenso rural de

    Rondnia- EMATER e o Servio de Apoio s Pequenas e Mdias Empresas de Rondnia-

    SEBRAE- desenvolvem um projeto na regio centro-sul do estado para diversificar a forma

    de produo de pescado no Estado.

    O projeto gua viva foi criado com objetivo de desenvolver uma piscicultura

    sustentvel e melhorar a renda dos piscicultores, pequenos e mdios produtores. Este projeto

    beneficiou os piscicultores desta regio com cursos, palestras, feiras e consultoria tcnica,

    oferecidos pelo SEBRAE, SEAPES e EMATER, quando aprenderam uma nova forma de

    gesto dos negcios e a diversificao na produo. Os produtores foram incentivados a

    produzir mais de uma espcie e a utilizar alimentos alternativos, deixando de usar somente

    rao industrializada, o que representa grande parte dos custos de produo do peixe, dentre

    as alternativas sugeridas pelos tcnicos principal foi de utilizar cereais da regio na

    alimentao dos peixes, apenas na fase final os piscicultores usariam100% rao

    industrializada. Os resultados foram satisfatrios. Segundo informaes obtidas na pesquisa,

    MDIC (2007, p. 01), a produo aumentou em 46% aps a implantao do programa e os

    custos com alimentao foram reduzidos em 27% (MDIC, 2007).

    A aqicultura (produo de organismo aquticos) um negcio rentvel e em franca

    expanso, especialmente o consumo do pescado que tem crescido de forma considervel,

    segundo dados da Organizao das Naes Unidas para a Agricultura e Alimentao. O setor

    pesqueiro responsvel pela subsistncia de 540 (quinhentos e quarenta) milhes de pessoas

    o que representa 8% da populao mundial (SEBRAE, 2012).

    No Brasil o consumo de pescado cresceu muito nos ltimos anos, e j se aproxima da

    meta da Organizao mundial da sade- OMS, a qual considera 12 (doze) kg/hab. ano o

  • 6

    consumo ideal. No Brasil em 2009 a media foi de 9 (nove) quilos por pessoa. Um consumo

    40% maior que o verificado em 2006, quando era de apenas 6,46 quilos.

    Esse crescimento provocado pelo aumento da conscientizao quanto necessidade

    de mudana de hbitos alimentares, e tambm pelas polticas adotadas pelo governo para

    desenvolvimento da pesca e aquicultura, alm do aumento da renda mdia dos brasileiros

    (MPA, 2011).

    Para alcanar o objetivo geral foi necessrio verificar os custos da produo de

    tambaqui - colossoma macropomum (Cuvier, 1818), em tanques escavados no municpio de

    Pimenta Bueno, Rondnia Brasil, Pois de acordo com Menezes (2010), o municpio de

    Pimenta Bueno um dos principais produtores de tambaqui do estado de Rondnia.

    2 REFERENCIAL TERICO

    2.1 CUSTOS

    Os custos de maneira geral so alvo de estudo em todo tipo de organizao, pois

    conhecer os gastos incorridos no processo de produo de um bem, mercadoria ou servio

    de fundamental importncia para o sucesso do negcio (MOTA, 2002).

    Os estudos dos custos surgiram com o aparecimento da indstria no sculo XVIII. A

    apurao dos custos teve incio da necessidade decontabilizar os estoques das empresas

    industriais, o que no poderia ser feito da mesma forma que as empresas mercantilistas. Em

    uma empresa industrial, os esforos de produo, matria-prima e mo de obra devem

    aparecer no preo final do produto, diferente das empresas mercantilistas da poca que

    contabilizavam seus estoques apenas com base no custo de aquisio (MARTINS, 2003;

    MOTA, 2002).

    No entanto, os gastos no processo de produo e/ou prestao de servios tornou-se

    parte de fundamental importncia dentro das organizaes, com isso apareceram

    nomenclaturas para definir a estrutura de gastos dentro das empresas, a qual apresentada por

    Martins (2010) conforme a seguir:

    a) Gasto: Compra de um produto ou servio, que gera sacrifcio financeiro para a

    entidade (desembolso), sacrifcio esse representado por entrega ou promessa de

    entrega de ativos (normalmente dinheiro);

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    b) Desembolso: Pagamento resultante da aquisio do bem ou servio. Pode ocorrer

    antes, durante ou aps a entrada da utilidade comprada, portanto defasada ou no

    domomento do gasto;

    c) Investimento: Gasto ativado em funo de sua vida til ou de benefcios atribuveis a

    futuros perodos, todo sacrifcio empregado na aquisio de um bem ou servio, o qual

    fica estocado passa ser um investimento;

    d) Custo: So gastos relativos a bens ou servios utilizados na produo de outros bens

    ou servios. O custo tambm um gasto, que s reconhecido como custo no

    momento da utilizao dos fatores de produo (bens e servios), para a fabricao de

    um produto ou para execuo de um servio. Exemplo: uma matria prima comprada

    ento temos um gasto, no momento que esta matria prima for utilizada para produo

    de um bem, teremos um custo com matria prima;

    e) Despesa: Bem ou servio consumido direta ou indiretamente para a obteno de

    receitas, por exemplo, a comisso do vendedor um gasto que se torna imediatamente

    uma despesa. O equipamento usado na fbrica, que um gasto transformado em

    investimento e, posteriormente, considerado parcialmente como custo, torna-se, na

    venda do produto feito, uma despesa.

    Os custos se dividem em grupos, os diretos e indiretos e tambm fixos e variveis.

    f) Custos Diretos: So aqueles que so facilmente atribuveis a um determinado bem ou

    servio. Ex.: Matria prima, mo de obra direta, estes custos so aplicados diretamente

    no processo produtivo;

    g) Custos Indiretos: So aqueles custos que beneficiam toda a produo de um bem ou

    servio. So todos os custos de produo, exceto os materiais diretos e mo de obra

    direta, Ex.: Aluguel, depreciao, salrio da superviso, so gastos que no

    incorporam diretamente a produo, mas so apropriados ao preo final dos produtos;

    h) Custos fixos: So aqueles que independem do volume de produo ou venda.

    Representam a capacidade instalada que a empresa possui para produzir e vender bens

    ou servios. Ex.: depreciao, aluguel. Neste caso em termos de custos unitrio quanto

    maior for o volume de produo ou venda menor ser o custo, por outro lado

    produzindo ou no a empresa ter estes custos periodicamente;

    i) Custos variveis: So aqueles que esto diretamente relacionados com o volume de

    produo ou venda. Ex.: Matria prima, MOD. Estes custos variam de acordo com

    volume de produo;

  • 8

    j) Perda: Bem ou servio consumidos de forma anormal e involuntria. Este item no se

    confunde com despesa e muito menos com custos por sua caracterstica anormal e

    involuntria. No um esforo para obteno de receita, algo inesperado que ocorre

    como, por exemplo, um incndio.

    Os conceitos apresentados so utilizados para separar os itens de gastos no processo de

    produo e/ou prestao de servios, com o objetivo de evidenciar as diferenas entre custos e

    despesas, pois a palavra custos s utilizada aos gastos relativos ao consumo na produo e

    os gastos com a administrao e vendas so denominados como despesa.

    2.1.1 A importncia dos custos para gesto dos negcios

    Conforme Callado e Callado (1999), dentro de uma empresa rural existem vrias

    finalidades para a determinao dos custos, mas a prioridade trazer informaes relevantes

    sobre seus diversos produtos e servios ou atividades operacionais. O produtor pode fazer uso

    destas informaes como elemento auxiliar de sua administrao para escolher as criaes e

    as prticas agrcolas que devero ser adotadas nos prximos perodos.

    Para os gestores de uma empresa, conhecer os custos da atividade primordial para o

    sucesso dos negcios, pois os custos servem de apoio nas mais importantes tomadas de

    deciso, de maneira geral o objetivo da entidade manter-se a frente de seus concorrentes,

    aumentarem as vendas, reduzir os custos, atender novos clientes estar frente de qualquer

    evento futuro que possa influir no resultado da atividade e para isso o custo aparece como

    fermenta de gesto (OLIVEIRA et al., 2008).

    Deste modo, pode-se afirmar que conhecer os custos fundamental para gesto dos

    negcios, seja a empresa de qualquer natureza. Na atividade rural, no diferente

    importante que o produtor rural tenha informaes sobre a composio e o comportamento de

    seus custos para elaborar estratgias de aes fundamentadas em dados confiveis, e que

    busquem as melhores alternativas possveis, alm de possibilitar a previso das restries e

    dificuldades estabelecidas pelas mudanas nos nveis de preo de mercado e dos componentes

    do custo rural (CALLADO; CALLADO, 1999).

    Para uma empresa rural, assim como para outras entidades, a contabilidade uma

    ferramenta de apoio gesto, no s nos aspetos financeiros, mas tambm nas demais

    questes de grande importncia, ela tornou- se um meio utilizado para cumprir melhor os fins

    produtivos e sociais e ambientais da empresa (CALLADO; CALLADO, 1999).

  • 9

    2.1.2 A contabilidade como ferramenta de controle de custos

    A contabilidade uma cincia que estuda de forma geral ou especfica, de modo que

    atenda todas as necessidades da entidade e os segmentos da economia, cada setor tem suas

    distines a serem observadas contabilmente a fim de que se alcance maior eficcia na

    finalidade contbil. Assim sendo, a principal finalidade da contabilidade permitir avaliar a

    situao econmica e financeira da entidade e tambm auxiliar nas dedues de tendncias

    futuras (RATKO, 2008).

    Toda atividade rural, por menor que seja, precisa de controles eficientes, uma vez que

    as tomadas de deciso iro afetar diretamente a lucratividade. No entanto, comum os

    administradores rurais abandonar os registros contbeis. Por mais simples que estes possam

    ser, assim, so perdidos dados de grande importncia para compreenso dos resultados e estes

    deixam de auxiliar na formao do preo de venda ou na deciso de projetar novos

    investimentos (RATKO, 2008).

    Outro ponto a ser observado a respeito da administrao rural o controle de caixa.

    Muitas vezes os custos se confundem com gastos particulares, criando dificuldade na hora de

    apurar o lucro da atividade desenvolvida. Por outro lado, se o administrador souber fazer uso

    das informaes corretamente, ter em suas mos um poderoso instrumento de trabalho que

    permitir conhecer a real situao de sua atividade e tomar decises apoiado em dados reais

    (RATKO, 2008).

    O propsito da contabilidade de custo a classificao, agrupamento, controle e

    atribuio dos custos, sendo que a apurao dos custos serve para medio do lucro e

    avaliao dos estoques, tambm fornece informaes aos administradores para o controle das

    operaes e atividades da empresa. Estas informaes contribuem para o planejamento da

    direo e a tomada de decises (MOTA, 2002). A lucratividade, de acordo com Sabbrag et

    al.,(2007), o ndice que indica a proporo da receita bruta que se constitui em lucro aps a

    cobertura dos custos.

    2.2 PISCICULTURA

    De acordo com Silva (1988), a piscicultura o ramo da aqicultura que se dedica a

    criao de peixes. Surgiu h mais de 3.000 anos e teve origem na China. Sendo a precursora

    da atividade de piscicultura, a china a maior produtora de pescado do mundo. No ano de

  • 10

    2009, a produo chinesa respondeu por mais de 56% da produo mundial de pescado

    (SIDONIO et al.,2012).

    A Lei N 1861, art. 1, inciso II, define a piscicultura como sendo atividade de cultivo

    de alevinos ou peixes em ambientes naturais e artificiais com as finalidades econmica, social

    ou cientfica. Sendo que a pessoa que explora atividade de criao de peixes conhecida

    como piscicultor (RONDNIA, 2008).

    Para Garutti (2003 p.75), Aquicultor a pessoa fsica ou jurdica que se dedica ao

    cultivo ou criao comercial de organismos que tm na gua seu normal ou mais freqente

    hbitat. Assim, a piscicultura a atividade de criao de peixes em cativeiro e uma vertente

    da aqicultura que engloba no s a criao de peixe, mas tambm outras culturas,

    predominantemente aquticas, tais como a ranicultura, criao de r, carcinicultura, criao de

    camares entre outros (SIDONIO et al.,2012).

    Segundo MDIC (2003 p. 03), O tambaqui uma espcie nativa dos rios Amazonas,

    Orinoco e seus afluentes. Na natureza, alcana porte mximo em torno de 100 cm e acima de

    30 kg de peso. Seus hbitos alimentares so bem amplos. Na natureza o tambaqui se

    alimenta de quase tudo que cai na gua, frutos sementes e outros. Ele predominantemente

    herbvoro, mas tambm pode se alimentar de pequenos peixes e caramujos. Muito por conta

    destes hbitos alimentares, relativamente simples, a criao do tambaqui em cativeiro

    possvel e bem sucedida.

    Diante disso, a criao de tambaqui em tanques escavados apresenta-se como uma

    excelente opo para atender a demanda por pescado, pois segundo Andreoni e Torres (2013

    p.02), O planeta consome mais peixes e frutos do mar do que qualquer outro tipo de carne

    desde os anos 50.

    2.2.1 Panoramas da Piscicultura, Brasil, Rondnia e Pimenta Bueno

    De acordo com Sidonio et al.,(2012), O Brasil dispe de mais de 12% de toda gua

    doce do planeta, alm de um litoral de mais oito mil quilmetros e um clima favorvel para

    prtica da aqicultura. Isso faz do Brasil um pas com enorme potencial, no entanto pouco

    explorado. Em 2009, o Brasil foi apenas o 16 maior produtor de pescado, indicando que seu

    potencial no esta sendo explorado da melhor maneira possvel, porm mesmo assim, o Brasil

    ficou