CURSO DE FORMAO DOS DELEGADOS DO ORAMENTO ? curso de formao dos delegados do oramento

Download CURSO DE FORMAO DOS DELEGADOS DO ORAMENTO ? curso de formao dos delegados do oramento

Post on 21-Oct-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

  • CURSO DE FORMAO DOS DELEGADOS DO ORAMENTO PARTICIPATIVO

    ETAPAS DA EXECUO DE OBRAS PBLICAS

    DEZEMBRO/2010

    VITRIA, ES

  • 2

    Prefeito Municipal Joo Carlos Coser

    Secretria de Gesto Estratgica Marinely Santos Magalhes

    Gerncia do Oramento Participativo ngela Maria Castello Moretto Hanelore de Paula Martins Joana Paula Binda Luciane Aparecida Bolda Patrcia Moreira Norbim

    Equipe tcnica que colaborou com o trabalho Carlos Fabian de Carvalho - SEME Claudia Mara Mller - SEMOB Herbert Tadeu Clemente da Silva - SEMOB Leandro Comper Sperandio - SEMOB Valflan Alves de Azevedo - SEMOB

  • 3

    SUMRIO

    1. Apresentao........................................................................................................................................ 04

    2. O que obra pblica ............................................................................................................................ 05

    3. Programa de necessidades ................................................................................................................. 07

    4. Identificao do imvel ........................................................................................................................ 09

    5. Desapropriao..................................................................................................................................... 10

    6. Projeto ................................................................................................................................................... 15

    7. Oramento ............................................................................................................................................ 18

    8. Licitao ................................................................................................................................................ 21

    9. Execuo da obra................................................................................................................................. 25

    10. Glossrio ............................................................................................................................................... 27

    11. Referncias bibliogrficas .................................................................................................................... 31

  • 4

    1. APRESENTAO

    Este material Etapas de Execuo de Obras Pblicas, tem o objetivo de servir de apoio e roteiro para entender e demonstrar os procedimentos empregados no planejamento e execuo de uma obra pblica, buscando contribuir assim, para aprimorar o controle social sobre a execuo do Oramento Participativo.

    Aborda aspectos bsicos de etapas diferenciadas que vo desde a desapropriao, elaborao de projetos, oramento, licitao at a execuo da obra.

    Compreender estas etapas fundamental para que o delegado do Oramento Participativo possa acompanhar e fiscalizar o cumprimento das orientaes tcnicas e legais na execuo de uma obra, contribuindo para garantir a construo de um equipamento ou servio com qualidade e de acordo com o planejado coletivamente.

    Esperamos com isto contribuir para fortalecer a participao popular na elaborao e execuo do oramento pblico, bem como aprimorar os processos de planejamento participativo nos quais esto envolvidos tcnicos, gestores e a populao de Vitria

    Gerncia do Oramento Participativo

  • 5

    2. O QUE OBRA PBLICA

    Obra pblica aquela que se destina a atender os interesses gerais da comunidade, contratada por rgo ou entidade pblica da Administrao Direta ou Indireta, Federal, Estadual ou Municipal, executada sob sua responsabilidade ou delegada, custeada com recursos pblicos compreendendo a construo, reforma, fabricao, recuperao ou ampliao de um bem pblico.

    2.1. Diferena entre obra pblica e obra privada

    Cada uma das etapas de execuo de uma obra dever ser adequadamente estudada, planejada e subdividida de forma a cumprir, no somente os aspectos legais e formais, mas, acima de tudo, resultar em uma obra de boa qualidade, segura, adequada finalidade a que se destina e a um preo justo.

    A execuo de obra pblica, assim como os demais atos da administrao pblica, deve atender aos princpios da legalidade, legitimidade, eficincia e economicidade inscritos na Constituio Federal. Quando se toma a deciso de realizar obras, necessrio que estas sejam executadas da forma mais adequada e transparente possvel.

    Uma empresa privada pode fazer compras ou realizar obras de engenharia da forma que melhor lhe aprouver, uma vez que os recursos a empregados sero recursos de um particular. Um administrador pblico, porm, tem que se submeter s leis e procedimentos que garantam a qualidade da obra e que a melhor oferta foi obtida junto ao mercado, uma vez que ele controla verbas pblicas e deve ser capaz de prestar contas de seus atos.

    2.2. Tipos de obra pblica

    Atravs das metas gerais previamente traadas, segundo critrios de prioridades, deve ser estabelecido o Programa de Obras, no qual a administrao define os investimentos que pretende realizar num determinado perodo. A primeira etapa identificar as necessidades prioritrias do Municpio e assim decidir as obras de maior importncia para atender as expectativas da populao.

    Assim temos: obras do OP, obras da Cidade, obras das Secretarias, obras de manuteno, etc.

    2.3. Condies obrigatrias para que a obra acontea

    As obras a serem executadas devem estar consignadas no Plano Plurianual (PPA) bem como constar das metas estabelecidas na Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) e discriminadas na Lei Oramentria Anual da Entidade.

    As obras e os servios somente podero ser licitados quando:

    Houver projeto bsico aprovado pela autoridade competente e disponvel para exame dos interessados em participar do processo licitatrio;

    Existir oramento detalhado em planilhas que expressem a composio de todos os seus custos unitrios;

  • 6

    Houver previso de recursos oramentrios que assegurem o pagamento das obrigaes decorrentes de obras ou servios a serem executadas no exerccio financeiro em curso, de acordo com o respectivo cronograma;

    O produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art. 165 da Constituio Federal, quando for o caso.

    A execuo das obras e dos servios deve programar-se, sempre, em sua totalidade, previstos seus custos atual e final e considerados os prazos de sua execuo.

    Quando se tratar da criao, expanso ou aperfeioamento de ao governamental que acarrete aumento da despesa, constitui condio prvia para empenho e licitao de servios, fornecimento de bens ou execuo de obras:

    Estimativa do impacto oramentrio-financeiro no exerccio em que deva entrar em vigor e nos dois subseqentes;

    Declarao do ordenador da despesa de que o aumento tem adequao oramentria e financeira com a lei oramentria anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes oramentrias.

    2.4. Planejamento da obra

    A administrao precisa definir o que realmente ser realizado e estabelecer as caractersticas bsicas do empreendimento, tais como, dimenses aproximadas da edificao, padro de acabamento pretendido, equipamentos e mobilirio a serem utilizados, usurios da obra, tipo de empreendimento, fim a que se destina, informaes essas que so imprescindveis para montagem do programa de necessidades.

  • 7

    3. PROGRAMA DE NECESSIDADES

    Documento que exprime as necessidades e exigncias dos clientes e dos futuros usurios da obra; descreve sua funo, atividades que ir abrigar e dimensionamento de cada ambiente.

    A elaborao desse programa deve, necessariamente, preceder ao incio do projeto, podendo ser complementado ao longo de seu desenvolvimento.

    O dimensionamento desses ambientes e consequentemente da obra como um todo, decorrente da estrutura necessria para o servio a ser ofertado e da legislao, que objetiva garantir a segurana, a salubridade e a acessibilidade, enfim a qualidade do espao edificado.

    Exemplificando:

    Programa de necessidades das unidades de sade

    Desde 1994 o Governo Federal criou o Programa Sade da Famlia PSF. Cada Unidade de Sade da Famlia trabalha com territrio de abrangncia definido e responsvel pelo cadastramento e o acompanhamento da populao vinculada a esta rea. Recomenda-se que uma equipe seja responsvel por, no mximo, 4.500 pessoas.

    Cada equipe do PSF composta, no mnimo, por um mdico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e de quatro a seis agentes comunitrios de sade (ACS). Outros profissionais - a exemplo de dentistas, assistentes sociais e psiclogos - podero ser incorporados s equipes ou formar equipes de apoio, de acordo com as necessidades e possibilidades locais. A Unidade de Sade da Famlia pode atuar com uma ou mais equipes, dependendo da concentrao de famlias no territrio sob sua responsabilidade.

    Em funo disso as unidades de sade da Prefeitura de Vitria possuem entre trs e sete equipes, informao essa repassada pela Secretaria Municipal de Sade SEMUS - a Secretaria Municipal de Obras SEMOB, o que explica a variao no nmero de consultrios e boxes odontolgicos.

    Alm dos consultrios h outros ambientes necessrios ao atendimento dos usurios, como sala de vacinao e de nebulizao; de apoio administrativo, como recepo e coordenao; de manuteno e limpeza; apoio aos funcionrios e usurios, como copa e banheiros.

    Programa de necessidades das unidades escolares

    A Secretaria Municipal de Educao SEME possui um padro definido de EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) e CMEI (Centro Municipal de Ensino Infantil) com 12 salas de aula, cujo dimensionamento j foi ao longo do tempo comprovado como um tamanho ideal para atender a carga horria dos professores, por turno, numa mesma escola e a demanda de alunos de uma certa regio. Uma escola com mais de 12 salas de aula dificulta seu gerenciamento e a qualidade do servio prestado.

    O tamanho das salas de aula em funo do nmero de alunos por sala, ficando em torno de 1,5 m por aluno, o que para atender em mdia entre 30 a 35 alunos, fica em torno de 50 m.

  • 8

    Outras salas de apoio vem complementar esse programa como; biblioteca, informtica, artes, cincias, msica, dana, vdeo, auditrio, recursos multifuncionais e em alguns casos salas para atendimento ao horrio integral.

    Alm das salas de aulas e de apoio h outros ambientes necessrios ao atendimento dos alunos e funcionrios como a parte administrativa (secretaria, coordenao, direo, etc), pedaggica (sala de professores, planejamento, pedagogos, etc), servios (cozinha, refeitrio, etc), limpeza, vestirios, banheiros, depsitos e rea de lazer (ptios, quadras, jardins, playground, etc).

  • 9

    4. IDENTIFICAO DO IMVEL (TERRENO/EDIFICAO)

    A primeira condio para a identificao do imvel que ele esteja localizado dentro da rea de abrangncia territorial do pblico a que se destina o equipamento a ser implantado nele.

    Os agentes que podem fazer essa indicao: representantes das comunidades, representantes da Secretaria de Gesto Estratgica, representantes das Secretarias demandantes (SEME, SEMUS, SEMAS, etc) e representantes das Secretarias executantes (SEMOB, SEDEC, SEHAB).

    A escolha do imvel deve ser orientada de acordo com o estabelecido no programa de necessidades, visto anteriormente, e considerar as dimenses necessrias para a realizao do empreendimento.

    Aps visita ao local, a definio do imvel deve ser feita com base na elaborao da anlise de viabilidade tcnica, que um parecer tcnico emitido por arquiteto e/ou engenheiro, que dever observar:

    As reas para estacionamento, reas verdes, recuos etc, devendo ser consultada, para tanto, a legislao municipal sobre o assunto;

    Sua localizao que fundamental. Os seguintes aspectos devem ser considerados: infra-estrutura disponvel para a realizao da obra (gua, energia e vias de acesso), condies de ocupao da regio e facilidade para obter materiais e mo-de-obra prximos construo;

    A topografia do terreno tambm precisa ser levada em considerao, pois isto afeta o custo da obra. Quanto mais plano for o terreno, em geral mais barato ser o custo do empreendimento.

    O tipo de solo e a existncia de gua no terreno (nvel de lenol fretico) tambm influenciam o custo da obra. Solos onde so necessrias escavaes em rochas e terrenos em reas de mangue podem aumentar o custo da obra. Logo de incio a prefeitura deve atentar para os tipos de solo e de fundao mais utilizados nos terrenos vizinhos, mediante pesquisa com moradores do local ou empresas especializadas em sondagens. Isso auxiliar na escolha do terreno, antes da realizao da sondagem propriamente dita;

    As condies de conservao e potencial de adequao para o caso de edificaes existentes a serem adquiridas para reforma e/ou ampliao, como por exemplo, edificaes que no possuem projetos estruturais que permitam a avaliao da possibilidade da construo de mais um pavimento;

    Compatibilidade do seu dimensionamento com a rea estimada no programa de necessidades para a implantao do equipamento;

    Outros.

    Alm da visita ao local so utilizadas outras fontes de consulta para a anlise: base cartogrfica do municpio, cadastro imobilirio, dados tcnicos existentes como levantamento topogrfico, projetos, etc.

    Uma vez que a anlise de viabilidade tcnica seja favorvel implantao do equipamento no imvel se inicia os trmites para a desapropriao do mesmo.

  • 10

    5. DESAPROPRIAO

    Desapropriar significa privar algum da propriedade ou tirar ou fazer perder a propriedade. Significa a transferncia compulsria da propriedade privada pelo Poder Pblico para atender necessidade pblica, utilidade pblica ou interesse social, mediante prvia e justa indenizao em dinheiro.

    Princpio da Legalidade: Previsto no art. 37 da Constituio Federal, tal princpio serve como limitador da atuao Estatal, uma vez que s permite a Administrao Pblica atuar quando a lei permitir/autorizar. Ao contrrio do particular, que possui o livre arbtrio de agir, podendo atuar como quiser desde que no viole/desrespeite a lei.

    O procedimento da desapropriao pode ser dividido em duas etapas: Fase Administrativa e Fase Judicial.

    a) Fase Administrativa ou Declaratria

    Nessa fase so realizadas as seguintes diligncias:

    Identificao do imvel e do proprietrio; Avaliao do bem; Publicao do decreto declaratrio de utilidade pblica ou de interesse social.

    Nesse estgio o processo tramita internamente na Administrao Pblica, sendo que ao final ser ofertada indenizao ao proprietrio do bem, que caso aceite celebrar um contrato com o Estado.

    Por outro lado, nos casos em que o particular discordar do valor ofertado pelo municpio, a desapropriao ocorrer em mbito judicial.

    b) Fase Judicial

    Nessa fase a Administrao atuar em igualdade com o particular, pois aqui o Poder Judicirio, na figura do juiz, dever atuar com imparcialidade. Normalmente ocorre quando no h acordo sobre o valor, ou quando existe litgio entre proprietrios.

    Quando a desapropriao ocorre por via judicial originado novo processo perante o Poder Judicirio, sendo que nessa esfera o valor da indenizao ser apurado por percia judicial, realizada por avaliador nomeado pelo juiz. Havendo outras pendncias que versam sobre a titularidade do imvel (quem o real proprietrio) sero tambm sanadas pelo Poder Judicirio.

  • 11

    Fluxograma Simplificado de Processo de Desapropriao

    Secretaria Requerente Abre o processo, e remete a SEMOB/GAB com vista SEMOB/GD

    SEMOB / GD Identifica o real proprietrio do imvel, Solicita planta de situao e localizao (Semob), e viabilidade tcnica, laudo de avaliao (Copea), levantamento da situao jurdica do imvel (Semfa) e Cartrio de Registro

    Geral de Imveis, e anexa minuta do Decreto, documentos do proprietrio e do imvel, encaminha a SEMFA e COMAFO, aps PGM para anlise da Minuta de Decreto.

    SEMFA Emite nota de reserva.

    COMAFO Autoriza desembolso financeiro.

    PGM Analisa minutas de Decreto

    GAB / CH Publica Decreto e encaminha o processo j com o Decreto publicado SEMOB/GD.

    SEMOB / GD Convida desapropriado para negociar Desapropriao Amigvel.

    Houve aceitao no valor inicial da desapropriao?

    Ser por Via Judicial?

    SEMOB / GD Negocia novo valor com o desapropriado,

    solicita autorizao do GAB / CH e remete para nova listagem.

    SEMFA Emite nova listagem.

    SEMOB / GD Para providncias junto aos rgos e/ou setores competentes, encaminhando ofcio com cpias da Planta,

    e Decreto para a Secretaria Requerente a fim de que seja feita demolio do imvel, cercamento da rea; Para Semfa para alterao do cadastro tributrio imobilirio; para a Semad para arquivar documentos e zelar pelo patrimnio pblico.

    PGM para providncias necessrias

    quanto ao ajuizamento.

    sim no

    sim

    no

    PGM Recebimento do cheque para pagamento ao desapropriado

    SEMOB / GD Elabora Minuta de Escritura ou

    Termo de Desapropriao Amigvel

    PGM Para anlise do Termo ou

    Minuta da Escritura

    SEMFA Para emisso do Cheque

    PGM para ingresso judicial e acompanhamento da

    ao, at intimao da sentena.

  • 12

    1 Passo

    Secretaria Requerente (SEME, SEMUS, SEHAB, SEDEC, etc.):

    1. Abre processo nos termos do Decreto Municipal n. 10.064/97;

    2. Encaminha para Gerncia de Desapropriaes para dar incio aos procedimentos expropriatrios.

    2 Passo

    Gerncia de Desapropriao (Fase de Instruo):

    1. Solicita planta de situao e localizao topografia;

    2. Identifica o real proprietrio do imvel, convocando o desapropriando para cincia da desapropriao, dirigindo-se ao local para fazer fotografia do imvel, quando se faz necessrio. Realiza pesquisas junto aos cartrios de registro geral de imveis (RGI), cartrios de registro civil e notas, cemitrios pblicos, arquivos pblicos (Municpio, Estado e Unio), Gerncia do Patrimnio da Unio (GRPU), Fazenda Nacional, Junta Comercial e Secretaria da Fazenda (IPTU) e outros;

    3. Solicita estudo de viabilidade tcnica do projeto;

    4. Elaborao da minuta de decreto, obedecendo a tcnica legislativa;

    5. Solicita avaliao do imvel com base no acrdo n 041/2007 da PGM, Comisso Permanente de Engenharia e Avaliaes, conforme minuta de decreto e planta de situao e localizao, definindo a situao jurdica do imvel.

    3 Passo

    Aps instruo do processo:

    1. Dotao oramentria, realizada na Secretaria de Fazenda;

    2. Anlise da minuta de decreto pela Procuradoria Geral do Municpio;

    3. Gabinete do Prefeito (GABPREF/CH) para publicao do decreto.

    4 Passo

    Negociao entre as partes:

    1. A Gerncia de Desapropriaes convoca o desapropriando para negociao, visando composio amigvel entre as partes;

    2. No havendo acordo quanto ao valor apurado no laudo de avaliao e houver interesse do desapropriando, o mesmo poder apresentar contraproposta, que ser encaminhada Comisso Permanente de Engenharia e Avaliaes para se manifestar;

    3. Mantida a avaliao pela Comisso, quando o interesse pblico for relevante, o municpio poder acatar a contraproposta, nos limites estabelecidos na Norma Brasileira ABNT NBR 14653-2, cujo percentual de acrscimo dever ser atestado pelo Engenheiro Avaliador.

  • 13

    5 Passo

    Havendo acordo entre as partes:

    1. Lavra-se o contrato particular de desapropriao amigvel (posse) ou escritura pblica de desapropriao amigvel (propriedade), com atualizao de todas as certides necessrias lavratura da referida escritura;

    2. Encaminhamento dos contratos ou escrituras pblicas para anlise da Procuradoria Geral do Municpio (PGM).

    No havendo acordo entre as partes:

    1. O processo ser encaminhado PGM para as providncias judiciais cabveis originando novo processo, sendo objeto de estudo a seguir.

    6 Passo

    Fase de pagamento

    1. Secretaria Municipal da Fazenda para emisso de cheque, descontando os dbitos do imvel;

    2. Procuradoria Geral do Municpio para efetivo pagamento ou depsito em juzo;

    3. O pagamento realizado aps autorizao do Secretrio Solicitante, quando o mesmo se responsabiliza que o imvel esteja livre e desembaraado.

  • 14

    Fluxograma simplificado de processo de desapropriao judicial

    Grandes problemas enfrentados pela PMV que impedem a concluso administrativa

    Imveis pertencentes a esplio; Divergncia na escritura/cadastro da Prefeitura; Valores da indenizao; Morosidade da Justia; Invases de reas pblicas.

    Prefeitura de Vitria atravs da Procuradoria protocola valor da ao na justia. E deposita ofertado em mbito judicial

    Juiz recebe a petio e determina a citao do expropriado.

    Expropriado, por meio do seu advogado, protocola sua defesa.

    Juiz nomeia um perito para avaliar o imvel

    Intima o perito para dizer se aceita o encargo, e caso positivo para apresentar as custas da percia

    GAB / CH Juiz intima o Municpio para depositar os honorrios do perito, o que realizado em seguida.

    Perito protocola o laudo, informando qual o valor do imvel.

    Sentena

    PGM Complementao de valores a ser

    efetuado pelo Municpio, emisso de alvar de levantamento de valores e de Mandado definitivo de Imisso na Posse

    sim

    no

    Recurso para o Supremo tribunal Federal

    SEMOB / GD Recurso para o Tribunal de Justia

    Recurso para o Superior Tribunal de Justia

    Municpio e muncipe se manifestam sobre o laudo pericial

    Publicao de editais

  • 15

    6. PROJETO

    Projeto o conjunto de desenhos e documentos tcnicos (memoriais, especificaes, detalhes, planilhas, clculos, etc) necessrios construo, fabricao ou montagem.

    6.1. Diferena entre projeto de arquitetura e projetos complementares

    O projeto de arquitetura define a forma, a funo e a esttica da edificao, trabalhando dentro do imvel escolhido, o programa de necessidades apresentado em conformidade com as exigncias da legislao vigente e tcnicas construtivas. o primeiro projeto a ser elaborado.

    Os projetos complementares, como o prprio nome j diz, vem complementar o projeto de arquitetura, dando o devido suporte e apoio para que a obra possa ser planejada e executada com qualidade e economia. So todos os demais projetos necessrios execuo da obra como: estrutura, fundao, eltrico, hidrossanitrio, drenagem, telefnico, lgica, sonorizao, proteo contra incndio e pnico, conteno de encostas, acstica, paisagismo, climatizao, pararraio, etc.

    6.2. Etapas de projeto

    Estudo preliminar; Anteprojeto / projeto legal / bsico; Executivo / detalhamento.

    O estudo preliminar o estudo da viabilidade de um programa e do partido arquitetnico a ser adotado para apreciao e aprovao pelo cliente. Pode servir consulta prvia para aprovao em rgos governamentais. Os documentos tpicos produzidos so os seguintes: planta de situao, plantas baixas de cada pavimento, cortes, fachadas e memorial justificativo. Eventualmente podero ser produzidos ainda perspectiva, maquete (estudo de volume), desenvolvimento atravs de texto ou desenhos, sumrios de elementos isolados que sejam de interesse em casos especiais e anlise preliminar de custo.

    O anteprojeto desenvolvido a partir do estudo preliminar e dever abranger os seguintes aspectos: concepo, dimensionamento e caracterizao dos pavimentos, contendo a definio de todos os ambientes, a volumetria do edifcio e a definio do esquema estrutural e das instalaes gerais.

    O conjunto de definies ser sempre orientado levando-se em considerao os seguintes aspectos: conforto ambiental (insolao, aerao, luminosidade e tratamento acstico), tecnolgico (sistemas construtivos, resistncia de durabilidade dos materiais), econmicos (relao mais adequada entre custos, benefcios, durabilidade e padro desejado).

    Tem como objetivo final a aferio e aprovao formal pelo contratante e proporcionar um conjunto de informaes tcnicas da edificao, necessrias a compatibilizao dos projetos complementares ao projeto de arquitetura e suficientes elaborao de estimativas de custos e de prazos dos servios de obra.

    Os documentos tpicos produzidos so os seguintes: planta de situao, plantas baixas de cada pavimento, cobertura, cortes, fachadas, memorial justificativo abrangendo aspectos construtivos, discriminao tcnica, especificao de materiais, quadro geral de acabamento (facultativo),

  • 16

    documentos para aprovao em rgos pblicos, lista preliminar de materiais. Eventualmente podero ser produzidos ainda perspectivas, maquete e estimativa de custo.

    O projeto executivo apresenta, de forma clara e organizada, todas as informaes necessrias execuo da obra e todos os servios inerentes. Os documentos tpicos produzidos so os seguintes: planta de locao; plantas baixas de cada pavimento, cobertura, cortes, fachadas, detalhamento, discriminao tcnica, quadro geral de acabamentos, especificaes e lista de materiais, quadro geral de reas, memoriais descritivos.

    6.3. Legislao

    Plano Diretor Urbano PDU Lei 6705/2006, que define o zoneamento da cidade e os ndices urbansticos (taxa de ocupao, coeficiente de aproveitamento, gabarito, vagas de estacionamento, etc);

    Cdigo Municipal de Obras Lei 4821/1998 que define vos de iluminao e ventilao, p direito, rea mnimas e de circulao, etc;

    Normas de Vigilncia Sanitria RDC 50/2002, que define a metragem mnima de cada ambiente, n de sanitrios, especificaes de materiais de acabamento e revestimentos, recuos mais restritivos que o PDU, etc;

    Normas do Corpo de Bombeiros NBR 9077/2001, que exige a instalao do sistema hidrulico preventivo, extintores, sadas de emergncia, larguras de escadas, escapes, casa de gs, hidrantes, etc;

    Norma de Acessibilidade NBR 9050/2004 e Decreto Lei 5296/2004, que exige o uso de rampas, elevador ou plataforma elevatria, WC para deficiente fsico, piso de alerta, sinalizao em Braille, calada cidad, etc;

    Lei Trabalhista - NR 24/1993, que exige reas reservadas para funcionrios, repouso, vestirios, refeitrio, etc;

    Legislao Ambiental;

    Diretrizes especficas da educao (MEC, FNDE, SEME, etc);

    Outras.

    6.4. Outros dados para desenvolvimento de projetos

    Levantamento topogrfico; Levantamento arquitetnico (no caso de reforma de edificaes existentes); Sondagem; Projeto de conteno de encostas; Projeto virio; Outros.

    6.5. Forma de elaborao de projeto

    Os projetos podem ser elaborados com equipe tcnica prpria da PMV ou contratados total ou parcialmente, neste caso necessrio fazer a licitao dos mesmos.

  • 17

    6.6. Licitao de projetos

    Elaborao do Termo de Referncia para contratao dos projetos que inclui escopo dos servios a serem executados, cronograma e oramento;

    Licitao; Elaborao dos projetos executivos (prazo mdio 6 meses); Aprovao nos rgos competentes; Anlise e fiscalizao do servio; Recebimento final.

    Do incio da abertura do processo demandando uma obra, escolha do terreno, estudos, projetos e oramento tem-se um prazo estimado de um ano, podendo levar mais tempo dependendo das ocorrncias no decorrer do processo.

  • 18

    7. ORAMENTO

    7.1. O que oramento Fazer um oramento ou orar quantificar insumos, mo de obra e equipamentos necessrios realizao de uma obra ou servio bem como os respectivos custos e o tempo de durao da obra. O oramento pode ser feito por avaliao e estimativa ou por composio de custos unitrios. Por avaliao e estimativa utiliza fontes de custo tais como CUB, SINAPI, Custo Unitrio PINI, etc. Por composio de custos unitrios utiliza composies de custos, analisando e quantificando o

    projeto da obra. A diferena est no grau de preciso desejado para o oramento.

    O oramento apresentado em forma de planilha oramentria.

    Planilha Oramentria

    Na planilha, so descritos todos os servios necessrios realizao da obra, unidade de medida, quantidade dos servios, preo unitrio de cada servio, preo total de cada servio e preo total da obra. Tambm e explicitado o BDI e os Encargos Sociais adotados para a obra e a data base a que se refere obra.

    disposta de forma padronizada e feita com base nas fontes de composies de custo adotadas pelo Tribunal de Contas, ou na falta delas, desenvolvidas pela equipe tcnica da Prefeitura de Vitria (fontes: Fundao Ceciliano Abel de Almeida, SCO Prefeitura do Rio de Janeiro, TCPO Editora PINI, etc.)

    Composies de Custo Unitrio

    Os custos dos servios so compostos considerando todos os materiais, equipamentos e mo de obra (com encargos sociais de 129,88%) necessrios para execuo dos servios. So tambm acrescidos de um percentual de 35% referentes ao BDI adotado pela Prefeitura de Vitria.

    Bonificao e Despesas Indiretas (BDI) utilizado para remunerar o lucro da empresa executante da obra, os impostos incidentes e todas as despesas indiretas, tais como administrao da obra (tcnico, engenheiro, almoxarife, etc.), administrao central (escritrio central da construtora - parte relativa

    As obras pblicas devem cumprir todos os aspectos legais, portanto, devem ser considerados todos os impostos e taxas

    Para toda mo de obra deve ser considerada admisso com carteira assinada.

  • 19

    obra) e quaisquer outras despesas que no sejam as despesas diretas (material, mo de obra e equipamentos inclusive energia e combustvel).

    Encargos Sociais

    So as despesas com a mo de obra, alem do salrio direto, tais como: previdncia social, frias, descanso remunerado, feriados, fundo de garantia, etc.

    O preo adotado para os insumos obtido na cidade de Vitria ou postos na cidade de Vitria, com no mnimo 3 preos, e o valor da mo de obra o da conveno coletiva da categoria em questo.

    Os preos so classificados por Data Base, e durante o contrato, qualquer preo de servio extra ser feito com base na Data Base do contrato da obra.

    Os reajustes de preos seguiro clusula especifica do contrato.

    7.2. Metodologia para elaborao de um oramento

    7.2.1. O primeiro passo ser a analise dos projetos e seus memoriais descritivos

    7.2.2. Em seguida, as identificaes dos servios e suas dimenses

    Basicamente nesta etapa que ser dada a FORMA do oramento. bastante conhecido a conceito de que um bom oramento se fundamenta num bom levantamento de quantidade.

    conveniente ressaltar que o detalhamento das quantificaes depender do tipo de projeto, ou seja, as informaes de quantidades sero proporcionais ao seu detalhamento.

    Listamos as principais etapas da obra, a fim de orientar-nos de termos quantificado a maioria de seus elementos.

    Assim para as obras da Prefeitura de Vitria as principais etapas so:

    1. Servios preliminares 2. Instalao do canteiro de obras 3. Movimento de terra 4. Estruturas 5. Paredes e painis 6. Esquadrias de madeira 7. Esquadrias metlicas 8. Vidros 9. Cobertura 10. Impermeabilizao 11. Tetos e forros 12. Revestimento de paredes internas e externas 13. Pisos internos e externos 14. Instalaes hidrossanitrias 15. Instalaes eltricas 16. Outras instalaes 17. Aparelhos hidrossanitrios

  • 20

    18. Aparelhos eltricos 19. Pintura 20. Servios complementares externos 21. Servios complementares internos 22. Apoio

    Esta classificao inicial nos permitir, a partir das leituras dos documentos, detalhar cada etapa em servios conforme a indicao dos projetos.

    Exemplificando, na etapa Estrutura iremos observar que teremos que levantar quantidades de pelo menos: servios de forma, servios de ferragem, servios de concretagem ou concreto.

    E assim para todas as etapas da obra.

    7.2.3. Classificar os servios segundo o nosso banco de dados e levantar as respectivas quantidades no projeto

    Devem-se prever todas as demandas em funo das caractersticas da obra, tais como:

    Trabalho em horrios especiais Mo de obra especializada Utilizao de materiais e equipamentos especiais Dificuldade de acesso Desmonte de rocha Fundaes especiais, etc.

    7.2.4. Digitar a relao dos servios e suas quantidades no sistema de oramento de obras (este sistema gera a planilha da obra e totaliza todos os insumos que sero necessrios, conforme as composies de custo)

    7.2.5. Emitir suas listagens dos insumos para cotao de preos.

    So cotados uma quantidade de insumos (insumos bsicos) todos os meses, e para cada obra so cotados os insumos especficos, permitindo assim que todos os preos utilizados sejam atuais.

    7.2.6. Aps trmino da cotao rodada a planilha oramentria e feitas todas as conferncias necessrias para emisso do relatrio final.

  • 21

    8. LICITAO DA OBRA

    8.1. O que licitao

    Licitao o procedimento pelo qual a administrao pblica seleciona a proposta mais vantajosa, para a compra de bens, servios e obras, devendo garantir princpios como:

    Observncia das leis em vigor; Tratamento igual a todos os interessados; Impessoalidade nos critrios e decises; Conduta compatvel com a moral e a tica; Divulgao dos atos praticados em todas as etapas da licitao; Julgamento de acordo com os critrios objetivos definidos no ato convocatrio. O procedimento da licitao tem incio com o planejamento e prossegue at a assinatura do contrato, dividindo-se em duas fases: 1) fase interna ou preparatria e 2) fase externa ou executria.

    8.2. Fase interna ou preparatria A fase interna deve seguir as seguintes etapas:

    a) Elaborao de projeto bsico ou executivo; b) Justificativa e especificao do objeto; c) Aprovao pela autoridade competente; d) Estimativa do valor da contratao (elaborao do oramento); e) Indicao dos recursos oramentrios para a despesa; f) Definio do tipo e da modalidade de licitao a serem adotados; g) Elaborao do edital. Tipos de licitao

    Tipo de licitao o critrio de julgamento utilizado pela Administrao para seleo da proposta mais vantajosa. Os mais utilizados so:

    a) Menor preo: critrio de seleo em que a proposta mais vantajosa para a Administrao a de menor preo.

    b) Melhor tcnica: critrio de seleo em que a proposta mais vantajosa para a Administrao escolhida com base em fatores de ordem tcnica.

    c) Tcnica e preo: critrio de seleo em que a proposta mais vantajosa para a Administrao escolhida com base nas notas obtidas nas propostas de preo e de tcnica.

    Modalidades de licitao

    Modalidade de licitao a forma de conduzir o procedimento licitatrio, a partir de critrios definidos por lei. As modalidades existentes so: leilo, concurso, concorrncia, tomada de preos, convite e

  • 22

    prego. O valor estimado para contratao de obras o principal fator para escolha da modalidade de licitao. Neste caso, as mais usadas so:

    a) Concorrncia: nesta modalidade podem participar quaisquer interessados, desde que comprovem possuir a qualificao exigida no edital.

    Usada para obras e servios de engenharia acima de R$ 1.500.000,00

    b) Tomada de Preos: realizada entre interessados cadastrados ou que se cadastrarem at o terceiro dia anterior data do recebimento das propostas, desde que atendam qualificao exigida.

    Usada para obras e servios de engenharia acima de R$ 150.000,00 at R$ 1.500.000,00

    c) Convite: realizada entre interessados do ramo de que trata o objeto da licitao, escolhidos e convidados em nmero de trs pela Administrao.

    Usada para obras e servios de engenharia acima de R$ 15.000,00 at R$ 150.000,00

    8.3. Fase externa ou executria A fase externa segue as seguintes etapas: a) Publicao do edital; b) Fase de habilitao; c) Fase de recursos; d) Fase de classificao das propostas; e) Fase de recursos; f) Homologao; g) Adjudicao; h) Assinatura e publicao do contrato.

    Publicao do edital

    O edital tem por finalidade fixar as condies necessrias participao dos licitantes, ao desenvolvimento da licitao e futura contratao. No edital devem constar prazos, instrues relativas a recursos e impugnaes, informaes pertinentes ao objeto e aos procedimentos, alm de outras que se faam necessrias realizao da licitao. O edital deve ser previamente analisado e aprovado pela assessoria jurdica da Prefeitura (Procuradoria Geral do Municpio PGM).

    O edital poder ser impugnado quando apresentar exigncias em desacordo com a lei ou desnecessrias ao objeto em licitao.

    O prazo de divulgao da licitao depende da modalidade que venha a ser adotada e ser de no mnimo:

    Concorrncia

    45 dias: para obras mais complexas; 30 dias: para os demais casos.

    Tomada de preo

    30 dias: no caso de licitao do tipo melhor tcnica ou tcnica e preo; 15 dias: para os demais casos.

    Convite

    5 dias teis: em todos os casos

  • 23

    Fase de habilitao

    Aps publicao do aviso do edital ou entrega do convite, o licitante deve apresentar aos responsveis pela licitao, no dia, horrio e local fixados, sua documentao de habilitao e sua proposta tcnica e/ou de preo, em envelopes separados e fechados.

    O licitante que deixar de fornecer, no envelope de habilitao, quaisquer dos documentos exigidos, ou apresent-los em desacordo com o estabelecido no edital ou com irregularidade ser considerado inabilitado, impossibilitando-o de continuar participando da licitao.

    Para a habilitao nas licitaes pblicas ser exigida dos licitantes a seguinte documentao:

    Habilitao jurdica; Regularidade fiscal; Qualificao tcnica; Qualificao econmico-financeira.

    Fase de recursos

    Aps a divulgao do resultado da habilitao na imprensa oficial ou por comunicao direta a todos os licitantes, deve-se aguardar prazo para recursos, que ser de cinco dias teis para concorrncia e tomada de preos e de dois dias teis para convite.

    Havendo recurso, o mesmo deve ser comunicado aos demais licitantes que podero impugn-lo, nos seguintes prazos: cinco dias teis para concorrncia e tomada de preos e dois dias teis para convite.

    A autoridade competente ter o mesmo prazo para o julgamento do recurso.

    Fase de classificao das propostas

    Concluda a fase de habilitao, sero abertos os envelopes que contenham as propostas de preo dos licitantes previamente habilitados, desde que transcorrido o prazo de recurso ou tenha havido desistncia expressa dele, ou aps terem sido julgados improcedentes os recursos interpostos.

    A abertura do envelope com a proposta tcnica e/ou de preo s poder ser feita aps a concluso da fase de habilitao que a anlise se os documentos apresentados pelos licitantes esto de acordo com o solicitado no edital.

    Sero desclassificadas as propostas que:

    No atenderem s exigncias contidas na licitao; Apresentarem preos excessivos ou com valor global superior ao limite estabelecido ou com

    preos inexeqveis.

    Durante o julgamento das propostas, a comisso julgadora deve levar em conta comente critrios e fatores objetivos previamente estabelecidos no edital. Fase de recursos Os prazos nesta fase de recurso so os mesmos da anterior.

  • 24

    Homologao Homologao o ato pelo qual reconhecida a validade do procedimento licitatrio, declarando-se que o mesmo transcorreu de acordo com a legalidade. Adjudicao Adjudicao o ato pelo qual a Administrao entrega ao licitante vencedor a execuo do objeto da licitao. Assinatura e publicao do contrato

    Aps deliberao da autoridade competente quanto homologao e adjudicao do objeto da licitao celebrado o contrato administrativo para realizao da obra.

    O contrato deve estabelecer com clareza e preciso as condies para sua execuo, expressas em clusulas que definam os direitos, obrigaes e responsabilidades das partes, em conformidade com os termos da licitao.

    A assinatura e publicao do contrato somente podero ser feitas aps reserva de recurso suficiente para cobrir a despesa, atravs da nota de empenho que o documento que cria para Prefeitura obrigao de pagamento em favor do contratado.

  • 25

    9. EXECUO DA OBRA

    Assinado o contrato, dada a Ordem de Servio e de posse de todos os projetos e planilha oramentria, a empresa contratada tem oito dias para se planejar e efetivamente iniciar a obra.

    Etapas da Obra Execuo de tapume e instalao do canteiro de obras; Fundao; Estrutura; Alvenaria; Cobertura; Instalaes hidrossanitrias e eltricas; Revestimentos; Acabamentos; Pintura; Finalizao.

    9.1. Fiscalizao da Obra

    A Prefeitura deve manter, desde o incio dos servios at o seu recebimento definitivo, profissional ou equipe de fiscalizao para acompanhar e verificar o cumprimento das disposies contratuais, tcnicas e administrativas.

    Cabe fiscalizao, dentre outras, as seguintes atribuies:

    Verificar se esto sendo colocados disposio dos trabalhos as instalaes, equipamentos e equipe tcnica previstos na proposta e no contrato de execuo dos servios;

    Aprovar materiais similares propostos pelo contratado, avaliando o atendimento composio, qualidade, garantia e desempenho requeridos pelas especificaes tcnicas;

    Exercer rigoroso controle sobre o cronograma de execuo dos servios;

    Verificar e aprovar eventuais acrscimos ou supresses de servios ou materiais necessrios ao perfeito cumprimento do objeto do contrato;

    Verificar e atestar as medies dos servios, bem como conferir e encaminhar para pagamento as faturas emitidas pelo contratado.

    9.2. Pagamento

    O pagamento feito atravs de medies mensais, aps os servios executados e aprovados pela fiscalizao, respeitada a rigorosa correspondncia com o projeto e as modificaes expressa e previamente aprovadas pelo contratante.

    A medio de servios e obras ser baseada em relatrios peridicos elaborados pelo contratado, registrando os levantamentos, clculos e grficos necessrios discriminao e determinao das quantidades dos servios efetivamente executados.

  • 26

    A discriminao e quantificao dos servios e obras considerados na medio devero respeitar rigorosamente as planilhas de oramento anexas ao contrato, inclusive critrios de medio e pagamento.

    9.3. Aditivos

    Por mais que seja estimado antes do incio da obra, podem ocorrer imprevistos durante sua execuo. Neste caso, para incluso de servios novos, a lei permite que seja feito aditivos at o valor de 25%, para obras novas e 50%, para reformas.

    Aditivos de prazo tambm podem ser feitos, desde que devidamente justificados.

    9.4. Replanilhamento

    A lei tambm permite, caso seja necessrio, um remanejamento dos quantitativos de servios previstos na planilha oramentria para adequao de outros itens, desde que no haja acrscimo de valor.

    9.5. Prazos

    O prazo de uma obra depende do seu porte. Isto determinado por um cronograma fsico financeiro quando da elaborao do oramento.

    9.6. Resciso de Contrato

    Pode ocorrer por vrios motivos. Os principais so:

    A empresa contratada no atender ou cumprir direito o contrato; A empresa falir ou desistir de fazer a obra.

    Nestes casos a Prefeitura poder rescindir o contrato e aplicar as penalidades previstas na lei.

    9.7. Entrega da Obra

    Aps a finalizao da obra, uma comisso formada por 3 engenheiros ou arquitetos, faz uma vistoria na obra para verificar se a mesma foi executada conforme projetos, especificaes, planilha e de acordo com as normas tcnicas e padro de qualidade exigido. S aps isso e corrigidas as imperfeies apontadas, a obra poder ser considerada entregue.

  • 27

    10. GLOSSRIO

    Adjudicao - ato administrativo posterior homologao, por meio do qual a autoridade competente, aps verificada a legalidade da licitao e a permanncia do interesse pblico na contratao, atribui ao licitante vencedor o objeto da licitao.

    ART - Significa Anotao de Responsabilidade Tcnica. o registro que se faz, no conselho regional de engenharia, arquitetura e agronomia (CREA) local, previamente execuo de quaisquer servios de engenharia, tais como projetos, percias, avaliaes, consultorias, sondagens e a execuo da obra propriamente dita. ela que vincula o engenheiro responsvel-tcnico ao trabalho por ele prestado, pelo qual passa a responder na eventualidade de que algum erro tcnico seja detectado. Uma das vias da art deve, obrigatoriamente, permanecer no local da construo, disposio da fiscalizao do CREA, e deve conter o nome e nmero de registro de todos os responsveis pelas etapas individuais da obra (sondagem, projetos, construo etc.).

    As built (como construdo) - catlogo de projetos elaborado pela executora da obra, durante a construo ou reforma, que retrate a forma exata de como foi construdo ou reformado o objeto contratado. Sua elaborao deve ser prevista expressamente no edital de licitao, fazendo parte, inclusive, do oramento da obra.

    Auditoria - atividade que envolve o exame analtico e pericial que segue o desenvolvimento das operaes tcnicas desde o incio at a concluso.

    BDI - Significa bonificao (ou benefcios) e despesas indiretas. um percentual que, aplicado sobre o custo da obra, eleva-o ao preo final dos servios, e seu valor deve ser avaliado para cada caso especfico, dado que seus componentes sofrem diversas variaes em funo do local, tipo de obra e sua prpria composio. Este percentual tanto pode ser inserido na composio dos custos unitrios, como pode ser aplicada diretamente no final do oramento, sobre o custo total. O preo total de execuo do empreendimento , pois, igual ao custo da obra mais a taxa de BDI. Os percentuais variam entre 20% e 40%.

    Caderno de encargos - Parte integrante do projeto bsico, que tem por objetivo definir detalhadamente o objeto da licitao e do correspondente contrato, bem como estabelecer requisitos, condies e diretrizes tcnicas e administrativas para a sua execuo. Em linhas gerais, o caderno de encargos contm o detalhamento do mtodo executivo de cada servio, vinculando o contratado. Cabe fiscalizao acompanhar a execuo dos servios conforme descritos no caderno de encargos.

    Composio de custo unitrio de servio - a Composio de Custo Unitrio define o valor financeiro a ser despendido na execuo do respectivo servio e elaborada com base em coeficientes de produtividade, de consumo e aproveitamento de insumos e seus preos coletados no mercado, devendo conter, no mnimo: Discriminao de cada insumo, unidade de medida, sua incidncia na realizao do servio, preo unitrio e custo parcial; Custo unitrio total do servio, representado pela soma dos custos parciais de cada insumo. Para o caso de se utilizarem Composies de Custos de entidades especializadas, a fonte de consulta dever ser explicitada.

  • 28

    Cronograma fsico-financeiro - representao grfica do desenvolvimento dos servios a serem executados ao longo do tempo de durao da obra demonstrando, em cada perodo, o percentual fsico a ser executado e o respectivo valor financeiro despendido.

    CUB - significa custo unitrio bsico e indica o custo por metro quadrado de uma edificao de acordo com algumas caractersticas (nmero de pavimentos e padro de acabamento) e conforme uma cesta bsica de insumos, cujos preos so pesquisados a cada ms. Sua metodologia de clculo est definida na norma NBR 12.721 da ABNT (antiga NB 140) e publicado mensalmente pelo sindicato da indstria da construo Sinduscon de cada estado, por fora da Lei n 4.591/64. Trata-se de custo bsico. No considerado, em sua composio, uma srie de itens de custo presentes na maioria das obras, tais como, fundaes especiais, elevadores e instalaes especiais (gua quente, ar condicionado e outras). Portanto, para se fazer a estimativa de custo de determinada obra a partir do cub, imprescindvel acrescentar as parcelas relativas aos diversos itens que dela fazem parte e que no esto contempladas na composio do CUB definido pelo SINDUSCON.

    Custo-benefcio - a relao que visa avaliar o benefcio a ser proporcionado por um empreendimento em funo de seu custo e dos recursos financeiros disponveis.

    EIA/RIMA - o Estudo de Impacto Ambiental (ElA) e o Relatrio de Impacto Ambiental (RIMA) so estudos distintos. O estudo de maior abrangncia que o relatrio e o engloba em si mesmo. O estudo de impacto ambiental compreende o levantamento da literatura cientfica e legal pertinente, trabalhos de campo, anlises de laboratrio e a prpria redao do relatrio. J o relatrio de impacto ambiental transmite por escrito, as atividades totais do estudo de impacto ambiental.

    Especificaes - parte integrante dos projetos, que estabelece detalhadamente as caractersticas dos materiais e equipamentos necessrios e suficientes ao desempenho tcnico requerido nos projetos. As especificaes devem ser redigidas de acordo com os seguintes critrios: serem justas, serem breves, usarem linguagem simples e clara, serem dirigidas ao executante, servirem como texto de referncia, evitarem expresses como "ou similar", especificarem materiais padronizados sempre que possvel, no especificarem o que no se pretende exigir e inclurem todos os servios a executar. Em determinados casos (obras de menor vulto), as especificaes tcnicas podem tambm descrever o mtodo executivo de cada servio, englobando dessa forma o caderno de encargos. Texto no qual se fixam todas as regras e condies que se deve seguir para a execuo da obra ou servio de engenharia, caracterizando individualmente os materiais, equipamentos, elementos componentes, sistemas construtivos a serem aplicados e o modo como sero executados cada um dos servios apontando, tambm, os critrios para a sua medio.

    Estudos ambientais - so estudos relativos a aspectos ambientais relacionados com a localizao, instalao, operao e ampliao de uma atividade ou empreendimento, apresentado como subsdio para anlise da licena requerida, tais como: relatrio ambiental, plano e projeto de controle ambiental, relatrio ambiental preliminar, diagnstico ambiental, plano de manejo, plano de recuperao de rea degradada e anlise preliminar de risco (inciso III do art. 1 da Resoluo CONAMA n 237/97).

    Estudo de Viabilidade Tcnica - atividade que envolve simultaneamente o levantamento, a coleta, a observao, o tratamento e a anlise de dados de natureza tcnica, necessrios a execuo da obra ou servio, ou o desenvolvimento de mtodos ou processos de produo e a determinao da viabilidade tcnico-econmica.

    Fiscalizao - atividade que envolve o controle e a inspeo sistemtica da obra ou servio, com a finalidade de examinar se sua execuo obedece s especificaes e prazos estabelecidos e/ou ao projeto. No se confunde, nem substitui a execuo.

  • 29

    Homologao - ato administrativo em que a autoridade superior reconhece a legalidade do procedimento licitatrio. Por meio desse ato, a autoridade superior reconhece vlido e legal todo o certame, o que implica afirmar que no h nenhum bice contratao.

    Laudo - atividade que consiste em elaborar uma pea escrita, fundamentada, na qual o profissional expe as observaes e estudos efetuados, bem como as respectivas concluses.

    Licenciamento ambiental - Ato administrativo pelo qual o rgo ambiental competente licencia ou estabelece condies, restries e medidas de controle ambiental que devero ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa fsica ou jurdica para localizao, instalao, ampliao e a operao de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradao ambiental, considerando as disposies legais e regulamentares e as normas tcnicas aplicveis ao caso (inciso i do art. 1 da resoluo CONAMA n 237/97).

    Licena Prvia (LP ou LAP) - concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localizao e concepo, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos bsicos e condicionantes a serem atendidos nas prximas fases de sua implementao.

    Licena de Instalao (LI ou LAI) - autoriza a instalao do empreendimento ou atividade de acordo com as especificaes constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante.

    Licena de Operao (LO ou LAO) - autoriza a operao da atividade ou empreendimento, aps a verificao do efetivo cumprimento do que consta das licenas anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operao.

    Memorial Descritivo - descrio detalhada do objeto projetado, na forma de texto, onde so apresentadas as solues tcnicas adotadas, bem como suas justificativas, necessrias ao pleno entendimento do projeto, complementando as informaes contidas nos desenhos referenciados no item 5.1.

    Obra - toda construo, reforma, fabricao, recuperao ou ampliao, realizada por execuo direta ou indireta (LLC, art. 6.).

    Obra pblica - aquela que se destina a atender os interesses gerais da comunidade, contratada por rgo ou entidade pblica da Administrao Direta ou Indireta, Federal, Estadual ou Municipal, executada sob sua responsabilidade ou delegada, custeada com recursos pblicos compreendendo a construo, reforma, fabricao, recuperao ou ampliao de um bem pblico. A Obra que no preencher esses requisitos, mesmo quando custeada com recursos pblicos, no se caracteriza, necessariamente, como obra pblica. o caso evidente, de projetos industriais ou agrcolas de propriedade de particulares ainda que financiados com recursos pblicos, mediante emprstimos ou incentivos, no adquirem, por esse fato, o carter de obra pblica.

    Oramento - avaliao do custo total da obra tendo como base preos dos insumos praticados no mercado ou valores de referncia e levantamentos de quantidades de materiais e servios obtidos a partir do contedo dos elementos descritos nos projetos, memoriais e especificaes, sendo inadmissveis apropriaes genricas ou imprecisas, bem como a incluso de materiais e servios sem previso de quantidades. O Oramento dever ser lastreado em composies de custos unitrios e expresso em planilhas de custos e servios, referenciadas data de sua elaborao. O valor do BDI considerado para compor o preo total dever ser explicitado no oramento.

  • 30

    Percia - atividade que envolve a pesquisa, o exame, a verificao, acerca da verdade ou da realidade de certos fatos que dependa da habilidade tcnica e de conhecimento tcnico.

    Planejamento - atividade que envolve a formulao sistematizada de um conjunto de decises integrantes, expressa em objetivos e metas e que explicita os meios disponveis e/ou necessrios para alcan-los, num dado prazo.

    Planilha de Custos e Servios - a Planilha de Custos e Servios sintetiza o oramento e deve conter, no mnimo: Discriminao de cada servio, unidade de medida, quantidade, custo unitrio e custo parcial; Custo total orado, representado pela soma dos custos parciais de cada servio e/ou material; Nome completo do responsvel tcnico, seu nmero de registro no CREA e assinatura.

    Plano - conjunto de mtodos e medidas para a execuo de um empreendimento, um documento que encerra um conjunto de aes governamentais a serem adotadas, visando determinado objetivo; em sentido amplo, toda programao. comum ser confundido com planta ou projeto mas no deve ser usado como terminologia especfica das construes. O termo prprio para designar Plano Diretor, Plano Virio, Plano de Loteamento, etc.

    Projeto Bsico o conjunto de desenhos, memoriais descritivos, especificaes tcnicas, oramento, cronograma e demais elementos tcnicos necessrios e suficientes precisa caracterizao da obra a ser executado, atendendo s Normas Tcnicas e legislao vigente, elaborado com base em estudos anteriores que assegurem a viabilidade e o adequado tratamento ambiental do empreendimento. Deve estabelecer com preciso, atravs de seus elementos constitutivos, todas as caractersticas, dimenses, especificaes, e as quantidades de servios e de materiais, custos e tempo necessrios para execuo da obra, de forma a evitar alteraes e adequaes durante a elaborao do projeto executivo e realizao das obras. Todos os elementos que compem o Projeto Bsico devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado, sendo indispensvel o registro da respectiva Anotao de Responsabilidade Tcnica, identificao do autor e sua assinatura em cada uma das peas grficas e documentos produzidos.

    Servio - toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administrao, tais como: demolio, conserto, instalao, montagem, operao, conservao, reparao, adaptao, manuteno, transporte, locao de bens, publicidade, seguro ou trabalhos tcnico-profissionais.

    Superviso - atividade de acompanhar, analisar e avaliar, de plano superior, o desempenho dos responsveis pela execuo de programas, projetos ou servios.

    Vistoria - atividade que envolve a constatao de um fato, mediante exame circunstanciado e descrio minuciosa dos elementos que o constituem, sem a indagao das causas que o motivaram.

  • 31

    11. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    BRASIL. Lei n. 8.666 de 21 de junho de 1993. Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituio Federal, institui normas para licitaes e contratos da Administrao Pblica e d outras providncias. Dirio Oficial [da Repblica Federativa do Brasil]: Braslia, DF, 22/06/93.

    BRASIL. Tribunal de Contas da Unio. Licitaes e contratos: orientaes bsicas. 3. ed. Revista, atualizada e ampliada. Braslia: TCU, Secretaria de Controle Interno, 2006, 409 p.

    BRASIL. Tribunal de Contas da Unio. Obras pblicas: recomendaes bsicas para contratao e fiscalizao de obras pblicas. Braslia: TCU, SECOB, 2002, 92p.

  • 32

    Prefeitura Municipal de Vitria Secretaria de Gesto Estratgica

    Gerncia de Oramento Participativo

    Av. Mal. Mascarenhas de Moraes, 1927, Bento Ferreira, Cep 29052-121, Vitria-ES Telefones: 3382-6084 / 6103

    www.vitoria.es.gov.br