Curativos Pele

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<p>ATUALIZAO EM CURATIVOSEnf PAULO SERGIO ARTUZO</p> <p>Ac Enf LEANDRO MACHADO</p> <p>ANATOMIA DA PELEA pele constituda de duas camadas principais a epiderme e a derme. Cada uma delas composta de tipos de tecidos diferente e tem funes distintas</p> <p>A epiderme, a camada mais externa da pele, e fina e avascular; e costuma regenerarse em 4 a 6 semanas. Suas funes bsicas so manter a integridade da pele e atuar como barreira fsica. Constituda por vrias camadas de clulas, a epiderme contm cinco subcamadas o estrato crneo, mais externo; o estrato lcido; o estrato granuloso; o estrato espinhoso, e a camada mais interna, o estrato germinativo, ou camada de clulas basais. O estrato germinativo liga a epiderme a segunda e mais espessa das camadas da pele, a derme.</p> <p>A funo da derme oferecer resistncia, suporte, sangue e oxignio pele. Essa camada contm vasos sanguneos, folculos pilosos, vasos linfticos, glndulas sebceas e glndulas sudorparas. A derme composta de fibroblastos, colgeno e fibras elsticas. Os fibroblastos so responsveis pela formao de colgeno, substncia matricial, e protenas de elastina. O colgeno d resistncia pele e a elastina responsvel pelo rechao cutneo. Espessos feixes de colgeno ligam a derme ao tecido subcutneo e s estruturas de suporte subjacentes, como fscia, msculo e ossos.</p> <p>O tecido subcutneo composto pelos tecidos adiposo e conjuntivo, alm de grandes vasos sanguneos, nervos e vasos linfticos. A espessura da epiderme, da derme e subcutneo variam entre diferentes pessoas e partes do corpo.</p> <p>ANATOMIA DA PELE</p> <p>FISIOLOGIA DA PELEA pele o maior rgo do corpo humano, constituindo cerca de 10% do peso corporal. Est constantemente exposta a agresses fsicas, qumicas e mecnicas, que podem ter conseqncias fsicas permanentes ou no.</p> <p>As seis funes da pele so: Proteo: a pele atua como barreira fsica contra microrganismos e outras substncias estranhas, protegendo contra infeces e perda excessiva de lquidos. Sensibilidade: as terminaes nervosas da pele permitem que a pessoa sinta dor, presso, calor e frio.</p> <p>Termorregulao: a pele ajuda a regular a temperatura corporal mediante vasoconstrio, vasodilatao e sudorese.</p> <p>Excreo: a pele ajuda na termorregulao, mediante a excreo de resduos, como eletrlitos e gua. Metabolismo: a sntese de vitamina D na pele exposta luz solar, por exemplo, ativa o metabolismo de clcio e fosfato, minerais que desempenham um papel importante na formao ssea.</p> <p>Imagem Corporal: a pele detalha a nossa aparncia, identificando de modo nico cada indivduo.</p> <p>ASPECTOS PSICOLGICOS Mantendo a metodologia de atendimento holstico do assistido no devemos pensar simplesmente em sua leso cutnea, mas sim nele como um todo... Integrando corpo e alma! Sabemos que a manifestao da ferida pode ter vrias origens, podendo inclusive denotar o nvel de desenvolvimento de uma populao.</p> <p>ASPECTOS PSICOLGICOSA ferida um problema scio-econmico e educacional, pois para a cicatrizao das leses so importantes a boa nutrio, assiduidade corporal e higiene da rea afetada. Na condio de misria e fome, que grande parte da populao mundial est sujeita, o viver da doena passa a ser um aspecto comum. Devemos aprender a valorizar os aspectos psicolgicos do portador de feridas, a salientar mais uma vez a importncia da abordagem interdisciplinar, necessitando em muitos casos da interveno do psiclogo.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS Quanto ao diagnstico etiolgico: Define a origem da doena que propiciou o aparecimento da leso cutnea.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS</p> <p>Quanto causa: Define o mecanismo de ao, por exemplo: traumticas, cirrgicas, patolgicas etc.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS Quanto morfologia: Descreve a localizao, nmero, dimenso e profundidade.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDASQuanto ao grau de contaminao: limpa, contaminada ou infectada.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS Quanto fase cicatricial: Define as trs etapas: inflamatria, proliferativa e maturao.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS</p> <p>Quanto caracterstica do exsudato: Descreve a sua presena ou ausncia, aspecto, colorao e odor.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDASQuanto caracterstica do leito da ferida: Necrtico, fibrinoso, necrticofibrinoso, granulao e epitelizao.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS Quanto cultura da secreo: Define o agente etiolgico e a antibioticoterapia especfica.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS Quanto evoluo da ferida: Aguda ou crnica.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS Quanto ao tipo de cicatrizao: Primria, secundria ou primria tardia.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS Segundo a Cor: Vermelha: indica tecido de granulao saudvel e limpo. Quando uma ferida comea a cicatrizar, cobre seu leito uma camada de tecido de granulao rseo-plido, que posteriormente torna-se vermelho-vivo.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDAS Segundo a Cor: Amarelo: indica a presena de exsudato ou secreo e a necessidade de limpeza da ferida. O exsudato pode ser amarelo-claro, amarelo-cremoso, amarelo-esverdeado ou bege.</p> <p>CLASSIFICAO DAS FERIDASSegundo a Cor: Preta: indica a presena de necrose. O tecido necrtico torna mais lenta a cicatrizao e proporciona um local para proliferao de microrganismos.</p> <p>ESTADIAMENTO E DOCUMENTAO DAS LCERAS DE PRESSO Estagio 1 Uma lcera de presso em estgio 1 uma alterao observvel relacionada com presso na pele ntegra, cujos indicadores comparativos rea adjacente ou oposta do corpo podem incluir mudanas em um ou mais das seguintes condies: Temperatura da pele (aquecimento ou resfriamento) e/ou sensibilidade (dor, prurido). A lcera manifesta-se como uma rea definida de hiperemia persistente na pele pouco pigmentada, ao passo que, em peles mais escuras, a lcera pode manifestar-se como tonalidades persistentes de vermelho, azul ou prpura. Documente e descreva somente comprimento e largura. No possvel descrever a profundidade, pois a epiderme est ntegra, embora o tecido abaixo dela possa estar lesado. A avaliao das lceras de presso em estgio 1 pode ser difcil nos pacientes com pele mais escura.</p> <p>ESTADIAMENTO E DOCUMENTAO DAS LCERAS DE PRESSO Estgio 2 Perda cutnea de espessura parcial envolvendo epiderme ou derme. A lcera superficial e manifestase clinicamente por abraso, flictema ou cratera rasa. Documente e descreva comprimento, largura e profundidade. Todas as lceras de presso em estgio 2 tm profundidade, pois a ferida j penetrou a epiderme. Nas lceras de presso superficiais, a profundidade pode ser descrita com inferior a 0,1 cm. Qualquer profundidade igual ou maior do que 0,1 cm deve ser medida com preciso, com ajuda de algum dispositivo para esse fim.</p> <p>ESTADIAMENTO E DOCUMENTAO DAS LCERAS DE PRESSO Estgio 3 Perda cutnea de espessura total envolvendo leso ou necrose do tecido subcutneo, que pode se estender at a fscia subjacente, sem atravess-la. A lcera manifesta-se clinicamente como uma cratera profunda, com ou sem comprometimento subjacente do tecido adjacente. Documente e descreva comprimento, largura e profundidade, alm da presena de formao de tneis, se houver. Quando existe tecido necrtico, no possvel realizar um estadiamento exato da lcera de presso at a descamao ou a lcera ter sido desbridada e a base da ferida tornar-se visvel.</p> <p>ESTADIAMENTO E DOCUMENTAO DAS LCERAS DE PRESSO Estgio 4 Perda cutnea de espessura total com destruio extensa, necrose tecidual ou leso muscular, ssea ou das estruturas de suporte ( por ex.: tendo ou cpsula articular). A formao de tneis ou de tratos fistulosos tambm pode estar associada lcera de presso em estgio 4. Documente e descreva comprimento, largura e profundidade, bem como a presena de formao de tneis (se houver) e as estruturas de suporte subjacentes visveis (fscia, msculo e osso). Se houver tecido necrtico, o estadiamento exato da lcera de presso s ser possvel, quando a descamao ou a lcera tiverem sido desbridadas e a base da ferida tornar-se visvel.</p> <p>FASES CICATRICIAIS A reparao tecidual ocorre em trs fases distintas, complexas, dinmicas e sobrepostas. A liberao de mediadores ocorre em cascata, atraindo estruturas periferia da regio traumatizada. O conhecimento das fases evolutivas do processo fisiolgico cicatricial fundamental para o tratamento adequado da ferida.</p> <p>FASES CICATRICIAIS Fase Inflamatria ou Exsudativa: Sua durao de aproximadamente 48 a 72 horas. Caracteriza-se pelo aparecimento dos sinais prodrmicos da inflamao: dor, calor, rubor e edema. Mediadores qumicos provocam vasodilatao, aumentam a permeabilidade dos vasos e favorecem a quimiotaxia dos leuccitos - neutrfilos combatem os agentes invasores e macrfagos realizam a fagocitose.</p> <p>FASES CICATRICIAIS Fase Proliferativa,</p> <p>Tem a durao de 12 a 14 dias. Ocorrem neo-angiognese, produo de colgenos jovens pelos fibroblastos e intensa migrao celular, principalmente queratincitos, promovendo a epitelizao. A cicatriz possui aspecto avermelhado.</p> <p>FASES CICATRICIAIS Fase de Maturao ou Remodelao: A terceira etapa pode durar de meses a anos. Ocorre reorganizao do colgeno, que adquire maior fora tnsil e empalidece. A cicatriz assume a colorao semelhante pele adjacente.</p> <p>FORMAS DE CICATRIZAO Cicatrizao Primria: Advm da sutura por planos anatmicos. Na cicatrizao primria no h perda tecidual. Pode ocorrer complicaes como isquemia peri-sutura em decorrncia de tcnica inadequada, presena de corpo estranho, coleo de lquidos, hematomas e infeco superficial. Esses fatores podero evoluir deiscncia de sutura cirrgica.</p> <p>FORMAS DE CICATRIZAOCicatrizao Secundria: Quando a evoluo cicatricial da ferida espontnea chama-se secundria.</p> <p>FORMAS DE CICATRIZAO Cicatrizao Primria Tardia s vezes, para acelerar o processo de cicatrizao secundria pode-se realizar aproximao das bordas da ferida com pontos de sutura simples. Tal procedimento denominado cicatrizao primria tardia. Fisiologicamente, o mecanismo de cicatrizao o mesmo, variando na durao do processo e nos resultados esttico-funcional, que so melhores na cicatrizao primria.</p> <p>FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAO Fatores Locais So fatores ligados ferida, que podem interferir no processo cicatricial, tais como: - dimenso e profundidade da leso, - grau de contaminao, - presena de secrees, hematoma e corpo estranho, - necrose tecidual e - infeco local.</p> <p>FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAO Fatores Sistmicos Faixa etria: A idade avanada diminui a resposta inflamatria. Estado Nutricional: O estado nutricional interfere em todas as fases da cicatrizao. A hipoproteinemia diminui a resposta imunolgica, sntese de colgeno e funo fagoctica.</p> <p>FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAO Doenas Crnicas: Enfermidades metablicas sistmicas podem interferir no processo cicatricial. Terapia Medicamentosa Associada: A associao medicamentosa pode interferir no processo cicatricial, como, por exemplo: - antiinflamatrios, - antibiticos, - esterides e - agentes quimioterpicos.</p> <p>FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAOTratamento Tpico Inadequado A utilizao de sabo tensoativo na leso cutnea aberta pode ter ao citoltica, afetando a permeabilidade da membrana. A utilizao de solues anti-spticas tambm podem ter ao citoltica. Quanto maior for concentrao do produto maior ser a sua citotoxidade, afetando o processo cicatricial. Essa soluo em contato com secrees da ferida tem a sua ao comprometida.</p> <p>ASPECTOS TICOS NO TRATAMENTO DE FERIDAS IMPERCIA execuo de uma funo sem a plena capacidade para tal. E cometer um erro por falta de conhecimento ou habilidade, como, por exemplo, um acadmico ou profissional no habilitado que realiza o procedimento do curativo de forma inadequada.</p> <p>ASPECTOS TICOS NO TRATAMENTO DE FERIDASIMPRUDNCIA o erro cometido com conhecimento das regras, porm no executado com as cautelas exigidas no tratamento da ferida. Por exemplo, o profissional preparado insistisse em realizar um curativo sem o diagnstico ou material adequado, ou caso o acadmico, desacompanhado de seu instrutor, executasse o curativo sem a plena convico do diagnstico e, ainda, sem solicitar auxlio.</p> <p>ASPECTOS TICOS NO TRATAMENTO DE FERIDAS</p> <p>NEGLIGNCIA No obstante todas essas condutas tenham de ser evitadas, a negligncia considerada, no mbito tico-profissional, a mais grave dos trs. o erro cometido com conscincia de como deve ser feito o tratamento da ferida e sem a existncia de algum fator de impedimento, porm, por mero desleixo, menosprezo ou indolncia, no realizado adequadamente.</p> <p>CONTROVRSIAS NO TRATAMENTO DE FERIDAS CURATIVO SECO X CURATIVO MIDO O curativo mido: - protege as terminaes nervosas superficiais, reduzindo a dor, - acelera o processo cicatricial, - previne a desidratao tecidual e a morte celular, - promove necrlise e fibrinlise. O curativo seco recomendado em feridas cirrgicas limpas, com sutura direta. A troca , geralmente, diria, at a retirada dos pontos.</p> <p>CONTROVRSIAS NO TRATAMENTO DE FERIDAS</p> <p>LIMPEZA SOLUO FISIOLGICA X LIMPEZA MECNICA A limpeza com soluo fisiolgica a 0,9% indicada para hidratar a ferida e acelera a cicatrizao, evitando o traumatismo direto da ferida. A limpeza mecnica provoca traumatismo do tecido em cicatrizao, retardando o processo.</p> <p>CONTROVRSIAS NO TRATAMENTO DE FERIDASANTI-SPTICOS EM FERIDA CUTNEA ABERTA Anti-sepsia com polivinilpirrolidona (PVPI) tpico (Povidine): Tem finalidade de prevenir a colonizao. Pode ser neutralizado rapidamente na presena de matria orgnica e tecido necrtico. indicado na anti-sepsia da pele ntegra e mucosas, de peri-cateteres, peri-introdutores e fixadores externos. contra-indicado em feridas abertas, pois citoltico e retarda o processo de cicatrizao. Anti-sepsia com a soluo de clorexidina: Tem ao bacteriana tanto para Gram positivas como Gram negativas, porm com maior efeito nas Gram negativas. A atividade germicida mantm-se mesmo na presena de materiais orgnicos. Possui as mesmas indicaes e contraindicaes do PVPI.</p> <p>CURATIVO FINALIDADE Remover o acumulo de secrees e tecido morto da ferida ou da rea de inciso; Diminuir o crescimento de microrganismo na ferida ou na rea da inciso; Promover a cicatrizao da ferida.</p> <p>RESULTADO ESPERADO</p> <p>Cicatrizao da ferida sem sinal de infeco.</p> <p>INVESTIGAOA investigao deve enfocar os seguintes tpicos: A prescrio mdica e/ou de enfermagem; O tipo e a localizao da ferida; O horrio da ltima troca; Alergias do paciente.</p> <p>CONSIDERAES ESPECIAISTrocas de curativos so freqentemente dolorosas: avaliar a necessidade relativa dor e medicar o paciente 30 minutos antes do incio do procedimento; Os pacientes geritrico e peditrico so freqentemente imunodeprimidos e tm uma baixa resistncia, sendo necessria uma estrita assepsia para minimizar a exposio aos microrganismos.</p> <p>CURATIVO</p> <p>PROCEDIMENTO DE ENFERMAGEMMATERIAL Bandeja; Material de curativo; Cuba rim; Fita adesiva; Luvas de procedimento; Soluo salina de 250 ml (bolsa) ou 125 ml (frasco); Algodo embebido em lcool 70%; Agulha 40x12; Pacotes de gazes; Saco de lixo branco; Soluo recomendada.</p> <p>IMPLEMENTAO- Lavar as mos e organizar o material; *Reduzir a transmisso de microrganismo. - Explicar o procedimento ao paciente e dar assistncia s suas necessidades; *Diminuir a ansiedade; *Promover a cooperao. - Avaliar o nvel de dor do pacien...</p>