curso de expositores espíritas uem

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ndiceI Introduo................................................................... 03 1.A Razo deste Curso................................................ 03 2.Reflexes em Torno do Trabalho do Expositor............. 03 a) Ir e ensinar.................................................. 03 b) No reino da palavra....................................... 04 c) Formao do expositor................................... 04 II O Expositor Esprita e o Estudo Evanglico-Doutrinrio...... 06 1.Doutrina Esprita. Princpios Fundamentais.O Evangelho de Jesus...................................................................06 2.Ampliao do conhecimento em todos os nveis........... 07 III Informaes Preliminares ao Expositor........................... 07 1.Quem pode falar...................................................... 07 2.Onde falar.............................................................. 07 3.Horrio.................................................................. 08 4.O que falar............................................................ 08 5.Como falar............................................................. 10 6.Recursos Auxiliares................................................. 11 7.Capacidade de sensibilizao.................................... 11 8.Outros assuntos..................................................... 12 IV Quando Convidado a Falar........................................... 13 V No Preparo da Palestra................................................. 13 1.Providncias e pesquisas......................................... 13 2.Esquematizao do assunto..................................... 14 3.Treinamento.......................................................... 15 VI Na Apresentao da Palestra........................................ 16 1.Localizao do orador no recinto............................... 16 2.Postura do orador................................................... 16 3.As mos................................................................ 17 4.Os olhos................................................................ 18 5.A voz..................................................................... 18 6.No desenvolvimento do tema.................................... 18 7.Perguntas e participao do auditrio......................... 19 8.Uso de recursos auxiliares........................................ 19 VII Preparao de Esquemas............................................. 20 VIII Tcnicas de Ensino.................................................... 21 IX Concluso.................................................................. 22

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X Avaliao.................................................................... 22 Anexo: Ficha de Avaliao

I INTRODUO1. A Razo deste Curso Nos Centros Espritas h sempre necessidade de se usar da palavra. Este Curso busca oferecer alguns recursos para o aperfeioamento daqueles que j falam em nossas Casas. Visa, tambm, proporcionar meios queles que, tendo possibilidades de fazer uso da palavra, deixam de utiliz-la por inibies que podem ser perfeitamente superveis mediante o esclarecimento e a prtica. 2. Reflexes em Torno do Trabalho do Expositor a) Ir e Ensinar Portanto ide, ensinai... Jesus (Mateus 28:19) Estudando a recomendao do Senhor aos discpulos ide e ensinai -, justo no olvidar que Jesus veio e ensinou. Veio da Altura Celestial e ensinou o caminho de elevao aos que jaziam atolados na sombra terrestre. Poderia o Cristo enviar a lio por emissrios fiis... poderia ter falado brilhantemente, esclarecendo como fazer. Preferiu, contudo, para ensinar com segurana e proveito, vir aos homens e viver com eles, para mostrar-lhes como viver no rumo da perfeio. Para isso, antes de tudo, fez-se humilde e simples na manjedoura, honrou o trabalho e o estudo no lar e, em plena atividade pblica, foi o irmo providencial de todos, amparando a cada um, conforme as suas necessidades. Com indiscutvel acerto, Jesus chamado o Divino Mestre. No porque possusse uma ctedra de ouro... No porque fosse o dono da melhor biblioteca do mundo... No porque simplesmente exaltasse a palavra correta e irrepreensvel... No porque subisse ao trono da superioridade cultural, ditando obrigaes para os ouvintes.... Mas sim porque alou o prprio corao ao amor fraterno e, ensinando, converteu-se em benfeitor de quantos lhe recolhiam os sublimes ensinamentos. Falou-nos do Eterno Pai e revelou-nos, com seu sacrifcio, a justa maneira de busc-lo. Se te propes, desse modo, cooperar com o Evangelho, recorda que no basta falar, aconselhar, e informar. Ide e ensinai, na palavra do Cristo, quer dizer: ide e exemplificai para que os outros aprendam como preciso fazer. 3

Emmanuel (Do livro Fonte Viva, psicografia de Francisco Cndido Xavier Ed. FEB - Cap. 116) b) No reino da palavra No grite. Conserve a calma. Use a imaginao, sem excesso. Fale com inteligncia, sem exibio de cultura. Responda serenamente em toda questo difcil. Evite a maledicncia. Fuja a comparaes, a fim de que seu verbo no venha ferir. Abstenha-se de todo adjetivo desagradvel para pessoas, coisas e circunstncias. Guarde uma frase sorridente e amiga para toda situao inevitvel. Recorde que Jesus nos legou o Evangelho, exemplificando, mas conversando tambm. Andr Luiz Livro: Aulas da Vida - Ed. Parma - Pgina 40 c) Formao do expositor Numa orientao espiritual, foi-me revelado que tenho condies para ser um expositor. Sabendo que essa posio exige grandes responsabilidades, quais as principais que o senhor assinalaria? (Neuton Suguilhara Taguatinga DF) Caro Neuton, Em nossa despretensiosa opinio, a maior responsabilidade do expositor a de ser fiel ao chefe da Seara. Todo pregador dos princpios morais e em especial o expositor esprita nunca deve esquecer que seu trabalho o de evangelizar com o Cristo, o que significa no perder de vista o verdadeiro carter do trabalho cristo, assinalado pelas qualidades fundamentais: humildade, sinceridade, coragem, independncia, amor, verdadeiro desejo de servir, estudo e meditao.... Para que isso ocorra, outra condio se destaca: a eficincia! O orador esprita deve, pois, mobilizar todos os recursos ao seu alcance para ser um bom expositor e conseguir comunicar as grandes verdades de que todos precisamos. Para tanto, precisa estar convicto de que o xito do seu trabalho ter a medida de seu esforo. E de que esse esforo ter muito de exerccio, experimentao de mtodos, tcnicas, modos, etc., at mesmo para que o prprio expositor se descubra, isto , identifique o estilo e a natureza peculiar do trabalho a que mais se ajusta. A chave do xito est em fazer-se o que se gosta, aquilo para o que se revela pendor, vocao, gosto. A pregao pblica, como qualquer outro setor, um campo multifacetado, onde cada qual definir sua preferncia e aptido.

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H, por exemplo, o orador didtico, o solto, o metdico, o filosfico, o bem humorado, o altiloqente, o evanglico, o emotivo, o tertulial1, o verberador, o tmido e o impetuoso. H o que adota preparao prvia meticulosa e no foge ao esquema traado; o contrrio, que no consegue preparar antecipadamente, mas fala ao sabor da emoo do momento. H o monotnico, que s aborda uma temtica invarivel, ou trata todos os assuntos pelo mesmo prisma. O oposto o polimorfo, que desenvolve capacidade para ver a problemtica humana sob vrios ngulos e adquire a capacidade de apreciar assuntos diferentes entre si. Vemos os que imitam outros pregadores conhecidos e os mais autnticos. Existe o estacionado, que nunca passa de um mesmo diapaso, e o que evolui, aprende com os prprios erros, para no incorrer neles de futuro. Aparece o sem autocrtica, cujos graves defeitos todos notam, s o prprio que no v e o melindroso, a quem a menor crtica desmonta por muitas semanas. Mas, em qualquer caso, uma qualidade fundamental: a modstia e a humildade. No mais, v em frente, e nunca creia que voc, agora jovem, iniciando-se no trabalho ativo da seara, vir a ser um pregador esprita destacado simplesmente porque ter reencarnado com essa misso. Lembre-se do conselho de Toms Edson, o grande inventor. O gnio feito de 1% de inspirao e 99% de transpirao. Alis, a orientao que voc recebeu de um esprito amigo veio mesmo em forma sbia, porque disse que voc tem condies para ser um expositor. No disse que ser um expositor! E isso certo porque por mais que uma misso tenha sido preparada na Espiritualidade, o fato apenas confere condies mais ou menos favorveis para sua efetivao, que ser consumada ou no, segundo a maior ou menor aceitao do interessado e seus esforos nesse sentido. (Texto extrado da Revista Esprita Allan Kardec Ano III, n 11)

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Tertulial - conversa ao p do ouvido

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II O EXPOSITOR ESPRITA E O ESTUDO EVANGLICO-DOUTRINRIO1- Doutrina Esprita. Princpios fundamentais. O Evangelho de Jesus Como estudar a) As explanaes evanglico-doutrinrias no comportam improvisaes. Requerem estudo sistemtico e permanente dos livros da Codificao Esprita, do Novo Testamento e das Obras Subsidirias da 3 Revelao. Temos vrios caminhos para o estudo: por obras, por temas. importante lembrar que ler diferente de estudar. Como retemos as informaes: 10% 20% 30% 50% do do do do que que que que lemos ouvimos vemos vemos e ouvimos

b) Para um melhor desempenho, especialmente na abordagem do Evangelho, importante para o expositor o manuseio da Bblia e suas referncias, Harmonia dos Evangelhos, Chave Bblica e outras obras que possam fornecer subsdios para o seu trabalho, notadamente as de Emmanuel, que tratam da interpretao da Boa Nova. c) O estudo constante, com natural domnio dos Princpios Fundamentais, condio imprescindvel a todos aqueles que se dedicam ao trabalho de divulgao do Espiritismo. So eles: Deus, Jesus, Esprito, Perisprito, Evoluo, Livre-Arbtrio, Causa e Efeito, Reencarnao, Pluralidade dos Mundos Habitados, Imortalidade da Alma, Vida Futura, Plano Espiritual, Mediunidade, Influncia dos Espritos na nossa Vida, Ao dos Espritos na Natureza. d) Alm de representar o conju