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  • 1. O CRAS QUE TEMOS O CRAS QUE QUEREMOS Volume 1 Orientaes Tcnicas | Metas de Desenvolvimento dos CRAS | Perodo 2010/2011

2. expedIente PresidentadaRepblicaFederativadoBrasil|DilmaRousseff Vice-PresidentedaRepblicaFederativadoBrasil|michelTemer ministradoDesenvolvimentoSocialeCombateFome|TerezaCampello SecretrioExecutivo|RmuloPaesdeSousa SecretrioExecutivoAdjunto|marceloCardona SecretrianacionaldeAssistnciaSocial|DeniseColin SecretrianacionaldeSeguranaAlimentarenutricional|maYaTakagi SecretrionacionaldeRendadeCidadania|TiagoFalco SecretriodeAvaliaoeGestodainformao|PauloJannuzzi SecretriaExtraordinriadeSuperaodaExtremaPobreza|AnaFonseca secretArIA nAcIonAl de AssIstncIA socIAl SecretriaAdjunta|ValriaGonelli DiretoradeProteoSocialBsica|AidCanadoAlmeida DiretoradeProteoSocialEspecial|TelmamaranhoGomes DiretoradeGestodoSistemanicodeAssistnciaSocial|SimoneAlbuquerque DiretoradeBenefciosAssistenciais|mariaJosdeFreitas DiretoradaRedeSocioassistencialPrivadadoSuAS|CarolinaGabasStuchi DiretorExecutivodoFundonacionaldeAssistnciaSocial|AntonioJosGonalvesHenriques orgAnIzAo AideCanadoAlmeida mariadoSocorroFernandesTabosamota KeliRodriguesdeAndrade PriscillamaiadeAndrade CristianaGonalvesdeOliveira SimoneAlbuquerque elABorAo BrunaDAviladeAndrade ClaraCarolinadeSa CristianaGonalvesdeOliveira DulcelenaAlvesVazmartins ElYriaBonettiYoshidaCredidio JosFerreiradaCrus KarolineAiresFerreira KeliRodriguesdeAndrade mariadoSocorroFernandesTabosamota PriscillamaiadeAndrade RosariodemariaCostaFerreira SelaideRoweCamargo CoordenaoEditorial|monicaRodriguesemarceloRocha Bibliotecria|TatianedeOliveiraDias Equipe|ThaiseLeandro,RomrioRomaSilvaeTomsnascimento ProjetoGrficoeDiagramao|KtiaRovanaOzrio revIso AidCanadoAlmeida DeniseColin mariaJosdeFreitas SimoneAlbuquerque colABorAo JoYceCamargoRodrigues LidiaCristinaSilvaBarbosa LuisOtavioPiresFarias monicaAparecidaRodrigues ThasaAlvesRodrigues ThiagoSilvinoRochaOliveira 3. Apresentao 6 Introduo 8 Dimenso Atividades Realizadas 13 Dados Gerais da Dimenso Atividades Realizadas 15 1. Realizar acompanhamento de famlias (2008/2009) 17 Acompanhamento familiar em grupo 21 Acompanhamento particularizado 23 2. Realizar oficinas/grupos de convivncia com famlias (2009/2010) 29 3. Realizar visitas domiciliares (2008/2009) 35 4. Acompanhamento prioritrio das famlias em descumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Famlia (PBF) (2009/2010) 38 5. Acompanhamento prioritrio a famlias com beneficirios do BPC e benefcios eventuais (2010/2011) 44 6. Orientao/acompanhamento para insero no BPC (2009/2010) 52 7. Encaminhamento para insero de famlias no Cadastro nico para Programas Sociais - Cadnico (2009/2010) 54 8. Realizar busca ativa (2009/2010) 57 9. Realizar atividade de gesto do territrio, articulando a rede de Proteo Social Bsica (2010/2011) 61 Esclarecimentos finais 65 4. Dimenso Horrio de Funcionamento 66 Dados Gerais 66 Dimenso Recursos Humanos 68 Dimenso ESTRUTURA FSICA 72 a)Metas de Desenvolvimento dos CRAS 72 b)Espaos passveis de compartilhamento 76 c)Aplicao dos recursos do cofinanciamento federal, repassados pelo Fundo Nacional de Assistncia Social FNAS aos fundos municipais, do DF e estaduais de assistncia social, quanto Dimenso Estrutura Fsica 78 Anexo 1 82 Referncias Bibliogrficas 90 5. Volume 1 Orientaes Tcnicas,Metas de Desenvolvimento dos CRAS Perodo 2010/2011 6 O Sistema nico de Assistncia So- cial (SUAS), amplamente comemo- rado no dia 8 de junho de 2011, quando da aprovao do PL SUAS no Congresso Nacional, foi criado por determinao inicial do governo fe- deral, com o propsito de fazer cum- prir deliberao da Conferncia Na- cional de 2003. Foi materializado, h cerca de 6 anos, na Poltica Nacio- nal (2004) e institudo por meio da Norma Operacional Bsica do SUAS (2005).O enorme esforo para sua implantao, que contou com ex- pressivo apoio dos entes federados, se reflete nos percentuais elevads- simos (99,5%) de adeso ao SUAS, por parte dos municpios e DF e de todos os estados.Apenas 151 muni- cpios ainda no possuem o Centro de Referncia de Assistncia Social (CRAS), unidade pblica da proteo social bsica no mbito local. Essa nova concepo da assistncia social, organizada em Sistema nico, pretende superar a ao fragmen- tada e segmentada; direcionar sua organizao em torno da matriciali- dade sociofamiliar, e descentralizar servios, ofertando-os em locais prximos da moradia das famlias.O olhar do profissional se volta, assim, para a famlia e para os seus mem- bros, em um dado territrio, espao onde se manifestam as vulnerabi- lidades e riscos, por meio de fen- menos complexos e multifacetados, que podem incidir diferentemente sobre as famlias e, em alguns casos, mais especialmente sobre um de seus membros. Ao longo destes anos, a poltica de assistncia social se consolidou, or- ganizou, e vem se preparando para uma fase de valorizao da quali- dade dos servios prestados, o que depende da melhoria da gesto.No caso da proteo bsica, algumas conquistas merecem destaque: a realizao da transio dos servi- os de educao infantil para o se- tor responsvel; a definio de seus servios, por meio da Tipificao Na- cional; a publicao de cadernos de orientao para tcnicos e gestores; a instituio de processos de expan- so qualificada das unidades pbli- cas e a responsabilidade de acom- panhamento e monitoramento dos servios por parte dos Estados. A instituio do Censo SUAS foi de- terminante para a existncia de uma linha de base para identificao da instituio e do aprimoramento dos CRAS. Em seguida, a definio de um indicador do CRAS, em parceria com o Departamento de Gesto do SUAS (DGSUAS) e da Secretaria de Avaliao e Gesto da Informao apresentao 6. 7 Volume 1 Orientaes Tcnicas ,Metas de Desenvolvimento dos CRAS Perodo 2010/2011 (SAGI), contribuiu para a avaliao da evoluo do indicador, nesta s- rie histrica, o que culminou com a definio de metas de desenvolvi- mento dos CRAS, escalonadas para os prximos anos, com o objetivo de induzir os processos de planejamen- to por parte dos entes federados, de forma a assegurar a oferta do Servio de Proteo e Atendimento Integral Famlia (PAIF) segundo os padres normativos do SUAS.Neste sentido, o documento que ora apresentamos bastante pertinente e tem o intuito de colaborar para a qualificao do PAIF, alm de reforar a compreenso de que a oferta de servios depende de planejamento, organizao e gesto. Nesta esteira, chama-se ateno para a principal ferramenta do SUAS, os recursos hu- manos, que precisam ser alocados nas funes segundo seu perfil, de forma a assegurar que sejam valo- rizados, capacitados e orientados. Esta publicao favorece, portanto, uma melhor apreenso das metas de desenvolvimento dos CRAS que, por sua vez, contribuem para a evoluo do ndice de Desenvolvimento dos CRAS em todo o Brasil. A organizao do SUAS torna-se im- prescindvel para o enfrentamento dos novos desafios que se colocam para os prximos quatro anos.Neste contexto, contar com CRAS de quali- dade condio necessria, embora no suficiente, para que a assistn- cia social protagonize um lugar cen- tral no Plano Brasil sem Misria.Por meio da busca ativa, da organizao de sua estrutura de gesto do SUAS (na Secretaria, no CRAS e CREAS), da oferta de servios socioassistenciais para as famlias mais vulnerveis e pobres e do encaminhamento para outros servios, trata-se de colocar em rota um projeto ambicioso, que desafia as polticas setoriais a se articularem nos municpios e nos territrios, fazendo chegar servios a milhes de brasileiros que deles necessitam. Uma tarefa de tal enver- gadura apresenta desafios grandes para uma rea que se encontra em processo de constituio. Aos trabalhadores do SUAS, conse- lheiros e membros das comisses de pactuao, dedicamos este docu- mento, que pretende ser o primeiro de uma srie O CRAS que temos, o CRAS que queremos, inaugurada com esta temtica to importante e oportuna, das Metas de Desenvolvi- mento dos CRAS.Denise Ratmann Arruda Colin Secretria Nacional de Assistncia Social 7. Volume 1 Orientaes Tcnicas,Metas de Desenvolvimento dos CRAS Perodo 2010/2011 8 A instituio do processo de avalia- o peridica das unidades CRAS e CREAS (Centro de Referncia de Assis- tncia Social e Centro de Referncia Especializado de Assistncia Social, respectivamente) - denominada Mo- nitoramento SUAS1 - constituiu ao fundamental para a consolidao do Sistema nico de Assistncia Social (SUAS), o que marca o incio de uma nova fase do Sistema, ao permitir o acompanhamento contnuo da opera- cionalizao de servios no mbito da Poltica Pbica de Assistncia Social. No ano de 2007, as informaes do Monitoramento SUAS/Censo CRAS indicou a Linha de Base dos CRAS, possibilitando a identificao das si- tuaes consideradas insatisfatrias para o desenvolvimento de CRAS (Resoluo da Comisso Intergesto- res Tripartite/CIT n 1/2007). Neste contexto, com o intuito de apoiar os Municpios e Distrito Federal (DF) que apresentaram situaes insatisfat- rias, foi estabelecido o processo de acompanhamento da implementao do PAIF nos CRAS, pela Unio e Esta- dos (Resoluo CIT n 06/2008). Com vistas a possibilitar o monitora- mento da principal unidade pblica de proteo bsica do SUAS, e permi- tir conhecer a evoluo da situao dos CRAS, por meio de indicadores, a Secretaria Nacional de Avaliao e Gesto da Informao (SAGI), em apoio Secretaria Nacional de Assis- tncia Social (SNAS), elaborou o ndi- ce de Desenvolvimento dos CRAS ID CRAS, que foi discutido em encontro nacional de Monitoramento do SUAS, com Estados, Distrito Federal (DF) e representantes do Frum Nacional de Secretrios Estaduais de Assis- tncia Social (FONSEAS), Colegiado Nacional dos Gestores Municipais de Assistncia Social (CONGEMAS) e da direo dos Colegiados Estaduais de Gestores Municipais de Assistncia Social (Coegemas), no ano de 2008, aprimorado e, em seguida, adotado. O referido indicador o resultado da combinao de quatro Indicadores Dimensionais, a saber: Atividades Re- alizadas, Horrio de Funcionamento, Recursos Humanos e

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