CUIDADOS COM AS MOS COMO MEIO DE BIOLGICO - BIOSSEGURANA NA SADE HIGIENIZAO DAS MOS Antes de iniciar a lavagem das mos devem ser retirados: anis, pulseiras

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  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    CUIDADOS COM AS MOS

    COMO MEIO DE PREVENO E

    CONTROLE DE INFECO

    ELABORAO

    Vera Regina de Paiva Costa Enf.NMCIH / COVISA / SMS

    ORGANIZAO

    Anna Luiza de F. P. Lins Gryschek Enf.DST/ AIDS / SMS Marisa Beraldo Enf. CRH / SMS

    Solange T. Prieto Santos Enf. SAE-Ipiranga /SMS Vera Regina de Paiva Costa Enf NMCIH/COVISA/SMS

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    A BIOSSEGURANA E O CUIDADO COM AS MOS

    1- Microbiologia da Pele A pele ou ctis o manto de revestimento do organismo, indispensvel vida,

    pois isola o componente orgnico do meio exterior, impede a ao de agentes externos

    de qualquer natureza, evita perda de gua, eletrlitos e outras substncias do meio

    interno, d proteo imunolgica, faz termorregulao, propicia a percepo e tem

    funo secretria.

    A superfcie da pele apresenta sulcos e salincias, particularmente acentuadas

    nas regies palmo-plantar e extremidades dos dedos e, dependendo do seguimento

    corpreo, variaes e pregas (articulares e musculares), orifcios pilossebceos e

    sudorparos.

    A secreo sebcea produzida importante para a manuteno eutrfica da

    prpria pele, particularmente na camada crnea, pois evita a perda de gua. O sebum

    tem propriedades antimicrobianas e contm substncias precursoras da vitamina D.

    A pele possui dois tipos de microbiota: a transitria e a residente.

    A microbiota transitria compreende os microrganismos adquiridos por contato

    direto com o meio ambiente, contaminam a pele temporariamente e no so

    considerados colonizantes. Estes microrganismos podem ser facilmente removidos com

    o uso de gua e sabo ou degermante. No entanto, adquirem particular importncia em

    ambientes hospitalares, devido facilidade de transmisso de um indivduo a outro.

    A microbiota residente composta por microrganismos que vivem e se

    multiplicam nas camadas mais profundas da pele, glndulas sebceas, folculos pilosos,

    feridas ou trajetos fistulosos e so viveis por longo perodo de tempo.

    Os microrganismos dessa flora no so facilmente removidos, entretanto, podem

    ser inativados por antisspticos. Nas mos, os microrganismos localizam-se em maior

    quantidade em torno e sob as unhas.

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    HIGIENIZAO DAS MOS

    Antes de iniciar a lavagem

    a) Lavagem

    o

    (podendo

    microrganis

    plos, suor,

    O pr

    TCNICA

    T

    C

    N

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    C

    A

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    E

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    A

    O

    M

    O

    Fonte: CDC A

    Braslia, Norm

    das mos devem ser

    retirados: anis, pulseiras

    e relgio...

    bsica das mos: (tempo aproximado 15 segundos)

    simples ato de lavar as mos com gua e sabo preferencialmente neutro

    em algumas situaes usar o antissptico), visando a remoo de

    mos transitrios e alguns residentes, como tambm clulas descamativas,

    sujidades e oleosidade da pele.

    ofissional de sade deve fazer desse procedimento um hbito.

    :

    Fique em posio confortvel, sem tocar a pia;

    Abra a torneira, de preferncia, com a mo no dominante, isto com a

    esquerda, se for destro, e com a direita, se for canhoto;

    Mantenha, se possvel, a gua em temperatura agradvel, j que a gua

    quente ou muito fria resseca a pele;

    Use, de preferncia, 3 a 5 ml de sabo lquido com ou sem germicida;

    Molhe as mos e ensaboe. Friccione-as por 15 segundos, no mnimo, em

    todas as suas faces, espaos interdigitais, articulaes, unhas e extremidades

    dos dedos;

    Enxge as mos, retirando totalmente a espuma e resduos de sabo;

    enxugue-as com papel toalha descartvel;

    D

    A

    S

    S

    Feche a torneira utilizando o papel toalha descartvel (evite encostar as

    mos na pia).

    tlanta, 2002

    a e Manuais Tcnicos - Lavar as mos 1989

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE CUIDADOS COM AS MOS:

    AS MOS DEVEM SER LAVADAS

    SEMPRE QUE:

    estiverem sujas.

    ANTES DE: preparar e ministrar

    medicamento oral e injetvel.

    preparar e ministrar: ... preparar inalao,

    nebulizao, etc...

    AS MOS DEVEM SER LAVADAS

    ANTES E DEPOIS DE:

    funes fisiolgicas e ou pessoais:

    se alimentar;

    limpar e assoar o nariz; usar toalete,

    pentear cabelos, fumar ou tocar qualquer

    parte do corpo.

    manusear cada paciente e entre as diversas atividades

    realizadas com o mesmo paciente por exemplo:

    higiene; aspirao endotraqueal; esvaziamento da bolsa

    coletora de urina,

    Tratamento das feridas,...

    preparo de materiais ou

    equipamentos: respiradores;

    nebulizadores; inaladores, etc.

    manipulao de materiais

    ou equipamentos;

    coleta de espcimes, por exemplo: coleta de escarro, bipsias

    ...

    higienizao e troca de roupa dos pacientes;

    Adapatado: CDC Atlanta, 2002

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    ATENO!

    Os profissionais com leses cutneas secretantes ou exsudativas devem evitar

    contato com o paciente.

    PRODUTOSA SEREM UTILIZADOS NA HIGIENE

    DAS MOS:

    So sais formados a partir da reao de cidos

    graxos obtidos de gorduras vegetais e animais, com

    metais ou radicais bsicos (sdio, potssio, amnia,

    etc)

    Os sabes tm ao detergente, que removendo a

    sujidades, detritos e impurezas da pele ou outras

    superfcies.

    S

    A

    B

    E

    S

    Preconiza-se o uso de sabo lquido nos hospitais e

    unidades de sade.

    Solues base de lcool, com ou sem emoliente, em formulao lquida

    ou gel podem ser usadas, porm, cabe ressaltar que so ineficientes quando as

    mos esto sujas.

    PROCEDIMENTO = deve-se utilizar 3 a 5 ml do produto, friccionando as

    mos em todas as faces pelo tempo de 1 minuto (p. 14). As mos devem secar

    naturalmente e no por intermdio do papel-toalha.

    ESTE PROCEDIMENTO NO SUBSTITUI A LAVAGEM DAS MOS

    L

    C

    O

    O

    L

    G

    E

    L

    70%

    OBS: na maioria das Unidades de Sade, observam-se problemas relativos

    estrutura fsica, evidenciados pela falta de pias em nmero adequado, a fim de

    proporcionar a lavagem freqente das mos.

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    Tcnica de HIGIENIZAO das mos

    Repita cada movimento 5 vezes

    8

    9. Posi

    1. Palma contra palma

    . Utilizar a mo componen

    o de enxge: deve ser com

    10. Secagem: en

    2. Palma direita sobre dorso esquerdo

    3. Palma esquerda sobre dorso direito

    te

    x

    4. Dedos entrelaados: palma contra palma

    5 .Parte posterior dos dedos em oposio palma

    e fricci

    gua em

    ugar com

    6. Rotao do polegar

    7. Movimento de rotao de frente para trs dos dedos sobre as palmas

    o

    nar o punho com movimento de rotao

    abundncia a partir da mo para o antebrao; duas folhas de papel toalha.

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    PREPARO PR-OPERATRIO DAS MOS:

    O preparo pr-operatrio das mos, tambm denominado como escovao das

    mos ou antissepsia cirrgica das mos, realizado para remoo de detritos,

    eliminao da microbiota transitria e reduo da microbiota residente das mos do

    cirurgio e seus auxiliares.

    Recomenda-se o uso de escovas apropriadas, com cerdas macias, descartveis ou

    convenientemente esterilizadas. As de cerdas duras so contra-indicadas, pois podem

    promover leses cutneas nas mos e antebraos.

    O tempo recomendado para o primeiro preparo pr-operatrio das mos de 5

    minutos, sendo que 3 minutos so suficientes para preparos subseqentes ao longo do

    dia.

    Antisspticos degermantes com boa ao germicida e efeito residual ajudam a

    manter a baixa contagem microbiana. As solues degermantes base de iodforos

    ou clorexidina so indicadas.

    Na tcnica deve-se dar especial ateno s unhas e espaos sub-ungueais que

    devem ser limpos com esptula. A escovao deve concentrar-se nesta rea, nos espaos

    interdigitais e mos; a frico dos antebraos pode ser feita com esponja.

    O enxge deve ser realizado com gua em abundncia a partir da mo para o

    antebrao e a secagem com compressas estreis. Pode-se aplicar aps o preparo pr-

    operatrio das mos, soluo alcolica do mesmo antissptico, utilizado na fase de

    degermao.

    AS MOS DEVEM SER SUBMETIDAS AO PREPARO PR-OPERATRIO PARA:

    - cirurgias de um modo geral;

    - insero de cateteres venosos centrais, arteriais e umbilicais;

    - puno pleural, paracentese, instalao de cateter peritonial;

    - punes do espao epidural e raquidiano ou instalao de cateter epidural;

    - realizao de bipsias;

    - preparo de soluo parenteral ou enteral;

    - outros...

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    SOLUES ANTISSPTICAS:

    So formulaes germicidas de baixa causticidade, hipoalergnicas, destinadas

    aplicao na pele e mucosas.

    As formulaes comerciais destinadas antissepsia das mos esto divididas em

    dois grupos:

    Soluo alcolica para antissepsia das mos o lcool age por desnaturao das

    protenas e tem excelente ao bactericida e micobactericida. O lcool um dos mais

    seguros e efetivos antisspticos, reduzindo rapidamente a contagem microbiana da

    pele, apesar de no possuir efeito qumico residual e evaporar rapidamente. A

    concentrao importante, determinando sua eficcia. A concentrao de 70% a

    mais indicada por causar menor ressecamento da pele.

    Como sua grande desvantagem o ressecamento causado pela remoo da

    gordura da pele, novos produtos adicionam emolientes ao lcool para minimizar este

    efeito sem interferncia na sua ao germicida. A ausncia de efeito residual e

    pequena inativao na presena de matria orgnica outra desvantagem.

    SOLUES ANTISSPTICAS COM DETERGENTE (degermantes)

    Essas solues associam detergentes com antisspticos e destinam-se

    degermao da pele, removendo detritos e impurezas:

    Clorexidina:

    Pertence ao grupo das biguanidas e age por destruio da membrana celular e

    precipitao dos componentes internos da clula microbiana, apresenta maior

    efetividade com um pH entre 5.5 a 7.0. Tem excelente ao contra bactrias Gram-

    positivo, fungos e vrus, porm pequena ao contra micobactrias. Apresenta baixo

    potencial de toxicidade e de fotossensibilidade ao contato, sendo pouco absorvida pela

    pele ntegra. Apesar da clorexidina ter ao mais lenta que o lcool, estudos

    demonstram boa reduo da microbiota aps 15 segundos de lavagem das mos. O

    principal benefcio o efeito residual de 6 a 8 h.

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    As frmulas usuais so:

    -

    -

    -

    Soluo degermante a 2 ou 4%, contendo no menos que 4% de lcool etlico

    para evitar contaminao do produto por bactrias Gram-negativas. No h

    diferena significativa da atividade antissptica entre soluo a 2 ou 4%;

    Soluo alcolica a 0,5%;

    Soluo aquosa a 0,2%, especfica para procedimentos de gineco-obstetrcia.

    Iodo e iodforos

    O iodo um elemento qumico no metlico, de smbolo I pouco solvel em

    gua, porm solvel em lcool, glicerol, leos, benzeno e clorofrmio. Apresenta

    facilidade em penetrar na parede celular dos microrganismos, inibindo a sua sntese

    vital, oxidando e substituindo o contedo microbiano por iodo livre. Possui ao

    micobactericida, fungicida e viricida, podendo ter, alguma ao contra esporos aps

    longo tempo de exposio.

    O uso do iodo foi limitado por muitos anos, por ocasionar queimaduras,

    irritao de pele e mucosas. Com o desenvolvimento de compostos iodforos, que so

    mais potentes, mais solveis e menos irritantes, o uso do lcool iodado tem sido

    abandonado.

    Os iodforos so combinaes de iodo com um agente solubilizante e

    transportador, a polivinilpirrolidona (PVP), compondo o polivinilpirrolidona-iodo

    (PVP-I). Atua carregando molculas de iodo que so liberadas gradualmente em

    baixas concentraes, mantendo o efeito germicida prprio do iodo, mas reduzindo

    sua toxicidade.

    Os iodforos necessitam de aproximadamente 2 minutos de contato para a

    liberao do iodo livre, atingindo assim nvel adequado de antissepsia. Devido sua

    liberao lenta, possuem efeito residual de 2 a 4 horas. No entanto sua ao

    rapidamente neutralizada pela presena de matria orgnica.

    Os iodforos podem ser encontrados nas formulaes degermante, alcolica e

    aquosa, em concentrao de 10% com 1% de iodo livre. Os antisspticos base de

    iodo podem sofrer decomposio pela exposio excessiva luz e calor.

    Os iodforos no mancham tecidos. Podem causar queimaduras qumicas se

    permanecerem em contato com a pele por perodo prolongado.

    Especial ateno deve ser dedicada antissepsia cirrgica evitando a

    permanncia de campos molhados ou poas do antissptico sob o paciente. H relatos

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    de absoro percutnea e por mucosas em recm-nascidos, levando ao hipotireodismo

    aps exposio.

    CONSERVAO DOS ANTISSPTICOS

    As solues antisspticas devem ser protegidas da luz solar direta ou de

    temperaturas elevadas. No uso de almotolias reenvasveis, estas devem ser

    autoclavadas ou desinfetadas. Deve se estabelecer rotina para troca, incluindo o

    esvaziamento, limpeza e secagem no mnimo a cada 7 dias, pois h relatos de

    contaminao por bacilos Gram-negativos ou por estafilococos.

    MATERIAIS E EQUIPAMENTOS NECESSRIOS

    Dispensadores

    Devem apresentar dispositivos que facilitem o seu esvaziamento, enchimento

    e/ou troca de refil. Preferencialmente devem ser usados os modelos descartveis,

    acionados com o p ou cotovelo.

    Para solues antisspticas degermantes deve-se utilizar dispensadores de

    parede que reduzem a possibilidade de sua contaminao com a microbiota das mos.

    O acionamento pode ser manual quando utilizado para lavagem das mos,

    porm, para o preparo pr-operatrio das mos, so indicados dispensadores com

    acionamento por cotovelos, ps ou clula fotoeltrica .

    Pias

    Devem estar sempre limpas, adequadamente localizadas e em nmero

    necessrio para facilitar o ato de lavar as mos, com torneiras que funcionem. No

    Centro Cirrgico, se possvel, deve ter gua quente e fria e o acionamento deve ser

    com o p, cotovelo ou joelho.

    As pias e torneiras devem ser instaladas de maneira que no propiciem ao

    usurio respingos de gua durante sua utilizao. Os profissionais, visando no

    contaminar seus uniformes, devem criar o hbito de no encostar na pia quando forem

    lavar as mos.

    Porta papel-toalha

    Deve-se dar preferncia aos modelos para papis em bloco, que possibilitam o

    uso individual folha a folha. Outra opo em rolo, porm a manipulao para o uso

  • RISCO B IOLGICO - B IOSSEGURANA NA SADE

    mais complicada. O papel-toalha deve ser de material suave, para no machucar as

    mos e de fcil retirada dos suportes.

    O suporte deve ser fixado junto s pias, ser de fcil limpeza e de material que

    no oxide. Contra-indica-se o uso de toalhas de tecido do tipo comum. O secador

    eltrico, na prtica no bem utilizado, pois os profissionais no obedecem ao tempo

    necessrio para a total secagem das mos.

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