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  • Curso Online Contabilidade Concurso do BDMG

    Teoria e Exerccios Prof. Jaildo Lima

    Prof. Jaildo Lima de Oliveira www.pontodosconcursos.com.br 1

    AULA 10 Contabilidade de Custos Parte 2

    1. Introduo

    Nessa aula, estudaremos os critrios de avaliao de estoque, identificando o reflexo que tais critrios tem na

    apurao dos resultados das empresas. Em seguida, faremos uma reviso dos princpios contbeis buscando

    estabelecer sua vinculao com a contabilidade de custos. Por fim, ser apresentado o conceito de objeto de custeio,

    um dos aspectos mais importantes da contabilidade de custos.

    2. Critrios de Avaliao de Estoques (PEPS, UEPS e Mdia Ponderada Mvel)

    Como visto na aula anterior, um dos principais objetivos da contabilidade de custos apurar o preo das

    mercadorias em estoque em uma empresa. Nesse sentido, as empresas trabalham com alguns critrios importantes

    para essa mensurao. Esses critrios influenciam o processo de registro das operaes com mercadorias.

    Normalmente, as empresas compram e revendem produtos diversos e precisam ter um controle especfico do

    valor de compra e de venda de cada produto e do prprio estoque das mercadorias. H, ainda, a necessidade de

    registro dos tributos incidentes sobre as vendas realizadas, observada a legislao especfica.

    Um dos pontos principais desse controle a definio do preo pelo qual a mercadoria ser baixada do estoque.

    Esse preo ser comparado com o preo de venda na apurao do lucro bruto obtido pela empresa. Esse preo de

    baixa chamado Custo da Mercadoria Vendida (CMV) e pode ser calculado de diversas maneiras. Os critrios mais

    utilizados so o PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai); UEPS (ltimo que Entra, Primeiro que Sai) e o MPM

    (Mdia Ponderada Mvel).

    2.1. Critrio PEPS

    Por este critrio, conhecido pela sigla em ingls FIFO (First In, First Out), os preos mais antigos em estoque so os

    primeiros a serem baixados quando da venda de uma mercadoria.

    Ex: suponha que uma empresa comercialize um nico produto. Ela tem em estoque 200 unidades desse produto

    adquiridas por R$5,00 cada e 300 unidades adquiridas por R$5,50. Faz a venda vista de 250 unidades, por R$10,00

    cada. Qual o lucro obtido pela empresa nesta venda?

    Para responder essa pergunta, vejamos na Ficha de Controle de Estoque como deveria ser feita a baixa da

    mercadoria:

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    Ficha de Controle de Estoque (Mtodo PEPS)

    Data Entrada Sada Saldo

    Qtde PU Total Qtde PU Total Qtde PU Total

    200 5,00 1.000,00 0 300 5,50 1.650,00

    500 2.650,00

    200 5,00 1.000,00 1 50 5,50 275,00 250 5,50 1.375,00

    250 1.275,00

    O lucro obtido nessa operao seria, ento, a diferena entre o preo de venda (250 x 10,00 = 2.500,00) e o custo

    de aquisio (1.275,00), obtido pela baixa de estoque observado o critrio, ou seja, R$ 1.225,00.

    Os lanamentos contbeis relativos a tal venda seriam:

    P/Venda P/Baixa do Estoque

    D Caixa 2.500,00 D CMV* 1.275,00

    C Vendas* 2.500,00 C Mercadorias 1.275,00

    * Contas de resultado.

    2.2. Critrio UEPS

    Por este critrio, conhecido pela sigla em ingls LIFO (Last In, First Out), os preos mais novos emestoque so os primeiros a serem baixados quando de uma venda.

    Ex: suponha que uma empresa comercialize um nico produto. Ela tem em estoque 200 unidades desseproduto adquiridas por R$5,00 cada e 300 unidades adquiridas por R$5,50. Faz a venda vista de 250unidades, por R$10,00 cada. Qual o lucro obtido pela empresa nesta venda?

    Para responder essa pergunta, vejamos em um modelo de Ficha de Controle de Estoque1 como deveria ser feita a baixa da mercadoria:

    Ficha de Controle de Estoque (Mtodo UEPS)

    Data Entrada Sada Saldo

    Qtde PU Total Qtde PU Total Qtde PU Total

    200 5,00 1.000,00 0 300 5,50 1.650,00

    500 2.650,00

    250 5,50 1.375,00 200 5,00 1.000,00 1 50 5,50 275,00

    250 1.275,00

    O lucro obtido nessa operao seria, ento, a diferena entre o preo de venda (250 x 10,00 = 2.500,00)e o custo de aquisio (1.375,00), obtido pela baixa de estoque observado o critrio. Assim o lucro seriaR$ 1.125,00. Percebam que o mtodo UEPS pressupe, normalmente, um lucro menor que o mtodo PEPS.

    Os lanamentos contbeis relativos a tal venda seriam:

    1 Esse tipo de ficha permite acompanhar os preos de entrada e baixa de cada tipo de mercadoria em estoque.

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    P/Venda P/Baixa do Estoque

    D Caixa 2.500,00 D CMV* 1.375,00

    C Vendas* 2.500,00 C Mercadorias 1.375,00

    * Contas de resultado.

    2.3. Critrio MPM

    Por este critrio, os preos em estoque so mantidos pela mdia ponderada. Este preo mdio serutilizado para a baixa do estoque.

    Ex: suponha que uma empresa comercialize um nico produto. Ela tem em estoque 200 unidades desseproduto adquiridas por R$5,00 cada e 300 unidades adquiridas por R$5,50. Faz a venda vista de 250unidades, por R$10,00 cada. Qual o lucro obtido pela empresa nesta venda?

    Para responder essa pergunta, vejamos na Ficha de Controle de Estoque como deveria ser feita a baixada mercadoria:

    Ficha de Controle de Estoque (Mtodo MPM)

    Data Entrada Sada Saldo

    Qtde PU Total Qtde PU Total Qtde PU Total

    200 5,00 1.000,00 0 300 5,50 1.650,00

    500 5,30 2.650,00

    1 250 5,30 1.325,00 250 5,30 1.325,00

    O lucro obtido nessa operao seria, ento, a diferena entre o preo de venda (250 x 10,00 = 2.500,00)e o custo de mdio de aquisio (1.325,00), obtido pela baixa de estoque observado o critrio, ou seja,R$ 1.175,00. Percebam que o mtodo MPM pressupe, normalmente, um lucro situado entre PEPS e oUEPS.

    Os lanamentos contbeis relativos a tal venda seriam:

    P/Venda P/Baixa do Estoque

    D Caixa 2.500,00 D CMV* 1.325,00

    C Vendas* 2.500,00 C Mercadorias 1.325,00

    * Conta de resultado.

    2.4. Comparativo entre os diversos critrios de controle do estoque

    Os diferentes critrios resultam em valores finais de CMV, estoque final e lucro distintos. A partir dasinformaes constantes dos exemplos anteriores, o quadro abaixo sintetiza os valores de cada resultantesde cada critrio:

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    Quadro Comparativo dos Diversos Critrios de Controle de Estoque

    PEPS MPM UEPS

    Receitas 2.500,00 2.500,00 2.500,00

    (-) CMV 1.275,00 1.325,00 1.375,00

    = Lucro 1.225,00 1.175,00 1.125,00

    Estoque Final 1.375,00 1.325,00 1.275,00

    Como o pode ser observado, o critrio UEPS tende a retornar menores lucros, ainda mais quando hum processo inflacionrio significativo. Em funo disso, ele no aceito pela legislao fiscal brasileira.

    2.5. Outras observaes sobre os critrios de mensurao dos estoques

    Os critrios PEPS, UEPS e MPM pressupem uma estabilidade nos preos ao longo do tempo. Efeitos inflacionrios

    podem comprometer totalmente as sistemticas apresentadas, pois interferem justamente na apurao dos valores a

    serem considerados como CMV.

    Vale destacar que grandes empresas de varejo que trabalham com uma grande quantidade de produtos podem

    adotar o chamado mtodo do varejo, por ser mais simples e menos dispendioso. Por esse mtodo, do preo de venda

    retiram-se as despesas e a margem do lucro chegando-se ao custo do estoque.

    3. Princpios e conceitos contbeis aplicados Contabilidade de Custos

    Podemos considerar que todos os princpios contbeis so aplicveis contabilidade de custo. Nesse sentido,

    seguem breves comentrios sobre tais princpios e seu relacionamento com a contabilidade de custo, a partir de

    Tibrcio Silva (2010):

    Princpio da Entidade considera que o patrimnio da entidade no se confunde com os dos seus acionistas.

    A finalidade desse princpio propiciar a autonomia do patrimnio da empresa em relao ao dos outros.

    Princpio da Continuidade diz respeito ao fato de um ativo manter-se como tal ou transformar-se, total ou

    parcialmente, em despesa. Desse modo, a continuidade influencia o valor econmico dos ativos, incluindo os

    estoques. Uma das aplicaes desse princpio dentro da contabilidade de custos diz respeito ao nvel de

    ocupao de uma entidade, pois identifica, em cada perodo da vida de uma empresa, quanto de sua

    estrutura est sendo utilizada.

    Princpio da Oportunidade determina que o registro contbil deve ser feito de imediato, desde que exista

    razovel certeza de sua ocorrncia. Dentro da filosofia desse princpio, a contabilidade de custos deve tentar

    obter a representao fiel dos acontecimentos. Nesse sentido, deve ser observado sempre que exista

    variao patrimonial. Para a contabilidade de custos, isso ocorre principalmente devido a movimentos

    internos, como a transformao de matrias em produtos semi-fabricados e destes para acabados. Para sua

    observncia necessrio ter dois aspectos complementares: a integridade do registro e a tempestividade;

    Princpio do Registro pelo Valor Original os componentes devem ser registrados pelo valor original (valor de

    entrada) das transaes, expressos em moeda brasileira. Uma vez incorporados ao patrimnio da entidade o

    valor pode ser alterado pela sua transformao. Nesse princpio, o Conselho Federal de Cont

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