cosmos :: carl sagan _ parte 1

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  • 1. COSMOS
  • 2. Quasar dentro de uma galxia elptica gigante, dominando um magnfico aglomerado de galxias. Criao de Adolf Schaller.
  • 3. COSMOS Carl Sagan 198 0
  • 4. Sinceros agradecimentos pela permisso de reimpresso de matrias publicadas anteriormente a: American Folklore Society: Extrato de "Chukchee Tales" de Waldemar Borgoras do Journal of American Folklore, volume 41 (1928). Reimpresso com permisso da American Folklore Society. BalIantine Books: Ilustrao de Darrell K. Sweet para a capa de Red Planet de Robert A. Heinlein, copyright 1949 de Robert A. Heinlein, revisto em 1976 por Robert A. Heinlein. Ilustrao de Michael Whelan para a capa de With Friends Like These... de Alan Dean Foster, copyright 1977 de Alan Dean Foster. Ilustrao de Os Irmos Hildebrandt para a capa de Sfellar Science Ficti- on Stories # 2, editado por Judy-Lynn del Pey, copyright 1976 por Randon House Inc. Todos publicados por Ballantine Books, uma diviso da Random House Inc., utilizados com permisso. Cidade de Bayeux: Cena da Tapearia de Bayeux, reproduzida com autorizao especial de City Bayeux. CoEvolution Quarterly: Parte de Computer Photo Map of Galaxies, CoEvolution Quarterly. $5,00 porte pago, Box 428, Sausali- to, CA. 94966. J. M. Dent & Sons, Ltd.: Excertos da traduo de O Alcoro por J. M. Rodwell (An Everyman's Library Series) Reimpresso com permisso de J. M. Dent & Sons Ltd. J. M. Dent & Sons, Ltd. e E. P. Dutton: Excerto de Penses de Blaise Pascal, traduzido por W. F. Trotter (Ar Everyman's Library Series). Reimpresso com permisso do editor nos Estados Unidos, E. P. Dutton, e do editor na Inglaterra, J. M. Dent & Sons Ltd. Encyclopaedia Britannica, Inc.: Citaes de Isaac Newton (ptica), Joseph Fourier (Teoria Analtica do Calor) e Uma Pergunta sobre Pitgoras por Anaximenes (c: 600 A.C.). Reimpresso com permisso de Grandes Livros de Mundo Ocidental. Copyright 1952 by Encyclopaedia Britannica, Inc. Harvard University Press: Citao de Demcrito de Abdera, retirada de Loeb Classical Library. Reimpresso com permisso da Harvard University Press. Indiana University Press: Excertos de Ovdio, Metamorfoses, traduzidos por Rolfe Humphries, copyright 1955 by Indiana Univer- sity Press. Reimpresso com permisso do autor. Liveright Publishing Corporation: Versos reimpressos de The Bridge, poema de Hart Crane, com permisso de Liveright Publishing Corporation. Copyright 1933, 1958, 1970 by Liveright Publishing Corporation. Oxford University Press: Excerto de Zurvan: A Zoroastrian Dilemma de R. C. Zaehner (Claredon Press-1955) Reimpresso com permisso de Oxford University Press. Penguin Books, Ltd.: Um verso de Enuma Elish, Sumer, em Poems of Heaven and Hell from Ancient Mesopotamia traduzido por N. K. Sandars (Penguin Classics 1971). Copyright N. K. Sandars, 1971. Doze versos de Lao Tz Tao Te Ching, traduzido por D. C. Lau (Penguin Classics, 1963). Copyright D. C. Lau,1963. Reimpresso com permisso de Penguin Books, Ltd. Pergamon Press Ltd.: Excertos de Giant Meteorites de E. L. Krinov foram reimpressos com permisso de Pergamo Press Ltd. Simon & Schuster, Inc.: Citao do Bhagavad Cita, de Lawrence and Oppenheimer de Nuel Pharr Davis (1968, pg. 239), e ex- certo de The Sand Reckoner de Arquimedes, retirado de The World of Mathematics de James Newma (1956, volume 1, pg. 420). Reimpresso com permisso de Simon & Schuster, Inc. The University of Oklahoma Press: Excerto de Popol Vuh: The Sacred Book of the Ancient Quich Maya, de Adria Recinos, 1950. Copyright 1950 by the University of Oklahoma Press. Reimpresso com permisso da University de Oklahoma Press.
  • 5. Para Ann Druyan Diante da vastido do espao e da imensidade do tempo, uma alegria para mim partilhar um planeta e uma poca com Annie
  • 6. SUMRIO Introduo / XI 1. As Fronteiras do Oceano Csmico / 3 ______________________________________________________ 2. Uma Voz na Fuga Csmica / 23 ______________________________________________________ 3. A Harmonia dos Mundos / 45 ______________________________________________________ 4. Cu e Inferno / 73 ______________________________________________________ 5. Toadas para um Planeta Vermelho / 105 ______________________________________________________ 6. Histrias de Viajantes / 137 ______________________________________________________ 7. A Espinha Dorsal da Noite / 167 ______________________________________________________ 8. Viajando no Espao e no Tempo / 195 ______________________________________________________ 9. As Vidas das Estrelas / 217 ______________________________________________________ 10. O Limite do Eterno / 245 ______________________________________________________ 11. A Persistncia da Memria / 269 ______________________________________________________ 12. Encyclopaedia Galactica / 291 ______________________________________________________ 13. Quem Responde pela Terra? / 317 ______________________________________________________ Apndice 1: Reductio ad Absurdum e a Raiz Quadrada do Dois / 347 ______________________________________________________ Apndice 2: Os Cinco Slidos Pitagricos / 348 ______________________________________________________
  • 7. INTRODUO Tempo vir em que uma pesquisa diligente e contnua esclarecer aspectos que agora permanecem escondidos. O espao de tempo de uma vida, mesmo se inteiramente devo- tada ao estudo do cu, no seria suficiente para investigar um objetivo to vasto... este conhecimento ser conseguido so- mente atravs de geraes sucessivas. Tempo vir em que os nossos descendentes ficaro admirados de que no soubs- semos particularidades to bvias a eles... Muitas descobertas esto reservadas para os que viro, quando a lembrana de ns estar apagada. O nosso universo ser um assunto sem importncia, a menos que haja alguma coisa nele a ser inves- tigada a cada gerao... A natureza no revela seus mistrios de uma s vez. Sneca, Problemas Naturais Livro 7, sculo I Na antigidade, nos costumes e nas conversas do dia- a-dia, os acontecimentos mais mundanos eram relacionados com os principais eventos csmicos. Um exemplo interessante o encantamento contra o verme que os assrios de 1.000 a.C. imaginavam que provocava a dor de dente. Ele comea com a origem do universo e termina com a cura para a dor de dente: Aps Anu ter criado os cus, E os cus terem criado a terra, E a terra ter criado os rios, E os rios terem criado os canais, E os canais terem criado o pntano, E o pntano ter criado o verme, O verme procurou Shamash chorando, Suas lgrimas se derramando diante de Ea: "O que me dars como comida, O que me dars para beber?" "Eu te darei o figo seco E o damasco." "O que representam eles para mim? O figo seco E o damasco! Eleve-me, e entre os dentes E as gengivas deixe-me morar!... "Por teres dito isto, verme, Possa Ea destruir-te com a fora da Sua mo! (Encantamento contra dor de dente). O tratamento: Cerveja de segunda classe... e leo que tu devers misturar; O encantamento, tu devers recit-lo trs vezes seguidas e ento colocar a poo sobre o dente.
  • 8. XII - Introduo Nossos ancestrais ansiavam compreender o mundo, mas no conseguiram encontrar um mtodo. Imaginaram um universo pequeno, fantstico e arrumado, no qual as foras dominantes eram deuses como Anu, Ea e Shamash. Neste universo os seres humanos desempenharam um papel importante, seno central. Estamos intimamente entrosados com o resto da natureza. O tratamento da dor de dente com cerveja de segunda classe esta- va associado aos mais profundos mistrios cosmolgicos. Hoje em dia descobrimos um modo mais abrangente e distinto para entender o universo, um mtodo chamado cincia; revelou-nos um universo to antigo e to vasto que os problemas dos seres humanos pareciam, primeira vista, decorrentes de pequenas implicaes. A nossa viso do Cosmos cresceu. Pare- ceu-nos, a princpio, remoto e distante. Mas a cincia descobriu no somente que o universo encerra uma grandeza implcita e esttica acessvel compreenso humana, mas tambm que somos, em um sentido muito real e profundo, uma parte deste Cosmos, nascidos dele, nosso destino irremediavelmente ligado a ele. Os eventos humanos bsicos e os mais triviais remontam ao universo e suas origens. Este livro se dedica explorao desta perspectiva csmica. No vero e outono de 1976, como membro do Viking Lan- der Imaging Flight Team, engagei-me, com outros vrios colegas cientistas, na explorao do planeta Marte. Pela primeira vez na histria da humanidade, fizemos aterrissar duas espaonaves na superfcie de um outro mundo. Os resultados, descritos detalha- damente no Captulo 5, foram espetaculares, o significado histri- co da misso inegavelmente visveis, embora o pblico no tenha conhecimento de quase nada destes importantes acontecimentos. A imprensa foi, em sua maior parte, desatenta; a televiso tam- bm ignorou a misso. Quando tornou-se claro que uma resposta definitiva sobre a questo da vida em Marte no viria, o interesse diminuiu ainda mais. H pouca tolerncia para a