curso pedreiro parte 2

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  1. 1. Seja Bem Vindo! Curso Pedreiro Parte 2 Carga horria: 30hs
  2. 2. Dicas importantes Nunca se esquea de que o objetivo central aprender o contedo, e no apenas terminar o curso. Qualquer um termina, s os determinados aprendem! Leia cada trecho do contedo com ateno redobrada, no se deixando dominar pela pressa. Explore profundamente as ilustraes explicativas disponveis, pois saiba que elas tm uma funo bem mais importante que embelezar o texto, so fundamentais para exemplificar e melhorar o entendimento sobre o contedo. Saiba que quanto mais aprofundaste seus conhecimentos mais se diferenciar dos demais alunos dos cursos. Todos tm acesso aos mesmos cursos, mas o aproveitamento que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem diferencia os alunos certificados dos alunos capacitados. Busque complementar sua formao fora do ambiente virtual onde faz o curso, buscando novas informaes e leituras extras, e quando necessrio procurando executar atividades prticas que no so possveis de serem feitas durante o curso. Entenda que a aprendizagem no se faz apenas no momento em que est realizando o curso, mas sim durante todo o dia-a- dia. Ficar atento s coisas que esto sua volta permite encontrar elementos para reforar aquilo que foi aprendido. Critique o que est aprendendo, verificando sempre a aplicao do contedo no dia-a-dia. O aprendizado s tem sentido quando pode efetivamente ser colocado em prtica.
  3. 3. Unidade 13 123 Unidade 12 111 Unidade 11 105 Unidade 10 93 Unidade 9 73 Unidade 8 57 Unidade 7 33 Unidade 6 9 Contedo Construindo uma Casa: C omo fazer f undaes Construindo uma Casa: erguer paredes Construi ndo um a Casa: revestim entos e Contrapisos poCas e estilos: a moda nas Construes Co nst r u e s sust e nt ve i s as ati t udes e a s re lae s no s loC a i s de t rabal ho possib i l idade s de tr abal ho e v nC ulos novos ConheC imentos e C urrC ulo
  4. 4. u n i d a d e 6 Construindo uma casa: como fazer fundaes Uma vez limpo o terreno e organizado o canteiro de obras, chegou a hora de comear a construo, que sempre ser inicia- da pelas fundaes ou alicerces onde a casa fcar apoiada. As fundaes tm o papel de dar sustentao s edifcaes, ga- rantindo que elas permaneam frmes durante a obra e depois de prontas, e que suportem o peso de tudo que ser colocado dentro delas. Assim, so estruturas capazes de receber o peso (carga) do edifcio que est em construo e, depois de pronto, de resistir a essa carga e de transmiti-la ao terreno. Os tipos de fundao esto relacionados com as caractersticas do solo da regio e com o peso da construo (cargas a serem transferidas). Duas casas do mesmo tamanho e com as mesmas caractersticas podero ter fundaes bem diferentes, se o tipo de solo do terreno for, por exemplo, arenoso, argiloso (com mais argila) ou rochoso (se houver a presena de rochas). A defnio de como ser o projeto da fundao requer um clculo bastante rigoroso, que feito pelos engenheiros ou tc- nicos responsveis pela obra. Um erro na hora de calcular as fundaes pode ocasionar rachaduras, por exemplo, ou at gra- ves acidentes, como a queda de uma parede ou de uma cons- truo inteira. Por isso, muita ateno deve ser dada a essa fase do trabalho. A fundao dever sempre ser executada de acordo com o projeto. No se pode modifcar, sob qualquer pretexto, suas dimenses sem autorizao dos responsveis pela obra (engenheiros ou tcnicos). A primeira etapa, para iniciar as fundaes, a marcao do local da obra e do local onde sero erguidas as paredes externas e internas da edifcao. P e d r e i r o 2 9
  5. 5. Esse processo tambm chamado de locao da obra deve obedecer rigorosamente s medidas previstas no projeto. Voc sabia? As regras ou normas de recuo so definidas em legislao municipal. Ca- da cidade tem suas pr- prias regras, que podem ser consultadas por todos os cidados. Elas podem estar no c- digo de obras do Munic- pio ou (quando a cidade no tem um cdigo de obras) na Lei de Uso e Ocupao do Solo, que todos os municpios de- vem ter. Antes, porm, de iniciar a marcao, voc dever verif- car com ateno quais medidas (metragens) devero ser deixadas entre as paredes externas da construo e a rua e os terrenos vizinhos quele em que voc estiver traba- lhando. Essa informao ou seja, os chamados recuos mnimos da obra dever ser indicada no projeto. Va- mos entender melhor como funcionam as regras de recuo. O terreno onde a obra ser erguida retangular e mede 20 metros (m) de frente por 45 m de fundo. Imagine que a prefeitura de sua cidade determine que a obra deva ter um recuo mnimo de 2 m em relao rua e de 3 m em relao aos terrenos vizinhos. Veja como fcaria a obra nesse terreno. Alm do recuo, a altura mxima das construes em cada local/bairro da cidade, a finalidade das obras (comrcio ou mora- dia, por exemplo), entre outras caractersticas ge- rais das construes, tam- bm so determinadas por legislao municipal. Todos os projetos de construo ou reforma devem ser aprovados pe- la prefeitura da localidade da obra. E, quando um projeto encaminhado para aprovao na prefei- tura, essas regras recuo, altura mxima etc. devem ser obedecidas. Caso contrrio, o projeto no recebe a licena que autoriza a execuo da obra. Atividade 1 ExE rcitE a s rEg r a s d E rEcu o 1. O terreno onde voc vai construir possui 20 m de frente, 30 m de fundo e laterais com a mesma medi- da: 20 m cada uma. As regras de recuo do municpio dizem que deve haver pelo menos 2 m de distncia P e d r e i r o 210 Planomotor
  6. 6. entre a rua e a parede da frente e 4 m de recuo nos fundos. Em relao s laterais, o recuo deve ser de 2 m. Nessas condies, faa um desenho do terreno e dos limites da construo. Marcao ou locao da obra Sabendo das regras de recuo, voc comear, ento, a fazer a marcao ou locao da obra. Como j foi dito, trata-se, nesse momento, de marcar os limites externos da obra onde estaro as paredes externas e os limites de todas as paredes internas. Essa marcao feita com madeira serrada (pontaletes e sarrafos), linha de nilon ou arame, e pregos. Ela tem duas funes principais: orientar o trabalho de marcao das fundaes; orientar a localizao das paredes externas e internas, de modo que os encontros entre elas formem ngulos retos; isto , fquem no esquadro. Existem diferentes mtodos para fazer a locao de obras e a sua escolha tem relao com o porte delas. Nas grandes obras, que ocupam amplos terrenos, o processo de marcao deve ser feito por um profssional da rea de topografa, que realiza me- dies precisas com o auxlio de aparelhos prprios. P e d r e i r o 2 11
  7. 7. Para obras de pequeno porte, dois processos so mais utilizados: 1. Processo dos cavaletes A primeira etapa desse processo confeccionar pequenos cavaletes. Para faz-los, una, com pregos, uma pequena travessa de madeira serrada a duas estacas pequenas (pontaletes). No centro de cada cavalete, voc dever colocar um prego, conforme ilustrao a seguir. Em seguida posicione os cavaletes na direo dos eixos onde fcaro as futuras pa- redes internas e externas de edifcao. Depois de fxar os cavaletes no terreno, verifque no projeto onde h paredes e passe uma linha de nilon ou um arame unindo os pregos que estiverem nessas estacas. Dessa forma, as linhas estaro demarcando os limites das reas externa e interna de cada parte da casa. P e d r e i r o 212 Planomotor Planomotor
  8. 8. importante, nesse momento, que se verifque se os pontos de interseco entre as linhas formam um ngulo reto. Caso contrrio, as paredes da edifcao fcaro fora de eixo. Essa verifcao deve ser feita com a ajuda de um esquadro de metal ou madeira. 2. Processo da tbua corrida (gabarito) Embora esse processo exija mais madeira e encarea um pouco mais a obra, ele permite que a marcao fque mais precisa. Por essa razo, o mais aconselhvel. Para fazer a marcao da obra por esse processo so usados: pontaletes de madeira serrada. Dimenso sugerida: 8 centmetros (cm) 8 cm. Comprimento de 1,50 m; Interseco: Cruzamento entre duas linhas ou duas reas/superfcies. Na Mate- mtica, chama-se de rea de interseco a rea que per- tence a duas ou mais figuras geomtricas ao mesmo tem- po. A parte da geometria que estuda esse assunto chama- -se teoria dos conjuntos. tbuas de madeira serrada com, aproximadamente, 15 cm a 20 cm de largura; pregos; linha de nilon ou arame. Comece com o posicionamento dos pontaletes, que devem ser cravados a 1,20 m da localizao das futuras paredes externas, a uma profundidade aproximada de 50 cm. Cada pontalete deve ser colocado a cerca de 1,50 m de distncia um do outro. Feito isso, pregue as tbuas na extremidade superior dos pontaletes, a uma distncia de cerca de 1 m do solo. Com isso, o gabarito da obra est pronto. A prxima etapa do trabalho a marcao das paredes, que dever ser feita com pregos, sobre o gabarito. Verifque no projeto onde estaro as paredes; coloque pregos, sobre o gabarito, nos locais previstos para as pa- redes; passe uma linha de nilon ou arame entre os pre- gos, fazendo a marcao completa. P e d r e i r o 2 13
  9. 9. Para que a marcao fque precisa, devero ser utilizados vrios pregos, como mos- tra a fgura a seguir. Sero 7 pregos, sendo que o prego central (maior) marca o eixo. Os demais pregos marcam a localizao das paredes, dos alicerces da obra e das valas, onde sero feitas as fundaes. Deve-se anotar na madeira a qual correspon- de cada prego e, consequentemente, cada linha de marcao. Da mesma forma como vimos no processo de cavaletes, lembre-se de que os encon- tros entre paredes devem formar ngulos retos. Para garantir que isso acontea, use um esquadro de metal, que deve fcar encostado s linhas que se encontram, como mostra a ilustrao a seguir. P e d r e i r o 214 Planomotor Planomotor Planomotor
  10. 10. As fundaes Feita a marcao da obra, pode-se dar incio execuo das fundaes. Como j apontado, a escolha do tipo de fundao responsabilidade do engenhei- ro ou tcnico que responde pela obra, e o tipo de fundao estar especifcado no projeto. Cab